NILSON: DE OLARIA PARA VARSÓVIA

nilson moraes e pedro paulo“Ele saiu de Olaria e conseguiu chegar em Varsóvia.” (Luiz Pedro San Gil Jutuca, Reitor da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro – UNIRIO, sobre Nilson Moraes, após entregar-lhe o título de Professor Emérito da instituição).

Naquele dia de 1976 parecia que seria apenas mais uma visita à casa da tia Nilza, no grande apartamento localizado no sobrado em cima do antigo cinema Olaria. Lembro-me que o Brasil ia jogar contra o Paraguai e isso parecia que, de algum modo, também selaria o meu destino. O meu primo Nilson convidou-me para sentar-se ao seu lado, em uma modesta escrivaninha que, para sempre, seria chamada de “escritório”. Ali, com apenas 15 anos de idade, tive a oportunidade de ouvir coisas sobre a Guerra do Paraguai que me foram contadas pelo meu primo Nilson. Os “heróis” não eram aqueles que eu ouvi me contarem pela história oficial. O Paraguai era nacionalista e a nação guarani foi massacrada em um genocídio. Daquele dia em diante, pela primeira vez senti-me um privilegiado por saber coisas que talvez meus professores, pelo menos naquele momento, não me ensinariam. E, a partir daquele dia de 1976, era praticamente impossível ir na casa da tia Nilza e não passar no “escritório”.

Nilson ingressou na UFRJ em 1972, um ano após o falecimento de seu pai, o saudoso tio “Nélson Bigode”. Graduou-se em Ciências Sociais, formando-se em 1975. Concluiu o mestrado em Sociologia e Antropologia pela UFRJ e o doutorado em Ciências Sociais pela PUC/SP. Não podemos deixar de mencionar a UERJ, onde, no Departamento de Medicina Social, seu conhecimento transcendeu o compromisso acadêmico. Muita luta e combatividade por uma sociedade mais justa sempre foram os seus maiores compromissos. E o que esperar de quem foi aluno de Manoel Maurício, Madel Therezinha, Octávio Ianni e outros?

Hoje, passados 42 anos da inesquecível visita ao “escritório”, o destino nos concedeu mais um privilégio: o de presenciar a entrega solene do título de Professor Emérito da UNIRIO a Nilson Moraes. Foi uma viagem no tempo e, coincidentemente, em seu discurso, Nilson retrocedeu ao ano de 1976, relembrando um artigo por ele publicado na Folha do Professor e intitulado “Instituições Sociais e Educacionais na História”. Como o artigo é atual e como a luta por muita coisa ainda tem que continuar!

Mas hoje eu quero retroceder um pouco mais, ir para o início dos anos 1970 e lembrar a história de lutas e resistência desse primo que hoje tem grande parte de “culpa” pelo que eu sou, inclusive como professor. Nilson, juntamente com Perfeito Fortuna, Flávio Silva (um onipresente companheiro) e o clero progressista da Igreja de São Geraldo, nas figuras dos padres Antônio Olmos e Cipriano, representaram a resistência olariense à ditadura. A luta do Nilson é bem anterior ao que muitos que o conhecem podem imaginar.

O cinema Olaria, infelizmente, não mais existe. Mas o sobrado ainda está lá, altaneiro e imponente. Mas mesmo sem o cinema, aquele local ainda nos passa muitos “filmes”. Como bem lembrou o magnânimo Reitor na solenidade de hoje, “Nilson saiu de Olaria e chegou em Varsóvia”. Mas a Polônia foi só uma etapa. Nilson Moraes tornou-se um intelectual cosmopolita. De reconhecimento internacional. Para orgulho dos seus alunos, colegas, amigos e da nossa família que, certo dia, ele mesmo me disse que “era foda”. Foda é você cara! Parabéns e, lá de cima,  já podemos perceber duas estrelas cintilando de alegria: tio “Nélson Bigode” e tia Nilza presentes!

 

VITÓRIA DA MÁFIA DOS ÔNIBUS

marília desembargadoraA liminar do Ministério Público foi cassada e, a partir de hoje, as passagens dos ônibus municipais do Rio de Janeiro passam a custar 3,95. Com isso, o acordo feito pelo bispo-prefeito com a quadrilha das empresas de ônibus, que aumenta a tarifa e só prevê a climatização da frota para 2020 (isso mesmo: 2020!) passa a vigorar. Enquanto isso, o povo que se exploda, pague mais caro e continue tendo os péssimos serviços dos tubarões-baratas-traças dos transportes.

E sabem quem derrubou a liminar e acolheu o pedido da máfia dos ônibus? Foi a desembargadora Marília Castro Neves. Lembram dela? É aquela mesma que, em março, logo depois do assassinato da Marielle, andou espalhando calúnias contra a vereadora pelo Facebook. Entre outros absurdos, a desembargadora falou que “Marielle tinha engajamento com bandidos.” Ela está respondendo a processo no Conselho Nacional de Justiça pelas difamações propagadas.  A desembargadora é aquela mesma que, também no Facebook, participa de grupos como o “Endireitando a Verdade”, que defende torturadores. Agora, ela usou o seu poder em favor da máfia dos ônibus e contra o povo. Em seu despacho, ela ainda acrescenta que o preço da passagem ainda está abaixo do devido e que deveria ser de 4,05.

Crivella, Marília, Barata, Traça… Nenhum deles utiliza os transportes coletivos. Então, passar calor e pegar chuva dentro dos ônibus, não ter linhas disponíveis, redução de frota, dentre outros absurdos, eles jamais souberam o que é isto. E pagando caro. Infelizmente, o bispo-prefeito, o legislativo municipal e também o Judiciário, não estão com o povo. O dia que, realmente, a caixa-preta da máfia dos transportes do Rio for aberta, traças e baratas serão fichinhas. Teremos capas voadoras esticadas de bruxas escrotas, mal-resolvidas e recalcadas voando, cheias metal enferrujado e de poeira fétida… Coisa horrorosa!!!

 

O JANTAR DOS AECISTAS

marina e huckLuciano Huck, o apresentador global “ex-candidato a tudo por partido nenhum”, convidou a candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, para um jantar em sua residência no bairro do Joá nesta quarta-feira, 20 de junho. O encontro não deixa de ser um reencontro. Em 2014 eles estiveram juntos apoiando Aécio em defesa da ética e contra a corrupção. O que levaria então o “outsider apolítico” Luciano Huck a abrir as portas de sua casa para um jantar com Marina? Claro que ele está de olho na eleição para Presidente da República. E ele certamente já teria um candidato. Como aecista e tucano, Huck queria ver Alckmin Presidente da República. Mas o “Picolé de Chuchu” está próximo do “traço” nas pesquisas de intenção de voto. E todos os outros da direita também patinam: Amoedo, Flávio Rocha, Álvaro Dias seriam nomes alternativos a Alckmin: são neoliberais, entreguistas, privatistas, querem acabar com o Estado, trucidar os servidores e privatizar até o oxigênio.

Mas ainda resta um facho de lume para a direita: um pêndulo chamado Marina Silva. Ela tem muita afinidade com os que não decolam e parece ter algum fôlego eleitoral que possa levá-la ao segundo turno. A “onda verde” já passou e sua credibilidade perante as esquerdas foi para o ralo. Mas, no imbricado quadro eleitoral, ela ainda tem “mercado”. Ela é evangélica e, como tal, insere-se na pauta “regressista” dos neoliberais. Certa vez, falei neste espaço que a direita ainda chegaria na Marina. Para quem não leu ou não se recorda, aí vai o link do artigo que escrevemos em 14 de janeiro deste ano:

https://pedropaulorasgaamidia.com/2018/01/14/direita-e-evangelicos-sera-que-chegarao-na-marina/

Marina poderá preencher o vácuo da direita que patina. Para quem apoiou Aécio, fazer mais esse papel ridículo não mudará o que ela representa. No ano passado, Huck já havia promovido patuscadas com outros nomes da direita, incluindo o ex-prefeito engomadinho do Tietê, outro nome da direita que também não decolou. Recorrer a Marina não nos causa nenhuma surpresa. Claro que Huck só pensa em cenários sem Lula candidato. O cardápio do jantar não foi divulgado, mas sabe-se que o apresentador global quer incluir no programa da candidata da Rede parte da agenda do Renova BR, movimento do qual Huck participa. Tudo leva a crer que é a última oportunidade de a direita ter, enfim, um candidato (no caso, uma candidata) para chamar de sua. Mas se essa última cartada não der certo, acho que eles, só de raiva, irão mesmo de Bolsonaro. Apenas um aviso para os comensais de hoje no Joá: cuidado, porque o capitão fascista disse que come gente.

 

QUEM SERÁ O IMPICHADO?

DELFIM NETTO

“O próximo presidente vai ser impichado.” (Delfim Netto)

A declaração acima foi feita recentemente por Delfim Netto em uma palestra que tinha como plateia advogados de grandes empresas. Mas, o que significa “impichado”? Em poucas palavras, impichado significa ser privado ou destituído do cargo que possui. O termo é um neologismo para se referir a quem sofre o impeachment. Delfim fez a afirmação referindo-se ao sistema político brasileiro, que é conhecido como “presidencialismo do coalizão”, o que, na prática, significa que qualquer que seja o eleito, terá que negociar com os partidos políticos e com o Congresso Nacional. E, segundo Delfim, essa negociação se dará nas mesmas condições dos outros presidentes. Ministérios tornam-se feudos de partidos e o Presidente parece um rei medieval.

A afirmação de Delfim Netto não causa surpresa. O Presidente começa a tornar-se refém dos partidos políticos e do Congresso Nacional já quando forma as suas alianças na campanha eleitoral. Sem as alianças, o presidente não governa. Então, já no governo, as alianças transformam-se em chantagens. E, a partir daí, qualquer ocupante do Executivo que não ceder, será mesmo impichado. Especialmente se quem comanda o Legislativo possuir uma liderança ou um número suficiente de seguidores. Foi o caso de Dilma em relação a Eduardo Cunha. Dilma não cedeu às chantagens do bandido travestido de evangélico e foi mesmo impichada.

A verdade é que, dos 35 partidos políticos, qualquer que chegue ao poder, não terá mais do que 10 a 15% do Congresso. E então, como governar? O Brasil vive em um regime de “presidencialismo parlamentarizado”, onde o Congresso, até sem motivo, pode destituir o Presidente por um processo de impeachment. Basta o Presidente da Câmara querer e ter os 2/3 do plenário. Como também pode não querer, como foi o caso de Rodrigo Maia em relação a Temer.

O problema não está nas alianças. Elas fazem parte da natureza de qualquer sistema político democrático. O problema está em alianças feitas com quem já demonstrou ser fisiológico aos extremos, traidor ou achacador. Soubemos, por exemplo, que nesta semana, Ciro Gomes já acenou para conversar com Rodrigo Maia e ACM Neto, ambos do DEM. Já sabemos da reaproximação do PT com o PMDB em alguns estados, o que se reflete em compromissos na eleição para Presidente da República. O sistema político não mudou e não vemos, até aqui, preocupações dos candidatos a Presidente e seus respectivos partidos em fazerem bancadas de sustentação aos seus eventuais governos. São apenas costuras de retalhos que formarão um “saco de gatos cheio de raposas esfaimadas”. Portanto, não reclamem depois. Poderá haver outro golpe. E até os algozes de 2016 se apresentam como potenciais vítimas. Mas Delfim já deu o tom. Impeachment é coisa do passado. Vamos aportuguesar a coisa. Vamos escolher, em outubro, quem será impichado. Sugiro que o dia das eleições passe para o Sábado de Aleluia…

 

 

LULA, O COWBOY DA INTERNET

vaquinha virtualAs chamadas “vaquinhas virtuais”, liberadas pelo TSE para o financiamento de campanhas eleitorais, tornou-se uma alternativa para a arrecadação de recursos após a proibição das doações por empresas. As “vaquinhas on line” podem ser feitas através de várias plataformas da internet e é um meio de o eleitor, militante ou simpatizante contribuir com o seu candidato de forma legal e transparente. E tudo leva a crer que Lula virou o “cowboy” das “vaquinhas virtuais”.

Os dados disponíveis até a última sexta-feira mostram que Lula não lidera apenas a intenção de votos para Presidente da República. Ele também lidera o ranking de arrecadação nas “vaquinhas virtuais”. Dados disponibilizados até o último dia 15 de junho mostram que Lula já arrecadou 280 mil reais, seguido de João Amoedo, do Partido Novo, com 230 mil, Manuela DÁvila, do PCdoB, com 39 mil e Ciro Gomes, do PDT, com 35 mil.

Cabem alguns comentários sobre essas quatro primeiras colocações em doações on line. Dos quatro primeiros, três são candidatos de esquerda o que comprova que, historicamente, a esquerda sempre foi marcada por uma militância mais ativa e ideologizada. Lula não está em primeiro porque está preso. Ele também seria o primeiro se estivesse em liberdade. Os eleitores e militantes de esquerda geralmente não são “camaleões” e não se deixam levar por discursos fabricados pela grande mídia. O caso de João Amoedo, de um partido de direita, também merece destaque. Amoedo, líder do Partido Novo, é banqueiro e também candidato a Presidente da República. Os filiados e simpatizantes do Partido Novo possuem um perfil: são, em sua grande maioria, empreendedores privatistas, que pregam o fim do Estado e a livre-iniciativa do tipo “cada um por si”. E também é o único partido que, desde o início, afirmou que não utilizaria o fundo partidário público. Seus apoiadores pertencem a uma camada social que pode, por exemplo, pagar 500 reais pelo ingresso a uma palestra para ajudar o partido, conforme anunciado pela própria legenda do banqueiro Amoedo.

Chama a atenção a ausência do neofascista Bolsonaro no ranking. É provável que ele não tenha usado a plataforma on line de doações. Ou, se usou, suas contribuições não refletem sua colocação nas pesquisas eleitorais. O fato é que Bolsonaro não tem militantes. E, em qualquer plataforma virtual, Bolsonaro representaria a “trollagem”. Ele vive disso: espalha provocações, ódios, preconceitos, apologia à tortura, homofobia, sexismo, racismo, ditadura, militarização, mas não é capaz de debater. Mas a ausência de Bolsonaro nas “vaquinhas virtuais” traz uma uma contradição, visto que seus supostos eleitores são fortíssimos na internet, com grupos no Facebook e grande atuação no Twitter. Então, por que não participarem de vaquinhas on line? Ou será que as malfadadas “bolsocoins” existem mesmo?

Para encerrar nosso comentário, não poderíamos deixar de citar o Alckmin. Até a última parcial, o “Picolé de Chuchu” já tinha arrecadado a bagatela de 55 reais (isso mesmo, não é sacanagem!) doados por duas pessoas. Vou arriscar: apostaria que os dois únicos doadores de Alckmin seriam o doutor Sérgio Moro e a pós-doutora Janaína Paschoal. Mas, pelo valor, não tenho dúvidas: foram mesmo dois pobres de direita.

FUTEBOL, COPA E POLÍTICA

política e futebolHoje é a estreia do Brasil na Copa da Rússia. O jogo contra a Suíça é muito esperado, dentro da  expectativa de uma redenção após a “Copa dos 7 a 1”. Mas, em cada Copa, vem sempre a mesma conversa: torcer para o Brasil é alienação? Mesmo depois que a camisa amarela da seleção virou “abadá de coxinhas”? O governo, mesmo golpista, pode tirar proveito do sucesso do futebol em uma Copa?

Claro que a história mostra que, no Brasil, assim como em outros países, a seleção nacional pode ser objeto de dividendos políticos. Tanto em governos golpistas como democraticamente eleitos. Em 1950, quando o Rio de Janeiro ainda era capital federal, a avalanche de políticos que queria aparecer ao lado dos jogadores precedeu a tragédia do “Maracanazo”. Também sabemos que, em 1958, ano da primeira conquista brasileira, JK também tirou uma “casquinha” da seleção vitoriosa em campos suecos. Mas a grande apropriação da seleção brasileira aconteceu mesmo na ditadura militar. A Copa de 1970, no México, é emblemática, numa época em que a censura imposta pela ditadura não permitia o contraditório. Então, as mensagens ufanistas do governo militar do “Prá frente Brasil” misturavam-se ao sucesso nos gramados. O “Prá Frente Brasil”, de Miguel Gustavo, até hoje é tido como um “hino da ditadura”. Será que torcer para a seleção naquela época seria um “desvio de conduta”, como a esquerda mais radical acusava?

O Brasil ganhou a Copa de 1970, consagrando o futebol brasileiro. E até o ditador Médici acertou o placar da final contra a Itália, cravando os 4 a 1 que se confirmariam em campo. Mas será que o governo venceria uma eleição para presidente, se esta existisse? Posso, sem dúvida alguma, afirmar que não. Vivíamos o bipartidarismo imposto pelo sistema e pesquisas do próprio SNI mostravam que a ARENA, partido do governo, perderia as eleições. Com isso, em 1977, Geisel impôs o “Pacote de Abril”, para assegurar senadores não eleitos pelo povo para a ARENA. Logo depois, em 1979, veio a reforma partidária, que acabou com o bipartidarismo só para favorecer o governo. Então, é certo que o futebol não traria os resultados eleitorais pretendidos pelo governo militar, muito embora o governo tentasse a todo custo.

Recentemente o exemplo se confirmou. Em 2002, ganhávamos a Copa do Japão/Coreia, quando o Brasil era presidido por FHC. Mas naquele mesmo ano a oposição, com Lula, ganhou a eleição presidencial. E em 2010, a eliminação prematura na Copa da África do Sul não impediu a vitória da candidata do governo, Dilma.

Isso mostra que o brasileiro não é esse “alienado” que se deixa manipular por futebol ou Copa do Mundo. O futebol é um patrimônio cultural do brasileiro e torcer pelo nosso futebol não é torcer pelo governo. A história mostra isso. E espero ver a confirmação disso hoje. Até porque o Temer não é bobo nem de aparecer na janela do Palácio se o Brasil ganhar. Sem ufanismos, chauvinismos ou “abadá de coxinhas”, torceremos para o Brasil. Não nos esquecendo do “Fora Temer!” e “Lula Livre!”

A MÁFIA VAI ESPERAR

tarifa 3,60O aumento da tarifa dos ônibus na cidade do Rio de Janeiro acaba de ser suspenso por uma liminar concedida pela juíza Neuza Regina Larsen de Alvarenga, da 14a. Vara de Fazenda Pública. Com isso, o aumento previsto para vigorar, estrategicamente, a partir de domingo, dia 17, está suspenso. A tarifa subiria de 3,60 para 3,95 e, assim, a máfia dos empresários de ônibus ainda vai ter que esperar para achacar ainda mais os usuários dos transportes coletivos. A decisão da magistrada, que atende a um pedido do Ministério Público, já foi notificada à Rio Ônibus, que representa os “tubarões” dos transportes no Rio de Janeiro.

Em sua decisão, a magistrada exige que sejam exibidos estudos que comprovem que a nova tarifa exclui qualquer aumento adicional para a climatização da frota. O acordo absurdo e eleitoreiro de Crivella com a máfia dos ônibus prevê a climatização total da frota apenas em 2020, justamente o ano de eleições municiais, nas quais o bispo-prefeito tem total interesse. A decisão é uma vitória para os usuários dos ônibus na cidade, embora os mesmos estejam infestados de “traças” e “baratas”. Já sabemos que as “baratas” irão recorrer. Mas, até lá, a máfia vai ter que mesmo esperar.