GENERAL AMEAÇA STF

general ameaça stf“Se acontecer uma mudança rasteira da lei, aí eu não tenho dúvida de que só restará o recurso da reação armada. Aí é dever das Forças Armadas restaurar a ordem”. (General Luiz Gonzaga Schroeder Lessa, em entrevista ao Estadão, publicada em 12 de abril de 2019).

Mais uma ameaça ao Supremo vinda de generais. Dessa vez, o general Luiz Gonzaga Schroeder Lessa fala que haverá o recurso da reação armada caso aconteça aquilo que ele próprio chama de “mudança rasteira da lei”. O general parece estar atrasado porque há exatamente um ano houve uma mudança rasteira da lei e nenhuma reação armada foi feita para impor a ordem legal e constitucional. Isso porque, há um ano, o STF, hoje ameaçado pelo general, rasgou a Constituição ao permitir a prisão em segunda instância, quando a presunção de inocência existe até o trânsito em julgado da sentença. Sem discussão do mérito, foi uma agressão à Constituição. E o general, à época, não se pronunciou.

A nova ameça é bem clara. Dirige-se especialmente à possibilidade de o ex-Presidente Lula ser solto pelo STF. O general fala até que as Forças Armadas estão chegando ao limite da tolerância e na possibilidade de guerra civil. A ameaça prossegue na entrevista:

“Eu acho que há um limite de tolerância e estamos chegando nesse limite, infelizmente. Se o STF continuar desafiando a sociedade brasileira, nós corremos o risco de uma confrontação nacional, que não será pacífica. Uma intervenção militar vai ter derramamento de sangue … infelizmente é isso que a gente receia … ela (a intervenção) será resolvida na bala e o STF está sendo o grande estimulador … ”

Quando o mesmo Supremo, hoje ameaçado pelo general, livrou a pele de Aécio Neves, apesar das provas robustas de corrupção, ameaça de morte e o pouso de um helicóptero com meia tonelada de cocaína no aeroporto particular do tucano, nenhuma manifestação de indignação. Quando o mesmo Supremo livrou da cadeia líderes da organização criminosa da máfia dos transportes do Rio de Janeiro, nenhuma manifestação de indignação. E não estamos nem entrando nos respectivos méritos. Muitas dessas decisões indignaram o povo brasileiro, mas parece não terem indignado o general que ora ameaça o Supremo.

Na verdade, a estabilidade institucional do Brasil está sendo ameaçada. A fala do general é preocupante e, no ano passado, sob a ameça de um outro general, o STF decidiu rasgar a Constituição. Se um dispositivo constitucional é justo ou não, é, outra discussão. Que se altere a Carta Magna. Receio que, mais uma vez, aquilo que deveria ser decidido por 11 juízes já tenha sido decidido por um general. A conferir.

ROSÁRIO NÃO É GENI!

rosário não é geniNão causa nenhuma surpresa que alguém que foi condenado por ameaçar uma mulher e dizer a ela que “só não a estupraria porque ela não merecia” venha a público se solidarizar com um outro condenado por ofender uma mulher, chamando-a de “nojenta”, “falsa”, “cínica” e “puta”. E, no caso, trata-se da mesma mulher.

O “humorista” Danilo Gentili acaba de ser condenado a 6 meses e 28 dias de detenção por ofensas contra a deputada Maria do Rosário feitas em redes sociais em 2016. Posteriormente, ao ser notificado para que retirasse do ar as postagens, rasgou o documento e esfregou-o nas partes íntimas, em um show de escrotidão, arrogância e desrespeito. Bolsonaro, seu consorte de ofensas contra a deputada, já havia sido condenado, sendo que no caso de Bolsonaro havia ainda a apologia ao estupro. Agora, com a condenação de Gentili, Bolsonaro solidariza-se com o detrator de mulheres. A reação da deputada, nos dois casos, foi a reparação judicial.

Quem é Bolsonaro para solidarizar-se com alguém em nome da liberdade de expressão? Logo ele, defensor da ditadura, da censura aos professores e que quer censurar até as provas do ENEM. A Constituição Federal, em seu artigo 5º, assegura a liberdade de expressão, por qualquer meio, coisa que a ditadura defendida por Bolsonaro jamais assegurou. Aliás, o regime que ele defende e que comemorou em 31 de março, censurou jornais, revistas, livros, filmes, novelas, músicas, peças teatrais e até letras de sambas-enredo. Como que um defensor e celebrador de regime ditatorial vem falar em “liberdade de expressão”?

E mais: liberdade de expressão não é ofender livremente adversários, desafetos ou seja lá quem for. Dizer que não estupra uma mulher porque “ela é feia e não merece” ou chamá-la de “puta” não é exercer a liberdade de expressão. É agressão. É ameaça. É intimidação. Pergunto a Bolsonaro como ele se sentiria se tudo isso foi dito à dona Michelle, sua terceira esposa. No caso de Bolsonaro, aliás, sua ameaça foi uma ameaça a todas as mulheres porque o que ele falou à deputada em 2014 o coloca como um estuprador em potencial. Tanto que ele foi condenado por apologia ao estupro.

Bolsonaro e Gentili pensavam que a deputada Maria do Rosário fosse mais uma Geni. Enganaram-se. Ela reagiu, repudiou as ofensas, procurou a Justiça e deu a resposta que seus atiradores de pedras mereciam. Duvido que agora o “humorista” rasgue a sentença da 5ª Vara Criminal de São Paulo e a esfregue nas partes íntimas.

 

TOFFOLI: “AMIGO DO AMIGO DO PAI”?

documento odebrechtParece que já se pode ver uma pontinha de laranja cintilante na tão esperada caixa-preta do Judiciário em meio aos escombros da Lava-Jato. Ontem, Dias Toffoli orou. Junto com Bolsonaro. Junto com o pastor ultra-reacionário Silas Malafaia. Alcolumbre, o Presidente do Senado apoiado por Bolsonaro, também se fez presente no evento “todos os Poderes da República pela fé e em nome do Senhor Pai.” Às favas que o Estado seja oficialmente laico desde 1889. Seria também uma oração para “o amigo do amigo de meu pai”?

Surgiu mais um codinome na delação de Marcelo Odebrecht registrado no departamento mais atuante da empreiteira nos últimos anos: o “departamento de propinas”. Delações com divulgação de apelidos de “propineiros”, sejam verdadeiras ou falsas, até então só assombravam membros do Executivo e do Legislativo. Agora, na nova revelação de Marcelo Odebrecht, ninguém menos do que o Presidente do STF, Dias Tofolli, aparece como sendo “o amigo do amigo de meu pai”. No documento divulgado, afirma-se que Dias Toffoli, em 2007, quando o atual Presidente do STF era o advogado-geral da União, teria atuado para que a Odebrecht fosse vitoriosa no leilão para a construção da Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, em Rondônia.

O “pai” em questão é Emílio Odebrecht, pai de Marcelo. O “amigo do pai”, segundo delações anteriores, seria o ex-Presidente Lula. Tanto o “pai” como seu “amigo” já foram sentenciados pelos justiceiros de toga da Lava-Jato. E tanto delações como leniências foram determinantes para estas sentenças. Agora, aparece o “amigo do amigo do pai”. E, segundo a delação, esse “amigo do amigo” é togado. O pedacinho de toga que começa a aparecer nas delações não é de qualquer toga. É da mais poderosa de todas elas. “Apenas” do Presidente da Suprema Corte. Se a Justiça acreditou na existência do “amigo do pai”, por que razão não acreditaria na existência do “amigo do amigo do pai”?

O Judiciário já foi muito ameaçado. Por generais, pelo filho do Presidente com cabo e soldado e até pela Regina Duarte. Mas, em tempos não muito pretéritos, quando Eduardo Cunha ordenou que “não mexessem com sua família”, parece que a coisa passou meio “batida”. Na época, apesar da farta documentação comprovando as movimentações financeiras no exterior da “conja” de Cunha, o “marreco de Maringá” a absolveu. Com medo do quê?

Agora, Dias Toffoli alia-se a Bolsonaro até em orações e até o Malafaia vem dar uma forcinha. Se o Judiciário tiver o mesmo tesão que teve em julgar e condenar o “amigo do pai”, certamente  terá que ter a mesma sanha para sentenciar o “amigo do amigo do pai”. Enquanto isso, reze Toffoli, reze!

ENTRE “CONJES”, “RUGAS” E “VENTRÍCULOS”

bonco de ventróloquoBolsonaro já afirmou que que vai querer rever muitas coisas, dentre elas o horário de verão, os conceitos históricos e até o acordo ortográfico que foi assinado pelo Brasil em 2008, durante o governo Lula. Talvez Bolsonaro não saiba que o acordo ortográfico tem por finalidade unificar a grafia da língua portuguesa em todos os países que têm o português como língua oficial. Talvez Bolsonaro também não saiba que o acordo ortográfico não foi uma medida “do Lula”, e sim um acordo internacional, firmado em 1990, no governo Collor, tendo como signatários Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe. Só o acordo ortográfico levará o português, nossa língua pátria, a tornar-se uma língua internacional, o que era impossibilitado pelas diferentes grafias. E entendemos que quem se diz “patriota” deveria ter muito orgulho de ver a língua oficial de sua Pátria tornar-se internacional.

Mas agora parece que  já começamos a entender o porquê de Bolsonaro insurgir-se contra o acordo ortográfico da língua portuguesa. Crédito para o ministro Moro. Parece que Sérgio Moro quer criar uma nova ortografia e até uma riqueza semântica para o português falado no Brasil. Depois do “conje”, ao invés de cônjuge para se referir a uma pessoa com quem outra está casada, o ministro da Justiça, no programa do Bial, afirmou que “tem rugas pontuais com Gilmar Mendes.” Em princípio não dá para acreditar que o ministro Moro tenha qualquer “ruga”, ainda que pontual, visto ser o seu rosto mais liso do que o nosso bolso em final de mês. Mas pode ser também que o ministro Moro tenha tido a intenção de ampliar a riqueza semântica da palavra “ruga” para que ela passe a significar, também, “desentendimento”. Moro também já tinha pronunciado a expressão “Câmera Federal”. Acredito que para se referir aos 513 deputados federais. Mas não seria “Câmara” ministro? Ou será que o ministro da Justiça referia-se a uma super-máquina fotográfica para registrar os 513 deputados federais no plenário? Será que o Bolsonaro tirará o Brasil do acordo para criar, além de uma nova ortografia, também uma nova semântica?

Mas talvez não seja só por causa do “marreco de Maringá” que Bolsonaro queira tirar o Brasil do acordo ortográfico. Seu filho Carlos, o tuiteiro, parece que vem dando grandes contribuições para a nova ortografia e também para a nova semântica. Porque em um de seus tuítes ele fala de boneco de “ventrículo”:

ventríloco carlos bolsonaro

É bem provável que o “boneco de ventrículo” ao qual Carlos Bolsonaro se refere seja um boneco bem romântico, daquele que emite a voz que vem lá do fundo do coração. Mas não nos esqueçamos: uma voz vinda sempre do ventrículo direito, jamais do esquerdo, senão acabaria o romantismo porque o boneco seria “comunista”. Ou seria um boneco em forma de coração? É. Pode ser.

E ainda nem falamos do “indentificados” do próprio Jair Bolsonaro, que só pode mesmo ser uma nova proposta ortográfica. Até porque no teclado a letra “d” fica bem distante da letra “n”:

indentificadas de bolsonaro

Enquanto os “conjes”, “rugas”, “câmeras federais” e “bonecos de ventrículos” vão rolando e sendo “indentificados” no universo bolsonarista, chegamos a uma conclusão: o Lula é analfabeto.

 

70% E A HISTÓRIA DA INSATISFAÇÃO

pesquisa cut vox populi

Em nenhuma, rigorosamente nenhuma pesquisa feita em relação a Bolsonaro, tanto ele como o seu governo, antes mesmo de completar 100 dias, conseguem ter um bom desempenho. Primeiro, foi a pesquisa Datafolha que mostrou que os brasileiros consideram que Bolsonaro, além de trabalhar menos, é menos inteligente do que os ex-Presidentes Lula e Dilma. Depois foi a pesquisa da XP Investimentos, cujos números mostraram uma queda assustadora de confiança dos agentes do mercado financeiro no governo Bolsonaro, que caiu incríveis 58 pontos percentuais antes dos 100 dias de governo. Agora, foi a pesquisa da Vox Populi, encomendada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) que mostra que 70% dos brasileiros estão insatisfeitos com o governo Bolsonaro. Na mesma pesquisa, os entrevistados repudiam a reforma da previdência encomendada pelos banqueiros a seu preposto Paulo Guedes, são contrários a uma eventual guerra contra a Venezuela, são contra a venda do pré-sal e ainda afirmam que Lula foi preso apenas para não ser candidato.

De acordo com a pesquisa em questão, apenas 2% dos brasileiros estão muito satisfeitos com o governo Bolsonaro, enquanto que 26% afirmaram estar satisfeitos. No entanto, 53% declararam-se insatisfeitos e 17% muito insatisfeitos. Levando-se em conta que Bolsonaro teve, no segundo turno, pouco mais de 55% dos votos, se somarmos os 53% dos insatisfeitos com os 17% dos muito insatisfeitos atingiremos 70%, e ainda considerando que os muito satisfeitos somados com os satisfeitos perfazem hoje apenas 28%, com toda certeza concluiremos que está cheio de patos (ou seriam marrecos?) arrependidos nesse grande contingente de descontentes. Não tem como ninguém dizer que uma pesquisa, só por ter sido encomendada pela CUT, uma central sindical que faz oposição a Bolsonaro, teria como resultados números desfavoráveis ao Presidente. Isso porque a própria pesquisa da XP Investimentos, uma aliada do governo e do preposto do mercado e dos banqueiros, Paulo Guedes, também mostrou números incrivelmente assustadores de insatisfação e falta de confiança no governo de extrema-direita. O gráfico abaixo mostra ainda a evolução histórica dos índices de satisfação e insatisfação dos brasileiros, feita pelo mesmo instituto, desde 2008 até hoje, passando assim pelos governos Lula, Dilma, pelo governo golpista de Temer e pelo início do governo Bolsonaro:

evolução da satisfação

Percebe-se que o nível de insatisfação não sofreu grandes variações entre maio de 2008 e maio de 2013, sob governos petistas, quando começa uma elevação que atingirá, em julho de 2013, 51%. Evidentemente, gestava-se nesse período, com as “jornadas de 2013”, o alavancamento da extrema-direita, ao apropriar-se cirurgicamente de um movimento que, originariamente, não era dela, mas que muito contribuiu para a polarização eleitoral de 2014 e para o golpe de 2016. Note-se que as linhas do gráfico encontram-se exatamente em abril de 2014, com a ascensão aecista e o linchamento midiático dos governos Lula-Dilma, que quase levaram Aécio ao poder. Os dados também são claros em relação ao aumento da insatisfação pós-golpe de 2016 e a grande queda da satisfação.

Resta saber se a ficha vai cair para Bolsonaro. Porque para muitos de seus arrependidos eleitores a ficha caiu até cedo demais. A pergunta central da pesquisa foi: “Como você se sente hoje em relação ao Brasil?” e os resultados mostram, inequivocamente, o pessimismo e a frustração dos brasileiros. E pensar que ainda faltam 3 anos, 8 meses e 20 dias!

“POSTO IPIRANGA” INOCENTA LULA

guedes lula inocente“Estamos convencidos de que Lula não roubou um tostão. E seu patrimônio prova isso. Ele não teve foi quem o avisasse do que acontecia em torno de seu governo. Acabou vítima do jeito de fazer política no Brasil. Serve como exemplo.” (Paulo Guedes, ministro da Economia e o “Posto Ipiranga” de Bolsonaro, em 12 de marçode 2019).

As declarações acima, feitas por Paulo Guedes, o principal ministro do governo Bolsonaro,  desconstroem tudo aquilo que o “ex-futuro-super-ministro” Sérgio Moro e o próprio Bolsonaro sempre disseram. Paulo Guedes disse que Lula foi sim uma vítima do “jeito de fazer política no Brasil”. As afirmações, feitas diante de presidentes de tribunais de contas de seis estados brasileiros em 12 de março de 2019, foram divulgadas hoje, 9 de abril, no blog do jornalista Juca Kfouri. A reunião com os presidentes dos tribunais de contas, segundo Juca Kfouri, foi realizada no sexto andar do Ministério da Economia.

Ao dizer que “Lula não roubou um tostão”, Paulo Guedes surpreende o mais hidrófobo dos bolsonaristas. Paulo Guedes já havia elogiado o ex-Presidente Lula quando esteve na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados, ao afirmar que o Lula chegou e pegou R$ 10 bilhões só, e atingiu 40 milhões de famílias favoravelmente com o Bolsa Família. Isso é um impacto extraordinário. Mereceu ganhar uma eleição, duas eleições. Soube trabalhar. Com pouco dinheiro melhorou a vida de muitos de brasileiros.”

Gostaríamos, então, de perguntar a Jair Bolsonaro se Lula roubou. Também gostaríamos de perguntar a Bolsonaro se Lula melhorou a vida dos brasileiros. Mas, como ele mesmo já sugeriu, não perguntem a ele e sim ao “Posto Ipiranga”. Feito. Pelo que soubemos, Paulo Guedes já está sendo chamado de “comunista”. Para Lula, no entanto, ele é apenas o segundo ministro do Bolsonaro a saber de sua inocência. O primeiro, todos sabemos.

 

 

ATÉ O MERCADO ESTÁ SEM SACO

pesquisa xp bolsonaroNem o “Posto Ipiranga”, a “tchutchuca” dos banqueiros e do mercado financeiro, está conseguindo fazer com que a aprovação de Bolsonaro no próprio mercado financeiro volte a subir. Pesquisa da XP Investimentos divulgada na segunda-feira, 8 de abril, mostra que a aprovação do governo Bolsonaro entre os agentes financeiros caiu 58 pontos percentuais. Quando tomou posse, em janeiro, a expectativa do mercado financeiro em torno do governo Bolsonaro era muito boa e a aprovação era de 86%. A reforma da previdência, com a criação da capitalização que engordaria os já abarrotados cofres dos bancos privados e a “carteira verde e amarela”, que retira direitos dos trabalhadores, além da  privatização de tudo o que se possa imaginar, faziam com que o mercado financeiro aceitasse o fardo de aturar um despreparado para a Presidência da República como Bolsonaro. Em fevereiro essa aprovação já caia para 70%. E na última pesquisa, no início de abril, a aprovação do mercado financeiro ao governo Bolsonaro já despencou para 28%, o que mostra uma queda absurda de 58% em relação ao mês de janeiro. No mesmo período, os agentes do mercado financeiro que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo subiu de 1% para inacreditáveis 24%.

Estamos falando do setor da economia que apoiou a candidatura Bolsonaro e que tem, além do grande representante do banqueiros, o ministro da Economia Paulo Guedes, o apoio de outro grande representante do mercado, o Presidente da Câmara Rodrigo Maia.

Recentemente uma pesquisa do Datafolha mostrou que o índice de aprovação do governo Bolsonaro junto à população brasileira vem caindo. Houve quem dissesse que o Datafolha é um instituto de pesquisa de “oposição”, por ser ligado à “Folha de São Paulo”. Mas, e a XP Investimentos? É de oposição? É comunista? Ou é ligada ao Foro de São Paulo? Não. A XP Investimentos é uma corretora que vem se assustando com a queda da bolsa e a subida do dólar. Que apoiou Bolsonaro e tem Paulo Guedes como representante de seus interesses. A incompetência, a falta de habilidade e o absenteísmo do Presidente certamente pesaram nessa queda de confiança. Enquanto as ações caíam, o Presidente falava que “nazismo é de esquerda”. Enquanto o dólar subia, o Presidente falava que “não nasceu para ser Presidente”.  Enquanto as negociações no Congresso não evoluíam, o Presidente e seu filho disparavam asneiras pelo twitter. E agora, em pleno mês de abril, Bolsonaro já fala em horário de verão. Não precisa ser do mercado para saber que até o mercado ficou de “saco cheio” muito cedo. E o “sacômetro” do mercado, pelo visto, está em vias de estourar…