STF, HABEAS CORPUS, AI-5 E O GENERAL FUJÃO

O ex-ministro bolsonarista da Saúde, Eduardo Pazuello, que já entrou para a história com a alcunha de “general fujão”, mostrou que a laia fascista-bolsonarista é hipócrita ao extremo. Na verdade, o que eles pedem para os outros não é o que eles querem para eles.

Primeiro, o STF. Desde o ano passado que os bolsonaristas vão às ruas para pedir o fechamento da Suprema Corte. Pois foi justamente ao STF, que os bolsonaristas pedem para ser fechado, que o general fujão, todo borrado, recorreu para pleitear um dos mais sagrados direitos constitucionais – o habeas corpus.

Mas aí já vem outra contradição, porque a mesma horda fascista que pede o fechamento do STF, também pede a volta do AI-5, como já foi por diversas vezes visto em manifestações de bolsonaristas pelo Brasil afora. Ocorre que o AI-5, o instrumento que praticamente oficializou a ditadura no Brasil, previa o fim do habeas corpus, exatamente o direito que o general fujão bolsonarista foi pleitear no STF.

Em resumo: eles querem o fechamento do STF, mas recorrem ao STF. Eles são a favor da volta do AI-5, mas querem usufruir de um direito que o AI-5 aboliu. Afinal, o que eles querem? Aliás, não vi nenhum bolsonarista pedir o fechamento do STF e nem ameaçar o ministro Ricardo Lewandowski depois que ele concedeu o habeas corpus para que o general fujão se cale na CPI do genocídio. Não é difícil de entender a “lógica” do gado asinino-bolsonarista: quando os favorece, eles são a favor das instituições. Quando os contraria, eles são contra. É bem provável que, pelo visto, e levando-se em consideração o que as pesquisas estão mostrando, que em 2022 os bolsonaristas tomem as ruas pedindo o fim do cargo de Presidente da República.

DATAFOLHA: MAIORIA QUER O IMPEACHMENT DO BOZO

Pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado, 15 de maio, mostrou que pela primeira vez a maioria da população é favorável ao impeachment de Bolsonaro. Enquanto 49% dos entrevistados afirmaram ser a favor do impeachment, 46% disseram ser contra. Embora os números apresentem um empate técnico, considerando-se a margem de erro, pela primeira vez numericamente o número de favoráveis ao impeachment é maior do que aqueles que são contra.

Em relação a março, quando o mesmo instituto realizou a mesma pesquisa, 50% eram contra o impeachment do fascista e 46% a favor. Assim, a pesquisa divulgada hoje mostra uma virada no placar. Com tantos crimes cometidos que agrediram desde o Estado democrático, os direitos humanos, a educação, a saúde pública e a economia, o bolsonarismo vai se derretendo a cada dia e tornando-se nitidamente uma bolha cada vez menor. O gráfico abaixo mostra como a parcela favorável ao impeachment do fascista variou e chegou ao resultado inédito da pesquisa divulgada hoje.

A pesquisa mostra o aumento cada vez maior da insatisfação da população com o desastroso, irresponsável, incompetente e criminoso governo Bolsonaro. E, pelo que outras pesquisas já mostraram, o repúdio a Bolsonaro será corroborado pela maior de todas as pesquisas: a das urnas em 2022.

GENERAL FALASTRÃO QUER FICAR CALADO

Eduardo Pazuello, o general que aceitou ser o fantoche de Bolsonaro no Ministério da Saúde, já deu mostras do quanto é covarde e agora confirmou a sua covardia. Primeiro ele inventou uma desculpa fajuta para não ir à CPI se explicar sobre o tempo em que foi joguete nas mãos de Bolsonaro e colocou suas digitais no genocídio. Agora, todo borrado, Pazuello comprovou o quanto é covarde. Falastrão e risonho na época em que chancelava os crimes de Bolsonaro contra a saúde pública, o general agora quer ficar calado na CPI. Covarde! Ele deveria seguir o exemplo da ex-Presidente Dilma que, na época do golpe que sofreu, não deixou de comparecer ao Senado. Na ocasião, Dilma ficou por 15 horas sendo interrogada por seus algozes.

Com medo de ser preso na CPI, pois certamente o general cagão iria mentir, o governo agora usa a “logística” da covardia para acobertar Pazuello. A “logística” da covardia (essa sim, bem conhecida do general), é tentar obter, no STF, um habeas-corpus que o permita ficar calado em seu depoimento na CPI. Bolsonaro disse que Pazuello “acertou em tudo o que fez”, desde chancelar a cloroquina até mandar vacinas do Amapá para o Amazonas e do Amazonas para o Amapá.

Se o próprio governo diz que Pazuello “acertou em tudo”, por que o medo de encarar a CPI? Cadê a coragem do general da ativa? Já imaginaram esse covarde comandando tropas em uma guerra? Ainda bem que o Brasil não vai a nenhuma guerra porque, pela covardia, esse general cagão seria o primeiro a fugir. Covarde! Covarde! Covarde!

PESQUISA DATAFOLHA: LULA DISPARA

Pesquisa do Datafolha de intenção de votos para Presidente da República e divulgada nessa quarta-feira, 12 de maio, mostra Bolsonaro sendo trucidado por Lula já no primeiro turno. Segundo a pesquisa, Lula já tem 41% da preferência, contra 23% de Bolsonaro. Bem atrás, e com minguados percentuais, aparecem Sérgio Moro com 7%, Ciro Gomes com 6% e Luciano Huck com 4%. Abaixo, a lista completa:

Em todos os cenários de segundo turno Lula sairia vitorioso, derrotando Bolsonaro por 55% a 32%, Moro por 53% a 33% e Dória por 57% a 21%. Bolsonaro tem ainda, segundo a pesquisa, o maior índice de rejeição, com 54%, contra 36% de Lula. Portanto, não tem cabimento falar em “antipestismo” porque a pesquisa mostra que existe é um “antibolsonarismo”. Aliás, na eleição de 2018 também não tinha sentido vender o fajuto “antipetismo”, visto que Lula liderava todas as pesquisas até ser tirado do pleito por uma sentença parcial do ex-juiz e ex-ministro bolsonarista Sérgio Moro.

Essa pesquisa justifica o desespero do fascista, que já fala em golpes como “voto impresso” ou “auditado”. Tanto o genocida como sua corja fascista já mostram que não aceitarão a derrota em 2022. Isso, se eles conseguirem chegar lá.

“BOL$OLÃO” DESVIOU 3 BILHÕES

O Ministério Público, através do subprocurador-geral Lucas Rocha Furtado, pediu ao TCU que apure a “reserva” de verbas do Orçamento de 2020, pois há fortes evidências de que tal “reserva” era destinada à compra de votos de parlamentares. O esquema, que já está sendo conhecido como “Bolsolão”, é uma serie de delitos ao mesmo tempo: desvio de verba, roubo, corrupção, caixa 2, orçamento paralelo, compra de votos. É um mensalão com requintes, incluindo “bônus por fidelidade”. Tudo para comprar votos e apoio de parlamentares. Para quem se elegeu dizendo que “a mamata ia acabar” e demonizando a “velha política”, aí está a resposta para os babacas e idiotas. E agora? Mensalão e pedaladas fiscais são “fichinhas” quando comparados com o esquema de compra de votos de Bolsonaro. O esquema de compra de votos movimentos 3 bilhões para pagar o apoio de aliados (leia-se: comprados) do “Centrão” e tem, dentre outras indecências, compra super-super-faturada de tratores. O esquema foi mostrado, nos mínimos detalhes, em reportagem do jornal O Estado de São Paulo.

Segundo a reportagem, a liberação de verbas para parlamentares era autorizada de acordo com as votações e o nível de “apoio” ao governo. Hoje, porém, já sabemos de outros detalhes, como a existência de fichas de classificação, monitorando o comportamento de parlamentares. O então ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos, monitorava a atuação dos parlamentares do “Centrão” e havia até um “ranking de fidelidade” para definir os contemplados. É mais um crime (e que crime!) de responsabilidade de Bolsonaro. Mas é claro que Arthur Lira, presidente da Câmara e um dos contemplados pelo “Bolsolão”, não vai pautar o impeachment do sujeito. Por isso ele vai dizendo, tal como o seu antecessor Rodrigo Maia: “Não vejo clima prá impeachment!”

NO VIVENDAS, COM 117 FUZIS, NÃO FOI ASSIM

“A cor da pele e o endereço define quem vai morrer”. (Anitta, cantora, pelo Twitter, em 7 de maio de 2021).

O general Mourão, vice do Bozo, sentenciou que todos os mortos no massacre do Jacarezinho eram “bandidos”. Porém, a polícia só havia identificado três. E os outros vinte e dois? Será que o general teve acesso exclusivo às suas identidades?

O tráfico alicia menores para o crime? Sim. O tráfico tem fuzis contrabandeados? Sim. O tráfico impõe um “Estado paralelo” aos moradores de comunidades? Sim. O tráfico ameaça moradores das comunidades? Sim. Mas a milícia também faz tudo isso e, ao que se vê, os milicianos nunca sofrem um “tratamento de choque” como o que se viu no Jacarezinho. Por que será? Será por quê? Talvez o “eu sou você amanhã” explique.

Inteligência a polícia tem. Tanto que descobriu e apreendeu, sem dar um único tiro, 117 fuzis em uma outra “comunidade”, um condomínio de luxo chamado “Vivendas da Barra”. Ali é o endereço do Bolsonaro. Ali é o endereço de milicianos. Quando os 117 fuzis foram apreendidos, em um prefeito serviço de inteligência e investigação da polícia, não houve nenhuma morte, nenhum disparo no condomínio dos milicianos vizinhos do Bolsonaro, que foram presos dentro do mais rigoroso cumprimento da lei. Aqueles bandidos milicianos e assassinos, executores da Marielle e pegos com 117 fuzis, tiveram todos os seus direitos constitucionais preservados.

Mas no Jacarezinho a mesma inteligência descobriu 6 fuzis. Então, quatro mortos para cada fuzil. “Todos bandidos”, como disse o general, mesmo sem saber suas identidades.

No Vivendas, 117 fuzis, condomínio de luxo e moradia de brancos endinheirados. Portanto, nenhum tiro e nenhum morto. Inteligência foi o caminho e os direitos constitucionais foram preservados.

No Jacarezinho, 6 fuzis, favela e moradia de negros pobres. Portanto, vários tiros e 25 mortos. O massacre foi o caminho e os direitos constitucionais foram desprezados.

Como bem disse Anitta, “a cor da pele e o endereço define quem vai morrer”.

GENERAL “COVARD-17” VAI VIRAR BOI DE PIRANHA

Eduardo Pazuello, o general trapalhão, submisso e ancilar de Bolsonaro, aceitou a missão de ser um joguete nas mãos do presidente genocida e chancelar todas as insanidades e atrocidades do fascista. Se desmoralizou e, de quebra, sua subserviência a serviço do bolsonarismo respingou no próprio Exército, que agora faz de tudo para descolar a imagem da instituição do general “obediente”.

Pazuello deveria depor na última quarta-feira. Covarde, inventou uma desculpa esfarrapada para não enfrentar as perguntas dos senadores e, enquanto isso, vai sendo adestrado para dar suas respostas. Mas além de ter que enfrentar a CPI do genocídio, se não fugir novamente, parece que o general fujão ainda vai virar o boi de piranha do Bolsonaro. Hoje está sendo noticiada a expectativa do depoimento do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. Isso porque, pelo que já foi divulgado, Wajngarten vai tentar livrar a pele de Bolsonaro e jogar toda a responsabilidade para cima do “general logístico sem logística”. A notícia de que Wajngarten irá implodir o general covarde e poupar Bolsonaro foi dada pela jornalista Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo. Segundo foi apurado pela jornalista, Wajngarten dirá que o fracasso na aquisição das vacinas foi do general fujão e não de Bolsonaro.

Uma vergonha. Depois de “logístico sem logística”, “obediente a quem manda”, ” “covard-17” e “fujão”, o general Pazuello, ao que tudo indica, também será o “boi de piranha do Bolsonaro”. Triste fim. O Exército Brasileiro não merecia esse traste!

MÍRIAM LEITÃO DESCOBRE A PÓLVORA, O PONTO E A RETA

“Na disputa entre Lula e Bolsonaro não há dois extremistas. Há um: Bolsonaro”. (Miriam Leitão, em sua coluna publicada no Globo em 2 de maio de 2021).

A jornalista global, lavajatista e “sergiomorista” Míriam Leitão finalmente descobriu a pólvora. Ou teria descoberto o ponto e a reta? Em seu artigo deste domingo, 2 de maio, intitulado “Centro não é o ponto entre dois extremos”, ela finalmente chegou a uma conclusão que, na verdade, deveria ser uma premissa para qualquer análise simplória do atual espectro político brasileiro. Depois de muito tempo Míriam Leitão finalmente desistiu da tese fajuta que afirma que “o Brasil vive uma polarização tendo como extremos Lula e Bolsonaro”. Errado! Sempre dissemos que não há polarização de extremos entre Lula e Bolsonaro porque, se por um lado Bolsonaro representa a extrema-direita, Lula nada tem de extrema-esquerda. Como prova disso, podemos citar vários partidos que estão mais à esquerda de Lula e do PT. Assim, nunca tivemos dois extremos, apenas um. Mas os patrões de Míriam Leitão e outros articulistas do Globo sempre usaram a tese fajuta dos “dois extremos” para tentarem emplacar um candidato de direita que eles chamam de “centro”. Já tentaram Moro, o “juiz ladrão”, mas naufragaram. Dória não decola nem para alcançar um teco-teco. Huck é politicamente o nada que sempre parece que vai disputar tudo, e também não colou. Alckmin e Serra acabaram, junto com o próprio PSDB. Então, o que fazer?

Miriam Leitão parece, em sua coluna, representar os “centristas desesperados” que, ao que parece, começam a capitular, sabedores que são de que só há duas alternativas para 2022: o fascismo de Bolsonaro ou o Lula. E Míriam Leitão sabe o que Lula e Bolsonaro representam. A jornalista global inicia o segundo parágrafo do artigo descobrindo a pólvora: “O PT jogou o jogo democrático. Bolsonaro faz apologia da ditadura”. Então, onde está o extremo?

Mais adiante, Míriam Leitão afirma que “não se deve comparar Lula e Bolsonaro. As alternativas precisam entender que não há dois extremos. Há apenas um”.

Segundo Míriam Leitão, restam então duas alternativas: Bolsonaro, um extremista que faz a apologia da ditadura, e Lula, que joga o jogo democrático. De certa forma, o artigo de Míriam Leitão é bem emblemático e pode ser a representação e/ou a capitulação daqueles que, ao lincharem irracionalmente e desproporcionalmente o PT, acabaram sendo decisivos na ascensão de um fascista genocida ao poder, e que hoje se volta contra seus próprios criadores.

Finalmente alguém do Globo admite que só há um extremo, e esse é Bolsonaro. Falta pouco para eles dizerem que “apoiarão Lula, mas com sérias restrições”. Muito cuidado, e lembrem do que vocês fizeram no verão passado, porque vocês não jogaram o “jogo democrático” da mídia.

Depois de Míriam Leitão, ficamos na expectativa de Merval Pereira, Sardenberg e outro globais que falavam em “dois extremos”. Pode ser que, em pouco tempo e tomados pelo desespero, eles também venham a “descobrir” a pólvora, o ponto e a reta.

BUNDA MOLE BOLSONARISTA ESTAMPA “FORA STF”

Ontem, Dia do Trabalhador, a horda fascista-bolsonarista foi às ruas com sua hidrofobia antidemocrática. Nada simboliza melhor o ato dos fascistas do que a bunda mole que estampava “Fora STF”. A flacidez dos glúteos, um músculo que, como qualquer outro, se não exercitado fica caído, mostra o quanto a bunda mole e os bundas moles que ela representa devem se exercitar com o trabalho. De quebra, o outrora bandido e agora consagrado “herói bolsonarista” Roberto Jefferson, representando a “nova política”, mandou o seu recado, atacando os poderes constitucionais e pedindo intervenção militar.

Será que a emissora do “bispo” Macedo, defensora da “família” e dos “bons costumes” e aliada de Bolsonaro mostrou a bunda mole pedindo “Fora STF”? Seria bom que a emissora do “Macedão” mostrasse. Ou, quem sabe, o SBT bolsonarista do Sílvio Santos?

Fora bunda mole! Fora bundas moles!

OLARIA HOMENAGEOU OS CAMPEÕES

Imagem acima: 1º de maio de 1981 – O capitão Mauro ergue a Taça de Bronze no estádio do Arruda, em Recife.

Imagem acima: 40 anos depois, na Rua Bariri, o capitão Mauro reergue a Taça de Bronze. Na foto, ao fundo, da esquerda para a direita: Paulo Ramos, Lulinha, Manissera, Cláudio, Baiano, Cavalcanti, Aurê, capitão Mauro, presidente Lenivaldo, Índio, Edvaldo Merré e Tuninho Barroso. Na frente: Chiquinho, Catinha e Marcelo Paes, sócio honorário do Olaria e autor do livro que conta a história da grande conquista.

Ontem, na Bariri, o Olaria Atlético Clube, que hoje é presidido por Lenivaldo Gomes da Silva, prestou uma merecida homenagem aos atletas campeões brasileiros da Taça de Bronze de 1981. Todos os jogadores receberam uma medalha comemorativa, uma camisa oficial do clube e um exemplar do livro “Olaria – Histórias de um Centenário”. Dos jogadores campeões de 1981 estiveram presentes o capitão Mauro, Chiquinho, Lulinha, Paulo Ramos, Jairo, Catinha, Leandro, Aurê, Cláudio, Manissera, Edvaldo Merré, Cavalcanti, Índio e Baiano, além do preparados físico Tuninho Barroso.

40 anos depois, o capitão Mauro reergueu a Taça de Bronze, repetindo o gesto que simboliza a maior conquista da história do futebol olariense. Parabéns a todos os campeões! Parabéns à família olariense!