MILTON RIBEIRO, O PASTOR CORRUPTO, É PRESO!

A Polícia Federal prendeu hoje o ex-ministro fundamentalista da Educação, o pastor corrupto Milton Ribeiro. A operação da Polícia Federal foi batizada com o nome de “Acesso Pago”, em uma referência às propinas cobradas pela quadrilha de pastores que Milton Ribeiro colocou no MEC para que fossem liberadas verbas. Em um áudio divulgado pela Folha de São Paulo, Milton Ribeiro não apenas confessa todos os crimes de corrupção e tráfico de influência, como diz que agia para atender a ordens de Jair Bolsonaro. Junto com Milton Ribeiro também foram presos os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, os pastores-corruptos que operavam o esquema de propinas. Gilmar e Arilton formavam o chamado “gabinete paralelo” do MEC, encarregado de cobrar propinas, até em ouro, para a liberação de verbas do MEC. Foi um grande assalto às verbas da Educação feita pela quadrilha de pastores do governo Bolsonaro. Esse é apenas mais um escândalo de corrupção do governo criminoso de Jair Bolsonaro e sua gangue fascista.

Em março, Jair Bolsonaro afirmou que “colocaria a cara no fogo” pelo pastor Milton Ribeiro. Já que estamos em época de festas juninas, o capitão fascista não apenas poderia como deveria enfiar os cornos em uma fogueira. Vai lá Bozo, bota a cara!

ADVOGADO BANCA MORDOMIA PARA NUNES MARQUES

A informação está publicada no site Metrópoles e é assinada pelo jornalista Rodrigo Rangel: Nunes Marques, o cão de guarda de Bolsonaro no STF, teve um jatinho bancado para levá-lo a Paris, junto com seu filho, para assistir à final da Champions League. De quebra, ainda assistiu ao torneio de Rolland Garros e ao GP de Mônaco. E quem bancou? Foi no luxuoso e confortável jatinho que pertence ao advogado Vinícius Peixoto Gonçalves. A mordomia do juiz bolsonarista e seu filho está avaliada em 250 mil. Mas há um detalhe: o generoso advogado atua em processos de tramitam no STF. E aí, qual o compromisso de Nunes Marques com o advogado que bancou para ele e seu filho essa lauta mordomia? Pensávamos que Nunes Marques só tinha “rabo preso” com o Bolsonaro. Mas parece que a coisa vai um pouco além. Como se comportará Nunes Marques em julgamentos do interesse do advogado que bancou a sua nababesca viagem?

Apenas um detalhe, importantíssimo: apesar dessa imoralidade, ao contrário dos fascistas jamais pediremos o fechamento do STF. Fala aí, Nunes Marques!

BOLSONARO QUER CPI… CONTRA ELE MESMO!

“Conversei agora há pouco com o Arthur Lira, reunido com com líderes partidários e nossa ideia é propor uma CPI para investigar a Petrobras, seus diretores e os membros do Conselho”. (Jair Bolsonaro, em entrevista à Rádio 96 FM de natal, Rio Grande do Norte).

O desespero, a boçalidade, a ignorância, a estupidez e a covardia de Jair Bolsonaro não têm limites. Agora o sujeito, inconformado com os novos aumentos da gasolina e do diesel, está pedindo uma “CPI da Petrobras”. Bolsonaro atacou o presidente e os conselheiros da Petrobras, acusando-os de “traidores do povo brasileiro”. E quer que eles sejam investigados pela CPI que propôs.

Então, vejamos: quem nomeou o ministro das Minas e Energia? Bolsonaro. Quem nomeou o presidente da Petrobras? Bolsonaro. Dos 11 membros do Conselho da Petrobras, quem indicou oito deles? Bolsonaro. E, dos conselheiros indicados por Bolsonaro, seis votaram a favor do aumento.

Assim, ao pedir uma “CPI da Petrobras”, Bolsonaro está pedindo uma CPI contra ele mesmo. Certamente, se a CPI for instalada, ele terá que dar explicações sobre a alta dos combustíveis durante todo o seu (des)governo e ainda explicar sobre a sua incompetência e incapacidade para lidar com a questão. Bolsonaro é o grande responsável pelos aumentos e agora quer declarar guerra à Petrobras, empresa cujo acionista majoritário é o próprio Governo Federal, presidido por ele. Claro que, como representante do acionista majoritário, Bolsonaro teria que dar muitas explicações em uma “CPI da Petrobras”. Aguardemos a próxima pérola do fascista-genocida.

O CRIME DE BOLSONARO CONTRA A UFRJ

“UFRJ desenvolve teste que identifica coronavírus em menos de uma hora e por 30 reais”. (Publicado no site da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ, em 15 de julho de 2021).

“UFRJ promove ações contra varíola dos macacos. Iniciativa realizará testagem e acompanhamento de casos da doença.” (Publicado no site Conexão UFRJ, em 30 de maio de 2022).

Mais uma vez a UFRJ está ameaçada pelos cortes criminosos de verbas anunciado pelo governo fascista de Jair Bolsonaro. O ódio de Bolsonaro contra universidade federais, cientistas e pesquisadores parece não ter fim. A UFRJ, maior universidade federal do país e com mais de cem anos de existência, mais uma vez está ameaçada até mesmo de fechar, caso se consume a sanha estúpida e criminosa de Bolsonaro de cortar mais verbas da universidade. Agora, o governo fascista acaba de anunciar o corte de 14% de verbas da Educação, o que ocasionará o corte de 24 milhões na UFRJ. Os cientistas que ali trabalham dependem das verbas para que possam continuar seus estudos e pesquisas em prol da sociedade. Só para exemplificar, foram cientistas da UFRJ que desenvolveram o teste que identifica a Covid-19 em menos de uma hora e, atualmente, são eles que estão realizando estudos e pesquisas (inclusive testagem) para acompanhar a evolução da varíola dos macacos. E é exatamente a essa instituição, patrimônio da ciência e da pesquisa nacionais, que Bolsonaro e seu governo criminoso impõe uma asfixia financeira que pode levar não apenas à interrupção das pesquisas, mas ao fechamento da própria universidade. A reitora da UFRJ, professora Denise Pires de Carvalho, pede socorro e já avisou que, caso o corte orçamentário seja mantido, não haverá dinheiro nem para pagar as contas de luz e água. Mais um crime de Bolsonaro contra a UFRJ! Tudo em nome do cumprimento da “meta fiscal” do governo. Mentira! É opção, é escolha, é o abandono deliberado de um governo que sempre odiou a ciência, a educação e cultura. O abandono e sucateamento das universidades federais é projeto desse governo criminoso e seus apoiadores já falam até em acabar com a universidade pública e gratuita.

Enquanto isso, para a farra do orçamento secreto, que colocou o cofre nas mãos dos aliados de Bolsonaro do Centrão, não existe “ajuste fiscal”. Também não existe “ajuste fiscal” para os quartéis comprarem viagra e prótese peniana para seus oficiais. Também nunca houve “ajuste fiscal” para a farra que os pastores corruptos faziam, deliberadamente e com ordem do Presidente (segundo o próprio ex-ministro da Educação), com as verbas do MEC.

O que Bolsonaro vem fazendo com as universidades federais de um modo geral, e com a UFRJ em particular, é crime de lesa-pátria. Quando deixar a presidência, esse elemento deve deve responder por mais esse crime.

AMAZÔNIA ENTREGUE ÀS MILÍCIAS

“Esse inglês era malvisto na região porque ele fazia muita matéria contra garimpeiro, questão ambiental.” (Jair Bolsonaro, sobre o jornalista Dom Plhillips, brutalmente assassinado junto com o indigenista Bruno Pereira).

“Esse inglês”. Foi assim que Bolsonaro se referiu ao jornalista Dom Phillips, brutalmente assassinando na Amazônia com o indigenista Bruno Pereira. Nem sequer o nome da vítima dos destruidores das Amazônia, que Bolsonaro tanto apoia, foi citado. Como se não bastasse, disse que Dom Phillips era “malvisto”. Ora, “malvisto” por quem? A resposta é simples: era era malvisto por garimpeiros ilegais, invasores de terras indígenas, caçadores e pescadores ilegais, devastadores que extraem madeira ilegalmente e desmatam a floresta. Enfim, tanto Bruno como Dm Plhillips eram malvistos pelos bandidos devastadores da Amazônia, que apoiam Bolsonaro e que Bolsonaro e seu governo sempre apoiaram, especialmente com leis que “flexibilizam” suas ações criminosas e, por incrível que pareça, punindo fiscais que cumprem os seus serviços.

O compromisso de Jair Bolsonaro e sua gangue criminosa do desmatamento sempre foi conhecido e ficou explícito quando o bandoleiro ambiental Ricado Salles mando a senha do “passar a boiada”. Aliás, nunca é demais lembrar que o delegado Alexandre Saraiva, da Polícia Federal, que denunciou Salles por desmatamento no ano passado, foi demitido.

O brutal assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips tem todas as digitais do governo fascista e miliciano de Bolsonaro. O Estado Brasileiro, deliberadamente, não se faz presente na Amazônia. A região está entregue a milicianos, porque ali prevalecem as leis, as vontades e os interesses dos bandidos que dominam a região. São criminosos que agridem a fauna, a flora, invadem terras demarcadas, praticam o garimpo ilegal, tudo com a anuência de Bolsonaro e sua camarilha governamental. Sabe-se que Bruno Pereira e Dom Phillips eram desafetos de Bolsonaro, e que Bruno Pereira, um grande conhecedor da região, dos crimes e dos criminosos que ali reinam com anuência do governo, tinha um dossiê preparado para entregar à Polícia Federal. O duplo e brutal assassinato não foi obra do acaso.

O duplo assassinato, com requintes de crueldade, é a marca de como a Amazônia está entregue aos milicianos ambientais. Ali, imperam as leis desses bandidos. Ali o Estado Brasileiro não se faz, propositadamente, presente. Onde estavam as Forças Armadas que, ao invés de querer se intrometer em periciar urnas eletrônicas, não cumpre o seu papel na região? Onde estava a Polícia Rodoviária que, ao invés de matar trabalhador asfixiado, não policiou as estradas da região? Onde estava a Funai que, no governo Bolsonaro, virou um centro de destruição dos povos indígenas? Onde estava o Ibama? Não falamos, evidentemente, de seus servidores e sim da orientação criminosa que esses órgãos estão tendo por parte do governo fascista e genocida de Jair Bolsonaro. Tanto que aqueles que cumprem o seu papel, como o servidor Bruno Pereira, são “cancelados”, como diz Bolsonaro e seus seguidores na linguagem miliciana.

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips não são fatos isolados. Inserem-se em um contexto de licença do governo para que seus aliados cometam todo tipo de crime na Amazônia. E parece haver tentáculos de apoiadores de Bolsonaro no Congresso. O delegado Alexandre Saraiva, aquele que foi demitido por denunciar Ricardo Salles, afirmou no último dia 15 que existe no Congresso aquilo que chamou de “Bancada do Crime na Amazônia” e o delegado chegou a citar a deputada fascista Carla Zambelli como fazendo parte dessa bancada criminosa. Tudo deve ser apurado, mas por servidores independentes, como o delegado Alexandre Saraiva.

Enquanto isso, a Amazônia vai sendo dominada por milicianos ambientais, que só serão removidos e punidos na forma da lei com um governo comprometido com o meio ambiente e não com sua destruição, como é o caso do governo fascista, genocida e miliciano de Bolsonaro.

NY TIMES ALERTA PARA GOLPE DE BOLSONARO

Não foi nenhum jornal brasileiro. Não foi nenhum site de esquerda. Não foi nenhuma declaração de político da oposição. Dessa vez, quem está alertando para um risco real de golpe de Estado no Brasil é o New York Times. As evidências de uma aventura golpista, com apoio de alguns militares saudosistas da ditadura que rodeiam Bolsonaro, já vêm sendo declaradas há muito por aqui. Conspirar contra as urnas eletrônicas, contra o sistema eleitoral, ameaçar juízes do STF e do TSE não são ameaças apenas de Bolsonaro, diante de uma iminente derrota nas urnas. O próprio ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em uma carta ao TSE, choramingou queixumes ao afirmar que as Forças Armadas estavam “desprestigiadas” pelo órgão. Mas também fez ameaças, quando disse, de forma delirante, que a eleição estaria sob “desconfianças”.

Agora, em matéria do jornalista Jack Nicas, o New York Times afirma, com todas as letras, que o risco de golpe é real e que não pode ser subestimado. A cada dia que passa, sem reverter a larga vantagem de Lula nas pesquisas, Bolsonaro sabe que, pela via democrática, será derrotado. E não são apenas as pesquisas divulgadas que mostram a grande dianteira de Lula. As pesquisas encomendadas pelo próprio Bolsonaro e seu partido, que eles não divulgam, mostram isso. Quem foi que disse que eles não acreditam em pesquisas?

Bolsonaro já usa o mesmo argumento criminoso de seu ídolo derrotado, Donald Trump. Diz que se perder será “roubo”. E os saudosistas da caserna que gravitam em torno de Bolsonaro, já assumiram o discurso e a pulsão pelo golpe. Diz a matéria do New York Times:

“Os líderes das Forças Armadas do Brasil de repente começaram a levantar dúvidas semelhantes sobre a integridade das eleições, apesar de poucas evidências de fraudes anteriores, aumentando as já altas tensões sobre a estabilidade da maior democracia da América Latina e sacudindo uma nação que sofria sob uma ditadura militar de 1964 a 1985”.

A matéria do NYT cita ainda o caso do Capitólio em janeiro de 2021, quando Trump e seus seguidores tentaram dar o golpe e lembra o episódio como um exemplo de que as transferências pacíficas de poder não são mais garantidas, mesmo em democracias maduras como a dos EUA.

O papel constitucional das Forças Armadas é claro e, em nenhum momento, elas atuam na contagem de votos. Ao contrário, cabe às Forças Armadas garantir o resultado proclamado pelo TSE, seja ele qual for. Um golpe não terá sucesso, mas causará danos ao país, e os criminosos que tentarem fazê-lo deverão ser presos na forma da Lei. O alerta feito pelo NYT tem grande repercussão no mundo e mostra que a democracia está em risco em nosso país. A reação deve vir de todos os lados, inclusive e principalmente da fatia das Forças Armadas (que acreditamos ser a maioria), comprometida com a Lei e com a Constituição. Militar não é sinônimo de golpista, ao contrário. Por isso, confiamos nos bons militares em cumprirem o seu papel e repelirem uma tentativa de golpe que macularia tanto a nossa história como as próprias Forças Armadas.

E quanto aos militares golpistas, se eles não querem ser presos, que recuem do golpe que estão apoiando e, se querem contar votos, que vão contar os votos do Clube Militar. Porque os votos para Presidente da República são contados pelo TSE!

MERVAL, SUA MÁQUINA DO TEMPO E OS “PASSADOS” EM JOGO

O desesperado jornalista global, outrora “aecista” e atualmente “sergiomorista” Merval Pereira, em sua coluna de hoje intitulada “Máquina do Tempo”, usa o ardil desonesto e a camuflagem sem-vergonha de considerar Lula e Bolsonaro uma “mesma coisa”. Tudo para tentar dar algum fôlego à sua desesperada natimorta “terceira via” que, para ele, seria ninguém menos do que o ex-juiz parcial Sérgio Moro, que foi cuspido do esgoto bolsonarista.

A desonestidade intelectual e política de Merval Pereira dá o tom de seu desespero, pela absoluta inanição política de uma delirante “terceira via”. Em sua coluna, Merval afirma que tanto Lula como Bolsonaro representam o passado, o anacronismo. Porém, a “Máquina do Tempo” de Merval parece desconhecer os rumos dos “passados” de Lula e do fascista genocida. É verdade que Lula e Bolsonaro desejam uma volta ao passado. Mas, que passado? É fácil de responder:

Bolsonaro quer a volta de 1964. Ele é golpista e já prepara um golpe caso a sua provável derrota se confirme. Bolsonaro, como já demonstrou junto com sua família de delinquentes, quer a volta de 1968, com o AI-5, que permitia fechar o Congresso, colocar o Judiciário de joelhos e aniquilar os direitos dos cidadãos. Bolsonaro quer a volta dos anos 1970, com o “Prá Frente Brasil” do ditador Médici. Bolsonaro, que tem como ídolo o assassino e torturador Brilhante Ustra, quer a volta dos porões da ditadura militar e nem está aí para a família dos desaparecidos políticos, a quem já disse que “quem procura osso é cachorro”. Bolsonaro quer a volta daquele passado de censura imposta pela ditadura militar, que perseguia artistas, professores, estudantes, cientistas, jornalistas. Bolsonaro quer a volta do passado mais sombrio da história brasileira, em que um jornalista se apresentava espontaneamente para depor e aparecia morto em um quartel, como foi o caso de Vladimir Herzog. O passado que Bolsonaro quer trazer de volta é a ditadura, da qual nunca escondeu ser defensor. Esse é o passado que Bolsonaro e sua gangue fascista defendem.

Já Lula, que nada tem de radical, pois negocia com quase todos os espectros políticos, até mesmo com a direita, quer trazer de volta um passado recente, em que o Brasil estava fora do mapa da fome da ONU. Lula quer trazer de volta o passado do maciço acesso à universidade, especialmente para os jovens onde, contrariando o banqueiro Paulo Guedes, o filho do porteiro podia ser doutor. Lula quer trazer de volta os altos níveis de emprego, o crescimento do PIB e o apoio ao pequeno empresário. Lula quer trazer de volta a transferência de renda para os mais pobres, sem que esta seja uma medida eleitoreira. Lula quer que volte aquele passado de quando era Presidente, de respeito aos negros, indígenas, e LGBTs, tão agredidos por Bolsonaro e seus seguidores. Lula quer trazer de volta o passado de grandes investimentos de alcance social. Quer trazer de volta o respeito aos servidores públicos, que em seu governo nunca foram chamados de “parasitas”. Quer trazer de volta o respeito do Brasil junto à comunidade internacional, já que nosso país virou motivo de chacota internacional. Lula quer que volte aquele passado em que, em nenhum momento, as instituições democráticas e o Estado de Direito foram afrontados e desrespeitados. Lula quer trazer de volta aquele passado em que o primeiro colocado da lista tríplice era o indicado a Procurador-Geral, dando ao Ministério Público independência para apurar e denunciar, ao invés de termos “blindadores” e “engavetadores-gerais” da República, como Augusto Aras. Lula quer trazer de volta aquele passado em que a bandeira nacional não se confundia com colorações políticas e em que a camisa da seleção não era um abadá de fascistas. Esse é o passado que Lula representa e que tem que voltar, o mais rápido possível, em nosso país.

De fato, dois “passados” estarão em jogo em outubro. Porém, colocá-los no mesmo “saco”, como pretende o sergiomorista Merval Pereira, é picaretagem, é safadeza, é canalhice, é desonestidade, é puro desespero. O passado que Lula quer trazer de volta nunca poderá estar no mesmo balaio do fascismo troglodita e miliciano representado pelo bolsonarismo. A “Máquina do Tempo” de Merval Pereira parece estar descalibrada e sem rumo. E, a continuar assim, irá contribuir para que ela pouse em 1964. E então, ficaria muito difícil alçar um novo voo de volta a um passado democrático, solidário e civilizado.

BOLSONARO QUER UMA PROCONSULT DE FARDA

A sanha golpista de Jair Bolsonaro continua e, mais uma vez, atacando o sistema eleitoral. Dessa vez, e como não poderia deixar de ser, agredindo em especial a Justiça Eleitoral. Na última quinta-feira, em evento no Planalto, Bolsonaro lançou mais uma de suas propostas golpistas para as eleições desse ano. Evocando a sua condição de “chefe das Forças Armadas”, Bolsonaro propôs que o Exército faça uma contagem de votos “paralela” nas eleições de outubro. A proposta, tão absurda como golpista, já foi rechaçada pelos membros do Tribunal Superior Eleitoral. Até o Arthur Lira, o fiel e comprado escudeiro de Bolsonaro, já se manifestou contra a proposta golpista e estapafúrdia.

Nunca é demais lembrar que lugar de militar é no quartel. Os militares não possuem qualquer condição legal e técnica para fazerem apuração de votos, a menos que estejamos em uma ditadura. Para isso existe a Justiça Eleitoral. Que os militares contem as peças de picanha, as latas de leite condensado e o número de pílulas de Viagra e de próteses penianas que compraram para seus oficiais “imbroxáveis” como Bolsonaro. Mas contagem de votos e proclamação dos eleitos é missão e dever constitucional da Justiça Eleitoral. E de mais ninguém.

A proposta golpista de Bolsonaro lembra o “escândalo da Proconsult” em 1982, na eleição para governador do Rio de Janeiro, quando a Rede Globo entrou em campo e tentou mudar o resultado das urnas para dar uma vitória fraudada ao Moreira Franco. Mas Brizola agiu a tempo, detonou o golpe e mandou os golpistas para o esgoto.

Parece que Bolsonaro, inspirado na Globo, que hoje diz “odiar”, mas que foi grande parceira na sua vitória em 2018, quer criar uma nova Proconsult. Só que, dessa vez, seria uma “Proconsult de farda”. Os militares que contem os votos das eleições do Clube Militar. Ou, se preferirem, que vão contar Viagras!

AÇÕES E OMISSÕES: DEIXARAM CHEGAR, E NÃO FOI O FLAMENGO!

“Deixaram chegar!” era um mantra dos torcedores do Flamengo quando a equipe, desacreditada, não era tida como perigosa pelos adversários. Então o Flamengo, ignorado pelos adversários, acabava chegando na final da competição e muitas vezes vencendo. Quando os adversários abriam os olhos, já era tarde demais. É o que está acontecendo com o golpe que já vem, desde o início do mandato, sendo construído por Bolsonaro e que, nesse momento, está em pleno andamento.

Corroer as instituições e fazer seus seguidores e milicianos reais e virtuais desacreditarem delas; afrontar o Judiciário e lançar descrédito ao sistema eleitoral; manter as hostes fascistas que o apoiam permanentemente acesas, em um clima de confronto; ameaçar a democracia usando o nome das Forças Armadas, dentre outras, tem sido as estratégias de Bolsonaro para um golpe que já está em curso e que, se não houver freio, terá a sua culminância nas eleições de outubro.

Bolsonaro, para chegar onde chegou, a ponto de ter emparedado o Supremo Tribunal Federal, contou (e ainda conta) muito com a anuência do Legislativo, desde Rodrigo Maia (que, covarde e omisso, sentou-se sobre as dezenas de pedidos de impeachment quando Bolsonaro cometia as maiores barbaridades) até Arthur Lira (seu fiel e comprado escudeiro) e Rodrigo Pacheco (que hoje faz declarações que favorecem Daniel Silveira, o deputado fascista marombado, condenado pelo STF pelo placar de 10 a 1 e indultado por Bolsonaro).

É evidente que o indulto concedido a Daniel Silveira seria legal, desde que fosse após o trânsito em julgado da condenação. Assim, o indulto foi intempestivo. Aliás, propositadamente intempestivo, porque até o trânsito em julgado da sentença, correria um tempo que não interessa a Bolsonaro para dar uma resposta às suas hostes extremistas. Tinha que ser já, para que a chama do conflito não se apague. Quando o único voto que absolveu o deputado fascista, dado por Nunes Marques, foi justificado considerando que as ameaças de Daniel Silveira eram meras “bravatas”, também tivemos, nesse voto, uma declaração de descrédito no potencial perigo que representa esse elemento que, aliás, tem uma vasta folha corrida de ameaças, processos e punições quando era policial. Aliás, Bolsonaro também era tido como “bravateiro”. E hoje vemos onde suas “bravatas” chegaram.

Para além do Legislativo, que desde Rodrigo Maia está vendo o golpe se consumar e nada faz, diversas instâncias do Judiciário estão blindando Bolsonaro e sua familícia. E o que dizer do procurador-geral da República? Augusto Aras, homem de confiança de Bolsonaro, tornou-se um engavetador dos crimes de Bolsonaro (crimes contra a ordem democrática, contra a saúde pública, contra o Estado de Democrático de Direito…)

Com Hitler também foi assim. Dentro e fora da Alemanha. Quando resolveram agir, já era tarde demais e nem a derrota de Hitler na Segunda Guerra acabou com o nazismo. Assim como a provável derrota de Bolsonaro não acabará com o bolsonarismo. E o golpe está tão em curso que, dessa vez, ao contrário do 7 de Setembro, quando Bolsonaro recuou e foi pedir ao Temer para escrever a “cartinha à Nação”, agora até o próprio Temer, um golpista de primeira linha, assustado com a escalada autoritária foi aconselhar Bolsonaro e teve seu conselho rechaçado por Bolsonaro. Temer, ao sugerir a Bolsonaro que anulasse o indulto até o trânsito em julgado da sentença, além de ter a sugestão recusada, ainda foi objeto de pilhéria do fascista. Ou seja, nem mesmo um golpista profissional está conseguindo parar o golpe. Nunca é demais lembrar que, depois de minar o Judiciário, Bolsonaro partirá para o Legislativo. E não vai ser comprando o Centrão, como comprou para ter hoje o Congresso nas mãos. Quando Arthur Lira, Rodrigo Pacheco e o próprio Centrão abrirem os olhos, será tarde. Quando Aras, finalmente, resolver agir, será tarde. Quando alguns juízes verem que não existe mais Judiciário, será tarde. E até alguns representantes da mídia, que hoje colaboram com o golpe, poderão se tornar a “Rede Globo do amanhã”. Aí poderemos falar: “Deixaram chegar, e não foi o Flamengo”.

PASTOR VAGABUNDO ORGANIZOU MOTOCIATA

A motociata de Bolsonaro na Rodovia dos Bandeirantes, em São Paulo, que se constituiu em uma propaganda eleitoral ilegal, teve outro ingrediente comum à folha corrida do fascista: ela foi organizada por um pastor. E, a exemplo de outros “pastores” que apoiam Bolsonaro, o organizador da motociata também é vagabundo e criminoso. O nome do vagabundo é Jacksom Vilar da Silva. Ele é pastor e empresário. E, o que não chega a ser novidade: ele recebeu, ilegalmente, auxílio emergencial do governo entre 2020 e 2021, totalizando um benefício de 5.700 reais, que foi tirado de quem realmente necessitava para encher a burra desse canalha. Foram ao todo 15 parcelas, que deveriam ser destinadas a pessoas necessitadas em razão da pandemia, mas que foram parar, de forma ilegal e criminosa, no bolso desse “pastor” bolsonarista. Os dados estão no Portal da Transparência.

Mais uma vez, a exemplo do escândalo de corrupção no MEC, um pastor safado, vagabundo e criminoso está na linha de frente de atos carimbados por Bolsonaro. Agora que foi revelado o roubo desse vagabundo bolsonarista, esperamos que a Justiça tome as medidas legais. Primeiro, contra a motociata, que foi propaganda política antecipada. E ainda, a devolução da quantia e punição do pastor vagabundo organizador do evento ilegal e que roubou dinheiro dos pobres e necessitados. Essa foi apenas mais uma dos “pastores do Bolsonaro”. Canalhas!