MORO VAI “ACON$ELHAR” ODEBRECHT

Sérgio Moro anunciou, nesta semana, sua nova atividade: ele vai ser sócio da empresa de consultoria internacional Alvarez & Marsal. A empresa da qual Moro tornou-se sócio é administradora judicial da Odebrecht, empresa que foi investigada pelo próprio Moro em seus tempos de juiz lavajatista. Moro atuará prestando consultorias às empresas que quebraram com a própria Lava Jato e o ex-juiz afirmou que não vê qualquer conflito de interesses em sua nova função. Não chega a surpreender. Ele também não via conflito de interesses quando, como juiz, dava conselhos para procuradores dos processos que julgava. Ele também não via conflitos de interesses quando condenou o primeiro colocado na pesquisa eleitoral, beneficiou Bolsonaro e, logo em seguida, tornou-se ministro do governo fascista que ajudou a alavancar ao poder. Agora ele também não vê conflito de interesses atuando como consultor de empresas falidas que ele próprio ajudou a quebrar.

Não é de hoje que que os protagonistas da Lava Jato querem é “ganhar o deles” com a operação. Dallagnol, em um dos diálogos divulgados pelo The Intercept, falava em monetizar e criar uma empresa. Agora, Moro torna-se sócio de uma. Tudo “sem conflito de interesse”. Isso faz lembrar a família Bush, quando invadia e destruía países como Iraque e Afeganistão e, depois, empresas da família, de amigos e até do vice-presidente dos EUA, eram contratadas a preços bilionários para reconstruir tudo o que eles próprios haviam destruído.

Moro agora vai ensinar e ajudar as empresas a “fazer a coisa certa”. “Sem conflito de interesses”. Exatamente o que ele nunca fez quando juiz. Conta outra!

SERVIDORES MUNICIPAIS: PARA COBRAR DO PAES E DOS VEREADORES

Terminadas as eleições municipais, os servidores da Prefeitura do Rio de Janeiro devem estar atentos para as promessas do prefeito eleito, Eduardo Paes, bem como dos vereadores. Eduardo Paes, em seu elenco de propostas de seu governo, fez algumas promessas aos servidores municipais. As mais importantes foram: a volta do pagamento dos salários no segundo dia útil do mês, o reajuste de salários que compense as perdas da inflação e a antecipação para julho do pagamento da primeira parcela do décimo-terceiro salário. Essas propostas constam no programa de governo de Eduardo Paes que foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral. Estas promessas em relação aos servidores também constam em uma carta-compromisso publicada por Eduardo Paes em seu site. A carta-compromisso pode ser acessada abaixo:

Mas não foi apenas o prefeito eleito que fez promessas. Os vereadores eleitos para a Câmara Municipal do Rio de Janeiro também se comprometeram com algumas pautas de interesse dos servidores. Uma enquete feita com todos os 51 vereadores eleitos perguntou (nem todos responderam):

Você é a favor de aumentar a alíquota dos ativos e inativos do serviço público municipal, de 11% para 14%, a fim de reduzir o rombo da previdência?

26 vereadores (a maioria) responderam que NÃO. Isso significa que não haveria maioria na Câmara para, em uma eventual reforma da previdência municipal, o aumento da alíquota de contribuição ser aumentado. A enquete foi publicada nessa segunda-feira, dia 30 de novembro, na página 31 do jornal O Globo. Entendemos que é fundamental publicar os nomes dos vereadores que se comprometeram em não votar a favor do aumento da alíquota de contribuição e que, desse modo, assumem publicamente um compromisso com os servidores municipais. São eles: César Maia (DEM), Verônica Costa (DEM), Laura Carneiro (DEM), Tarcísio Motta (PSOL), Chico Alencar (PSOL), Mônica Benício (PSOL), Paulo Pinheiro (PSOL), Thais Ferreira (PSOL), William Siri (PSOL), Dr. Marcos Paulo (PSOL), Inaldo Silva (Republicanos), Waldir Brazão (Avante), Tainá de Paula (PT), Luciana Novaes (PT), Reimont (PT), Gabriel Monteiro (PSD), Teresa Bergher (Cidadania), Vera LIns (PP), Marcelo Arar (PTB), Márcio Santos (PTB), Rosa Fernandes (PSC), Dr.João Ricardo (PSC), Vitor Hugo (MDB), Wellington Dias (PDT), Dr. Carlos Eduardo (Podemos) e Rogério Amorim (PSL).

Apenas dois vereadores afirmaram ser a favor do aumento da alíquota para os servidores: Ulisses Marins (Republicanos) e Pedro Duarte (Novo). Os demais vereadores não responderam à enquete. Agora, com as promessas do prefeito eleito e com o compromisso dos vereadores eleitos, cabe aos servidores cobrarem o que foi prometido.

DE 2020 PARA 2022

Ontem, quando Eduardo Paes, do DEM, fazia o discurso da vitória após ter massacrado o bispo Crivella nas urnas, Rodrigo Maia, que estava a seu lado, acessou o seu celular, leu uma mensagem e, sem seguida, mostrou-a a Eduardo Paes, que ainda falava. Imediatamente Eduardo Paes interrompeu seu discurso e anunciou a vitória do tucano Bruno Covas em São Paulo. Em seguida, Paes e Maia celebraram e festejaram, ao vivo e na Globo, a vitória do tucano para a prefeitura paulistana. Claro que foi um recado. Um nítido recado da união DEM-PSDB para 2022. Enquanto isso, em São Paulo, João Doria estava ao lado de Bruno Covas no discurso da vitória. Curiosamente Rodrigo Maia, que até pouco tempo pensava em mudar a lei para se reeleger presidente da Câmara do Deputados, mudou o discurso. Agora, ele diz que não quer se reeleger porque a Constituição não permite. Estaria Maia querendo ser vice em uma eventual chapa do Doria? Isso ainda não podemos afirmar, mas após as eleições municipais, ficou claro que o campo da direita não bolsonarista, e que saiu vencedor nas duas maiores cidades do país, já encaminhou muito bem a união. De certa forma, eles já saem na frente para 2022.

E as esquerdas? E o chamado “campo progressista”? Claro que o PT sai com sérios ferimentos das eleições municipais (não elegeu prefeito em nenhuma capital), teve algumas vitórias pontuais, mas ainda foi muito atingido pela cegueira do antipetismo. Mas as esquerdas, como um todo, contabilizaram vitórias políticas importantes, com o PSOL saindo como uma força emergente. Se o campo progressista deixar as rusgas, os ressentimentos e as vaidades de lado, pode surgir uma grande frente progressista. Não falo em frente ampla, pois esta supõe a participação da direita junto com a esquerda. Se, por uma lado, DEM e PSDB já sedimentam uma união, é necessário que o campo progressista se mobilize também nesse sentido.

Bolsonaro, sem dúvida, foi o grande derrotado. Quase todos os candidatos que explicitamente apoiou foram derrotados, alguns até massacrados, como o Crivella no Rio de Janeiro. E Bolsonaro também já mandou o seu recado para 2022 ao, de forma conspiratória, irresponsável e até criminosa, voltar a lançar suspeitas sobre a lisura do voto eletrônico. Isso já é um ensaio para 2022, em caso de derrota. Ele vem vendo o seu campo político se encolher, como ocorreu nas eleições municipais, ao mesmo tempo em que seus aliados aloprados que soltaram fogos no STF, agrediram enfermeiras e propagaram mentiras, calúnias e ameaças pela rede, vão sendo enquadrados pela Justiça. Bolsonaro continua, sem qualquer prova, querendo desqualificar o voto eletrônico e essa conspiração já é o seu pontapé inicial para 2022. Até nisso ele vai querer seguir o derrotado Trump.

Assim, três recados foram dados, tanto pelas urnas como pelos protagonistas da política nacional após as eleições municipais e que já podem ser considerados como uma “largada” para 2022. Primeiro: a direita e centro-direita cresceram e, especialmente DEM e PSDB, já sedimentam uma união. Segundo: O campo progressista mostrou força, apesar de algumas derrotas. Mas ainda é necessário acertar diferenças locais (Pernambuco, por exemplo) e também o PSB tem que dizer, afinal, o que ele é e o que representa. É inadmissível que o candidato do PSB em São Paulo, Márcio França, fora do segundo turno, se declare “neutro” em um pleito que tinha um tucano e um candidato do PSOL como alternativas. O PSB tem que se definir se é aquele partido histórico dos tempos de João Mangabeira e Miguel Arraes ou se vai virar um PSDB. E finalmente Bolsonaro mandou o seu recado: derrotado nas eleições municipais, ele novamente duvidou da urna eletrônica e mandou avisar que não aceitará o resultado em 2022, caso seja derrotado. Infelizmente para Bolsonaro e felizmente para a democracia brasileira, todos os golpes que ele e seus comparsas tentaram dar, foram devidamente tragados. Eles não fecharam o STF e nem o Congresso. O AI-5 não foi reeditado. Não houve intervenção militar. E em 2022 as urnas eletrônicas e seus resultados estarão impávidos.

BOZO, “O DALTÔNICO”, CENSUROU NOTÍCIA DE ASSASSINATO

Jair Bolsonaro, que se diz “daltônico”, pois para ele, como o próprio afirmou, “todos têm a mesma cor”, ordenou que a notícia sobre o assassinato de João Alberto por seguranças do supermercado Carrefour na véspera do Dia da Consciência Negra fosse ignorada pela EBC, a Empresa Brasil de Comunicação, administrada pelo governo federal.

O próprio Bolsonaro não se manifestou sobre o assassinato de João Alberto, dizendo ser “daltônico”. Não satisfeito, ainda ordenou aos funcionários da EBC que não mencionassem o assassinato, que ganhou repercussão mundial. Essa outra vergonha do governo Bolsonaro pode ser vista com detalhes em reportagem do jornalista Guilherme Amado, da revista Época, em matéria publicada no site da revista neste sábado, 28 de novembro.

Tanto Bolsonaro como o seu vice Mourão negaram explicitamente a existência do racismo no Brasil. A censura imposta à notícia do assassinato de João Alberto é mais uma mostra do que esse governo fascista representa.

Se o gestor da EBC demonstrasse um mínimo de dignidade, teria se demitido diante de uma censura absurda e inadmissível. Mas o senhor Glen Lopes Valente, que é publicitário e preside a EBC, acatou a ordem de censura a um episódio de repercussão mundial. Está provado que a EBC transformou-se em mais uma ferramenta a serviço do fascismo bolsonarista e não a serviço do país.

MARADONA E O INFINITO

Aquele Argentina X Inglaterra na Copa do México, em 1986, não foi “apenas mais um jogo de futebol”. Como muitos jogos de futebol não são apenas “jogos de futebol”, apesar de os “metafísicos da bola” muitas vezes fazerem essa separação. Antes da Copa do México de 1986, da qual Maradona sairia consagrado como o maior craque argentino e um dos maiores do mundo, os argentinos estavam com a moral baixa. No futebol, haviam ganho a primeira e até então única copa em 1978, em uma conquista que para sempre será suspeita e contestada. Então detentores do título mundial, os argentinos foram à Copa da Espanha, em 1982, para defendê-lo. Mas acabaram eliminados pelo Brasil, de forma incontestável. E essa eliminação acabaria com a expulsão de Maradona no finalzinho do jogo. Então, os argentinos agora eram “ex-campeões” do mundo.

Mas não era só no futebol que a moral estava baixa. Pouco antes da eliminação na Copa de 1982, a Argentina havia sido humilhada pelos ingleses na Guerra das Malvinas, que a ditadura militar argentina havia arranjado para tentar angariar alguma popularidade. Os argentinos foram impiedosamente derrotados e parecia que, tanto no futebol quanto no sentimento nacional, os argentinos não teriam mais motivos para se orgulharem.

Mas alguém teria que mudar esse sentimento. E esse alguém foi Diego Maradona. Ele não foi importante para a Argentina só no futebol. Ele resgatou para os argentinos o orgulho de serem argentinos. Ele trouxe de volta um sentimento que havia escapado. E a oportunidade para isso viria exatamente em um jogo contra a Inglaterra. Maradona, que já se destacava naquela Copa, esculachou a Inglaterra com dois gols. Um, uma das maiores obras-primas da história do futebol. Outro, o famoso gol da “mão de Deus”. Então, a Argentina, ou melhor, Maradona e mais outros, partiram para a conquista de um título incontestável, depois de uma vitória sobre a Inglaterra para lavar a alma.

O título de 1986, na Copa que foi do Maradona, eliminando a Inglaterra e conquistado de forma consagradora, rejuvenesceu o sentimento dos argentinos. E foi muito além do futebol. Ele, Maradona, personificava naquela conquista o orgulho de ser argentino. Sem tiros, sem bombas e sem a ditadura militar querendo capitalizar, como foi em 1978.

Ontem Maradona nos deixou. Como dizem seus mais inflamados fãs: “Não importa o que ele fez com a vida dele, importa o que ele fez com a nossa vida”. E eu iria além: importa o que ele fez com a vida dos argentinos. E mais: importa o que ele fez com o futebol. Depois de Maradona, tanto o povo como o futebol argentino nunca mais foram os mesmos. E nunca deixarão de ser. Até o infinito, que parece ser limitado para tanto sentimento.

GENERAL-FANTOCHE E LOGÍSTICO SEM LOGÍSTICA

O general Eduardo Pazuello, que aceitou o ridículo papel de ser um fantoche do Bolsonaro no Ministério da Saúde, tinha a seu favor o fato de ser um grande entendedor de logística. Ou seja, mesmo sendo um fantoche, ele era um “logístico”. Seria bom, então, o general-fantoche-logístico explicar como 6, 8 milhões de testes para Covid-19 estão estocados em Guarulhos e perto do vencimento do prazo de validade. Esse estoque, que deveria ser distribuído aos estados e municípios, está mofando em um galpão em Guarulhos, enquanto milhões de pessoas precisam da testagem. O custo para os cofres públicos foi de quase 300 milhões e são testes considerados os mais precisos, detectando se o paciente está ou não infectado.

Trata-se de um crime contra a saúde pública, contra os cofres públicos e contra a humanidade. Onde estaria a “logística” do general que não conseguiu realizar a distribuição aos estados e municípios? Por que os testes, tão importantes no combate à pandemia, ficaram mofando em um galpão? O destino, ao que parece, será ter que descartar tudo, jogando fora quase 300 milhões de reais. Onde está o general-paraquedista para se explicar?

Um recorde absurdo e inaceitável está prestes a acontecer e, infelizmente, não é brincadeira: o Brasil está prestes a descartar mais testes do que o SUS já realizou até o momento, visto que o Sistema de Saúde só aplicou 5 milhões de testes do tipo que está estocado e próximo do vencimento. É um crime!

A Câmara dos Deputados e o Ministério Público já pediram explicações e esse absurdo crime contra a saúde e os cofres públicos não pode passar impune. Começo a desconfiar da “logística” do general. Parece que ele é só fantoche mesmo.

CRIVELLA, UM IMUNDO QUE JOGA SUJO

Mais uma vez Marcelo Crivella, o prefeito fundamentalista, antevendo o massacre que sofrerá nas urnas no próximo domingo, e em total desespero, apela para golpes baixos e afirmações falsas e criminosas. Apoiado por Bolsonaro, a imundície de Crivella não tem limites e ele usa as mesmas táticas neonazistas de Bolsonaro e seus seguidores.

Depois de ter afirmado, criminosamente, que o PSOL ganharia a Secretaria de Educação e as escolas municipais teriam pedofilia em caso de vitória de Eduardo Paes agora, continuando com seu jogo imundo, Crivella faz as mesmas afirmações canalhas e absurdas que Bolsonaro e seus milicianos virtuais fizeram em 2018. Em campanha nesse domingo, o último antes do segundo turno, Crivella espalhou propagandas afirmando que “Eduardo Paes e seus amigos (referindo-se ao PSOL e Freixo) defendem a legalização do aborto, a liberação das drogas e o kit gay nas escolas”. Afirmações criminosas, aberrantes, caluniosas, típicas de vermes podres e imundos como Crivella e seus comparsas. Até o “kit gay” os patifes ressuscitaram!

A massacrante derrota que sofrerá no domingo, junto com seu padrinho fascista do Planalto, ainda é pouco. Esse canalha e todos os seus comparsas que são responsáveis pelas acusações levianas e criminosas devem ser punidos com rigor na forma da lei. Canalhas! Canalhas! Canalhas!

A “FRENTE AMPLA” EM SÃO PAULO

Finalmente uma frente ampla de esquerda e centro-esquerda foi formada em São Paulo para apoiar a candidatura de Guilherme Boulos (PSOL) no segundo turno, contra o tucano Bruno Covas. A frente ampla que surgiu na eleição paulistana conta com PT, PDT, PCdoB e Rede. Lula, Ciro Gomes, Flávio Dino e Marina Silva gravaram vídeos em apoio à candidatura de Boulos e, assim, podemos dizer que foi possível formar a tal frente ampla de esquerda e centro-esquerda. Se bem que nenhum dos partidos, dadas as alternativas, teria como negar o apoio a Boulos. Quanto à Marina Silva, ficamos sempre com “um pé atrás”. Será que se Boulos fosse do PT ela apoiaria? Ou faria como fez em 2014, apoiando o Aécio por pura vingança contra o PT? Não sei. De qualquer modo, nasceu uma frente ampla.

A grande questão é viabilizar essa frente para 2022. Porque, potencialmente, Lula, Ciro, Dino e Marina são presidenciáveis. E em 2022, quem abriria mão? E quem viria na cabeça? E quem viria como vice? Porque uma coisa é essas lideranças apoiarem um candidato sem nenhum deles estar na disputa. Outra coisa é todos aspirarem disputar a Presidência da República. Portanto, a pergunta que fica, e que é a pergunta essencial, é: essa frente sobreviveria e chegaria a um acordo para 2022? Ou as vaidades, ressentimentos, picuinhas e vinganças pueris serão mais fortes? Aguardemos!

GOVERNO NEGACIONISTA NEGA O RACISMO

“No Brasil não existe racismo”. (General Mourão, Vice-Presidente da República, em 20 de novembro de 2020).

“Não existe racismo estrutural no Brasil”. (Sérgio Camargo, Presidente da Fundação Palmares, em 20 de novembro de 2020).

No Dia Nacional da Consciência Negra, as deploráveis declarações do vice-presidente da República e do presidente da Fundação Palmares são, no mínimo, criminosas. Ao comentarem o covarde e brutal assassinato de João Alberto Silveira Freitas, negro que foi espancado até a morte por dois seguranças do Carrefour em Porto Alegre, tanto Mourão como Sérgio Camargo limitaram-se a negar o racismo. O negacionismo, aliás, é a marca permanente do governo fascista de Bolsonaro: um governo que nega o aquecimento global, que nega o globalismo, que nega a votação eletrônica, que nega a pandemia e que também nega o racismo.

As declarações do general Mourão de de Sérgio Camargo os colocam como cúmplices do crime de racismo e reforçam a prática de atos racistas, como foi o assassinato de João Alberto. Lamentáveis e deprimentes, as declarações de Mourão e Camargo, negando o racismo no Brasil, merecem toda nossa repulsa e mostram que, se depender do governo Bolsonaro, crimes como os que tiraram a vida de João Alberto ficarão impunes. Aliás, ainda aguardamos o pronunciamento de Bolsonaro sobre o brutal assassinato. E será que precisamos aguardar? Talvez não. Mourão e Camargo já falaram por ele.

VÍDEO: MANIFESTANTES DEPREDAM CARREFOUR

O estúpido e covarde assassinato de João Alberto de João Alberto Silveira Freitas por dois seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre desencadeou ontem, Dia Nacional da Consciência Negra, uma série de protestos. João Alberto era negro e não há dúvidas de que foi covardemente morto por causa de sua cor. Os protestos alastraram-se por várias partes do país, mas em São Paulo eles se radicalizaram.

Manifestantes invadiram um supermercado Carrefour em São Paulo, destruíram mercadorias e chegaram a atear fogo no estabelecimento. Tudo começou com um ato de protesto na Avenida Paulista. Posteriormente, manifestantes foram até o Carrefour localizado na rua Pamplona, invadiram o estabelecimento e destruíram mercadorias em protesto contra o assassinato de João Alberto e contra o racismo. Assistam ao vídeo: