ERNESTO BARRADO NO BAILE

ernesto barrado no baile

Na foto: Trump, Jair Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro na Casa Branca. Cadê o Ernesto? (Crédito da foto: Alan Santos).

Se Araújo tivesse alguma fibra, ele pediria para deixar o cargo.” (Jornalista Miriam Leitão).

No festival de vexames e servilismo que marcou a ida de Bolsonaro e sua trupe aos Estados Unidos, um episódio lamentável, com ingredientes de baixaria, marcou o evento mais importante da visita, ou seja, a conversa com Trump no Salão Oval da Casa Branca. E aí a “prolecracia”, nova forma de governo criada por Bolsonaro, mais uma vez deu o tom do enredo. Enquanto no Brasil Carlos Bolsonaro, o tuiteiro, assumia a Vice-Presidência, tocando a agenda do pai e dando uma rasteira no general, nos Estados Unidos o outro filho, Eduardo Bolsonaro, assumiu o papel de Ministro das Relações Exteriores e deu uma rasteira no chanceler Ernesto Araújo. Isso porque, na prática, quem assumiu o posto de chanceler “de fato” foi o filho de Bolsonaro. Prova disso é que o próprio Ernesto Araújo foi preterido por Eduardo Bolsonaro na conversa privada com Trump. Isso mesmo: o chanceler brasileiro foi “barrado no baile” e, em seu lugar, Eduardo Bolsonaro participou da conversa privada com Donald Trump. Ernesto Araújo não chegou nem perto da porta.

Jornalistas brasileiros que cobriram a visita afirmam que Ernesto Araújo teve um chilique por ter sido barrado da conversa privada com Trump. Segundo testemunhas, o ataque de fúria de Ernesto Araújo aumentou quando ele soube do comentário da jornalista Miriam Leitão que afirmou que “se Ernesto Araújo tivesse alguma fibra, ele deixaria o cargo.” As mesmas fontes dão conta de que Paulo Guedes foi que tentou acalmar Ernesto Araújo após a humilhação sofrida.

Ernesto Araújo é da escola “olavista” e foi indicado para Ministro das Relações Exteriores pelo “astrólogo-guru”. Do jeito que Olavo de Carvalho é barraqueiro, não resta dúvida de que, com seu vocabulário chulo e escroto, o astrólogo deverá falar alguma baixaria em defesa de seu pupilo. Ainda não sabemos se o astrólogo tomou conhecimento da humilhação a que a “prolecracia” bolsonarista submeteu o seu protegido.

Será que Bolsonaro não queria que Ernesto ofuscasse sua presença? Sim, porque Ernesto Araújo fala o inglês fluentemente, enquanto Bolsonaro mal sabe se expressar em português. Certamente a presença de Ernesto Araújo poderia tornar Bolsonaro um mero assistente de um diálogo entre Ernesto e Trump. É apenas uma hipótese.

Ernesto Araújo não foi o primeiro ministro a ser humilhado por esse governo. Sérgio Moro que, segundo Bolsonaro, teria “carta branca” em seu Ministério, não pôde nomear uma suplente de um Conselho. E Moro entubou. Mas no caso de Moro até entendemos. Se Moro sair do governo, fica desempregado. Ele terá que engolir todas as humilhações até ser nomeado Ministro do STF. No entanto, Ernesto Araújo é diplomata de carreira e não precisa ser um penduricalho decorativo do governo Bolsonaro. Então, se Ernesto Araújo tiver alguma fibra, deve mesmo deixar o governo e voltar a se consultar com o astrólogo de Richmond.

 

 

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