MÍRIAM LEITÃO DESCOBRE A PÓLVORA, O PONTO E A RETA

“Na disputa entre Lula e Bolsonaro não há dois extremistas. Há um: Bolsonaro”. (Miriam Leitão, em sua coluna publicada no Globo em 2 de maio de 2021).

A jornalista global, lavajatista e “sergiomorista” Míriam Leitão finalmente descobriu a pólvora. Ou teria descoberto o ponto e a reta? Em seu artigo deste domingo, 2 de maio, intitulado “Centro não é o ponto entre dois extremos”, ela finalmente chegou a uma conclusão que, na verdade, deveria ser uma premissa para qualquer análise simplória do atual espectro político brasileiro. Depois de muito tempo Míriam Leitão finalmente desistiu da tese fajuta que afirma que “o Brasil vive uma polarização tendo como extremos Lula e Bolsonaro”. Errado! Sempre dissemos que não há polarização de extremos entre Lula e Bolsonaro porque, se por um lado Bolsonaro representa a extrema-direita, Lula nada tem de extrema-esquerda. Como prova disso, podemos citar vários partidos que estão mais à esquerda de Lula e do PT. Assim, nunca tivemos dois extremos, apenas um. Mas os patrões de Míriam Leitão e outros articulistas do Globo sempre usaram a tese fajuta dos “dois extremos” para tentarem emplacar um candidato de direita que eles chamam de “centro”. Já tentaram Moro, o “juiz ladrão”, mas naufragaram. Dória não decola nem para alcançar um teco-teco. Huck é politicamente o nada que sempre parece que vai disputar tudo, e também não colou. Alckmin e Serra acabaram, junto com o próprio PSDB. Então, o que fazer?

Miriam Leitão parece, em sua coluna, representar os “centristas desesperados” que, ao que parece, começam a capitular, sabedores que são de que só há duas alternativas para 2022: o fascismo de Bolsonaro ou o Lula. E Míriam Leitão sabe o que Lula e Bolsonaro representam. A jornalista global inicia o segundo parágrafo do artigo descobrindo a pólvora: “O PT jogou o jogo democrático. Bolsonaro faz apologia da ditadura”. Então, onde está o extremo?

Mais adiante, Míriam Leitão afirma que “não se deve comparar Lula e Bolsonaro. As alternativas precisam entender que não há dois extremos. Há apenas um”.

Segundo Míriam Leitão, restam então duas alternativas: Bolsonaro, um extremista que faz a apologia da ditadura, e Lula, que joga o jogo democrático. De certa forma, o artigo de Míriam Leitão é bem emblemático e pode ser a representação e/ou a capitulação daqueles que, ao lincharem irracionalmente e desproporcionalmente o PT, acabaram sendo decisivos na ascensão de um fascista genocida ao poder, e que hoje se volta contra seus próprios criadores.

Finalmente alguém do Globo admite que só há um extremo, e esse é Bolsonaro. Falta pouco para eles dizerem que “apoiarão Lula, mas com sérias restrições”. Muito cuidado, e lembrem do que vocês fizeram no verão passado, porque vocês não jogaram o “jogo democrático” da mídia.

Depois de Míriam Leitão, ficamos na expectativa de Merval Pereira, Sardenberg e outro globais que falavam em “dois extremos”. Pode ser que, em pouco tempo e tomados pelo desespero, eles também venham a “descobrir” a pólvora, o ponto e a reta.

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