A FORÇA DA EDUCAÇÃO NAS RUAS

manifestações de 15 de maioO dia 15 de maio de 2019 entrará para a história brasileira como o dia em que o povo foi às ruas em defesa da educação, das universidades e das escolas públicas. Os criminosos cortes de verbas do governo Bolsonaro na educação comprometem o futuro e o desenvolvimento do país. Os órgãos de informação do governo já sabiam que seriam manifestações de grande porte, tamanho o descontentamento até de quem não é da oposição. Então, se Bolsonaro tinha uma viagem (aliás, sem nenhuma importância) aos Estados Unidos, esta deveria ser cancelada. Mais uma vez a covardia do capitão que não enfrenta debates e que não enfrenta o Parlamento falou mais alto. Ele refugiou-se nos Estados Unidos. O “mito”, na verdade é mitomaníaco. Ele foi ao Texas, dizendo ter um encontro com o ex-Presidente George Bush que nem o próprio Bush sabia. Mas talvez isso não seja nada para quem tem uma ministra que diz ter visto Jesus em uma goiabeira.

Enquanto Bolsonaro refugiava-se nos Estados Unidos, milhões de estudantes, professores, pesquisadores e cientistas protestavam pelo Brasil, em 150 cidades de todas as unidades da Federação. O grito da Educação ecoou muito mais forte do que os ataques que esta vem sofrendo do governo Bolsonaro. Em todo Brasil as escolas e universidades pararam, em protesto contra a destruição do ensino, da pesquisa e do desenvolvimento tecnológico pelo governo Bolsonaro. Enquanto isso, Bolsonaro, sempre de longe, chamava os professores, estudantes e pesquisadores de “idiotas úteis”, em mais uma declaração que demonstra o despreparo para o diálogo e o transtorno mental de quem deveria ter uma postura de Presidente. Então, mais uma vez, coube ao vice Mourão ter uma postura de estadista e afirmar que as manifestações “fazem parte do sistema democrático”. Simples assim. Mas certamente, para Bolsonaro, ter uma postura minimamente democrática é muito mais difícil do que saber a fórmula da água ou o resultado de 7 X 8.

Enquanto o covarde e despreparado Presidente refugiava-se no Texas, seu ministro igualmente despreparado da “deseducação” era desfigurado na Câmara dos Deputados. Até parlamentares da base aliada criticavam os criminosos cortes, eufemisticamente chamados de “contingenciamento”, para uma possível barganha chantagista já anunciada pelo ministro da Economia, ao afirmar que os cortes podem ser revistos em caso da aprovação da reforma da previdência. Chantagem baixa do ministro-preposto dos banqueiros.

Em menos de 5 meses de governo, as manifestações deste 15 de maio nos trazem um alento. Jamais um governo foi tão repudiado em tão pouco tempo. E isso mostra que a defesa da educação certamente será mais forte do que as agressões do atual governo. Ficamos com a certeza de que a Educação como um todo saiu fortalecida. Também ficamos na certeza de que o governo saiu muito enfraquecido. Há também uma certeza que não poderia deixar de ser citada: a de que, nesta luta, ser chamado de “idiota” por Bolsonaro, é para nós motivo de um orgulho incomensurável.

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