BOLSONARO: UM MAL À SAÚDE PÚBLICA!

Bolsonaro, mais uma vez afrontando a sociedade, a ciência e as autoridades médico-sanitárias saiu às ruas e, de forma criminosa, provocou aglomerações e simplesmente fez tudo aquilo que não é recomendado para evitar a propagação do coronavírus. Ele foi até a cidade de Ceilândia, onde causou aglomerações de pessoas e até parou para tirar fotos, repetindo o que fez há exatamente duas semanas, quando foi às manifestações fascistas a seu favor.

De quebra, o psicopata ainda criticou o isolamento e fez propaganda do uso da cloroquina como remédio para combater o vírus, o que não é corroborado pela ciência.

Pior: ninguém sabe se Bolsonaro, a exemplo de quase toda sua comitiva que foi aos EUA, está infectado pelo vírus porque ele jamais exibiu o seu exame. Assim, Bolsonaro vem sendo uma verdadeira ameaça à saúde pública no Brasil. Já passou da hora desse genocida ser detido, não para cumprir quarentena e sim para ser um hóspede permanente de um manicômio.

O OUTRO “FODA-SE” DO GENERAL

Desorganização? Irresponsabilidade? O que poderia ter levado o general Augusto Heleno (aquele que mandou o Congresso “ir se foder”) a interromper a quarentena e participar de uma reunião com o Bozo, o vice Mourão e vários outros ministros?

Matéria publicada no “Estadão” nesse sábado, 28 de março, e assinada pela jornalista Júlia Lindner, informa que o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, general Augusto Heleno, interrompeu a quarentena 7 dias antes do previsto para participar de uma reunião com Bolsonaro, o vice Mourão e metade dos ministros. O general Heleno fez parte da comitiva presidencial que foi aos EUA, foi infectado com o coronavírus e deveria ficar em quarentena até o o dia 1 de abril. No entanto ele interrompeu, “por engano”, a quarentena para participar da reunião que aconteceu no dia 25 de março. Alertado, o general disse que foi um “equívoco”. Todos podem se enganar, mas um engano de sete dias é muita coisa. Se fosse um “engano” de apenas um dia, ficaria mais fácil de entubar o ” equívoco”. Mas sete dias?

Pior: o “engano” do general pode ter disseminado o vírus por outros ministros e assessores do governo e já ter provocado um contágio comunitário. Igual ao Bozo quando foi às manifestações fascistas de 15 de março. Ele diz ter testado negativo, mas o exame jamais foi apresentado. E nunca será conhecido porque já foi informado que, por razões de “segurança”, o exame está identificado com um codinome. E o codinome não é “Bozo”. Assim, mesmo que seja apresentado, jamais saberemos se aquele exame é mesmo do Bozo. Tudo muito nebuloso…

Agora foi a vez do general Heleno. Ele disse ter sido um “engano”. Engano, irresponsabilidade ou desorganização? Ou teria sido um outro “foda-se” do general, dessa vez para a saúde pública?

MANDETTA: O FUJÃO

Luiz Henrique Mandetta já não engana a mais ninguém. Desde o início da crise pandêmica que o ministro da Saúde, não obstante sua posição ideológica de direita, vinha conduzindo o seu ministério de forma técnica, o que o levou a ganhar alguma credibilidade. Porém, no dia seguinte ao pronunciamento genocida de Bolsonaro, Mandetta deixou a ciência e preferiu mudar o discurso, passando a criticar o isolamento social que seu próprio Ministério recomendava e que é um protocolo adotado mundialmente e recomendado pela OMS.

Agora Mandetta fez outro gol contra, ao não participar de uma reunião da OMS, que contou com a participação de ministros da Saúde de mais de 50 países. Foi uma reunião por videoconferência, com a finalidade de discutir uma estratégia global de combate ao coronavírus. Mas Mandetta não participou, apesar de o Brasil ser o país da América Latina com o maior número de casos de coronavírus. China, França, EUA e Coreia do Sul, por exemplo, estavam representadas por seus ministros. Mas o Brasil não. Como pode o ministro da Saúde não participar de uma reunião convocada pela Organização Mundial da Saúde?

Certamente Mandetta teria muito o que explicar sobre a mudança de seu discurso em relação ao isolamento social, contrariando a OMS e o que seu próprio Ministério recomendavam. Mandetta, infelizmente, capitulou e, apegado ao cargo, escolheu por não confrontar a política genocida defendida por Bolsonaro. O ministro, infelizmente e ao que tudo indica, não irá mais descer da goiabeira.

PREFEITO DE MILÃO PEDE DESCULPAS

O dia era 27 de fevereiro e o prefeito Giuseppe Sala, de Milão, cidade que fica ao norte da Itália, na região da Lombardia, divulgava um vídeo convocando a população para sair às ruas. Afinal, o vírus não podia parar o país, especialmente Milão, uma das maiores cidades da Itália. “Milão não para” e “A Itália não pode parar” eram as palavras de ordem de uma campanha similar à de Jair Bolsonaro hoje no Brasil. Uma campanha que ia contra todas as recomendações da OMS. Uma campanha genocida. Na ocasião, em toda a Itália eram registrados 258 casos de coronavírus com 12 óbitos.

A população então, desobedecendo a ciência e a OMS, foi para as ruas e Milão “voltou à normalidade”. Resultado: hoje a Itália registra 34.889 casos da doença e 8.215 mortes. Dessas mortes, 4.474 foram só em Milão.

Um mês depois o prefeito de Giuseppe Sala veio a público reconhecer o erro e pedir desculpas. Tarde demais. Ele é o responsável por milhares de mortes em seu país. A economia se recupera e até pode ressurgir mais forte depois da crise. Já as vidas que se foram, essas não têm mais volta.

O MISTÉRIO DO SUMIÇO DO MARRECO

Sérgio Moro, que já não vinha aparecendo muito no governo, desapareceu de vez. Depois do circo rocambolesco das máscaras, não se viu nem se ouviu mais falar de Moro. Afinal, o que houve com o marreco de Maringá?

É natural que o ministro da Justiça não tivesse protagonismo na crise pandêmica. Mas como titular da pasta da Justiça ele poderia, e até deveria, se pronunciar em alguns aspectos relacionados ao seu ministério. Por exemplo, no caso da prevenção do coronavírus nos presídios federais ou ainda sobre a entrada de estrangeiros no país. Mas o marreco, definitivamente, sumiu.

Esse sumiço, no entanto, é estratégico. Moro sempre foi vaidoso e pirotécnico e não iria sumir num momento em que um “herói” seria bem-vindo. Ocorre que Moro é um grande e antigo parceiro da Rede Globo. Desde os tempos em que era juiz parcial. Foi Moro que, criminosamente, vazou para a Globo o áudio da conversa da ex-Presidente Dilma. Era Moro que antecipava para a Globo todas as operações da Lava Jato e a Globo sempre chegava aos locais das operações antes mesmo da Polícia Federal. A Globo está em guerra com Bolsonaro, é verdade. Mas a Globo é pró-Moro e Moro pode até ser o candidato apoiado pela Globo em 2022. A Globo vem dando sucessivas porradas em Bolsonaro e não quer que nada respingue em Moro. Então o sumiço do marreco é compreensível. É tudo para preservar a imagem de Moro no lodaçal do desastroso governo Bolsonaro. Ainda que Moro, em sua atuação política e parcial como juiz, tenha sido um dos grandes responsáveis pela tragédia em que o país foi colocado.

Então, por enquanto, o trato é esse: a Globo vai porrando o Bozo enquanto o marreco fica escondido. Até que a Globo mande ele reaparecer.

O VÍRUS E O VIDRO BLINDADO

O Brasil parece já não ter mais Presidente da República. Mas, em compensação, tudo leva a crer que o país ganhou um “bobo da corte”. Bolsonaro, escanteado pelo Congresso, governadores, prefeitos e pelo Judiciário, que assumiram a gestão e o protagonismo no combate à crise, vai rugindo e vomitando besteiras. Ontem, em uma transmissão ao vivo, o “mitopata” expeliu a seguinte pérola para defender a abertura das casas lotéricas:

“O cara que trabalha na lotérica tem um vidro blindado. Não vai passar o vírus ali. O vidro é blindado, não vai passar, ele trabalha do lado de cá.”

Claro que não é momento de rir. Mas essa declaração antológica do “mitopata” não podia deixar de ser registrada.

BOLSONARISTAS AMEAÇAM MATAR DORIA

O governador de São Paulo, João Doria, começa a colher os frutos podres do câncer que ajudou a levar ao poder. Rompido com Bolsonaro, Doria vem tendo protagonismo no combate ao coronavírus, enquanto Bolsonaro não passa de um mero figurante vomitando asneiras. Candidato a Presidente da República, Doria vem ofuscando Bolsonaro, que foi relegado à sua insignificância na gestão da crise. As duras críticas de Doria ao discurso genocida de Bolsonaro aumentou a tensão.

Então, os fascistas bolsonaristas enviaram ameaças de morte ao governador de São Paulo. As ameaças foram feitas pelas redes sociais e chegaram no próprio celular de Doria. A segurança na casa do governador foi reforçada.

A equipe de João Doria afirmou que há fortes indícios de que as ameaças tenham partido do “gabinete do ódio”, uma organização criminosa especializada em lançar fake news e ameaçar adversários políticos pelas redes sociais e comandada por Carlos Bolsonaro.

O bolsonarismo está se desmilinguindo pela incompetência, ignorância e pelo modo rasteiro e nazista de fazer política e vai perdendo adeptos a cada dia. Desesperados e sem argumentos para defender o “mitopata”, eles mostram os bandidos que verdadeiramente são.