AOS 45 DO SEGTUNDO TEMPO, MAIA DIZ QUE “PODE ACEITAR” IMPEACHMENT

Em seu último dia como presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia, que se acovardou por todo seu mandato e simplesmente ignorou os mais de 50 pedidos de impeachment de Bolsonaro, agora diz que “pode aceitar” um dos pedidos de impeachment que estão mofando em sua mesa. A reação de Maia em seu último dia como presidente da Câmara foi uma resposta ao abandono, em bloco, de seu partido, o DEM, à candidatura de Baleia Rossi, o candidato do grupo de Maia à sua sucessão. O DEM e todo o Centrão já se uniram e se venderam, em troca de cargos e verbas, ao governo Bolsonaro. “Toninho Malvadeza Neto” mandou o recado para Maia: o DEM é Bolsonaro!

Rodrigo Maia terá, “aos 45 do segundo tempo”, sua última oportunidade de dizer que não passou para a história como um covarde, embora o tenha sido por todo esse tempo. Resta agora saber se sua ameaça se concretizará ou se ele, mais uma vez, irá se sentar, amedrontado, nos incontáveis pedidos de impeachment contra o genocida. Acovardado por todo tempo, agora humilhado por seu próprio partido e em vias de ser detonado na eleição da Câmara por Bolsonaro (que ele sempre poupou), Maia agora tenta, no desespero, uma retaliação à sua provável derrota e entra para o rol daqueles que foram usados por Bolsonaro (graças a Maia a reforma da previdência foi aprovada; graças a Maia Bolsonaro ficou livre de impeachment). Aguardemos os acontecimentos das últimas horas de Rodrigo Maia no comando da Câmara dos Deputados.

LEITE CONDENSADO, EMPRESAS EVAPORADAS

Parece que os 45 milhões gastos pelo governo em leite condensado são apenas o início de mais uma longa história de ilicitudes do governo Bolsonaro. Porque, ao que tudo indica, as empresas que venderam as quantidades nababescas do acepipe matinal do Bozo evaporaram. Em nova reportagem do jornalista Guilherme Amado, as empresas que teriam sido as fornecedores do leite condensado ficam em endereços paupérrimos, estão quase que vazias e são totalmente desconhecidas por seus vizinhos. A reportagem, publicada na revista Época, constatou que uma das empresas “funciona” com as salas totalmente vazias. Como se não bastasse, as empresas também não aparentaram possuir funcionários, não possuem placas de identificação e não são sequer notadas pela vizinhança. Mas abiscoitaram 45 milhões do governo. Uma delas, inclusive, está com o interfone quebrado. Onde já se viu uma empresa comercial ficar sem interfone? Será que é para não ser “incomodada” pelos clientes?

Pelo visto, o leite condensado foi comprado por empresas que evaporaram. Talvez estejam em algum “céu de brigadeiro”…

VÍDEO: BOZO XINGA E DIZ QUE PANDEMIA FOI FABRICADA

Bolsonaro, cercado de seguidores e até ministros em uma churrascaria, respondeu com palavrões e baixarias às críticas feitas ao escândalo do leite condensado, mandando as imprensa para a “puta que a pariu”. Chamou ainda a imprensa de “imprensa de merda” e que vai “enfiar no rabo dela” o leite condensado. E, para terminar, disse que “a pandemia foi fabricada”. Foi um festival de impropérios, uma fala asquerosa, como é o próprio Bolsonaro. Um vídeo deprimente, que deveria envergonhar qualquer brasileiro que tenha um mínimo de caráter, o que não é o caso de Bolsonaro e seus bovinos raivosos. Assistam.

DEPOIS DE FANTOCHE, GENERAL VIRA BOI DE PIRANHA

O procurador bolsonarista da República, Augusto Aras, pediu ao Supremo Tribunal Federal a abertura de inquérito para apurar a conduta do ministro-fantoche da Saúde, Eduardo Pazuello, em relação às mortes em Manaus por falta de oxigênio. Assim, depois de ter aceito o ridículo papel de ser o fantoche de Bolsonaro no Ministério da Saúde, agora o general Pazuello fará um outro papel: o de boi de piranha do Bozo.

Sabe-se que Aras foi instado até mesmo pelos seus próprios pares para que a PGR tomasse alguma atitude em relação às mortes criminosas em Manaus. Mas, para poupar Bolsonaro (apesar da independência que o cargo lhe dá) Aras resolveu fazer o ministro Pazuello de bovino que terá que enfrentar as piranhas. Então, denunciou apenas o ministro-fantoche, que agora também será o ministro-boi de piranha. Assim, Pazuello poderá ser responsabilizado por homicídio, caso fique comprovado que ele sabia da situação de Manaus e não tomou qualquer providência.

Enquanto isso Augusto Aras, candidatíssimo a uma vaga no STF, que será aberta em julho com a aposentadoria de Marco Aurélio Mello, não quer desagradar Bolsonaro. Então, sobrou para o Pazuello, que agora fará o papel de boi de piranha. Ele merece!

CARREATAS PELO BRASIL PEDEM FORA BOLSONARO!

Começou a campanha pelo impeachment de Bolsonaro nas ruas. Hoje, em diversas cidades do Brasil foram realizadas carreatas pedindo “Fora Bolsonaro” e “Vacinação Já”. A última pesquisa divulgada esta semana pelo Datafolha mostra o aumento da queda de popularidade de Bolsonaro. Segundo a pesquisa, de dezembro para janeiro o percentual daqueles que consideram o governo Bolsonaro ruim ou péssimo subiu de 32% para 40% e a incompetência, o negacionismo e toda confusão do governo federal em relação à vacinação foram fatores decisivos para esse resultado.

O movimento é suprapartidário e os atos de hoje foram convocados pelos partidos de esquerda e centrais sindicais. Para amanhã a direita não bolsonarista, como o MBL, está convocando atos contra Bolsonaro. Além do impeachment de Bolsonaro e a imediata vacinação da população, os atos também pedem a continuidade do auxílio emergencial, que deixou de ser pago a partir desse ano. As redes sociais registraram atos em várias cidades, como Rio de Janeiro, São Paulo, Belém, Recife, Maceió, Goiânia, Fortaleza, Teresina, além da região do ABC, Distrito Federal, dentre outras localidades. Agora, só falta o Rodrigo Maia fazer a parte dele. Fora Bolsonaro!

IMPEACHMENT JÁ!

A elite midiática que apoiou tanto o golpe de 2016 como a eleição de Bolsonaro em 2018 já começa a pular do barco e a tese do impeachment do genocida começa a ganhar corpo. Agora foi a vez da Folha de São Paulo. A manchete principal da Folha nesta sexta-feira, 22 de janeiro, é:

“Colapso em Manaus e a derrapada na vacinação fortalecem base jurídica para impeachment de Bolsonaro”.

O jornal paulista chegou a listar 23 crimes de responsabilidade que teriam sido cometidos por Bolsonaro e que, segundo o jornal, fortalecem a base jurídica para o impeachment do fascista. A situação de Manaus e da vacinação seria apenas um desses crimes.

A adesão da Folha à tese do impeachment mostra que a elite que apoiou Bolsonaro começa a sair fora da própria arapuca em que se meteu. O Estadão e o Globo, outros veículos da elite midiática e apoiadores do golpe de 2016, também já se manifestaram favoravelmente ao impeachment. Some-se a isso os cerca de 60 pedidos de impeachment que Rodrigo Maia, omisso e covarde, acabou sentando em cima. Mas faltando pouco para deixar a Presidência da Câmara, Maia afirmou que será “inevitável discutir o pedido de impeachment”. Se é “inevitável”, então por que Maia evita?

Estão marcadas para amanhã, 23 de janeiro, carreatas por todo o Brasil em defesa da vacinação e do impeachment de Bolsonaro. Para aqueles que diziam que era preciso a manifestação vinda das ruas para que houvesse o impeachment, não faltará praticamente mais nada. Crimes existem de sobra e o povo começará a tomar as ruas. Será que nos poucos dias que lhe restam na Presidência da Câmara, Rodrigo Maia terá a coragem e a dignidade de pautar o impeachment? Até porque ele já percebeu que a elite e o “mercado” que ele tanto defende já estão se manifestando pela saída do fascista genocida. Aguardemos. Fora Bolsonaro!

CORONAVAC FAZ BOZO VIRAR CAMALEÃO

Bolsonaro acaba de sofrer outra derrota. Agora, ele perdeu para a vacina. Ele perdeu para a ciência. Ele perdeu para o Instituto Butantan. E, como sempre, vai querer surfar como se fosse o vencedor. Mas a verdade é que ele foi nocauteado pela Coronavac, aquela vacina que ele dizia que “é do outro país” (referindo-se à China). Aquela vacina que ele disse “que não ia comprar”. Aquela mesma vacina que ele “mandou cancelar”. O “coiso” chegou a comemorar, dizendo que era “mais uma que o Bolsonaro ganhava” quando um voluntário cometeu suicídio. A mesma vacina que ele disse que, quem a tomasse, “viraria jacaré”.

Agora, quando ele viu que a vacina é irreversível, depois de ter falado todas as imbecilidades possíveis sobre ela, e vendo que seu desafeto Dória capitalizou politicamente, ele diz que “a vacina é do Brasil”. Mas não era da China? Claro que Dória fez palanque político, mas Dória ocupou um espaço que, desde o início da pandemia, Bolsonaro se recusou a ocupar. E agora ele tenta pegar carona. Quando soube que Doria iniciava a vacinação em São Paulo com um lauto palanque político, imediatamente Bolsonaro mandou o seu ministro-fantoche da Saúde copiar Dória e fazer também um palanque. Mas já era tarde. Nessa briga o “fascista nutella” ganhou do “fascista raiz”.

Vendo a reação positiva do início da vacinação, Bolsonaro imediatamente mudou seu tom e, agora, já diz que a Coronavac “é do Brasil”. Bolsonaro não virou jacaré. Mas, do modo como mudou a coloração de seu discurso, parece que virou camaleão.

OBRIGADO VENEZUELA!

Imagem acima: o chanceler da Venezuela, Jorge Arreaza, anunciou que irá disponibilizar imediatamente oxigênio para os hospitais de Manaus.

O governo venezuelano, tão criticado por Bolsonaro e seus cúmplices, vai fornecer oxigênio para ajudar a mitigar a tragédia no estado do Amazonas. O acordo para o fornecimento de oxigênio foi firmado com o governador amazonense, conforme noticiado há pouco. A gratidão ao governo venezuelano independe de posicionamentos políticos ou ideológicos. Não se trata de politizar onde não cabe politização. Até porque Israel, com um governo de direita e aliado de Bolsonaro, tem sido um exemplo na vacinação contra a Covid.

Bolsonaro, com seu negacionismo, sua omissão, sua incompetência, sua total incapacidade para gerir, desde o início, a crise provocada pela pandemia, é o maior responsável pela tragédia. Enquanto nossos vizinhos já iniciaram a vacinação e agora a Venezuela fornece oxigênio, Bolsonaro e seu ministro-paraquedista continuam lavando as mãos. Qualquer ajuda, diante desse quadro de omissão criminosa do governo federal, será bem vinda. Por enquanto, obrigado Venezuela!

FORD SAIRÁ DO BRASIL

A montadora Ford anunciou ontem que encerrará suas atividades no Brasil. A notícia caiu como uma bomba. A montadora estabeleceu-se no país em 1919 e, passado mais de um século, vem o anúncio que causará um dos maiores impactos adversos para a economia do Brasil nos últimos tempos. Só de saída, serão mais de 5 mil empregos diretos que deixarão de existir.

A justificativa oficial para a saída da montadora do Brasil é bem clara: “ambiente econômico desfavorável, agravado pela pandemia”. A pandemia causou “ambiente econômico desfavorável” em todo o mundo, mas parece que no Brasil a situação foi agravada por um governo negacionista, contrário à vacina e que tornou-se, deliberadamente, um pária no combate ao vírus. A empresa anunciou que manterá as suas fábricas em nossos vizinhos Uruguai e Argentina.

A Ford foi a primeira indústria automobilística a se instalar no Brasil. O governo insiste em afirmar que a saída na empresa não tem qualquer relação com a situação econômica e política do país. Já para os representantes do “mercado”, aquele mesmo “mercado” que apostou no Paulo Guedes e apoiou Bolsonaro, a saída da Ford explica-se pelas incertezas que rondam a economia brasileira sob o governo Bolsonaro. Rodrigo Maia, um dos representantes desse “mercado”, já começou a falar em impeachment “caso a vacina demore”. Parece que quando o traseiro do tal mercado começa a doer, a alma dessa gente é atingida. A declaração de Maia veio no mesmo dia do anúncio da Ford. Seria apenas coincidência?

A BARGANHA REQUENTADA DO MORO

Sérgio Moro tem um sonho. Segundo alguns, “um grande sonho”. O jornalista global Lauro jardim publica em sua coluna de hoje, intitulada “O grande sonho”, que Sérgio Moro tem planos para 2022. Diz Lauro Jardim em sua coluna:

“Um dos amigos mais próximos de Sérgio Moro desenhou recentemente a um interlocutor o que seriam os seus planos para 2022. Moro não será candidato. Mas apoiaria um nome que, em troca, realizaria o seu sonho: ser indicado ao STF, algo que Jair Bolsonaro prometeu e… deu no que deu”.

A barganha de Sérgio Moro parece ser a mesma de 2018. Ele seria indicado por Bolsonaro ao STF, mas acabaram brigando, o que mostra que, de vez em quando, dois fascistas não se bicam. Se a informação passada por Lauro Jardim for verdadeira, o caminho de Moro para que a barganha se efetive em 2022 será um pouco mais difícil. Isso porque, na próxima eleição, ele não terá a caneta na mão para atuar simultaneamente como promotor e juiz e condenar o primeiro colocado nas pesquisas, alijando-o da disputa. Também será mais difícil porque não sendo mais Bolsonaro seu candidato, e muito menos um nome de esquerda, terá que apoiar alguém que, sendo da direita travestido de “centro, “patina” nas pesquisas. E mesmo assim ficará a dúvida de se o eventual eleito com seu apoio irá mesmo cumprir a promessa. A barganha requentada de Moro parece ter mais obstáculos. Sonhar não custa nada…