ALERTA NA BARIRI: REPUDIAMOS AS MANOBRAS PARA PREJUDICAR O OLARIA!

O Olaria está a um empate de voltar à elite do futebol do Rio de Janeiro. Desacreditado desde o ano passado, quando disputou a incômoda terceira divisão e só o campeão subia, o clube da Rua Bariri calou os “astrólogos” do futebol, foi o campeão e desbancou o poderosíssimo time de escritório que era dado como franco favorito. Pérolas da vida…

Agora na final com o Volta Redonda, o Olaria venceu o primeiro jogo por 2 a 1. Foi o quarto jogo entre o Olaria e o Volta Redonda pelo certame, com duas vitórias do Olaria e dois empates. Parece que, na bola, o “favorito” não consegue bater o azulão da Bariri. Então, cuidado, porque o Olaria está incomodando. E o alerta já foi dado no primeiro jogo. O árbitro Wagner Magalhães abusou em prejudicar o Olaria. Não marcou um pênalti claro no primeiro tempo, quando a bola nitidamente tocou na mão do zagueiro do Volta Redonda dentro da área; deixou que os jogadores do Volta Redonda, livremente, caçassem o meia Pedrinho em campo, em um revezamento criminoso de faltas violentas e, na primeira falta cometida por Pedrinho, aplicou-lhe o amarelo; não satisfeito, ainda deu exagerados 5 minutos de acréscimo, quando nada justificava tanto jogo a mais. Ainda não satisfeito, acrescentou mais 1 minuto, porém não foi o suficiente para o Volta Redonda empatar. Final: Olaria 2 a 1 e agora com a vantagem do empate no segundo jogo, que estava marcado para a próxima quarta-feira, dia 24, às 15 horas, no Raulino de Oliveira, em Volta Redonda. A tabela com das datas, locais e horários dos dois jogos finais, foram divulgadas no site da Federação já no domingo, dia 14.

Só que agora, depois do senhor Wagner Magalhães, a Federação deu claramente a entender que também “entrou em campo” para socorrer o “favoritíssimo” na final. Logo após o jogo de quarta-feira, estranhamente a Federação comunicou que “atendendo a um pedido do Volta Redonda”, mudou o dia e horário da segunda partida, que agora está marcada para quinta-feira, dia 25, às 19 horas, em Volta Redonda. As justificativas para atender a tal pedido não podem ser outras, senão prejudicar o Olaria. Por quê?

Em primeiro lugar, não cabe a justificativa de que seja necessário o cumprimento do intervalo mínimo legal de 72 horas entre uma partida e outra. Isso porque o Volta Redonda, que disputa paralelamente a série C do Brasileiro, fará um jogo no domingo, dia 21, às 11 da manhã. Como o segundo jogo com o Olaria estava marcado para o dia 24 às 15 horas, o intervalo de 72 horas seria mais do que cumprido. Aliás, é bom lembrar que o Volta Redonda teve muitos de seus jogos adiados por conta do cumprimento legal das 72 horas de intervalo, o que lhe deu a vantagem de, em muitas rodadas, jogar já sabendo de todos os outros resultados. E quem entende uma letra de futebol sabe que jogar já tendo conhecimento dos demais resultados é uma baita vantagem.

Em segundo lugar, o site do Globo Esporte publicou que o pedido do Volta Redonda se justificou para que o time da Cidade do Aço pudesse contar com o apoio em massa de sua torcida e por isso achou melhor fugir de quarta-feira, quando Flamengo e Fluminense jogarão pela Copa do Brasil. Absurdo! Os jogos da Copa do Brasil são às 9 e meia da noite. Como que um jogo que começa às 3 da tarde e termina por volta das 5 horas, vai perder público para jogos que começam às 9 e meia da noite? Conta outra!

Há algo de estranho em tudo isso. As datas dos jogos finais já eram conhecidas desde o último domingo, dia 14. E o Volta Redonda não se manifestou. A possibilidade de Flamengo e Fluminense se classificarem na Copa do Brasil eram grandes, os horários dos jogos da Copa do Brasil já eram conhecidos. E o Volta Redonda deixou passar a segunda-feira, terça-feira, quarta-feira para, logo depois da vitória do Olaria no primeiro jogo, solicitar a mudança do dia e horário do segundo jogo.

Claro que o Volta Redonda ganha: tem jogadores contundidos, é mais tempo para se recuperarem; tem um jogo no domingo, é mais tempo para descanso; e, jogando à noite, é verdade que terá mais torcedores a seu favor, pois o jogo sai do horário comercial. Se essa “solicitação” do Volta Redonda fosse feita imediatamente após a publicação das datas e horários originais, a coisa não seria tão escancarada. Mas sendo feita logo depois da vitória do Olaria no primeiro jogo, parece não haver dúvidas do conluio para surrupiar o título e o acesso do Olaria.

A verdade é que ninguém acreditava no Olaria, nem a própria Federação. Mas quem conhece o Olaria sabe. Um trabalho sério de recuperação administrativa liderado pelo presidente Lenivaldo já faz os olarienses, depois de 10 anos de frustrações, vislumbrarem a elite do futebol do Rio de Janeiro. O próprio Volta Redonda já percebeu que, na bola, está sendo muito difícil. O “favoritíssimo” já jogou quatro vezes com o Olaria na competição e não venceu nenhuma. Foram duas vitórias do Olaria e dois empates.

O sinal de alerta está aceso na Rua Bariri e, independente de qualquer protesto formal da diretoria ou dos poderes do clube, estamos aqui fazendo nosso protesto, expressando nossa repulsa e clamando por respeito a uma instituição que tem 107 anos de serviços prestados ao futebol brasileiro. Aqui tem sim “camisa”. Só para lembrar: o Volta Redonda nem existia e Garrincha já tinha vestido a camisa do Olaria (1972); o Volta Redonda nem existia e o Olaria já tinha sido vice-campeão estadual (1933); o Volta Redonda nem existia e o Olaria já tinha dado a volta ao Mundo (1954); O Volta Redonda engatinhava quando Romário vestiu a camisa do Olaria (1979); e, para não nos alongarmos mais, o Volta Redonda também engatinhava quando o Olaria foi campeão brasileiro da série que hoje o Volta Redonda tenta conquistar (1981).

Aqui não tem Prefeitura. Aqui não tem Wolkswagen. Aqui não tem estádio emprestado por poder público. Aqui é tudo com o suor e trabalho dos olarienses e seus fiéis parceiros, como a Ric’s e seu gestor Ricardo Gonzaga. Respeitem o Olaria! Não admitiremos que nossa instituição seja vilipendiada! O Olaria não pede, o Olaria EXIGE respeito. Os usurpadores de plantão não vão tirar o acesso e o título do Olaria na mão grande!

SOBRE A “PEC DO DESESPERO”

Bolsonaro, seus seguidores (incluindo a direita de um modo geral) e seus robôs (humanos e virtuais) sempre condenaram o Bolsa Família, o maior programa de transferência de renda já realizado no Brasil, e criado no governo petista. “Vagabundos” era a rotulação dada pelos fascistas (a começar pelo próprio Bolsonaro) e seus agentes ventríloquos aos mais pobres que recebiam o benefício. Era comum ouvir, sempre por parte da direita, mantras de crítica ao programa de transferência de renda como “ao invés de dar o peixe, tem que ensinar a pescar”. Durante os governos petistas, a fatia da população mais pobre que recebia os benefícios sempre foi desqualificada pela turba fascista. Eram “vagabundos” que viviam de benesses do governo. Essa mesma gente, entretanto, enquanto latia contra os mais pobres, sempre se calou sobre as pensões pagas a filhas de militares, cheias de saúde e que nunca trabalharam; nunca abriram o bico para expressar indignação sobre juízes que, mesmo com moradia própria e residindo na cidade em que trabalhavam, recebiam “auxílio-moradia”; nunca levantaram a voz contra “incentivos” para empresários inescrupulosos que sempre pregaram o “Estado mínimo”, mas que sempre mamaram nas polpudas tetas do Estado que eles queriam “mínimo” para nós e sequer pagavam suas dívidas fiscais.

A chamada “PEC Eleitoral”, ou “PEC Kamikase” ou, para nós, “PEC do Desespero Bolsonarista” acaba de ser aprovada e promulgada. Claro que a PEC, de iniciativa do Executivo, é eleitoreira, irresponsável, temerária e até ilegal. Tudo foi atropelado, desde a própria Constituição até a legislação eleitoral. O Brasil encontra-se, pela PEC, em “estado de emergência” e, assim , o Bolsa Família (agora Auxílio Brasil), tem que ser aumentado para 600 reais e atingir mais beneficiários e até os caminhoneiros ganharão uma mesada de 1000 reais. Prá tudo se acabar… não na quarta-feira, mas em um sábado, 31 de dezembro de 2022. Então, acaba a “emergência”, acaba o aumento dos benefícios e escafede-se a mesada dos caminhoneiros.

Sem os votos da esquerda, a PEC não seria aprovada, pois eram necessários 308 votos. Os reflexos da medida no cenário eleitoral ainda são especulativos. Mas uma coisa, porém, é certa: a esquerda manteve-se coerente e votou como sempre votou: a favor dos mais pobres, ao contrário de Bolsonaro e sua camarilha. A esquerda mostrou-se coerente, pois, no governo golpista de Temer, votou contra o teto de gastos (que atingiria exatamente os mais vulneráveis), e sua coerência foi corroborada ao votar a favor da PEC. Claro que a PEC, que retirará mais de 42 bilhões dos cofres, foi uma jogada desesperada de Bolsonaro para tentar mudar o jogo eleitoral. Paralelamente à tentativa de golpe, Bolsonaro tenta recuperar pontos perdidos de bolsonaristas arrependidos e reabilitar-se nas camadas mais pobres. Isso, só as pesquisas dirão. Outra certeza: Bolsonaro tentará se apropriar da medida, mas a esquerda também soube jogar, e não só votando a favor da PEC, mas também propondo o destaque que prolongaria os benefícios para além de 31 de dezembro. Aí, foi torpedeada por Arthur Lira, o cão de guarda de Bolsonaro. E isso, evidentemente, será explorado na campanha. Por que a “emergência” só durará até 31 de dezembro, já que o Brasil voltou ao mapa da fome e apresenta índices de miséria nunca vistos?

Justiça seja feita: o Partido Novo (seria “Partido Nojo”?) também mostrou toda a sua coerência, votando em massa contra a PEC e mostrando que nunca estará a favor dos pobres, seja com emergência ou não. Como um partido ultra-elitista, ultra-direitista e tendo como sua base banqueiros e empresários, o Novo (ou seria Nojo?) manteve sua tradição e coerência de sempre, qualquer que seja a situação, votar contra os pobres, contra os trabalhadores, contra os vulneráveis.

Enfim, as cartas estão lançadas. Depois de um crime chamado “orçamento secreto”, agora vem a “PEC do Desespero”. Isso, sem falar da tentativa de golpe, onde até generais já colocaram suas digitais na tentativa de aventura golpista de um capitão que foi expulso do Exército e que não passa de um sociopata. A esquerda mandou seu recado: não mordeu a isca de Bolsonaro e votou a favor da PEC, mesmo sabendo do risco de que, com sua aprovação, Bolsonaro ganhe alguns pontos. E mais: mostrou que sempre defenderá a causa de beneficiar os mais pobres, visando tirá-los dessa condição. E não apenas até 31 de dezembro.

BOLSONARISTA ASSASSINO E GLOBO SEM-VERGONHA!

“Bolsonaro amplia publicidade para Globo e deixa apoiador fiel em parafuso.” (Manchete do site Yahoo Notícias, em 4 de julho de 2022).

Ontem recebemos com repugnância a notícia do assassinato do petista Marcelo Arruda pelo bolsonarista Jorge Guaranho, em Foz do Iguaçu. O assassino bolsonarista invadiu a festa de 50 anos do petista, gritou “Aqui é Bolsonaro” e disse que “mataria todos os petistas”. A vítima, que era guarda civil, reagiu, mas foi morta. O bolsonarista foi alvejado e está no hospital. Inicialmente foi noticiado que ambos teriam morrido. Vídeos e depoimentos de testemunhas circularam durante todo dia e não há dúvidas de que o ódio político incentivado por Bolsonaro foi decisivo para mais esse crime bárbaro dos fascistas.

À noite, o programa Fantástico, da Rede Globo, ao noticiar o assassinato, fez uma chamada tão repugnante quanto o próprio assassinato. Disse a Globo, em horário nobre do domingo:

“Daqui a pouco, tesoureiro do PT é assassinado, não se sabe se por motivos políticos“. (O grifo é nosso).

Acreditem: vocês não estando tendo nenhuma alucinação visual e ontem os telespectadores do Fantástico não estavam tendo nenhuma alucinação auditiva. A Globo, mesmo depois de toda repercussão do assassinato cometido pelo fascista bolsonarista, que gritava que “mataria todos os petistas”, teve a sem-vergonhice de duvidar, em sua chamada, se o brutal homicídio teve motivações políticas.

É provável que a chamada sem-vergonha da Globo já seja resultado da injeção de grana que Bolsonaro revolveu dar na besta do Jardim Botânico. Na semana passada, foi noticiado que Bolsonaro aumentou generosamente as verbas de publicidade do governo na Globo. O aumento foi da ordem de 75%. Para quem chamava a Globo de “globolixo” e chegou até a prometer não renovar a concessão da emissora, o aumento expressivo de grana para a família Marinho tem uma motivação (e esta é política): a Globo suavizaria o discurso contra o Bozo. Dito e feito.

Ontem, a Globo foi tão criminosa quanto o assassino fascista-bolsonarista. Ao tentar confundir as pessoas e duvidar a motivação política do assassinato, a Globo colaborou com Bolsonaro. Certamente, a emissora dos Marinhos também dirá que o drone que lançou fezes contra os petistas em Uberlândia e a bomba que explodiu na Cinelândia, durante o comício de Lula, podem não ter, também, motivações políticas.

A Globo não é o SBT e não tem o Sílvio Santos, mas uma coisa é certa: lá, o principal programa deve ser o “Topa tudo por dinheiro”.

MILTON RIBEIRO, O PASTOR CORRUPTO, É PRESO!

A Polícia Federal prendeu hoje o ex-ministro fundamentalista da Educação, o pastor corrupto Milton Ribeiro. A operação da Polícia Federal foi batizada com o nome de “Acesso Pago”, em uma referência às propinas cobradas pela quadrilha de pastores que Milton Ribeiro colocou no MEC para que fossem liberadas verbas. Em um áudio divulgado pela Folha de São Paulo, Milton Ribeiro não apenas confessa todos os crimes de corrupção e tráfico de influência, como diz que agia para atender a ordens de Jair Bolsonaro. Junto com Milton Ribeiro também foram presos os pastores Gilmar Santos e Arilton Moura, os pastores-corruptos que operavam o esquema de propinas. Gilmar e Arilton formavam o chamado “gabinete paralelo” do MEC, encarregado de cobrar propinas, até em ouro, para a liberação de verbas do MEC. Foi um grande assalto às verbas da Educação feita pela quadrilha de pastores do governo Bolsonaro. Esse é apenas mais um escândalo de corrupção do governo criminoso de Jair Bolsonaro e sua gangue fascista.

Em março, Jair Bolsonaro afirmou que “colocaria a cara no fogo” pelo pastor Milton Ribeiro. Já que estamos em época de festas juninas, o capitão fascista não apenas poderia como deveria enfiar os cornos em uma fogueira. Vai lá Bozo, bota a cara!

ADVOGADO BANCA MORDOMIA PARA NUNES MARQUES

A informação está publicada no site Metrópoles e é assinada pelo jornalista Rodrigo Rangel: Nunes Marques, o cão de guarda de Bolsonaro no STF, teve um jatinho bancado para levá-lo a Paris, junto com seu filho, para assistir à final da Champions League. De quebra, ainda assistiu ao torneio de Rolland Garros e ao GP de Mônaco. E quem bancou? Foi no luxuoso e confortável jatinho que pertence ao advogado Vinícius Peixoto Gonçalves. A mordomia do juiz bolsonarista e seu filho está avaliada em 250 mil. Mas há um detalhe: o generoso advogado atua em processos de tramitam no STF. E aí, qual o compromisso de Nunes Marques com o advogado que bancou para ele e seu filho essa lauta mordomia? Pensávamos que Nunes Marques só tinha “rabo preso” com o Bolsonaro. Mas parece que a coisa vai um pouco além. Como se comportará Nunes Marques em julgamentos do interesse do advogado que bancou a sua nababesca viagem?

Apenas um detalhe, importantíssimo: apesar dessa imoralidade, ao contrário dos fascistas jamais pediremos o fechamento do STF. Fala aí, Nunes Marques!

BOLSONARO QUER CPI… CONTRA ELE MESMO!

“Conversei agora há pouco com o Arthur Lira, reunido com com líderes partidários e nossa ideia é propor uma CPI para investigar a Petrobras, seus diretores e os membros do Conselho”. (Jair Bolsonaro, em entrevista à Rádio 96 FM de natal, Rio Grande do Norte).

O desespero, a boçalidade, a ignorância, a estupidez e a covardia de Jair Bolsonaro não têm limites. Agora o sujeito, inconformado com os novos aumentos da gasolina e do diesel, está pedindo uma “CPI da Petrobras”. Bolsonaro atacou o presidente e os conselheiros da Petrobras, acusando-os de “traidores do povo brasileiro”. E quer que eles sejam investigados pela CPI que propôs.

Então, vejamos: quem nomeou o ministro das Minas e Energia? Bolsonaro. Quem nomeou o presidente da Petrobras? Bolsonaro. Dos 11 membros do Conselho da Petrobras, quem indicou oito deles? Bolsonaro. E, dos conselheiros indicados por Bolsonaro, seis votaram a favor do aumento.

Assim, ao pedir uma “CPI da Petrobras”, Bolsonaro está pedindo uma CPI contra ele mesmo. Certamente, se a CPI for instalada, ele terá que dar explicações sobre a alta dos combustíveis durante todo o seu (des)governo e ainda explicar sobre a sua incompetência e incapacidade para lidar com a questão. Bolsonaro é o grande responsável pelos aumentos e agora quer declarar guerra à Petrobras, empresa cujo acionista majoritário é o próprio Governo Federal, presidido por ele. Claro que, como representante do acionista majoritário, Bolsonaro teria que dar muitas explicações em uma “CPI da Petrobras”. Aguardemos a próxima pérola do fascista-genocida.

O CRIME DE BOLSONARO CONTRA A UFRJ

“UFRJ desenvolve teste que identifica coronavírus em menos de uma hora e por 30 reais”. (Publicado no site da Decania do Centro de Tecnologia da UFRJ, em 15 de julho de 2021).

“UFRJ promove ações contra varíola dos macacos. Iniciativa realizará testagem e acompanhamento de casos da doença.” (Publicado no site Conexão UFRJ, em 30 de maio de 2022).

Mais uma vez a UFRJ está ameaçada pelos cortes criminosos de verbas anunciado pelo governo fascista de Jair Bolsonaro. O ódio de Bolsonaro contra universidade federais, cientistas e pesquisadores parece não ter fim. A UFRJ, maior universidade federal do país e com mais de cem anos de existência, mais uma vez está ameaçada até mesmo de fechar, caso se consume a sanha estúpida e criminosa de Bolsonaro de cortar mais verbas da universidade. Agora, o governo fascista acaba de anunciar o corte de 14% de verbas da Educação, o que ocasionará o corte de 24 milhões na UFRJ. Os cientistas que ali trabalham dependem das verbas para que possam continuar seus estudos e pesquisas em prol da sociedade. Só para exemplificar, foram cientistas da UFRJ que desenvolveram o teste que identifica a Covid-19 em menos de uma hora e, atualmente, são eles que estão realizando estudos e pesquisas (inclusive testagem) para acompanhar a evolução da varíola dos macacos. E é exatamente a essa instituição, patrimônio da ciência e da pesquisa nacionais, que Bolsonaro e seu governo criminoso impõe uma asfixia financeira que pode levar não apenas à interrupção das pesquisas, mas ao fechamento da própria universidade. A reitora da UFRJ, professora Denise Pires de Carvalho, pede socorro e já avisou que, caso o corte orçamentário seja mantido, não haverá dinheiro nem para pagar as contas de luz e água. Mais um crime de Bolsonaro contra a UFRJ! Tudo em nome do cumprimento da “meta fiscal” do governo. Mentira! É opção, é escolha, é o abandono deliberado de um governo que sempre odiou a ciência, a educação e cultura. O abandono e sucateamento das universidades federais é projeto desse governo criminoso e seus apoiadores já falam até em acabar com a universidade pública e gratuita.

Enquanto isso, para a farra do orçamento secreto, que colocou o cofre nas mãos dos aliados de Bolsonaro do Centrão, não existe “ajuste fiscal”. Também não existe “ajuste fiscal” para os quartéis comprarem viagra e prótese peniana para seus oficiais. Também nunca houve “ajuste fiscal” para a farra que os pastores corruptos faziam, deliberadamente e com ordem do Presidente (segundo o próprio ex-ministro da Educação), com as verbas do MEC.

O que Bolsonaro vem fazendo com as universidades federais de um modo geral, e com a UFRJ em particular, é crime de lesa-pátria. Quando deixar a presidência, esse elemento deve deve responder por mais esse crime.

AMAZÔNIA ENTREGUE ÀS MILÍCIAS

“Esse inglês era malvisto na região porque ele fazia muita matéria contra garimpeiro, questão ambiental.” (Jair Bolsonaro, sobre o jornalista Dom Plhillips, brutalmente assassinado junto com o indigenista Bruno Pereira).

“Esse inglês”. Foi assim que Bolsonaro se referiu ao jornalista Dom Phillips, brutalmente assassinando na Amazônia com o indigenista Bruno Pereira. Nem sequer o nome da vítima dos destruidores das Amazônia, que Bolsonaro tanto apoia, foi citado. Como se não bastasse, disse que Dom Phillips era “malvisto”. Ora, “malvisto” por quem? A resposta é simples: era era malvisto por garimpeiros ilegais, invasores de terras indígenas, caçadores e pescadores ilegais, devastadores que extraem madeira ilegalmente e desmatam a floresta. Enfim, tanto Bruno como Dm Plhillips eram malvistos pelos bandidos devastadores da Amazônia, que apoiam Bolsonaro e que Bolsonaro e seu governo sempre apoiaram, especialmente com leis que “flexibilizam” suas ações criminosas e, por incrível que pareça, punindo fiscais que cumprem os seus serviços.

O compromisso de Jair Bolsonaro e sua gangue criminosa do desmatamento sempre foi conhecido e ficou explícito quando o bandoleiro ambiental Ricado Salles mando a senha do “passar a boiada”. Aliás, nunca é demais lembrar que o delegado Alexandre Saraiva, da Polícia Federal, que denunciou Salles por desmatamento no ano passado, foi demitido.

O brutal assassinato de Bruno Pereira e Dom Phillips tem todas as digitais do governo fascista e miliciano de Bolsonaro. O Estado Brasileiro, deliberadamente, não se faz presente na Amazônia. A região está entregue a milicianos, porque ali prevalecem as leis, as vontades e os interesses dos bandidos que dominam a região. São criminosos que agridem a fauna, a flora, invadem terras demarcadas, praticam o garimpo ilegal, tudo com a anuência de Bolsonaro e sua camarilha governamental. Sabe-se que Bruno Pereira e Dom Phillips eram desafetos de Bolsonaro, e que Bruno Pereira, um grande conhecedor da região, dos crimes e dos criminosos que ali reinam com anuência do governo, tinha um dossiê preparado para entregar à Polícia Federal. O duplo e brutal assassinato não foi obra do acaso.

O duplo assassinato, com requintes de crueldade, é a marca de como a Amazônia está entregue aos milicianos ambientais. Ali, imperam as leis desses bandidos. Ali o Estado Brasileiro não se faz, propositadamente, presente. Onde estavam as Forças Armadas que, ao invés de querer se intrometer em periciar urnas eletrônicas, não cumpre o seu papel na região? Onde estava a Polícia Rodoviária que, ao invés de matar trabalhador asfixiado, não policiou as estradas da região? Onde estava a Funai que, no governo Bolsonaro, virou um centro de destruição dos povos indígenas? Onde estava o Ibama? Não falamos, evidentemente, de seus servidores e sim da orientação criminosa que esses órgãos estão tendo por parte do governo fascista e genocida de Jair Bolsonaro. Tanto que aqueles que cumprem o seu papel, como o servidor Bruno Pereira, são “cancelados”, como diz Bolsonaro e seus seguidores na linguagem miliciana.

Os assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips não são fatos isolados. Inserem-se em um contexto de licença do governo para que seus aliados cometam todo tipo de crime na Amazônia. E parece haver tentáculos de apoiadores de Bolsonaro no Congresso. O delegado Alexandre Saraiva, aquele que foi demitido por denunciar Ricardo Salles, afirmou no último dia 15 que existe no Congresso aquilo que chamou de “Bancada do Crime na Amazônia” e o delegado chegou a citar a deputada fascista Carla Zambelli como fazendo parte dessa bancada criminosa. Tudo deve ser apurado, mas por servidores independentes, como o delegado Alexandre Saraiva.

Enquanto isso, a Amazônia vai sendo dominada por milicianos ambientais, que só serão removidos e punidos na forma da lei com um governo comprometido com o meio ambiente e não com sua destruição, como é o caso do governo fascista, genocida e miliciano de Bolsonaro.

NY TIMES ALERTA PARA GOLPE DE BOLSONARO

Não foi nenhum jornal brasileiro. Não foi nenhum site de esquerda. Não foi nenhuma declaração de político da oposição. Dessa vez, quem está alertando para um risco real de golpe de Estado no Brasil é o New York Times. As evidências de uma aventura golpista, com apoio de alguns militares saudosistas da ditadura que rodeiam Bolsonaro, já vêm sendo declaradas há muito por aqui. Conspirar contra as urnas eletrônicas, contra o sistema eleitoral, ameaçar juízes do STF e do TSE não são ameaças apenas de Bolsonaro, diante de uma iminente derrota nas urnas. O próprio ministro da Defesa, Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira, em uma carta ao TSE, choramingou queixumes ao afirmar que as Forças Armadas estavam “desprestigiadas” pelo órgão. Mas também fez ameaças, quando disse, de forma delirante, que a eleição estaria sob “desconfianças”.

Agora, em matéria do jornalista Jack Nicas, o New York Times afirma, com todas as letras, que o risco de golpe é real e que não pode ser subestimado. A cada dia que passa, sem reverter a larga vantagem de Lula nas pesquisas, Bolsonaro sabe que, pela via democrática, será derrotado. E não são apenas as pesquisas divulgadas que mostram a grande dianteira de Lula. As pesquisas encomendadas pelo próprio Bolsonaro e seu partido, que eles não divulgam, mostram isso. Quem foi que disse que eles não acreditam em pesquisas?

Bolsonaro já usa o mesmo argumento criminoso de seu ídolo derrotado, Donald Trump. Diz que se perder será “roubo”. E os saudosistas da caserna que gravitam em torno de Bolsonaro, já assumiram o discurso e a pulsão pelo golpe. Diz a matéria do New York Times:

“Os líderes das Forças Armadas do Brasil de repente começaram a levantar dúvidas semelhantes sobre a integridade das eleições, apesar de poucas evidências de fraudes anteriores, aumentando as já altas tensões sobre a estabilidade da maior democracia da América Latina e sacudindo uma nação que sofria sob uma ditadura militar de 1964 a 1985”.

A matéria do NYT cita ainda o caso do Capitólio em janeiro de 2021, quando Trump e seus seguidores tentaram dar o golpe e lembra o episódio como um exemplo de que as transferências pacíficas de poder não são mais garantidas, mesmo em democracias maduras como a dos EUA.

O papel constitucional das Forças Armadas é claro e, em nenhum momento, elas atuam na contagem de votos. Ao contrário, cabe às Forças Armadas garantir o resultado proclamado pelo TSE, seja ele qual for. Um golpe não terá sucesso, mas causará danos ao país, e os criminosos que tentarem fazê-lo deverão ser presos na forma da Lei. O alerta feito pelo NYT tem grande repercussão no mundo e mostra que a democracia está em risco em nosso país. A reação deve vir de todos os lados, inclusive e principalmente da fatia das Forças Armadas (que acreditamos ser a maioria), comprometida com a Lei e com a Constituição. Militar não é sinônimo de golpista, ao contrário. Por isso, confiamos nos bons militares em cumprirem o seu papel e repelirem uma tentativa de golpe que macularia tanto a nossa história como as próprias Forças Armadas.

E quanto aos militares golpistas, se eles não querem ser presos, que recuem do golpe que estão apoiando e, se querem contar votos, que vão contar os votos do Clube Militar. Porque os votos para Presidente da República são contados pelo TSE!

MERVAL, SUA MÁQUINA DO TEMPO E OS “PASSADOS” EM JOGO

O desesperado jornalista global, outrora “aecista” e atualmente “sergiomorista” Merval Pereira, em sua coluna de hoje intitulada “Máquina do Tempo”, usa o ardil desonesto e a camuflagem sem-vergonha de considerar Lula e Bolsonaro uma “mesma coisa”. Tudo para tentar dar algum fôlego à sua desesperada natimorta “terceira via” que, para ele, seria ninguém menos do que o ex-juiz parcial Sérgio Moro, que foi cuspido do esgoto bolsonarista.

A desonestidade intelectual e política de Merval Pereira dá o tom de seu desespero, pela absoluta inanição política de uma delirante “terceira via”. Em sua coluna, Merval afirma que tanto Lula como Bolsonaro representam o passado, o anacronismo. Porém, a “Máquina do Tempo” de Merval parece desconhecer os rumos dos “passados” de Lula e do fascista genocida. É verdade que Lula e Bolsonaro desejam uma volta ao passado. Mas, que passado? É fácil de responder:

Bolsonaro quer a volta de 1964. Ele é golpista e já prepara um golpe caso a sua provável derrota se confirme. Bolsonaro, como já demonstrou junto com sua família de delinquentes, quer a volta de 1968, com o AI-5, que permitia fechar o Congresso, colocar o Judiciário de joelhos e aniquilar os direitos dos cidadãos. Bolsonaro quer a volta dos anos 1970, com o “Prá Frente Brasil” do ditador Médici. Bolsonaro, que tem como ídolo o assassino e torturador Brilhante Ustra, quer a volta dos porões da ditadura militar e nem está aí para a família dos desaparecidos políticos, a quem já disse que “quem procura osso é cachorro”. Bolsonaro quer a volta daquele passado de censura imposta pela ditadura militar, que perseguia artistas, professores, estudantes, cientistas, jornalistas. Bolsonaro quer a volta do passado mais sombrio da história brasileira, em que um jornalista se apresentava espontaneamente para depor e aparecia morto em um quartel, como foi o caso de Vladimir Herzog. O passado que Bolsonaro quer trazer de volta é a ditadura, da qual nunca escondeu ser defensor. Esse é o passado que Bolsonaro e sua gangue fascista defendem.

Já Lula, que nada tem de radical, pois negocia com quase todos os espectros políticos, até mesmo com a direita, quer trazer de volta um passado recente, em que o Brasil estava fora do mapa da fome da ONU. Lula quer trazer de volta o passado do maciço acesso à universidade, especialmente para os jovens onde, contrariando o banqueiro Paulo Guedes, o filho do porteiro podia ser doutor. Lula quer trazer de volta os altos níveis de emprego, o crescimento do PIB e o apoio ao pequeno empresário. Lula quer trazer de volta a transferência de renda para os mais pobres, sem que esta seja uma medida eleitoreira. Lula quer que volte aquele passado de quando era Presidente, de respeito aos negros, indígenas, e LGBTs, tão agredidos por Bolsonaro e seus seguidores. Lula quer trazer de volta o passado de grandes investimentos de alcance social. Quer trazer de volta o respeito aos servidores públicos, que em seu governo nunca foram chamados de “parasitas”. Quer trazer de volta o respeito do Brasil junto à comunidade internacional, já que nosso país virou motivo de chacota internacional. Lula quer que volte aquele passado em que, em nenhum momento, as instituições democráticas e o Estado de Direito foram afrontados e desrespeitados. Lula quer trazer de volta aquele passado em que o primeiro colocado da lista tríplice era o indicado a Procurador-Geral, dando ao Ministério Público independência para apurar e denunciar, ao invés de termos “blindadores” e “engavetadores-gerais” da República, como Augusto Aras. Lula quer trazer de volta aquele passado em que a bandeira nacional não se confundia com colorações políticas e em que a camisa da seleção não era um abadá de fascistas. Esse é o passado que Lula representa e que tem que voltar, o mais rápido possível, em nosso país.

De fato, dois “passados” estarão em jogo em outubro. Porém, colocá-los no mesmo “saco”, como pretende o sergiomorista Merval Pereira, é picaretagem, é safadeza, é canalhice, é desonestidade, é puro desespero. O passado que Lula quer trazer de volta nunca poderá estar no mesmo balaio do fascismo troglodita e miliciano representado pelo bolsonarismo. A “Máquina do Tempo” de Merval Pereira parece estar descalibrada e sem rumo. E, a continuar assim, irá contribuir para que ela pouse em 1964. E então, ficaria muito difícil alçar um novo voo de volta a um passado democrático, solidário e civilizado.