O FIASCO DA MOTOCIATA DO BOZO

Imagem acima: convocação para a motociata de Bolsonaro esperava a participação de 1 milhão de motoqueiros.

Estima-se que a motociata dos fascistas, liderada pelo genocida no último sábado, tenha tido a participação de 10 a 15 mil motoqueiros. Evidentemente foi um fracasso e Bolsonaro sentiu o golpe. Para quem duvida, então vamos aos números: de acordo com dados oficiais do Detran, o município de São Paulo tem 1.076.861 motos registradas. Se considerarmos todo o estado de São Paulo, são 4.887.149 motos. Não sabemos se a moto em que estava Bolsonaro pode ser incluída nesses números pois, cometendo mais um crime, o número da placa de sua moto estava escondido. Assim, de todas as motocicletas existentes na cidade de São Paulo, apenas 1% aderiu ao desfile da morte. Os outros 99% não estavam nem aí para Bolsonaro.

O fiasco foi mesmo muito grande porque, na convocação dos bolsonaristas, eles tinham a expectativa da participação de 1 milhão de motos, conforme pode ser visto no anúncio do evento, que foi denominado de “Acelera para Cristo”, embora as próprias Igrejas tenham negado que estivessem participando da organização do evento. E olha que teve até sorteio de moto para os participantes.

Resta saber o que Bolsonaro vai falar dos 99% de motoqueiros que não aderiram ao seu chamado. Será que irá chamá-los de “comunistas” ou vai dizer que “estavam queimando erva”? Ou vai dizer que eles têm que andar de jegue? Não importa o que o genocida irá dizer. O que importa é que os números não mentem e os motoqueiros de São Paulo já deram, maciçamente, o seu recado e disseram “não” à convocação do fascista. Valeu motoqueiros de São Paulo!

“UM TAL DE QUEIROGA” SENDO HUMILHADO PELO BOZO

Acabei de conversar com um tal de Queiroga. Ele vai ultimar um parecer visando a desobrigar o uso de máscara por parte daqueles que estejam vacinados ou que já foram contaminados.” (Jair Bolsonaro, em 10 de junho de 2021).

Com o avanço da CPI do genocídio, os crimes de Bolsonaro e seus comparsas do governo estão sendo escancarados: recusa de compra de vacinas, “gabinete paralelo” da saúde, tenebrosas transações com a compra nababesca de cloroquina, tentativa criminosa de falsificar o número de mortos, tratamento precoce e tudo o mais que agride tanto a ciência como até o próprio bom senso. Acuado, Bolsonaro então parte para o ataque, tentando desviar o foco das atenções. No auge da CPI do genocídio, ele vem falar da “cloroquina eleitoral”, que é o voto impresso. Não satisfeito, resolveu novamente verbalizar suas pulsões assassinas, ao falar, publicamente, da abolição do uso de máscaras. Isso quando o país já se aproxima do assombroso número de meio milhão de mortos, o que em grande parte poderia ter sido evitado se o genocida tivesse comprado as vacinas no ano passado.

Agora, humilhando Marcelo Queiroga, que resolveu rastejar para o negacionismo, Bolsonaro contradiz o que seu próprio ministro falou na CPI, quando defendeu o uso de máscaras. Publicamente, e para delírio de seus ensandecidos cúmplices, Bolsonaro declarou que Queiroga, ou melhor, “um tal de Queiroga”, como ele mesmo disse, iria publicar um parecer liberando do uso de máscara todos os que já estivessem vacinados ou que já tivessem sido contaminados. Tudo contra a ciência e as recomendações médicas. Além de temerária, a proposta absurda, se fosse aprovada, seria impossível de ser fiscalizada. Certamente essa é mais uma proposta do “gabinete paralelo” e o “tal do Queiroga” está sendo mesmo é humilhado e desautorizado.

Mais uma vez um ministro da Saúde, médico, vem sendo peneirado e desmoralizado e, se tivesse um mínimo de dignidade, já teria deixado o cargo. Porque está provado que a gestão criminosa e assassina da saúde vem mesmo é do Planalto e do “gabinete paralelo”. Queiroga ainda pode escolher: ou honra sua formação e seu diploma, ou será mais um “tal” a ser desmoralizado e pisoteado por Bolsonaro, como já foi o general covardão. Até porque, há coisas que nenhum dinheiro ou contracheque turbinado paga.

VÍDEO: O NEGACIONISMO CRIMINOSO DE BOZO E OSMAR TERRA

O negacionismo criminoso do bolsonarista Osmar Terra está revelado no vídeo abaixo, que traz uma sequência de afirmações e previsões as mais absurdas e estapafúrdias sobre a pandemia. Osmar Terra, um dos gurus da saúde de Bolsonaro, chega a dizer que “essa epidemia vai ter menos danos do que a da H1N1”, “O H1N1 matou muito mais gente do que o coronavírus vai matar”, “Em junho não terá mais epidemia”, dentre outros absurdos. Osmar Terra chega a dizer que “não dependemos da vacina para terminar a pandemia”. De passagem Bolsonaro faz igualmente afirmações delirantes. Assistam ao show do negacionismo criminoso e genocida de Bolsonaro e Osmar Terra e atentem para as datas que aparecem nos vídeos. Canalhas! Canalhas!

VÍDEO: O GABINETE DA MORTE

O vídeo publicado pelo portal Metrópoles não deixa mais qualquer dúvida: em plena pandemia, o governo criminoso e genocida de Jair Bolsonaro criou um “gabinete paralelo” (leia-se: gabinete da morte), à margem do Ministério da Saúde, para levar adiante sua política genocida. O vídeo mostra uma reunião, que aconteceu em setembro de 2020, onde aparecem Bolsonaro, Osmar Terra, Nise Yamaguchi e outros médicos bolsonaristas defendendo o uso da cloroquina e atacando as vacinas. E sem a presença do “general obediente” que fazia papel de fantoche como ministro da Saúde. Um dos participantes, o virologista Paolo Zanotto, chega mesmo a sugerir a criação de um “gabinete das sombras” e desaconselha uso de vacinas. Enquanto isso, na mesma época, Bolsonaro recusava as ofertas de vacinas que salvariam milhares de vidas. O vídeo é mais uma prova da política genocida do capitão fascista que ocupa a Presidência da República. Assistam:

GLOBO E ESTADÃO OMITEM O 29 DE MAIO

Imagem acima: as capas do Estadão e O Globo de 30 de maio: os dois veículos omitiram em suas páginas os atos de 29 de maio contra Bolsonaro.

Foi “ensurdecedor” o silêncio de dois dos maiores veículos da mídia brasileira (um de São Paulo e outro do Rio de Janeiro) em relação aos atos que aconteceram em todo Brasil contra o governo criminoso e genocida de Jair Bolsonaro. No dia seguinte às manifestações que entrarão para a história, o Estadão, em sua primeira página, deu destaque ao turismo, enquanto que O Globo enfatizou na sua capa o reaquecimento do PIB. Nada sobre as manifestações pelo impeachment de Bolsonaro e pela vacina, que levaram milhares de pessoas às ruas.

Tanto o Estadão como O Globo, ao virarem as costas para a história, reforçam os seus DNAs golpistas e escancaram a balela do tal “jornalismo independente”. Por ocasião das manifestações pelo impeachment da ex-presidente Dilma, ambos os veículos deram ampla cobertura e destaque. Porém, no momento em que um presidente genocida insiste em seu negacionismo que já ceifou mais de 450 mil vidas e milhares de pessoas em todo Brasil mandam o seu recado, as mesmas mídias optaram pelo silêncio sepulcral. Nem parecem as mesmas mídias que, em 2016, chegavam a publicar folhetos sobre os locais das manifestações contra Dilma. O Estadão e O Globo parecem não ter aprendido, nem mesmo com as agressões que sofrem do próprio câncer que ajudaram a eleger. Mas, ao contrário de estampar as gigantescas manifestações de 29 de maio, preferiram a omissão e o silêncio, o que não aconteceu com a imprensa internacional, que deu grande destaque aos atos contra o fascista genocida. Merval Pereira, o jornalista global, tucano e “sergiomorista” recalcado, chegou a criticar os atos em sua coluna do domingo, dia 30.

Chama atenção o fato de as manifestações ocorridas no dia 29 em todo Brasil não terem sido do PT, do PSOL, do PC do B ou apenas das esquerdas. E aí reside a sua magnitude: vários grupos e partidos de diferentes matizes foram às ruas pelo impeachment, pela vacina e pela democracia. Foi uma verdadeira “frente” contra Bolsonaro nas ruas que o Estadão e O Globo omitiram. Os mesmos veículos que exaltaram um documento de uma outra “frente” que tinha Dória, Amoedo, e Luciano Huck como signatários.

Não resta dúvida de que, ao omitirem de suas páginas um dia histórico, esses dois veículos de comunicação já usam de expedientes que lembram 2016 e 2018. Talvez os dois veículos “isentões” estejam esperando uma grande manifestação de “centro”, com Sérgio Moro e os tucanos levando às ruas milhões de brasileiros e eles fazerem a capa que sonham para seus jornais. Sonhar não custa nada, caras pálidas!

O RECADO FOI DADO NAS RUAS: FORA BOLSONARO!

O recado está dado. Se o que faltava era o povo nas ruas repudiando o governo fascista e pedindo o impeachment do genocida, agora não falta mais. O recado não foi dado não apenas ao governo fascista-miliciano. O recado também foi dado a políticos e, especialmente, ao presidente da Câmara dos Deputados. Está aí o povo nas ruas. Os crimes de Bolsonaro já são contados às dezenas, mas “faltava o povo nas ruas” para o genocida ser impichado. E agora?

Neste sábado, 29 de maio, em todos os estados e no Distrito Federal milhares de brasileiros foram às ruas dizer um rotundo “Fora Bolsonaro!”. Ao longo do dia de ontem foram mais de 200 manifestações por todo Brasil. Pela vacina, pela vida e pelo impeachment do fascista Jair Bolsonaro. Também foram registrados atos fora do Brasil. O dia de ontem mostrou que as ruas não são dos fascistas; que a bandeira do Brasil não é dos fascistas; que as redes sociais não são dos fascistas; que o país não é dos fascistas. E o que se viu foram grandes manifestações contra Bolsonaro, em um movimento suprapartidário pela democracia, pela vida e pela vacina.

Chama atenção, no dia de hoje, as grandes manifestações de repúdio a Bolsonaro terem sido meras “notas de rodapé” no noticiário de alguns veículos, como O Globo. O mesmo Globo que, não faz muito tempo, noticiou de maneira enfática a tal “frente” dos sem-votos. Hoje, o jornalista tucano, lavajatista e “sergiomorista” Merval Pereira também critica os atos contra o genocida. Aliás, o que esperar do Globo e seus articulistas recalcados?

Com certeza, ontem foi só o começo. A luta contra Bolsonaro e contra o fascismo ganhará ainda mais força, sem esmorecer diante de ameaças golpistas de um capitão cloroquina que saiu do Exército pelo esgoto, de “pazuellos” que envergonham as Forças Armadas e de seus milicianos de estimação. Fascistas não passarão! Fora Bolsonaro!

DEU NO NEW YORK TIMES: BOZO PLANEJOU MATAR 1,4 MILHÃO

“Minha especialidade é matar, sou capitão de artilharia”. (Jair Bolsonaro, quando deputado federal).

“Minha especialidade é matar“. (Jair Bolsonaro, durante a campanha em 2018).

Artigo da jornalista Vanessa Bárbara, redatora do The New York Times especializada em assuntos brasileiros, mostra que Bolsonaro planejou a morte de 1 milhão e 400 mil brasileiros, ao levar adiante, em seu “combate” à pandemia, a tese da imunidade de rebanho. A jornalista chegou a esse assombroso número considerando a hipótese de 70% da população estar infectada (percentual usado pelos defensores da imunidade de rebanho) e, dentre esses, uma taxa de mortalidade de 1%. Desde sempre negando a pandemia, chamando-a de “gripezinha” e “resfriadozinho”, atacando os mais basilares princípios científicos, como uso de máscara e distanciamento social, negando a vacina e desqualificando todos os que tentavam se precaver contra o vírus, Bolsonaro assumiu sem qualquer escrúpulo o papel de genocida. Até agora, os mais de 450 mil mortos representam quase a terça parte do planejado por Bolsonaro. E, pelo que se vê, ele continua com sua sanha genocida.

O artigo de Vanessa Bárbara, intitulado “A revelação da trama do supervilão Bolsonaro é estranhamente emocionante” é bem esclarecedor e mostra o quanto é urgente travar o plano genocida de Bolsonaro, que ainda está em curso. Abaixo, a íntegra do artigo publicado no The New York Times:

VÍDEO: NO EQUADOR, BOZO ADMITE DAR MAU EXEMPLO

No Brasil, pilhéria e desrespeito. Na manifestação dos motoqueiros fascistas aloprados no último domingo, Bolsonaro e sua trupe, todos sem máscara. Mas no Equador, onde foi à posse do presidente Guillermo Lasso, Bolsonaro foi advertido e, ao receber o pito para obedecer ao protocolo sanitário disse, sem saber que era filmado: “Estou dando mau exemplo aqui”. Ou seja, ele admite que não usar máscara é um mau exemplo, mas sempre dá esse mau exemplo no Brasil. Porém, no exterior a atitude foi outra. Para ele, que se explodam o Brasil e os mais de 450 mil mortos. Assistam:

O “MAGRELO PORRA LOUCA” E A CLOROQUINA

“Magrelo, você que é porra louca, vai lá e estuda isso daí”. (Jair Bolsonaro a Arthur Weintraub, ordenando que ele estudasse os efeitos da cloroquina no tratamento precoce da Covid-19).

O portal de notícias Metrópoles divulgou, em edição deste sábado, 22 de maio, uma série de vídeos que mostram como Arthur Weintraub, irmão do ex-ministro “IMPRECIONANTE” da Educação, teve grande influência no tal “ministério paralelo” da Saúde. Arthur Weintraub foi assessor da Presidência da República e, nessa função, coordenou um grupo que em 2020 aconselhava Jair Bolsonaro, durante a pandemia, a divulgar o uso da cloroquina no tratamento precoce da Covid-19. O irmão de Abraahm Weintraub chegou até a discursar em defesa do medicamento sem eficácia comprovada. Os vídeos mostram como Arthur Weintraub tinha a função de municiar Bolsonaro com informações sobre a cloroquina. Chamado de “magrelo” e “porra louca” pelo próprio Bolsonaro, Arthur Weintraub, que é advogado por formação, teve uma missão dada por Bolsonaro: “estudar” o efeito da cloroquina. Disse Bolsonaro a Arthur Weintrub: “Magrelo, você que é porra louca, vai lá e estuda isso daí”. Os vídeos mostram ainda as relações de Arthur Weintraub com médicos bolsonaristas e negacionistas. Assistam:

STF, HABEAS CORPUS, AI-5 E O GENERAL FUJÃO

O ex-ministro bolsonarista da Saúde, Eduardo Pazuello, que já entrou para a história com a alcunha de “general fujão”, mostrou que a laia fascista-bolsonarista é hipócrita ao extremo. Na verdade, o que eles pedem para os outros não é o que eles querem para eles.

Primeiro, o STF. Desde o ano passado que os bolsonaristas vão às ruas para pedir o fechamento da Suprema Corte. Pois foi justamente ao STF, que os bolsonaristas pedem para ser fechado, que o general fujão, todo borrado, recorreu para pleitear um dos mais sagrados direitos constitucionais – o habeas corpus.

Mas aí já vem outra contradição, porque a mesma horda fascista que pede o fechamento do STF, também pede a volta do AI-5, como já foi por diversas vezes visto em manifestações de bolsonaristas pelo Brasil afora. Ocorre que o AI-5, o instrumento que praticamente oficializou a ditadura no Brasil, previa o fim do habeas corpus, exatamente o direito que o general fujão bolsonarista foi pleitear no STF.

Em resumo: eles querem o fechamento do STF, mas recorrem ao STF. Eles são a favor da volta do AI-5, mas querem usufruir de um direito que o AI-5 aboliu. Afinal, o que eles querem? Aliás, não vi nenhum bolsonarista pedir o fechamento do STF e nem ameaçar o ministro Ricardo Lewandowski depois que ele concedeu o habeas corpus para que o general fujão se cale na CPI do genocídio. Não é difícil de entender a “lógica” do gado asinino-bolsonarista: quando os favorece, eles são a favor das instituições. Quando os contraria, eles são contra. É bem provável que, pelo visto, e levando-se em consideração o que as pesquisas estão mostrando, que em 2022 os bolsonaristas tomem as ruas pedindo o fim do cargo de Presidente da República.