CRIVELLA E A GUERRA SEM “MOCINHOS”

fora crivellaO “Café da Comunhão”, nome sagrado da reunião secreta do Bispo-Prefeito com 250 pastores, onde ficou escancarado o protecionismo da administração de Crivella em relação aos “irmãos” da Universal,  levou a  Câmara Municipal do Rio de Janeiro a interromper o seu recesso para votar a admissibilidade de investigação de crime de responsabilidade contra Bispo-Prefeito. Haviam três pedidos protocolados na Casa: um do vereador Átila Nunes (MDB), outro do PSOL e outro do Sindicato dos Servidores Públicos do Rio de Janeiro (SISEP). Na sessão extraordinária realizada ontem, no entanto, o Bispo-Prefeito mostrou que ainda está com uma base forte e o pedido de abertura do processo de impeachment foi rejeitado por 29 votos contra 16.

Na verdade, desde quando o escândalo da tal reunião secreta estourou, houve o recrudescimento de uma guerra midiática onde, em nosso entender, não existe “mocinho”: Globo X Record. De um lado, a família Marinho e de outro o “Bispo” Macedo. A “tropa de choque” do Bispo-Prefeito conseguiu barrar o impeachment. É inegável o “estado teocrático” em que transformou-se a cidade do Rio de Janeiro e a força política falou mais alto, sabe-se lá com qual moeda de troca. Foi assim no caso da Dilma. E também foi assim no caso de Crivella. Até quando o Rio será um “feudo neopentecostal”, está nas mãos do povo. E pensar que outubro de 2016 foi logo ali! Mas o “medo” do Freixo falou mais alto. Ao analisar o resultado da votação de ontem na Câmara Municipal, chego à conclusão de que, para além da “guerra sem mocinhos” entre a Globo e a Record,  no fundo, no fundo as “reginas duartes” de 2016 e o Bispo-Prefeito se merecem…

 

 

 

ESCOLA: O MEU PARTIDO!

não ao escola sem partidoA votação do Projeto de Lei 7180/14, mais conhecido como Escola Sem Partido, que deveria ocorrer ontem na Comissão Especial da Câmara dos Deputados, foi adiada para agosto. O projeto, que impõe restrições à atividade do professor em sala de aula, é, na verdade, uma “lei da mordaça” ao magistério. Seus apoiadores, como sabemos, são todos os grupos de direita e extrema-direita, desde os seguidores de Bolsonaro, passando pelo PSDB, DEM, MBL e a bancada religiosa da Câmara (tanto evangélicos como católicos), dentre outros.

O projeto veta que determinados assuntos sejam abordados nos currículos escolares, em uma verdadeira censura aos professores e currículos. Se aprovado, temas como “violência contra a  mulher”, por exemplo, não poderiam ser discutidos nas escolas. Do mesmo modo, a questão de “gênero” em aulas de Literatura ou a história de religiões e culturas afro-brasileiras estariam vetadas. Algumas prefeituras de governos direitistas já tentaram se antecipar ao Projeto de Lei federal e implantar o famigerado projeto em seus respectivos âmbitos. Porém, em muitos casos, a Justiça vem considerando o projeto inconstitucional, por violar a liberdade de expressão e de cátedra.

O projeto é, sobremaneira,  fascista, e faz lembrar a Inquisição. Ele prevê a criação de um canal anônimo de denúncia contra o professor, proíbe os debates, interfere na elaboração de provas e outras avaliações e ainda estabelece seis obrigações para o professor, que deverão estar afixadas dentro das salas de aula.

Há um outro detalhe que, entretanto, não deve ser esquecido e que já questionamos em algumas oportunidades nesse espaço. Trata-se do escopo do projeto, ou seja, o seu alcance. Isso porque o Escola Sem Partido é um projeto que altera a LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação). Porém, ele não afetaria as escolas militares, visto que o ensino militar é regido por outra legislação. E aí vem a pergunta: se suspeita-se de doutrinação ideológica em uma escola estadual ou municipal, por exemplo, por que não suspeitar-se, também, nas escolas militares? A coisa faz lembrar a reforma da previdência, onde seus defensores dizem que é boa, mas não se aplica a todos.

Percebe-se nitidamente o objetivo do Escola Sem Partido: calar os professores, não deixar que as escolas sejam um foro de debate e crítica e inibir a atuação do docente. Trata-se de mais um tentáculo do avanço fascista que nosso país, lamentavelmente, vem vivendo. Enquanto isso, o senhor Bolsonaro é exaltado dentro de uma escola militar no Amazonas, como ocorreu no ano passado. Mas ali o projeto não chegaria… Entenderam? Afinal, Escola Sem Partido para quem?

 

O VELHO DISCURSO DO NOVO

PARTIDONOVO-810x456O Partido Novo apresentou seu candidato ao governo do Estado do Rio de Janeiro. Trata-se de Marcelo Trindade. Marcelo Trindade é aquele candidato que muitos diriam que “é o candidato do mercado”. Ele presidiu a Comissão de Valores Mobiliários e foi do Conselho da Bovespa. É aquela pessoa neófita não apenas em querer presidir algo público. Receio que ele nunca tenha entrado em uma escola ou hospital estadual. Mas é candidato a governador. Nada chega a ser surpresa em relação ao candidato de um partido que é presidido por um banqueiro, João Amoedo.

Marcelo Trindade foi entrevistado pela revista Época desta semana. Em uma das respostas, Trindade diz que é preciso “reduzir as despesas do Estado”. Ele fala ainda da necessidade de uma reforma da previdência no Estado do Rio de Janeiro. E, sobre esse aspecto, repete o velho discurso da direita como justificativa: as pessoas estão vivendo mais. Que bom que as pessoas estão vivendo mais. Nunca pensei que este avanço fosse ser considerado um estorvo para os governantes. Já dá para imaginar qual seria a reforma da previdência se Marcelo Trindade for o governador. Ele ainda diz que os servidores públicos são privilegiados em suas aposentadorias. Quais servidores públicos? Juízes? Fiscais de renda? Promotores? Ou será que ele quis dizer que os privilegiados são professores e médicos, por exemplo? Aliás, infelizmente, a revista Época não fez uma pergunta fundamental ao candidato do Partido Novo: a sua proposta de reforma da previdência abrangeria os juízes, por exemplo?

De resto, nenhuma novidade. Marcelo Trindade repete o velho discurso de “diminuir o Estado” e abrir a economia para a iniciativa privada. O velho bordão do “Estado mínimo” volta a ser repetido. Aliás, o Partido Novo é composto, essencialmente, de empreendedores que repetem o velho mantra do “Estado mínimo”. Eles são daqueles que, embora digam adorar o “privado”, certamente não tomarão empréstimos para os seus negócios no Santander, nem no Bradesco e nem no Itaú. Com certeza eles vão ao BNDES e ao Banco do Brasil. Isso porque o Estado é um estorvo. Ora, conte-me outra, cara pálida!

 

DOMINGO SEM LEI

justiça chora“Ninguém que está de férias pode contrariar um plantonista. A questão da liberdade do ex-presidente Lula ultrapassou a esfera jurídica. O único que podia despachar era o plantonista. Se a moda pega, não há mais necessidade de plantonista.” (Lenio Streck, pós-doutor em Direito e professor de Direito Constitucional).

As afirmações acima foram feitas logo após o desfecho do imbróglio jurídico envolvendo a soltura do ex-Presidente Lula, por um dos maiores juristas brasileiros. Já tinha ouvido falar em Lenio Streck. Porém, meu primeiro cuidado após as suas declarações foi verificar se ele tem (ou já teve) alguma vinculação ou militância político-partidária. Em todos os sites de busca, o nome do jurista Lenio Streck não traz nenhuma ligação do pós-doutor com qualquer partido político. Portanto, suas afirmações são de cunho exclusivamente técnico. Mas o que vimos na tarde/noite de ontem foi, o tempo todo, a Globonews e seus penduricalhos midiáticos levarem ao ar apenas juristas que pensavam de forma oposta à de Lenio Streck. Sem nenhum compromisso com o contraditório, em uma questão que divide o mundo jurídico, a Globonews apenas entrevistava “doutores” que exaltavam a manutenção de Lula na prisão. E, permitam-me, embora eu não seja do ramo jurídico, suspeito da capacidade de alguns deles.

A começar pela professora, doutora, procuradora ou seja mais lá o que for, a eminente jurista Silvana Batini, que desde ontem monopoliza o microfone da Globonews em todos os seus noticiários sobre o assunto. A doutora Silvana Batini ficou surpresa com o “ineditismo” de um juiz plantonista que fez um despacho em um domingo. Ora, doutora Silvana, a senhora queria que o plantonista fizesse o despacho na segunda-feira, quando o Judiciário voltar do recesso? Falou-se muito da vinculação do desembargador Rogério Favreto com o PT. E daí? Alexandre de Moraes sempre foi do PSDB. Sérgio Moro sempre teve ligações com o PSDB. A desembargadora Marília de Castro Neves (aquela que propagou calúnias contra a Marielle) é assumidamente uma seguidora do Bolsonaro. Do mesmo modo que o Dias Tóffoli tem ligações com o PT. O problema não é esse. E a facciosidade da grande mídia, especialmente da Globonews, chega a ser revoltante. Mas, vamos aos “ineditismos” que a doutora Silvana Batini não falou na Globonews. E, sobre os mesmos, embasamo-nos nos ensinamentos do pós-doutor Lenio Streck.

Em primeiro lugar, não discute-se o mérito. Suponhamos que a concessão  do habeas-corpus tenha sido um erro do desembargador de plantão. Ensina-nos Lenio Streck que não existe a figura da avocação no direito brasileiro. Ou seja, nenhum juiz, principalmente estando de férias, pode trazer para si a decisão de um juiz plantonista. A mesma só poderia ser revogada pela turma do TRF-4. Portanto, só o pleno do TRF-4 poderia revogar a decisão do desembargador Rogério Favreto. Segundo o eminente jurista Lenio Streck, isso foi inédito na história do judiciário brasileiro. Mas a doutora Silvana Batini não falou nesse ineditismo. Lenio Streck ainda aponta outra falha: Sérgio Moro, juiz do “baixo clero” ou de primeira instância, de férias, jamais poderia entrar na questão e, mesmo sem poder, tomou uma decisão antes do Ministério Público se pronunciar. Outro ineditismo sobre o qual a doutora Silvana Batini se calou. Quando um juiz de instância inferior desrespeitou a decisão de um desembargador? Isso também não é inédito, doutora Silvana Batini? E mais: só se fala em punição do desembargador Rogério Favreto pelo Conselho Nacional de Justiça. E do Sérgio Moro e seus aliados no Judiciário?

Por que a grande mídia, como a Globonews,  não ouviu juristas como Lenio Streck? Na verdade, os entrevistados da Globo de um modo geral e que se submetem aos seus mecanismos de manipulação são coniventes com ela. Não estamos falando da divisão política que o episódio causou. Estamos dizendo que, entre os próprios juristas, a questão é polêmica. Mas só um lado, como sempre, é ouvido. Receio que a próxima entrevistada da Globonews sobre o assunto seja a doutora Janaína Pachoal, a bolsonarista assumida e funcionária terceirizada do PSDB que tirou em último lugar no concurso para professor titular da USP. Enquanto isso, outros renomados “juristas” e “ministros” globais vão dando os seus pitacos “técnicos”, como Gerson Camarotti, Merval Pereira, Valdo Cruz e outros, vão vomitando as suas frustrações porque sabem que os candidatos deles (e não são poucos) e dos seus patrões que eles tanto bajulam, não emplacam. Não vai ter jeito. Eles vão acabar se declarando ao capitão neonazista. Até porque eles devem estar muito satisfeitos pelo fato de, há algum tempo, o Brasil estar saindo do Estado de direito e estar entrando no Estado de exceção.

 

CRIVELLA, O MEDO E A CATARATA

catarataHá quase dois anos, em outubro de 2016, os eleitores do Rio de Janeiro parece terem se colocado em um dualismo do tipo maniqueísta: Civella e Freixo estavam no segundo turno da eleição para Prefeito da cidade. Foi uma das raras oportunidades que o eleitorado carioca, outrora vanguarda política, teve, de eleger um candidato progressista, que conseguiu chegar ao segundo turno com apenas 10 segundos de programa de TV e levando todas as porradas possíveis, desde ser acusado de “defensor de bandidos”, passando por “terrorista que apoiava invasões”. Crivella, apesar de tudo, “acreditava em Deus, era contra o aborto e defendia a família”. Havia chegado a hora de “cuidar das pessoas”. A “catarata” tornou a lente crítica do eleitor carioca opaca, muito opaca. E “milhares de reginas duartes”, com medo do Freixo, votaram no Bispo da Universal.

O Bispo eleito, desde os primeiros momentos, nunca se comportou como Prefeito. Ele era um “Bispo licenciado”, mas foi, por exemplo, à África do Sul participar de um evento religioso, no qual foi apresentado como “Bispo Crivella” e não como Prefeito de uma das maiores cidades do mundo. Avesso ao carnaval, recusou-se a cumprir compromissos oficiais em nome de sua fé. Em nome de sua Igreja, ele não apenas deu as costas para o carnaval, mas também para outros eventos oficiais da cidade, como a Parada do Orgulho Gay e a festa da virada do ano em Copacabana. No último carnaval, ausentou-se inexplicavelmente da cidade. Quem acompanha o Diário Oficial da Prefeitura vê que suas nomeações não seguem critério técnico nem político e sim religioso. Pastores e bispos são nomeados a rodo para cargos de confiança. Até o próprio filho, um também “irmão fiel da Universal”, ele tentou emplacar como Secretário. O Palácio da Cidade entrou sim em um processo de “teocratização”.

Crivella é, sob todos os aspectos, um dos maiores desastres que o Rio de Janeiro conheceu. Nos últimos dias, a “catarata” e a tal da “dona Márcia” foram assuntos que explodiram como um escândalo, graças a mais uma revelação bombástica da emissora dos Marinhos. Mas a verdadeira catarata da qual o povo carioca tem que se livrar é a “catarata da consciência” e, para curar-se desta, não é necessário chamar a “dona Márcia”. Quando o carioca se livrar de certas “fobias” que parecem terem recrudescido, a ponto de lembrar os mais frenéticos tempos da TFP, aí o Rio de Janeiro talvez possa voltar a ser uma cidade de vanguarda e cosmopolita, deixando de ser um feudo neopentecostal. E não se iludam com a Globo. A briga com a Record do Edir Macedo é antiga. Coisa do tipo: “Quem manipula mais?”  Enquanto a Globo suplicava a Deus para “salvar o Rei”, a Record já anunciava o “Apocalipse”. Pobre cidade do Rio de Janeiro! Que todos os Deuses se compadeçam de seus eleitores!

VIVA O “LE SOIR”!

le soir“Le Soir” é  o jornal mais popular da Bélgica e circula desde 1887. Escrito em francês, o jornal é classificado como progressista e independente. E ontem, em sua edição on line, logo após a vitória da Bélgica por 2 a 1 sobre o Brasil, ao publicar a matéria sobre o jogo, o “Le Soir” disse que o Presidente do Brasil chama-se Juan Carlos Varela. Na matéria sobre o jogo, o jornal belga publicou uma ficha comparativa sobre os dois países. Ocorre que Juan Carlos Varela é o Presidente do Panamá e não do Brasil. E é bom lembrar que Varela tornou-se Presidente do Panamá pelo voto popular e não por um golpe parlamentar-midiático-empresarial.

“Erros acontecem”, poderão dizer alguns. Mas é bom lembrar que, quando o golpista Temer visitou a Rússia no ano passado, foi ignorado por quase todos os chefes de Estado. E ontem, foi ignorado pelo “Le Soir”. A superfície, população e densidade demográfica do Brasil estão corretíssimas. Mas eles também erraram a capital do Brasil, publicando que era a cidade do Panamá. Mas isso talvez se explique pelo fato de o jornal só reconhecer Presidentes legítimos, ocupando legitimamente a capital do país. Daí, Brasília estar de fora. Eles não nos esculacharam, como disseram alguns. Para eles, Temer não é o Presidente do Brasil. E nem para nós. Viva o “Le Soir”! 

CRIVELLA E O CLIENTELISMO TEOCRÁTICO

Bispos Record e Universal (1)

“Só o povo evangélico pode mudar esse país. Os políticos sabem que só nós podemos dar jeito nesse país… Vamos aproveitar esse tempo na prefeitura para arrumar nossas igrejas.” (Marcelo Crivella Bispo-Prefeito do Rio de Janeiro).

Para quem tinha alguma dúvida ou ainda resistia para acreditar, agora a coisa está escancarada. O pastor Crivella, no exercício da Prefeitura do Rio, está executando um projeto de Estado teocrático à frente da Prefeitura. Este projeto consiste em nomear membros da Igreja Universal para cargos de confiança e usar o espaço público para eventos religiosos dos neo-pentecostais. Isso, sem falar no favorecimento explícito das pessoas de sua Igreja em relação aos serviços públicos, excluindo os “infiéis” (católicos, espíritas, ateus, dentre outros).

Na última quarta-feira, dia 4, no Palácio da Cidade, que é a sede da Prefeitura carioca, o Bispo-Prefeito reuniu 250 pastores da Universal, em um evento secreto denominado “Café da Comunhão”. Os “irmãos” da Universal foram convocados para atuarem como “olhos e ouvidos do Rei”, na missão de “vigiar a corrupção”.

O projeto da Igreja Universal sempre foi claro: fazer do Brasil um Estado teocrático e, nesse sentido, qualquer espaço público ou qualquer fatia de poder, seja no Executivo ou Legislativo, devem ser ocupados com esse fim. E há, claramente, uma segregação em relação aos “infiéis”, no mais puro estilo xiita. Quando sabemos, por exemplo, do sucateamento e falência dos serviços de saúde na nossa cidade, chega a causar revolta os benefícios que os seus “irmãos” evangélicos podem conseguir, desde que procurem as “pessoas certas” na Prefeitura. Para uma cirurgia de catarata, por exemplo, a senha para o “irmão” evangélico é procurar uma tal de “Márcia”. Ela, naturalmente deve ter o poder de fazer milagres, pois qualquer “mortal infiel” não conseguiria com tanta facilidade e agilidade uma cirurgia de catarata no serviço público. Teoricamente, todos teriam direito, mas o “irmão” evangélico é especial.

Mas a coisa não para por aí. Até isenção de IPTU para os “irmãos” foi aventada. Tudo, sempre lembrando, “só para irmãos” e desde que se procure a pessoa certa. Parece que o dízimo passará a ser garantido com renúncias fiscais da Prefeitura em prol dos “irmãos”.

A patuscada do Prefeito-pastor foi muito além de favorecimentos clientelistas para os seus “irmãos”. Lá estava presente o pastor Rubens Teixeira, um dos candidatos apoiados pela Universal a deputado federal. O pastor Rubens Teixeira, é bom lembrar, substituiu Fernando Mac Dowell na Secretaria Municipal de Transportes. O pastor também virou réu na Justiça Federal por peculato e fraude em licitações.

Enquanto isso, a maioria da população que se exploda. Hospitais falidos, aposentados taxados, pagamento dos servidores atrasados, transportes públicos nas mãos dos mafiosos com quem o Bispo-Prefeito fez acordo, cultura agredida. Como Crivella bem disse no seu slogan: “Chegou a hora de cuidar das pessoas!” Ele só esqueceu de acrescentar: “das nossas pessoas!”