A WEB POR TRÁS DE SUZANO

deep webPor detrás do massacre de Suzano estão a “deep web” e a “dark web”, campos da internet de difícil acesso. E, nesse campo tenebroso da internet está o site que inspirou os assassinos. Trata-se do Dogolachan, sobre o qual já tivemos a oportunidade de comentar. Faltava apenas identificar a pessoa responsável pelo Dogolachan, um site que difunde o ódio e a violência contra negros, mulheres, nordestinos, homossexuais e militantes de esquerda. O nome do terrorista responsável pelo site é nosso velho conhecido: trata-se de Marcello Valle Silveira Mello, um brasiliense de 33 anos que confessou que, desde a infância, odeia mulheres. Sobre esse delinquente, já tivemos a oportunidade de escrever alguns artigos e aí vão os links:

https://pedropaulorasgaamidia.com/2018/05/12/nazista-criador-da-bolsocoin-e-preso/

https://pedropaulorasgaamidia.com/2019/01/27/o-homem-sancto/

Marcello já criou vários sites de disseminação de ódio e incitação à violência e já foi preso várias vezes. Foi ele que criou a famigerada “Bolsocoin” que, segundo o próprio, era uma “moeda virtual inspirada em Jair Bolsonaro.” Orgulhava-se de ter sido o criador daquilo que chamou “a primeira moeda virtual da extrema-direita brasileira.” Ele foi o administrador do Dogolachan até o ano passado, quando foi novamente preso. A partir de então, um tal de “DPR” tornou-se o administrador do site criminoso.

Marcello tem uma extensa folha corrida de crimes pela internet. Foi ele que ameaçou com bombas a Universidade de Brasília e, recentemente, descobriu-se que foi a pessoa que ameaçou o ex-deputado Jean Wyllys. Ele já chegou até a oferecer recompensa para quem matasse Jean Wyllys. Foi na página do Dogolachan que o massacre de Suzano foi comemorado e os assassinos considerados “heróis”.

A prisão de Marcello e a investigação do Dogolachan pela Polícia não serão suficientes para travar esse clima de intolerância que tomou conta do país há algum tempo. Um Presidente da República foi eleito movido por muitos dos ódios disseminados nesses sites subterrâneos. As ferramentas do ódio hoje são, infelizmente, muitas.

Nos sites que criava, a Polícia Federal descobriu que Marcello defendia a legalização do estupro e da pedofilia. Defendia ainda o estupro corretivo para lésbicas e ainda mandava postagens como: “seja homem: mate uma mulher hoje” e ainda dizia que mataria “vadias e esquerdistas.” Mas, enquanto isso, o povo do “deep WhatsApp” acreditava mesmo é em kit gay e mamadeira de pênis

 

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