UMA “OVERDOSE” DE PARTIDOS POLÍTICOS

partidos políticosO Brasil tem, atualmente, 35 partidos políticos registrados no Tribunal Superior Eleitoral. O número é considerado expressivo. Porém, esta quantidade é apenas a “ponta do iceberg”. Segundo dados do site oficial do TSE, 70 partidos políticos encontram-se em fase de formação, o que poderá triplicar esse número. Se todos obtiverem os seus registros, o Brasil passará a ter 105 partidos políticos. Isso, por enquanto.  Os dados estão atualizados até hoje. Há poucos dias, consultei o site do TSE e eram 69 os partidos em formação. Os números podem ser atualizados a qualquer momento.

Evidentemente, não existem tantas correntes ideológicas diferentes a ponto de explicar o número de tantos partidos. O Brasil passou, entre 1945 e 1964, por um pluripartidarismo marcadamente ideológico, na época em que PTB e UDN rivalizavam no cenário político. Com a ditadura militar, foi instituído o bipartidarismo pelo AI-2, surgindo a Arena e o MDB. em 1979, o Brasil começou a retomar o pluripartidarismo, com a reforma partidária. Mas foi a partir de 1985 que teve início a proliferação de partidos, com exigências mais flexíveis para a formação de novas legendas. Foi a partir daí que vieram as famigeradas “legendas de aluguel”, pragas que ainda não desapareceram do cenário político-partidário do Brasil.

Chama a atenção nos novos postulantes a partidos políticos os nomes, geralmente vagos ou motivacionais, que não expressam nitidamente uma tendência ideológica. Em outros casos, ocorre o inverso: nomes muito específicos, dando mais a entender que se tratam de movimentos sociais por determinadas causas do que de partidos políticos. Não se assustem, não riam. A coisa é séria. Não enumerarei os 70, mas vejam o que poderá vir por aí como novos partidos políticos:

“Igualdade”, “Partido Carismático Nacional”, “Partido Manancial Nacional”, “Iguais”, “Partido do Esporte”, “Partido Nacional da Saúde”, “Real Democracia Parlamentar” (esse é monarquista!), “Partido Universal do Meio Ambiente”, “Partido do Pequeno e Microempresário Brasileiro”, “União Democrática Nacional” (vem aí um novo Lacerda?), “Partido do Servidor Público e Privado”, “Partido Conservador”, “Partido Pirata do Brasil” (o que é isso gente?), “Partido da Família Brasileira” (seria a família cristã?), “Partido da Frente Favela Brasil”“Partido Político Animais“, “Partido Nacional Indígena” e, acreditem, “Partido Nacional Corinthiano”(e desde quando torcer por um clube de futebol expressa alguma ideologia política?), dentre outros, muitos outros. Para quem tiver curiosidade em conhecer as outras “novidades partidárias”, acessem o link do TSE abaixo:

http://www.tse.jus.br/partidos/partidos-politicos/criacao-de-partido/partidos-em-formacao

Tudo leva a crer que o “Fundo Partidário” poderá ser insuficiente. Ou que, qualquer dia, as urnas eletrônicas terão que ter um “HD externo”. Brincadeiras à parte, com política não se deve brincar. Principalmente quando a coisa é séria, muito séria.

 

 

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