O “HOMEM SANCTO”

homem sanctoA identificação de um dos bandidos que enviou ameaças ao deputado federal Jean Wyllys não causou-nos surpresa. Trata-se de um bandido neonazista sobre o qual já falamos em 2018. Seu nome: Marcelo Valle Silveira Mello, que já está está preso desde o ano passado. O bandido nazista foi o criador da “BolsoCoin”, uma espécie de moeda virtual inspirada em Jair Bolsonaro, que apresentava-se como “a primeira moeda da direita alternativa e neonazista do Brasil”, segundo as palavras do próprio bandido. Em 12 de maio de 2018 escrevíamos um artigo sobre a tal moeda virtual, cuja utilidade era pagar chantagistas e difamadores que atuam pela rede. Para quem não leu ou não se recorda, aí vai o link do artigo:

https://pedropaulorasgaamidia.com/2018/05/12/nazista-criador-da-bolsocoin-e-preso/

Marcelo Mello tem uma longa ficha corrida de crimes virtuais: ele já ameaçou alunos da Universidade de Brasília e sempre teve como prática incitar as pessoas a cometerem crimes de estupro e assassinato de mulheres e negros. Racismo, homofobia e pedofilia são as especialidades do bandido.

Marcelo Mello é membro de um grupo neonazista denominado “Homens Sanctos”, um dos diversos grupos nazistas que apoiou Bolsonaro nas eleições. O grupo faz lembrar a Ku-Klux-Klan e possui uma comunidade na internet com 39 membros. Em 1 de outubro de 2018, um dos membros do grupo, que se identifica como Daniel Costa, postou:

“Relaxem rapaziada, o Bolsonaro vai ser eleito, o nazismo vai ganhar mais espaço no Brasil. Nazismo não vai ser um sonho mais que impossível, agora ele estará por aqui.”

Há ainda a exaltação de um “homem sancto” curitibano que teria lutado nas hostes do Reich. Os “homens sanctos” afirmam ainda que “o Brasil precisa dos brancos mais do que nunca nos tempos atuais” e ainda definem-se como “cristãos arianos”.

A Polícia Federal ainda descobriu que o criador da “BolsoCoin” que ameaçou Jean Wyllys usava a falsa identidade de “Emerson Setim” para fazer as ameaças ao deputado. Resta ainda à Polícia Federal desbaratar o grupo nazista ao qual o criminoso pertence. Isso porque a tal organização criminosa desfila livremente pela internet divulgando todos os seus crimes. Na verdade, e infelizmente, Marcelo Mello é apenas uma ponta de iceberg, porque existem muito mais crimes e criminosos por detrás de todas as ameaças. E outra coisa, também a lamentar, é que todos esses grupos sentiram-se muito mais fortalecidos com a eleição de Bolsonaro, inclusive apostando na impunidade. Eles atuam de forma covarde, geralmente com falsos perfis.

Marcelo Mello é apenas um dos muitos “homens sanctos”. Não nos esqueçamos de que as ameaças a Jean Wyllys é uma ameaça à sociedade, à democracia e ao Estado de Direito. Infelizmente, sinais da “nova era”…

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