LÍDER DE BOLSONARO OFENDE PROFESSORES

Ricardo Barros, que é o líder de Bolsonaro na Câmara dos Deputados, disse nessa terça-feira, 20 de abril, em entrevista à CNN Brasil, que “os docentes não querem trabalhar”. Vomitando todo o seu ódio contra os professores, o fascista continuou em seu ataque:

“É absurdo a forma como estamos permitindo que os professores causem tantos danos às nossas crianças na continuidade da sua formação. O professor não quer se modernizar, não quer se atualizar. Já passou no concurso, está esperando se aposentar, não quer aprender mais nada”.

Não satisfeito, prosseguiu o bolsonarista com seu ataque aos professores:

“Só o professor não quer trabalhar”.

Evidentemente não nos causa surpresa quando vemos ódio e ofensa aos professores vindo de Bolsonaro e seus assemelhados. O que nos causa espécie é saber que teve professores votando em Bolsonaro e ainda hoje apoiam Bolsonaro e sua camarilha. Esses realmente merecem!

LEDA NAGLE E O JORNALISMO INDIGENTE

A jornalista bolsonarista Leda Nagle, em fim de carreira, resolveu se alistar nas milícias virtuais bolsonaristas e propagou um dos maiores absurdos já vistos até então. Leda Nagle propagou a informação estapafúrdia de que o ex-Presidente Lula e o Supremo Tribunal Federal tinham um plano para assassinar Jair Bolsonaro. A reprodução de tal “notícia” por uma jornalista experiente e que ficou nacionalmente conhecida por comandar um programa de entrevistas em uma TV pública, já mostra para quem ela está trabalhando. Faltando 1 ano e meio para a eleição, parece que o kit gay e a mamadeira de piroca serão “fichinhas” pelo que ainda virá por aí. Isso se não arranjarem outro “Adélio” ou alguém com uma máscara do Lula e camisa do PT “matar” o Bolsonaro e, logo depois, ele ser “ressuscitado” por Edir Macedo para ganhar a eleição.

Agora, a jornalista pediu desculpas pelo “erro” cometido. A conta em que estava o absurdo que foi propagado por Leda seria de um delegado da Polícia Federal. No entanto, a conta é falsa e a própria Polícia Federal já denunciou o perfil fake. Desculpas? Não tem desculpas! Até um foca do jornalismo, por mais neófito que fosse, nem iria checar tal absurdo e já descartaria imediatamente a informação sem repassá-la. Mas Leda, a “experiente jornalista” com mais de 50 anos de carreira, teria caído na armadilha virtual. Conta outra.

Leda Nagle, no ocaso de sua carreira, resolveu se alistar nas milícias digitais bolsonaristas. Triste fim. Seria bem melhor que permanecesse no ostracismo em que se encontrava. Mas preferiu reaparecer no esgoto virtual bolsonarista a serviço do fascismo. Ela e seu “jornalismo” indigente nada mais são do que a escória da informação. Um conselho para Leda: volte para o seu ostracismo. E vá pela sombra.

VERGONHA: CIENTISTAS ESTRANGEIROS DENUNCIAM ATAQUE À CIÊNCIA NO BRASIL

Mais um vexame internacional para o Brasil o que, infelizmente, não chega a ser novidade. Acaba de ser divulgada uma carta assinada por mais de 200 cientistas de diversas nacionalidades denunciando que a ciência no Brasil está sob ataque no governo Bolsonaro. Dentre os signatários do documento, intitulado “Carta aberta em solidariedade à ciência no Brasil”, estão três ganhadores do Prêmio Nobel. São eles: Michael Mayor, ganhador do Nobel de Física de 2019; Peter Ratcliffe, ganhador do Nobel de Medicina de 2019 e Charles Rice, vencedor do Nobel de Medicina de 2020. Na carta, são denunciados vários exemplos de ataques à ciência feitos pelo governo Bolsonaro, como cortes de verbas, perseguições a cientistas e proliferação de informações falsas sobre a Covid-19. Em um dos trechos, os cientistas estrangeiros se solidarizam com seus colegas brasileiros e com o povo brasileiro.

É necessário lembrar que em 2018 a SBPC (Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência) convidou os três candidatos a Presidente da República com melhores colocados nas pesquisas para participarem de sua reunião anual, onde pretendiam ouvir os planos dos candidatos para a Ciência. O único que se recusou a participar foi Bolsonaro, mesmo depois de ter sido chamado por duas vezes. Ao se recusar a participar de evento da SBPC para mostrar suas metas para a ciência, Bolsonaro já dava mostras de que sua meta era mesmo destruir a ciência no Brasil.

A carta assinada por mais de 200 cientistas estrangeiros, e que deveria envergonhar a qualquer brasileiro, fala do negacionismo, da minimização de Bolsonaro em relação à Covid-19 e cita até a estapafúrdia e lamentável oposição de Bolsonaro à vacinação, lembrando que Bolsonaro disse que quem tomasse a vacina poderia “virar jacaré”. Enfim, uma vergonha que tem todas as digitais de quem votou e ainda apoia esse genocida psicopata que, no fundo, sofre mesmo é de inveja intelectual.

Abaixo, a íntegra da carta, que representa mais uma vergonha mundial do criminoso governo de Jair Bolsonaro e seus comparsas:

Carta Aberta em solidariedade à ciência no Brasil

“Terça-feira, 6 de abril de 2021: o Brasil contabilizou 4.195 mortes ligadas à Covid-19. Ao todo, mais de 340 mil brasileiros já morreram desde o começo da pandemia. Se o coronavirus atinge todos os países do mundo, a amplitude da crise sanitária no Brasil não pode ser dissociada da gestão catastrófica do presidente Jair Bolsonaro. Ele deve ser denunciado por suas ações, que não apenas fez explodir o número de vítimas, mas acentuou a desigualdade no país.

Em várias ocasiões, o presidente da república do Brasil qualificou a Covid-19 como “uma gripezinha”, minimizando a gravidade da doença. Criticou as medidas preventivas, como o isolamento físico e a utilização de máscaras, e provocou inúmeras vezes aglomerações populares. Defendeu pessoalmente o uso da cloroquina, apesar de cientistas terem advertido sobre os efeitos tóxicos de sua utilização. Os pesquisadores que publicaram estudos científicos demonstrando que a utilização do medicamento aumentava o risco de morte de pacientes com Covid foram ameaçados no Brasil. Bolsonaro igualmente desencorajou a vacinação, chegando a sugerir, por exemplo, que as pessoas poderiam se transformar em “jacaré”. Entre o negacionismo, a proliferação de informações falsas e os ataques contra a ciência em plena crise sanitária, Bolsonaro mudou quatro vezes de ministro da Saúde.

A ciência no Brasil está sob fogo cruzado. De um lado, cortes orçamentários que golpeiam a pesquisa e ameaçam o trabalho de cientistas; de outro, a instrumentalização da ciência para fins eleitorais, como mostram as declarações do presidente. Não é possível esquecer também os ataques de Bolsonaro ao Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), num contexto alarmante de altos níveis de desmatamento na Amazônia.

Negando a ciência, Bolsonaro não apenas atinge a comunidade científica, mas a sociedade brasileira em sua totalidade. Os números da devastação desde o início da pandemia só faz aumentar; de acordo com os dados da Fiocruz, quase 92 novas cepas de coronavirus foram identificadas, transformando o país numa verdadeira usina de variantes, e a estas estatísticas deve-se acrescentar os impactos sobre o meio-ambiente, sobre povos tradicionais da Amazônia e sobre o clima em todo o mundo.

Neste contexto de crise sanitária, agravamento da desigualdade e mudança climática, este tipo de comportamento é inaceitável e o presidente deve ser responsabilizado por seus atos. Estamos preocupados com o agravamento da crise no Brasil e os ataques à ciência. Nesta carta aberta, queremos manifestar nossa solidariedade com nossos colegas no Brasil, cuja liberdade está ameaçada. Manifestamos igualmente nossa solidariedade com a população brasileira, que vem sendo diariamente afetada por esta política destruidora.”

VOTO IMPRESSO: A SENHA DO GOLPE

Lula é elegível e lidera as pesquisas. Popularidade de Bolsonaro despenca. Alguns representantes antes aliados de Bolsonaro, como empresários e religiosos, começam a migrar para Lula. Começou a CPI que exporá as vísceras dos crimes cometidos pelo governo assassino de Bolsonaro contra a saúde pública. Então, ele sabe que os ares já são outros para 2022. Já há até quem vislumbre um cenário de segundo turno sem Bolsonaro. Sendo assim, é claro que ele está desesperado e até já “ressuscitou” a tal facada. Esse semana ele já anunciou que será submetido a outra cirurgia por causa da “facada”.

Certo de que os ventos não serão os mesmos em 2022, Bolsonaro, seguindo a linha trumpista, já anunciou que não aceitará a derrota eleitoral em 2022. Em outra entrevista recente ele voltou a falar em “voto auditado impresso” nas eleições. Ele e todo o seu clã sempre se elegeram com a urna eletrônica. Seu filho Dudu Bananinha foi o deputado federal mais votado em todo Brasil através da urna eletrônica. Até aí, a urna servia e era segura. Nada de voto impresso ou “auditado”. Agora, antevendo o cenário desfavorável que se coloca para ele, com mais de um ano de antecedência ele reacende a proposta bizarra do tal “voto impresso”. Claro que isso inflama o seu gado asinino para conspirações contra o sistema eleitoral que sempre o elegeu, inclusive para Presidente da República.

Bia Kicis, a deputada bolsonarista que preside a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara, já quer colocar na pauta a votação de uma PEC que institua o tal voto impresso. Mas Bolsonaro e os bolsonaristas sabem que as chances de aprovação da proposta são próximas de zero e aí eles teriam um “motivo” para protestar contra o resultado da eleição. Vão invadir o Congresso? Vão invadir o Tribunal Eleitoral? Vão invadir o STF? Vão quebrar as urnas eletrônicas? Bolsonaro vai dar “porrada”?

Quando a urna eletrônica foi implantada, em 1996, vários testes foram feitos. E, para quem não se recorda, inclusive o teste do “voto impresso”. Em seus primeiros tempos, a título de auditar os votos gravados na urna, havia um segundo dispositivo, que era um invólucro plástico opaco acoplado na parte de trás da urna, para onde iam votos impressos. Na época, isso foi feito por amostragem, só em algumas urnas. Nenhuma disparidade foi constatada. Ao longo do tempo a urna eletrônica se mostrou um meio seguro de expressar a vontade popular. Mas as teorias da conspiração, vindas por parte dos fascistas, já ensaiavam na última eleição um recado de que eles não aceitariam o resultado. Bolsonaro foi claro ao dizer, em 2018, que não aceitaria outro resultado “que não fosse a sua vitória”. Esse ano ele complementou, dizendo que “só Deus” pode tirá-lo da Presidência da República. Agora, ressurge a ideia estapafúrdia do voto impresso, que nada mais é do que a senha para um golpe pós-eleitoral. Ele sabe que Lula virou o seu pesadelo. Ele sabe que o “antipetismo”, ao contrário de 2018, não ganhará a eleição. Ele também sabe que os seus votos já minguaram e que seus apoiadores é que viram os “párias” da política nacional. E, finalmente, ele sabe que assim como não foi “Deus”, e sim o povo, que o elegeu, esse mesmo povo, e não “Deus”, poderá tirá-lo. Pela mesma urna eletrônica que o elegeu. E, nesse caso, ele não sairia nem pela porta dos fundos, mas pelo esgoto que, aliás, sempre foi o seu “habitat” natural.

TÁBATA NÃO ENGANA A MAIS NINGUÉM!

“Passar sabão” e “dar olé” em qualquer “ministro da Educação” do Bozo é tarefa mais fácil do que tomar picolé de criancinha. Quando a deputada federal Tábata Amaral enquadrou o colombiano Ricardo Vélez em uma audiência na Câmara, houve quem a visse como “a nova musa da esquerda a serviço dos interesses populares”.

Mas esqueciam-se os incautos que a enalteceram que, embora abrigada no PDT, ela era uma deputada criada (e principalmente bancada) por ninguém menos do que Jorge Paulo Lemann, um dos empresários mais ricos do Brasil. É a ele que ela deve o seu mandato. É a ele que ela deve satisfações. É a favor do que ele manda que ela tem que votar. Foi assim, por exemplo, na reforma da previdência, que só interessava a banqueiros e empresários. Ela votou a favor, contrariando a própria determinação do partido que, aliás, nada fez.

Agora, não causa nenhum espanto que a deputada bancada pelo bilionário Jorge Paulo Lemann tenha votado a favor da reabertura das escolas em plena pandemia. O projeto, de número 5595, foi aprovado com o voto favorável de Tábata Amaral. Pelo projeto, a educação passa a ser considerada “serviço essencial” e, portanto, pode ter seu retorno presencial. O projeto, no entanto, não fala em “essencial” em relação ao salário dos profissionais, às condições das escolas e nem à dotação de verbas para aquilo que considera “essencial”. É “essencial” apenas para o retorno presencial. Tudo para atender aos interesses dos donos de escolas. O “Movimento Escolas Abertas”, que é patronal, exerceu fortíssimo lobby pela aprovação do projeto. E Tábata, mais uma vez, votou a favor dos empresários, como já tinha votado na reforma da previdência.

Tábata é do partido que teve como líder aquele que mais construiu escolas públicas e agora vota nos interesses da escola privada. Nenhum governador da história brasileira terá tanto o seu nome ligado ao ensino público como Brizola, ao construir os CIEPs. Os CIEPs depois seriam destruídos por Moreira Franco, a serviço das escolas privadas. Afinal, o que Tábata faz no PDT? Porque ela já não engana a mais ninguém.

POR QUE O MEDO DA CPI?

A reação agressiva, ameaçadora e raivosa de Bolsonaro à ordem do ministro Barroso de instaurar a CPI da Covid já é um forte indício de que Bolsonaro está mesmo é com medo, muito medo. Porque se ele tivesse, como diz aos seus bovinos, agido corretamente durante a pandemia, então ele seria o primeiro a querer que a CPI fosse instalada para mostrar que tudo o que fez, (desde falar que tudo não passava de uma “gripezinha” até negar a vacina e recusar a sua compra no ano passado) foi correto. Se alguém não tem o que temer, então que se abra a CPI. Até porque, ao que se sabe, depois que o Bozo se arreganhou para o Centrão, ele tem a maioria no Senado. Então, por que temer a CPI e reagir de forma hidrófoba e ameaçadora?

Bolsonaro disse que o ministro Barroso está fazendo “politicalha” ao ordenar a instalação da CPI. O que dizer então do ex-ministro “imprecionante” da Educação, que só fez ativismo político? E do ex-ministro energúmeno das Relações Exteriores, que também só fez ativismo político? E do procurador-geral da República, Augusto Aras e do advogado-geral da União, ambos bolsonaristas que usam seus cargos para ativismo político?

Bolsonaro agora reage como sempre reagiu, de forma agressiva e ameaçadora. Mas ele não pensava assim em 2007. Naquela ocasião, como deputado federal, ele defendeu que o STF determinasse a abertura de uma CPI para apurar as responsabilidades do chamado “apagão aéreo”. Estávamos no governo do PT. Então, ele não achava que se o STF ordenasse a abertura da CPI seria “politicalha”. Agora, já acha que é.

Em 2007, ao que se sabe, nenhum brasileiro morreu em decorrência do “apagão aéreo”. Agora, o Brasil já se aproxima de 350 mil mortos. Então, que se apurem as responsabilidades. Por que o medo da CPI?

STF DETERMINA “CPI DA COVID”

No momento em que o país está sendo devastado pela pandemia da Covid, não é admissível qualquer tipo de omissão que estimule a política genocida de Bolsonaro, seus comparsas e seguidores. E o Senado, infelizmente, se omitiu. Para que uma CPI seja instalada no Senado, são necessárias 27 assinaturas, ou seja, a terça parte de sua composição, que é em número de 81. Haviam 31 assinaturas para que a “CPI da Covid” fosse aberta, mas Rodrigo Pacheco, o presidente do Senado, entendeu que “não era necessária” uma CPI. Isso, quando o país já caminha para 350 mil mortos.

Então, o ministro do STF, Luís Roberto Barroso, ordenou que a CPI seja instalada. Agora, Rodrigo Pacheco terá que cumprir a ordem vinda da Suprema Corte. Será o momento de responsabilizar aqueles agentes públicos que deveriam tomar as rédeas, em nível nacional, do combate à pandemia mas que, ao invés disso, ficaram zombando do vírus, chamando a Covid de “gripezinha”, atacando a ciência, desprezando e ridicularizando a vacina (Bolsonaro disse que ela faz “virar jacaré”) e que não se importaram nem um pouco com a vida de milhares de brasileiros. Essa CPI bem que poderia se chamar “CPI do Genocídio”. E aí vão algumas sugestões do que poderia ser questionado e apurado na CPI:

  • Por que o Ministério da Saúde gastou em 2020 menos da terça parte de seu orçamento?
  • Por que, em setembro de 2020, Bolsonaro rejeitou a compra de 70 milhões de imunizantes da Pfizer?
  • Por que Bolsonaro atacou por diversas vezes a Coronavac, hoje um dos principais imunizantes do Brasil?
  • Por que o Ministério da Saúde foi militarizado, em detrimento de um corpo técnico?
  • Quais as consequências dos ataques do energúmeno ex-ministro das Relações Exteriores a parceiros comerciais nas negociações da vacina?
  • Por que Bolsonaro gastou 90 milhões em medicamentos comprovadamente sem eficácia para o tratamento precoce da Covid?
  • Quem é responsável pela morte de brasileiros pela falta de oxigênio?

As respostas a todas essas perguntas e a outras que surgirão, terão que ser dadas pela CPI e aqueles que cometeram os crimes contra a saúde pública deverão ser punidos na forma da lei. Alguns já poderão sair presos dos próprios depoimentos, porque mentir em uma CPI é crime. Será que eles vão rir na CPI? Que sejam apontados e punidos os criminosos!

O MANIFESTO DOS “BARRICHELLOS”

Seis personagens da política brasileira, que têm em comum o fato de serem “presidenciáveis” assinaram e publicaram, no dia 31 de março (data em que os fascistas, erroneamente, comemoram o golpe militar, visto que o golpe foi em 1º de abril de 1964) um manifesto intitulado “Manifesto pela Consciência Democrática”. Preocupados com os arroubos autoritários e com as constantes agressões de Bolsonaro e seus comparsas ao Estado Democrático, os seis signatários do manifesto defendem a democracia, a liberdade e a Justiça, que eles veem como ameaçadas por Bolsonaro.

Mas quem são os seis signatários do manifesto? Ciro Gomes, Eduardo Leite, João Amoedo, João Dória, Luciano Huck e Luiz Henrique Mandetta. Dos seis, cinco votaram declaradamente em Bolsonaro em 2018 e outro deu as costas para o segundo turno, indo para Paris. Por que só agora, com dois anos e meio de atraso, eles fazem um manifesto pela democracia, quando poderiam – e deveriam – ter se manifestado nas urnas em 2018? Até porque Bolsonaro não enganou a ninguém, além dos trouxas.

Em 2018 haviam, no segundo turno, dois projetos nitidamente opostos em disputa. Um projeto autoritário e outro democrático. E eles votaram no autoritário. Pior, sem serem enganados. Eles apoiaram e votaram em quem sempre defendeu a ditadura, a tortura, em quem exaltou torturador, em quem prometeu fuzilar opositores ou mandá-los para a “Ponta da Praia” (centro de tortura e extermínio da ditadura militar). Eles votaram e apoiaram em quem disse que fecharia o Congresso. Eles votaram e apoiaram em quem falou que “o mal da ditadura foi torturar e não matar”. Eles votaram e apoiaram em quem nunca escondeu o seu autoritarismo, o racismo, a misoginia e a homofobia. Em 2018, eles tiveram a oportunidade de escolher entre o professor universitário e o miliciano, mas preferiram o miliciano. Eles sabiam o que queriam. Eles sabiam em quem e no quê estavam votando. Em São Paulo teve até o “Bolsodória”.

E agora, na maior cara de pau, vendo Bolsonaro ameaçar a democracia e mandando senha para um autogolpe, eles estão se manifestando em defesa da “democracia”. Na verdade, vocês são responsáveis diretos pela situação em que o Brasil está. Vocês tiveram a oportunidade de optar pela democracia, mas um ódio (ou uma inveja) infundado falaram mais alto. Então, que embalem o Messias que vocês ajudaram a parir. E nunca é demais lembrar que, depois da entrevista de ontem na Bandnews ao jornalista Reinaldo Azevedo, está mais do que evidente que o candidato do “centro”, da “centro-esquerda” e também da “esquerda”, é o Lula. 2022 é logo ali e vocês, certamente, estarão na mesma bifurcação de 2018. Basta votar em quem tem compromisso com a democracia, sem abrir mão das críticas, porque depois outro manifesto será como o de agora: o manifesto dos “Barrichellos”.

VÍDEO: BOLSONARO DIZ QUE GESTO DA SUPREMACIA BRANCA É “BACANA”

Um apoiador de Bolsonaro foi tirar com o seu “mito” uma foto e, na pose, fez o gesto criminoso da supremacia branca, o mesmo que o assessor de Bolsonaro, Filipe Martins, fez no Senado. Após a foto, Bolsonaro disse, sobre o gesto racista de seu apoiador:

“Eu sei que é um gesto bacana, mas desculpa, pega mal prá mim”.

A fala igualmente criminosa de Bolsonaro é perfeitamente audível no vídeo. Um dos puxa-sacos de Bolsonaro ainda chama o apoiador racista de “ativista do bem”.

Alguém ainda tem alguma dúvida do que Bolsonaro representa? Assistam ao vídeo:

ELES SÃO MESMO RACISTAS

No dia 16 de outubro de 2018, pouco antes do primeiro turno da eleição, um dos maiores líderes da Ku-Klux-Klan, David Duke, em entrevista a um programa de rádio retransmitido pela BBC Brasil, teceu vários elogios ao então candidato Jair Bolsonaro, não apenas demonstrando sua torcida por ele. David Duke, ao se referir a Bolsonaro, disse: “Ele soa como nós!” Uma declaração como essa, vinda de um dos maiores líderes da maior organização terrorista e racista dos Estados Unidos, não pode levar ninguém ao engano. A mensagem de Duke foi clara.

O próprio Bolsonaro, antes mesmo de tornar-se Presidente da República, foi protagonista de uma série de manifestações e declarações racistas contra índios e negros. Dentre as muitas declarações racistas de Bolsonaro, duas tiveram especial repercussão. A primeira foi quando elogiou a cavalaria norte-americana por ter dizimado os índios, o que levou os Estados Unidos a hoje “não terem esse problema”. A outra foi quando afirmou, com todas as letras, que os quilombolas são pesados em arrobas.

O próprio filho de Bolsonaro, Eduardo, vulgo “Dudu Bananinha”, já apareceu por diversas vezes com a camisa da supremacia branca e, orgulhosamente, tirava fotos com a vestimenta criminosa. A verdade é que Bolsonaro e os seus nunca enganaram a ninguém e quem votou e ainda apoia Bolsonaro, votou e apoia o racismo.

Em janeiro do ano passado, o então secretário de Cultura de Bolsonaro, Roberto Alvim, publicou um vídeo repetindo o discurso de Joseph Goebbels, o ministro de Hitler responsável pela propaganda nazista.

Agora foi a vez de Filipe Martins, o assessor olavista-bolsonarista para assuntos internacionais, fazer um sinal da supremacia branca em plena sessão do Senado Federal, enquanto o energúmeno ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, era sabatinado. O gesto foi claro e não deixa dúvidas: eles são mesmo racistas. Tanto Bolsonaro, como os seus e aqueles que os apoiam. O gesto, que simboliza diversas falas de Bolsonaro, que revive o discurso de Alvim e exalta os seus aliados fascistas dos Estados Unidos, teve a agravante de ser feito em pleno Congresso Nacional, instituição que representa o povo. O criminoso gesto não deve ser respondido apenas com a exoneração do fascista-bolsonarista. Ele deve responder criminalmente. Já passou da hora de Bolsonaro e seus asseclas receberem um freio em seus impulsos fascistas e racistas.

O gesto de Filipe Martins foi mais uma senha. Esses canalhas devem ser parados agora, enquanto ainda há tempo. Racismo é crime, mas enquanto um bandido desses não for preso e julgado ao rigor da lei, eles não vão parar. Porque sempre haverá um Roberto Alvim, um Filipe Martins ou similar para lembrar o que disse, em 2018, o líder da Ku-Klux-Klan sobre Bolsonaro: “Ele soa como nós!”