DALLAGNOL: TUDO POR DINHEIRO

dallagnol tudo por dinheiro 2“Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? (Deltan Dallagnol, para sua esposa, confessando que seu único intento com a Lava Jato era ganhar dinheiro, em mensagem divulgada pelo The Intercept).

Organizar eventos, dar palestras, publicar livros e até abrir um Instituto. Tudo por amor a uma causa? Não. Tudo por dinheiro. E não era para ir ao programa do Sílvio Santos. As últimas revelações do The Intercept mostram que o procurador Deltan Dallagnol pretendia usar o prestígio da operação Lava Jato para lucrar com palestras, livros e até abrir uma empresa onde, para que seu nome e de outro colega não aparecessem, seriam usados os próprios familiares como “laranjas”. A ideia estava em curso de um modo tal que Dallagnol e seu sócio na futura empresa chegaram a criar um chat exclusivo para debater o assunto.

“Vamos organizar congressos e eventos e lucrar, ok? É um bom jeito de aproveitar nosso networking e visibilidade”, disse Dallagnol à sua esposa. Aliás, as esposas, tratadas como “meninas”, seriam usadas como “laranjas” na abertura da empresa. Empresas também seriam usadas como fachada para os negócios de Dallagnol e seu sócio, o procurador Roberson Pozzobon. Uma firma organizadora de eventos, chamada Star Palestras e Eventos seria a responsável pela organização dos eventos e participaria dos lucros.

A empresa que Dallagnol pretendia criar seria um negócio de família, com os procuradores exercendo a função “pedagógica” e as respectivas esposas tendo a função “gerencial”. Todo cuidado seria pouco e, o próprio Dallagnol chegou a sugerir: “se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras para nós, escaparíamos das críticas.”

A ideia era dar um ar de academia, construção de conhecimento e troca de saberes. Por isso, na urdidura de Dallagnol, a denominação “instituto” seria a mais recomendável para escapar das críticas e dar um ar mais nobre e sacerdotal às suas atividades subterrâneas. Mas não se poderia deixar de contabilizar as eventuais perdas pecuniárias. Disse Dallagnol, referindo-de a uma empresa que segue esse modelo e que eles poderiam tomar como exemplo:

“Deu o nome de instituto, que dá uma ideia de conhecimento… não me surpreenderia se não tiver fins lucrativos e pagar seu administrador via valor da palestra. Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”.

As transcrições dos diálogos entre Dallagnol e seu sócio ainda trazem mais detalhes sobre o mega-negócio que o “procurador do jejum” pretendia abrir. Diante de mais esta podridão exposta da Lava Jato, uma indagação é fundamental: qual seria o destino do tal fundo Petrobras-Lava Jato, que Dallagnol brigou com todas as forças para que ele próprio o administrasse? Talvez um power point do fundo bilionário que Dallagnol queria sob sua administração certamente poderia nos explicar o caminho que toda essa grana seguiria. O procurador do jejum ainda vai ter muito o que explicar!

 

 

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