A DESGRAÇA DE WITZEL E O RISO DE BOLSONARO

Em uma reação inadmissível e até inconcebível para alguém que ocupa o posto de “Presidente da República”, Jair Bolsonaro não conteve a expressão de alegria e abriu o riso ao falar do afastamento do governador do Rio de Janeiro, seu ex-aliado e agora desafeto Wilson Witzel. Sem nenhum preparo emocional, seja para situações adversas ou para as que lhe tragam prazer, inclusive o “prazer” da vingança, Jair Bolsonaro deu mais uma demonstração de sua desqualificação para o cargo que ocupa. Aliás, lembram da cara dele quando o Queiroz foi preso? E quando lhe perguntaram sobre o depósito de 89 mil feito por um miliciano na conta de sua esposa? Aí ele não riu e disse que ia “meter a porrada”.

Mas o riso de Bolsonaro tem uma explicação. E não é só o sabor da vingança sobre Witzel, a quem considera um traidor. Nessa briga de fascista contra fascista, o fascista federal sentiu um grande alívio com o afastamento, por seis meses, de Wilson Witzel. Isso porque, com o fastamento por todo esse tempo, Witzel não poderá nomear o procurador-geral do Estado, justamente aquele que comandará as investigações contra o seu filho Flávio. Caberá a Cláudio Castro, o vice que assumiu o governo do Estado do Rio de Janeiro, essa nomeação, que será importantíssima para a família Bolsonaro. A escolha do novo procurador-geral é em dezembro. E agora, quem fará essa escolha não será mais o Witzel e sim o Cláudio Castro.

Curiosa e coincidentemente, Cláudio Castro estava em Brasília na véspera da operação que afastou Witzel. E, em Brasília, Cláudio Castro esteve reunido com ninguém menos do que… Flávio Bolsonaro. O vice-governador só chegou ao Rio quando o afastamento de Witzel já estava consumado e foi direto para o Palácio Guanabara, já como governador.

Alguém poderá dizer que foi pura coincidência. Afinal, um vice-governador reunir-se com um senador do Estado é até importante. Sim, mas é muita coincidência mesmo. O riso de Bolsonaro, apesar de demonstrar seu despreparo, é justificável. Com certeza, Witzel não retorna ao governo. Ontem, além do seu afastamento determinado pelo STJ, o STF deu sinal verde para a continuidade de seu processo de impeachment.

Mas os Bolsonaros estão mesmo interessados é no novo procurador-geral. Parece que Cláudio Castro já está sendo assediado em relação a essa nomeação. Que “conversa” ele teve com Flávio Bolsonaro em Brasília? Cuidado Cáudio Castro! Você sabe com quem está se metendo e depois não reclame se for usado, cuspido e jogado fora. Alguma dúvida? Pergunte para o marreco de Maringá…

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