GUERRA SEM “MOCINHO”

bozo bivar guerra

Não resta dúvidas de que mais essa crise gerada por Bolsonaro, agora com o próprio partido que o elegeu, trará como consequência uma falta de governabilidade para o país e esgarçará ainda mais o desastroso governo Bolsonaro. Depois de brigar com todos os inimigos possíveis e imaginários, desde a imprensa, artistas, professores, OAB, ONGs, Congresso, Judiciário, partidos de oposição, sindicatos, deputados de seu próprio partido, agora a guerra de Bolsonaro é contra o próprio partido de aluguel que o elegeu, o PSL.

As operações da Polícia Federal realizadas em endereços de Luciano Bivar, o presidente do PSL, mostram como Bolsonaro irá usar todas as suas armas contra o seu mais novo desafeto. A legenda que o elegeu implodiu. E a estratégia parece ser, por parte de Bolsonaro e seus seguidores, a de querer desqualificar o PSL, mostrar irregularidades e expor o já notório “laranjal” que marcou o partido nas últimas eleições. e colocar toda culpa no Bivar. Mas Bivar, como presidente e praticamente dono da legenda, conhece todas as entranhas de tudo no partido. Seria ingênuo por parte de Bolsonaro pensar que ele sairia incólume dessa nova guerra por ele gerada. Aliás, tudo o que ele quer é guerra, menos governar.

É necessário lembrar que as irregularidades do PSL já são expostas há tempos e Bolsonaro, ainda assim, mantém em seu governo o ministro do Turismo, Marcelo Álvaro Antônio, sobre o qual recaem todas as evidências de ter promovido candidaturas femininas “laranjas” e consequente desvio de verbas públicas do fundo eleitoral. Por que, então, Bolsonaro mantém o ministro do Turismo? Isso sem falar em seu filho Flávio, blindado pelo Presidente cooptado do STF. E também sem falar do Queiróz, sumido e, ao que parece, para sempre.

Quase já não há governo e a governabilidade, algo que já é difícil para qualquer Presidente equilibrado (imagine para um desequilibrado como Bolsonaro) doravante não mais existirá. Com quem ele irá se aliar agora? Com o “Centrão”? Com o PSDB? Mas, e a “velha política” que ele tanto criticava?

Bolsonaro é uma usina de fabricar crises e agora ele bateu de frente contra a própria sigla que o elegeu. Claro que a grana do partido fala mais alto e tudo indica que não haverá acordo. O país pode entrar em um impasse político. Mas, ao mesmo tempo, as entranhas do PSL poderão ser conhecidas. Aliás, uma das perguntas que podem ser respondidas, além dos desvios de verbas das candidaturas “laranjas” é: quais as empresas pagas para disparar mensagens em massa pelo WhatsApp e quanto elas receberam? A nova guerra criada por Bolsonaro, onde não há “mocinhos” em nenhum lado poderá, ao menos, ser esclarecedora. Aguardemos as próximas baixarias dos “defensores da família”.

 

 

PARABÉNS, CIGANAS FEITICEIRAS!

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Ontem foi dia de festa em Olaria. O bloco carnavalesco Ciganas Feiticeiras comemorou seus 24 anos de fundação, para orgulho da comunidade do Complexo do Alemão e adjacências. Capitaneado pelo incansável Léo Nadinho, o Ciganas Feiticeiras é uma referência para o carnaval de Olaria desde 1995, levando alegria e um autêntico carnaval do povo às ruas do bairro no sábado e terça-feira de carnaval, com a já tradicional concentração na esquina das ruas João Rego e Paranhos.

Nosso blog, por também ser um veículo incentivador das iniciativas culturais locais, parabeniza o Ciganas Feiticeiras, seu presidente Léo Nadinho, componentes, colaboradores e toda comunidade de Olaria, especialmente do Complexo do Alemão e áreas vizinhas. Em sua vitoriosa trajetória, o Ciganas Feiticeiras tornou-se o maior bloco carnavalesco que desfila pelas ruas de Olaria durante o carnaval e isso só foi possível com o trabalho e afinco de seu presidente, componentes e colaboradores. Graças ao Ciganas Feiticeiras, há 24 anos o olariense tem mais um motivo para sorrir e se orgulhar.

 

 

A EXORCISTA

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“Estou aqui há 24 horas e ninguém me ofereceu ainda um cigarro de maconha e nenhuma menina introduziu um crucifixo na vagina.” (Damares Alves, a ministra dos “costumes” de Bolsonaro, em evento ultra-conservador, em 12 de outubro de 2019).

Uma das cenas que entrou para a história dos filmes de terror foi aquela do rumoroso filme “O Exorcista”, de 1973, em que a menina endemoniada introduzia um crucifixo em sua própria vagina e acabava esvaindo-se em sangue. No filme, o padre encarregado de exorcizar a menina teria muito trabalho. Mas parece que a ministra dos “costumes” de Bolsonaro, Damares Alves, é capaz de “exorcizar” dezenas e dezenas de meninas de uma só vez e evitar que a rumorosa cena do famoso filme de terror sequer chegue a se consumar.

Em uma declaração estapafúrdia, a ministra Damares, ao participar do Congresso Ação Política Conservadora, em São Paulo, vomitou mais um dos muitos disparates que vem marcando sua trajetória fundamentalista no governo igualmente fundamentalista de Bolsonaro. Ela mostrou-se surpresa e vencedora por estar em um local em que, por 24 horas, ninguém a tinha oferecido maconha e nenhuma menina tinha introduzido um crucifixo na vagina, como se fossem coisas comuns. Para Damares, portanto, o Brasil já está mudando. E completou aproveitando, de sobra, para provocar a esquerda:

“A cada dia eu me assusto da forma como eles estão nos vendo. Eles estão incomodados porque o Brasil já mudou. O presidente machista entrega para o Brasil o Ministério da Mulher. Consegue entender a loucura que está na cabeça desse povo? Eles não estão entendendo nada. O presidente machista já sancionou seis leis de proteção à mulher. Chora esquerda!”.

Então o Brasil já mudou porque nenhuma menina introduz crucifixo na vagina? Impressionante! Mas a mudança já não tinha acontecido porque nenhuma criança faria mais o uso da “mamadeira de piroca”? Para quem já tinha visto Jesus na goiabeira, aquilo era apenas o início da vitoriosa carreira de exorcista. Agora, ela já conseguiu exorcizar várias meninas simultaneamente antes mesmo da chegada do demônio. Coisa digna de se produzir um novo filme, totalmente baseado em fatos reais – “Damares, a Exorcista.” Aliás, com os novos caminhos da Ancine, não chega a ser delírio que essa produção do cinema nacional seja realizada.

Por pavor, me deem um tempo. Pela primeira vez seguirei a recomendação da ministra dos “costumes”, porque só mesmo chorando… Sai diabo!

KRAMER VERSUS KRAMER

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“A gente quer transparência. Eu não quero que estoure um problema e depois a imprensa me culpe ‘ah, você não sabia?’. É necessário abrir a caixa preta para que o partido honre a bandeira que a gente tinha lá atrás.” (Jair Bolsonaro, em 12 de outubro de 2019).

A briga é em “família”. Como no famoso filme “Kramer versus Kramer”, em que Meryl Streep e Dustin Hoffman brilharam na telona. Primeiro, Bolsonaro diz que o presidente de seu partido, Luciano Bivar, está “queimado”. Depois, Bivar rebate, dizendo que a declaração de Bolsonaro foi “terminal” e que o Presidente da República “está afastado do partido.” Então, está aberta a temporada de barracos e baixarias. Mas, ao contrário do filme, a briga do Bozo com o Bivar não é pela custódia de uma criança e sim pela custódia de uma dinheirama à qual o PSL faz jus, vinda dos fundos partidário e eleitoral. E haja dinheiro! Estima-se que nos próximos quatro anos o PSL abocanhe a “bagatela” de aproximadamente 700 milhões de reais. São 14 apartamentos do Geddel!

Então, foi dada a largada. Capitaneados por Jair Bolsonaro, um grupo de 19 parlamentares do PSL assinou uma petição onde exigem que Luciano Bivar apresente as contas dos últimos cinco anos do partido. A exigência dos bolsonaristas tem como finalidade embasar uma falta de transparência do partido, o que permitiria a desfiliação dos apoiadores de Bolsonaro do PSL sem que perdessem o mandato. Mas há também, e isto é o que mais importa para eles, a fortuna partidária em questão. Os bolsonaristas querem deixar o partido sem perderem o mandato (isso porque deixariam a legenda fora da janela partidária, o que configuraria a infidelidade partidária, culminando na perda dos mandatos dos eleitos), mas também querem parte da dinheirama pública-partidária. Bolsonaro fala em uma auditoria externa. Ele diz até querer abrir a “caixa preta” de seu próprio partido, conforme afirmou. Parece ter esquecido do BNDES.

Mas Bivar reagiu. E disse que, se Bolsonaro e seus seguidores querem auditoria nas contas do partido, então ele também quer auditoria nas contas da campanha presidencial de Bolsonaro. Se isso de fato acontecer, poderemos ficar sabendo quanto foi pago pelos disparos de mensagens via WhatsApp, fato já admitido oficialmente pelo aplicativo; poderemos também saber se o laranjal do PSL, do qual o ministro do Turismo teria sido um dos fraudadores, irrigou a campanha de Bolsonaro através de “caixa 2” vindo de verbas que deveriam ser das candidaturas femininas, conforme foi denunciado por candidatas do próprio PSL. A briga Bozo X PSL poderá até ir parar nos tribunais e também ser muito esclarecedora. A menos que essa história de “auditoria” tenha sido um blefe do Bozo, especialmente depois da reação do presidente do PSL. Mas no fundo tudo é mesmo por dinheiro. E nunca poderíamos imaginar, que exatamente um ano após a eleição, Bolsonaro e seu partido de aluguel estariam se engalfinhando por dinheiro. É fogo no cabaré! Eles se merecem!

OCDE FICOU SÓ NO CHEIRINHO

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“Como símbolo da conjugação de esforços entre os Poderes Executivo e Legislativo para a acessão do Brasil àquela organização internacional, propomos o Dia da OCDE no Brasil.” (Trecho do Projeto de Lei Nº 5302, apresentado por Eduardo Bolsonaro, propondo o “Dia da OCDE”, em comemoração à entrada, prometida por Trump, do Brasil na Organização).

Estava tudo certo. Afinal, Trump havia prometido. Afinal, a família Bolsonaro, além de aliada política, é “amiga pessoal” da família Trump. Os Estados Unidos iriam endossar a entrada do Brasil na OCDE.  Então, o escrivão de polícia, fritador de hambúrgueres e deputado federal Eduardo Bolaonaro tratou de apresentar um projeto de lei criando o “Dia da OCDE – Organização Para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico”, a data que marcaria o acesso do Brasil ao seleto grupo de países da Organização. Claro, com o aval de Trump, que havia prometido e que as “boas relações” com o governo e a família Bolsonaro seriam uma garantia da promessa. E de uma vitória diplomática. O projeto de lei, apresentado no dia 1º de outubro, foi rejeitado por ser contrário à Lei das Datas Comemorativas. Mas expressa a certeza inequívoca que Bolsonaro tinha na entrada do Brasil na seleta Organização.

No projeto, Eduardo Bolsonaro, querendo inclusive um ganho político que facilitasse a aprovação de sua indicação para embaixador nos EUA, chegou a escrever que “quando for aceito, o Brasil passará a ter voz e voto, influenciando, sobremaneira, nos debates globais e no estabelecimento e revisão de padrões da organização”. 

Mas Trump recuou. Ou melhor, talvez ele nunca tenha avançado. Foi aquela promessa do tipo “seja um bom menino que ganha uma balinha”. Bolsonaro acreditou e foi um “ótimo menino”: liberou os conterrâneos de Trump de visto, isentou o trigo dos Estados Unidos de impostos, deixando putos os produtores brasileiros, e ainda abriu a Base de Alcântara para os brinquedos espaciais de seu ídolo.  Mas quem vai comer o doce é a falida Argentina de Macri. Vergonha em dobro. E agora o tal projeto de lei entrará para a história como mais um “mico” protagonizado pela família e pelo governo Bozo. Ficou só no “cheirinho”. E aí não vai nenhuma sacanagem com meus amigos e leitores flamenguistas. Certamente quem gostou do desfecho foi o Aécio.

E agora Eduardo Bolsonaro, o que fazer com o projeto de lei que você apresentou e que se transformou em mais um “mico”? Aí vai um conselho: Use-o!

 

OS INIMIGOS ESTÃO AQUI?

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“Temos inimigos dentro e fora do Brasil. Os de dentro são os mais terríveis.” (Jair Bolsonaro, em 11 de outubro de 2019, ressuscitando a antiga doutrina de segurança nacional dos tempos da ditadura).

Bolsonaro, a eterna fábrica de gerar crises e plantar polêmicas visando agradar a seus seguidores e manter o país em um permanente clima de campanha eleitoral, decididamente não governa e está cada vez mais isolado. A última semana foi ainda mais emblemática em relação ao seu isolamento. Depois de já ter brigado com a imprensa, com artistas, com a OAB, com professores, com cientistas e até com apoiadores, agora foi a vez de seu próprio partido. Ou melhor, do partido que ele alugou. A crise plantada por ele próprio no PSL já mostra a divisão daqueles que se uniram para eleger Bolsonaro e a dissidência bolsonarista já vem tomando outros rumos políticos dentro de outros partidos de direita. E, para completar, o seu ídolo Trump, diante de quem ele sempre rastejou e mostrou uma subserviência ancilar, deu-lhe uma sonora bofetada, ao preferir a entrada da Argentina no “grã-fino” grupo de países que é a OCDE, escanteando o Brasil e dando uma rotunda “banana” ao seu bajulador.

Diante de tudo isso, Bolsonaro resolve requentar a velha “doutrina de segurança nacional”, com aquele princípio básico de que os maiores inimigos do Brasil estão aqui dentro e não lá fora. Vejam bem: Trump faz o que fez e Bolsonaro, no dia seguinte, vem dizer que os inimigos do Brasil estão aqui dentro. Talvez ele esqueça, por ora e estrategicamente, o Maduro, a Venezuela, Cuba, Coreia do Norte, Emmanuel Macron, Michelle Bachelet. Porque, nos últimos tempos, talvez ninguém tenha dado a prova de que é mais inimigo do Brasil do que os EUA que ele tanto bajula. Então, vamos requentar a velha doutrina de segurança nacional ensinada na ESG e que valeu como pretexto para colocar em ação os órgãos repressivos durante a ditadura militar que ele sempre defendeu. Enquanto isso, Trump acaba de esboçar um acordo com a China comunista que certamente porá fim à guerra comercial entre as duas potências. E Bolsonaro continuará rosnando contra a China e, seguindo o seu “Rasputin de Richmond”, mantendo seu anti-globalismo radical. “Obrigado, otário!”, dirá Trump.

Então, chegou a hora de girar o carrossel, tirar de foco a humilhação pela qual passou diante da “banana” que levou do Trump e apontar os novos inimigos: eles estão aqui. Embora existam os inimigos estrangeiros, a ameaça interna é a mais “terrível”, segundo as palavras do Presidente. Os partidos de oposição, os professores, os cientistas, os artistas, a OAB, as entidades defensoras dos direitos humanos, a imprensa, os movimentos sociais, as ONGs, os ambientalistas, o Chico Buarque, o cacique Raoni, as universidades… Esses são os verdadeiros inimigos do país. Infelizmente para Bolsonaro e felizmente para a democracia, as instituições que ele e seus seguidores insistem em atacar vão resistindo e a velha doutrina de segurança nacional que ele aprendeu e que foi uma das marcas registradas nos tempos da repressão não será tão facilmente aplicada. Querer, no atual contexto de crises geradas por ele próprio, como a última com seu próprio partido e a humilhação que sofreu do Trump, atribuir seu fracasso como Presidente a “inimigos internos”, segundo ele os mais “terríveis”, faz de Bolsonaro um simulacro do Hitler. Os bodes expiatórios já foram “eleitos” por ele antes mesmo de sua própria eleição. O que Bolsonaro quer com mais essa estúpida declaração é criar uma nova onda de ódio contra quem ele chama de “anti-patriotas”, e que seriam os “inimigos internos”, os “subversivos” e, daí, quem sabe, iniciar uma “caça às bruxas”.  E agora vai sobrar até para o Luciano Bivar e o Alexandre Frota. Nunca o “jacobinismo bolsonarista” precisou ser tão combatido. Mas, ao que parece, ele já vem, há tempos, em um processo de auto-erosão. E, nesse processo de autofagia, quem sabe Bolsonaro, devorando a si mesmo, acabe fazendo a única coisa boa que poderia fazer pelo Brasil?

 

FASCISTAS INVADEM COLÉGIO PEDRO II

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Foto acima: os deputados fascistas do PSL, Rodrigo Amorim e Daniel Silveira, filmam e fotografam as dependências do Colégio Pedro II, sob vaias dos alunos. Foto: reprodução das redes sociais.

“Por Marielle quero justiça, não aceitamos deputado da milícia.” (Palavra de ordem dos alunos do Colégio Pedro II, repudiando a invasão da unidade pelos deputados fascistas do PSL, em 11 de outubro de 2019). 

Os deputados fascistas do PSL Rodrigo Amorim (estadual) e Daniel Silveira (federal), que se notabilizaram por terem quebrado a placa com o nome de Marielle Franco na campanha eleitoral do ano passado, invadiram nesta sexta-feira, 11 de outubro, a unidade do Colégio Pedro II de São Cristóvão para fazerem, segundo informaram, uma “inspeção” naquela unidade de ensino. A visita inesperada e indesejada da dupla fascista não foi sequer informada à direção do colégio e o reitor da unidade teve que acionar a Polícia Federal. A dupla de deputados fascistas-bolsonaristas fotografou tudo dentro do colégio que, segundo eles, poderia ter “conotação política”. A visita ocorreu nos mesmos moldes intimidatórios daqueles que muitas vezes invadem escolas dizendo-se pertencer ao já finado movimento “Escola Sem Partido”. Ao chegarem na unidade, eles foram recebidos pelos estudantes com o coro de “Por Marielle quero justiça, não aceitamos deputado da milícia.” Durante todo tempo os invasores foram vaiados pelos estudantes.

Na chamada “vistoria” dos deputados fascistas, sempre em tom provocativo e intimidatório, um diálogo entre o deputado Daniel Silveira e o reitor da unidade escolar chamou atenção. Ao parar em frente a um mural que exibe recortes de jornais, o deputado fascista questionou a informação contida em um dos recortes, que falava sobre a morte de um jovem negro a cada 13 minutos no Estado do Rio de Janeiro. O reitor, então, afirmou que o número de mortes está imenso no Rio de Janeiro, e o diálogo prosseguiu:

Reitor: – O número de mortes está imenso no Rio de Janeiro.

Deputado: – De bandido.

Reitor – Mas tem criança de oito anos que não pode ser bandido.

Deputado: – Já fez a perícia?

Reitor: – Pra saber se ela é bandido?

Deputado: – Não, para saber se ela foi morta por policiais.

As imagens produzidas pela dupla fascista-bolsonarista no colégio foram feitas sem autorização e envolveu menores de idade. O reitor já informou que fará uma representação nos Conselhos de Ética das respectivas Casas Legislativas às quais pertencem os deputados.

A lamentável invasão dos fascistas ao Colégio Pedro II, em tom agressivo e intimidatório, é fruto da metástase ultra-direitista que, desgraçadamente, espalhou-se pelo Estado. O deboche foi uma das marcas dos invasores e o deputado Daniel Silveira chegou a “mandar beijos” para os estudantes.

Tanto a Assembleia Legislativa como a Câmara dos Deputados têm a obrigação de darem uma satisfação sobre a invasão, visto que o teor da mesma foi claramente provocativo , intimidatório e até em tom de deboche. Talvez tudo já faça parte da campanha para o próximo ano. Rodrigo Amorim, por exemplo, é pré-candidato a prefeito do Rio e já deve estar querendo “mostrar serviço” ao seu ensandecido eleitorado, que no ano passado ficou ululante com a quebra da placa de Marielle Franco.  Mas, se depender da “recepção” dos estudantes aos invasores, então podemos estar seguros de que fascistas não passarão!