BOLSONARISMO DERROTADO NAS URNAS

Nas eleições de ontem não estavam em jogo apenas os cargos de prefeitos e de vereadores. As eleições municipais sempre acontecem dois anos após as eleições presidenciais. E evidentemente as eleições municipais servem como um “prestigiômetro” do Presidente da República. E, em se tratando de Bolsonaro, ele sai dessas eleições municipais como o maior derrotado. Vejamos:

Em São Paulo, seu candidato declarado a prefeito, Celso Russomanno, foi impiedosamente surrado nas urnas, não apenas ficando fora do segundo turno, mas ainda amargando um quarto lugar, com pouco mais de 10% dos votos. e ainda viu Guilherme Boulos ir para o segundo turno.

No Rio de Janeiro, seu candidato declarado a prefeito, Marcelo Crivella, o atual prefeito, ficou em segundo lugar, bem atrás do primeiro colocado, Eduardo Paes. A diferença foi de quase 17 pontos percentuais e parece que o apoio do Bozo só vai conseguir, no máximo, adiar a derrota de seu pupilo fundamentalista. Além disso seu filho, Carlos Bolsonaro, apesar de eleito (o que já era esperado), teve 71 mil votos (em 2016 ele foi o mais votado, com 106.657 votos). Carluxo foi suplantado pelo professor Tarcísio Motta, do PSOL, o mais votado esse ano, com 86.426 votos. E não foi só: sua ex-mulher Rogéria Bolsonaro, que teve todo o seu apoio, além de não ter sido eleita, teve pouco mais de 2 mil votos.

Mas o fracasso bolsonarista não foi registrado apenas nas duas maiores cidades do país. Abaixo, listamos outros candidatos apoiados por Bolsonaro que foram derrotados nas urnas:

Em Recife, a delegada Patrícia ficou em quarto lugar.

Em Manaus, o coronel Menezes ficou em quarto lugar.

Em Belo Horizonte Bruno Engler ficou em segundo lugar, mas já perdeu a eleição porque Alexandre Kalil venceu no primeiro turno.

E não poderíamos deixar de mencionar Wal Bolsonaro, a “Wal do Açaí”, aquela funcionária fantasma dos Bolsonaros. Candidata a vereadora por Angra dos Reis, Bolsonaro não apenas deu o apoio como emprestou seu nome à sua ex-funcionária fantasma. E parece que ela virou uma candidata fantasma. Até ontem à noite Wal Bolsonaro estava em 100º lugar, com 37 votos. Parece que a onda fascista-bolsonarista de 2018 virou mesmo marola. Aguardemos por 2022!

NÃO AOS CANDIDATOS DO BOLSONARO!

Hoje é dia de defenestrar os candidatos bolsonaristas. Bolsonaro, que teve a sua rejeição aumentada no Rio e em São Paulo, divulgou nas redes sociais os seus candidatos a prefeito nas eleições de hoje. Não votar nos candidatos de Bolsonaro significa dizer um NÃO AO FASCISMO, um NÃO AO FUNDAMENTALISMO, um NÃO ÀS MILICIAS. Não votar nos candidatos bolsonaristas é reafirmar o compromisso com a democracia.

Os candidatos assumidos por Bolsonaro, e que devem ser rejeitados por todo eleitor que preze a democracia, são:

Manaus, coronel Afredo Menezes (Patriota); Santos (SP), Ivan Sartori (PSD); Recife, delegada Patrícia (Podemos); Belo Horizonte, Bruno Engler (PRTB); Fortaleza, capitão Wagner (Pros); São Paulo, Celso Russomanno (Republicanos); Rio, Marcelo Crivella (Republicanos).

Vamos dizer não ao fascismo, não votando nos candidatos apoiados pelo capitão fascista. Viva a democracia e fora Bolsonaro e seus cúmplices fascistas!

MOURÃO RECONHECE VITÓRIA DE BIDEN

“A vitória do Joe Biden está cada vez mais sendo irreversível”. (Hamilton Mourão, vice-presidente da República, em 13 de novembro de 2020)

Já que o “Presidente” se recusa a reconhecer a vitória de Joe Biden, então o vice-presidente teve que fazer aquilo que era obrigação do “Presidente”: obrigação política, diplomática e moral. Até agora, completamente isolado no mundo, e executando o papel que Ernesto Araújo reservou para a diplomacia brasileira de transformar o Brasil em pária, Bolsonaro não reconheceu a vitória de Joe Biden. O Brasil já é motivo de chacota internacional, principalmente depois do episódio da pólvora, quando Bolsonaro ameaçou uma intervenção militar contra os EUA, caso faltasse saliva. Agora, isolando o Brasil, ele não reconhece a derrota de seu patrão e ídolo fascista.

As palavras de Mourão, ao reconhecer a vitória de Biden, de certa forma representa o seu papel. Já que aquele que deveria se manifestar reconhecendo a vitória não se manifestou, então o seu substituto eventual se manifesta.

Interessante que Bolsonaro fala muito quando não deve falar: ataca a vacina, a democracia, ameaça invadir os EUA, chama os brasileiros de “maricas”, enfim, diz besteiras em doses industriais. Mas quando tem que fazer um pronunciamento curto, simples e protocolar, recusa-se a fazê-lo. Mas Mourão já o fez. Quase sempre Bolsonaro perde uma boa oportunidade de ficar calado. Agora, perdeu a oportunidade de dizer poucas palavras. Será que acabou a saliva? Joe Biden e os EUA já devem estar “tremendo de medo”…

AUMENTA REJEIÇÃO AO BOZO

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 12 de novembro, mostra que a rejeição a Jair Bolsonaro aumentou nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo a rejeição ao sujeito, que era de 48%, subiu para 50%, ao mesmo tempo em que a aprovação caiu de 25% para 23%.

Igual situação foi mostrada pela pesquisa no Rio de Janeiro, estado onde sua rejeição subiu de 41% para 42%, tendo sua aprovação caído de 34% para 28%.

A rejeição a Bolsonaro nas capitais dos dois estados já é refletida no fraquíssimo desempenho dos candidatos a prefeito por ele apoiado. Tanto Russomano, em São Paulo, como Crivella, no Rio de Janeiro, são os candidatos mais rejeitados e com grandes chances de não chegarem nem ao segundo turno. Bolsonaro, sabedor da situação, tenta inflamar seus energúmenos seguidores, e já apelou para declarações como festejar a morte de um voluntário da Coronavac, chamar os brasileiros de “maricas” e até declarar guerra aos Estados Unidos de Joe Biden, no melhor estilo “o rato que ruge”.

Mas parece que as bravatas do boçal não estão trazendo os efeitos que ele esperava. No próximo domingo é dia de Bolsonaro declarar que houve fraude nas eleições municipais, depois que seus candidatos pastores e picaretas tiverem sido surrados nas urnas.

ANVISA NA BERLINDA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de ser enquadrada pelo STF. O ministro Ricardo Lewandowski deu um prazo de 48 horas para que a agência esclareça os critérios adotados no acompanhamento dos estudos da vacina Coronavac. A Anvisa determinou a suspensão dos estudos da Coronavac após a morte de um voluntário. O laudo do IML, no entanto, concluiu que a morte foi resultado de suicídio não tendo, portanto, qualquer relação com a vacina.

Porém, mesmo depois da constatação de que o óbito do voluntário foi resultado de um suicídio, a Anvisa ainda não autorizou a retomada dos estudos clínicos. Por quê?

Mas não foi apenas o STF que emparedou a Anvisa. Os partidos PSOL e Rede acabam de protocolar um requerimento convocando o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, para explicar no Congresso Nacional a suspensão dos testes da Coronavac.

Enquanto isso, o comitê internacional independente que estuda a Coronavac já emitiu parecer favorável à retomada dos testes e já até notificou a Anvisa sobre essa recomendação. Então, o que está faltando para que os testes sejam retomados?

Cada vez mais aumentam as suspeitas de a Anvisa estar sendo usada como ferramenta política do negacionismo de Bolsonaro e sua briga político-eleitoral com Dória. Caso a Anvisa não autorize imediatamente a retomada dos testes, essa suspeita estará praticamente confirmada.

VÍDEO: BOZO, MORTES E O “PAÍS DE MARICAS”

“Tem que deixar de ser um país de maricas”. (Jair Bolsonaro, em 10 de novembro de 2020).

Após ter “comemorado” a morte de um voluntário, Bolsonaro mais uma vez se superou. Agora ele “lamentou” as mortes, mas disse que o Brasil “tem que deixar de ser um país de maricas”. De quebra, chamou a imprensa de “urubuzada”. Ou seja, uma país caminhando para 170 mil mortes pela Covid-19 é, para o fascista, um “país de maricas”. Sem comentários. Assistam ao vídeo:

MORTE DE VOLUNTÁRIO FOI SUICÍDIO

Imagem acima: o boletim do IML de São Paulo, provando que o voluntário da Coronavac morreu em decorrência de suicídio.

“Morte, invalidez, anomalia. Esta é a vacina que o Doria queria obrigar a todos os paulistanos tomá-la. O Presidente disse que a vacina jamais poderia ser obrigatória. Mais uma que Jair Bolsonaro ganha”. (Jair Bolsonaro, em 10 de novembro de 2020, comemorando a mote de um voluntário da Coronavac).

Mais uma vez Jair Bolsonaro mostrou o quão calhorda, fascista e mau- caráter ele é. O sujeito foi às redes sociais comemorar a morte de um voluntário da Coronavac, para fazer política rasteira em cima de uma tragédia. Para o energúmeno que ocupa a Presidência da República, não importa o sofrimento de uma família. O que importa é que ele, Jair Bolsonaro, “ganhou mais uma”, como disse o próprio cafajeste. Então o sujeito, que estava calado até agora com a eleição de Joe Biden, vem a público celebrar uma morte que corroboraria seus princípios idiotas e negacionistas.

Mas o IML já confirmou que a morte do voluntário foi resultado de suicídio. O voluntário, que tomou não se sabe se a vacina ou o placebo há quase duas semanas, não teria como ter uma morte derivada da vacina. E hoje, no início da tarde, o IML de São Paulo confirmou o suicídio do voluntário. Então, está comprovado que a morte não teve qualquer relação com a vacina.

Mais uma vergonha internacional de Bolsonaro, que demonstrou toda a sua covardia, calhordice e mau-caratismo. E mau-caráter também é quem ainda vier a defendê-lo nesse episódio. Não, Bolsonaro! Não foi mais uma que você ganhou. Foi mais uma que você perdeu. Mais uma oportunidade de, ao menos, tentar fingir que é um estadista. Ou então de ficar calado, para não expelir mais ódios e absurdos. E esse verme podre ainda se diz “um homem de Deus”. Imagina se não fosse.

QUE A ANVISA NÃO SE DEIXE CONTAMINAR!

Ontem, no final da tarde, pipocou a notícia de que a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) suspendeu temporariamente os testes em humanos da vacina chinesa Coronavac. O motivo da suspensão, segundo a Anvisa, teria sido um “evento adverso grave” (leia-se: óbito). A suspensão dos testes pode acontecer nesse caso, pois a segurança da vacina poderia estar comprometida. A notícia da suspensão, em si, não é ruim, pois mostra que, em princípio, estaria havendo transparência nos procedimentos para a produção da vacina e que, apesar da emergência sanitária, não se pode disponibilizar para a população uma vacina insegura. É melhor esperar. A Anvisa é um órgão técnico e, até segunda ordem, insuspeito de ser contaminado politicamente, especialmente pelos devaneios criminosos de Jair Bolsonaro.

No Brasil, a vacina vem sendo desenvolvida no Instituto Butantan, em São Paulo. A ocorrência de um “evento adverso grave” em um dos testados foi notificada à Anvisa pelo próprio Instituto Butantan, que mostrou nada querer esconder. Porém, o diretor do Butantan, Dimas Covas, afirmou que o óbito registrado não está relacionado à vacina e que, portanto, não haveria motivo para a suspensão dos estudos. Assim como devemos respeitar a Anvisa, também devemos o mesmo respeito a Dimas Covas, cientista e professor titular da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da USP. Dimas Covas pronunciou-se sobre o óbito ocorrido, salientando que, em mais de 10 mil voluntários, pode ocorrer óbito, porém, não necessariamente relacionado à vacina:

“A Anvisa foi notificada de um óbito, não de um efeito adverso. Isso é diferente. Nós até estranhamos um pouco essa decisão da Anvisa, porque é um óbito não relacionado à vacina. Ou seja, como são mais de 10 mil voluntários nesse momento, pode acontecer óbitos. Nesse momento, [o voluntário] pode ter um acidente de trânsito e morrer. Ou seja, é um óbito não relacionado à vacina. É o caso aqui. Ocorreu um óbito, que não tem relação com a vacina.

Covas ainda queixou-se de que o Instituto Butantan, que ele preside, não foi notificado pela Anvisa sobre a suspensão dos testes. Dimas Covas reclamou que soube da suspensão através da imprensa, e não diretamente pela Anvisa.

As declarações de Dimas Covas sugerem que a Anvisa poderia não ter motivo para interromper os estudos da vacina. O que teria, de fato, acontecido? De um lado, uma entidade reguladora que merece respeito (a Anvisa); de outro, uma instituição científica que também merece respeito (o Instituto Butantan).

Enquanto acontece o conflito de versões, ficamos torcendo para que a Anvisa não tenha se deixado contaminar pelo bolsonarismo. Bolsonaro tem interesses políticos explícitos em que a vacina não seja aprovada. Para Bolsonaro, a vacina não é “do Brasil e do Butantan” e sim “da China e do Dória”. O Ministério da Saúde já está totalmente contaminado. Que a Anvisa não se deixe contaminar!

TRUMP VAI FICAR SOLTEIRO

“Melania está contando cada minuto até que ele saia do cargo e ela possa se divorciar.” (Omarosa Maginault Newman, ex-assessora da Casa Branca, publicado no jornal The Independent).

Depois de perder a eleição para Joe Biden, Trump também irá perder a mulher. A informação foi dada pela ex-assessora da Casa Branca, Omarosa Maginault Newman e publicada no jornal The Independent. Segundo a publicação, haveria um acordo para que Melania só se divorciasse de Trump após ele deixar a Casa Branca, o que evitaria uma humilhação ainda maior, caso ela pedisse o divórcio logo após a derrota de Trump nas urnas.

A ex-assessora também revelou que existe um acordo pré-nupcial que proíbe Melania de dar entrevistas ou publicar qualquer livro sobre o relacionamento. Foi publicado ainda que há diversos rumores de que o casamento não ia bem há tempos e que tudo não passava de aparências.

Agora com Trump derrotado, ele está perto de perder a mulher. E ainda terá que responder a inúmeros processos por sonegação de impostos.

Será que existe alguém nesse mundo, quem sabe no Brasil, que “ame o Trump” e possa ir aos EUA para consolá-lo e, de preferência, que fique lá para sempre?

DERROTA DE TRUMP, SILÊNCIO DE BOZO

A vitória de Joe Biden, derrotando o ídolo neonazista de Bolsonaro, Donald Trump, mostrou mais uma vez o que Bolsonaro é: um covarde, omisso e sem qualquer comprometimento com a democracia. Líderes de diversas nações, inclusive aliados de Trump, já reconheceram publicamente a vitória do democrata, enviaram os parabéns e já traçam planos para o novo cenário de negociações com os EUA a partir de Biden.

Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido e aliado de Trump, já se manifestou reconhecendo a vitória de Biden. O mesmo já fez o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, que usa até uma foto de Trump em seu Twitter, e já declarou estar ansioso para trabalhar com Biden. O governo de extrema-direita da Hungria, comandado pelo primeiro-ministro Victor Orban, também já se pronunciou, desejando “saúde e sucesso a Biden”.

Emmanuel Macron, presidente da França, e Angela Merkel, chanceler da Alemanha, também já enviaram os cumprimentos a Biden pela vitória. Da Índia, o primeiro-ministro Narenda Modi também já parabenizou Joe Biden.

Na América, vários governos já manifestaram seu reconhecimento à vitória de Biden e enviaram seus cumprimentos: Canadá, Argentina, Chile, Uruguai, Costa Rica, Colômbia, Panamá e Venezuela. Até o George Bush, do próprio partido do Trump, já parabenizou Biden, reconhecendo o resultado das urnas.

Enquanto isso, Bolsonaro mantém-se em silêncio. Seria bom que Bolsonaro aprendesse, de uma vez por todas, que ele nunca representou nada para Donald Trump. Sempre foi uma insignificância. Um capacho. Um ancilar de quinta categoria. E, mantendo esse comportamento diante da eleição e do futuro governo Biden, ele confirmará a insignificância que é para o Brasil e para o mundo.