FELIZ 2021!

Para encerrar o ano de 2020 (será que um dia ele acaba?) estamos republicando o “Poema de Ano Novo”, que escrevemos em 2017. Apesar de escrito em 2017, é válido para qualquer época. Feliz 2021!

POEMA DE ANO NOVO

Tempo mágico de uma translação
Que finda em meio a nuvens carregadas
Abrindo-me o futuro de antemão
Na espera de não ter portas fechadas!

Qual universo em marcha permanente
A nos trazer o novo a cada dia
Na chama que aproxima o que é presente
De um futuro coberto de magia.

Bem vindo seja um ano que começa
E o que se vai, parece tão depressa…
Que logo um novo ciclo se inicia

A nos jogar na vida em desafios
E a não temer os muros mais sombrios
Na busca permanente da alegria!

RETROSPECTIVA 2020: AS FALAS LAMENTÁVEIS DE BOLSONARO

Ataques à democracia, ameaça a jornalistas, apologia à violência, preconceitos, xenofobia, misoginia, homofobia, escárnio com a morte, negação da vacina, dentre outras posturas deprimentes foram o teor das falas públicas de Bolsonaro ao longo do ano de 2020, marcadas por baixarias e falta de compostura. Abaixo, algumas pérolas vomitadas pelo fascista em 2020:

“Os livros didáticos têm muita coisa escrita.” (Em 3 de janeiro de 2020).

“Para quem gosta do que urubu come, é um bom filme.” (Em 14 de janeiro de 2020 cheio de ódio, recalque e rancor, sobre o documentário “Democracia em Vertigem”, indicado para o Oscar).

“Cada vez mais o índio é um ser humano igual a nós.” (Em 24 de janeiro de 2020).

“Aquela japonesa morreria de fome se tentasse ser jornalista no Japão.” (Em ataque xenófobo contra a jornalista Thays Oyama, em 25 de janeiro de 2020).

“Uma pessoa com HIV é uma despesa para todos aqui no Brasil.” (Em 5 de fevereiro de 2020).

“Eu sou imbroxável.” (Atacando jornalistas, em 6 de fevereiro de 2020).

“O povo japonês é uma raça superior e nós somos inferiores.” (Em 7 de fevereiro de 2020).

“Vou dar uma banana para vocês.” (Atacando jornalistas, em 8 de fevereiro de 2020).

“Quem é Greenpeace? Quem é essa porcaria chamada Greenpeace? Isso é um lixo.” (Atacando a ONG ambientalista Greenpeace, em 13 de fevereiro de 2020).

“Quem age dessa maneira merece outra banana, hein!” (Atacando jornalistas e fazendo o gesto de uma banana com o braço, em 15 de fevereiro de 2020).

“Ela queria dar o furo.” (Ofendendo, com insinuação sexual, a jornalista Patrícia Campos Mello, da Folha de São Paulo, seguindo-se risadas de seus seguidores, em 18 de fevereiro de 2020).

“Depois da facada, não vai ser uma gripezinha que vai me derrubar. ” (Desdenhando o coronavírus em plena pandemia, em 20 de março de 2020).

“Quarenta dias depois parece que está começando a ir embora essa questão do vírus”. (Em 12 de abril, minimizando a pandemia).

“Eu sou a Constituição.” (Em 20 de abril de 2020, incorporando o espírito de Luís XIV).

“Não sou coveiro, tá?” (Em 20 de abril de 2020, zombando das mortes, quando o Brasil contabilizava 2575 óbito pela Covid-19).

“E daí? Lamento. Quer que eu faça o quê?” (Em 28 de abril de 2020, quando o país contabilizava 5017 mortes pela Covid-19)

“Toma quem quiser, quem não quiser, não toma. Quem é de direita toma cloroquina. Quem é de esquerda toma tubaína”. (Defendendo e recomendando o uso da cloroquina, em 19 de maio de 2020).

Meu serviço de informação particular funciona melhor do que este que eu tenho oficialmente.” (Em 22 de maio de 2020, na fatídica reunião ministerial, confessando ter um serviço particular de informações).

“Esse bosta desse governador de São Paulo e esse estrume do Rio de Janeiro”. (Em 22 de abril de 2020, na reunião ministerial, atacando os desafetos João Doria e Wilson Witzel).

“Minha vontade é encher tua boca na porrada”. (Em 23 de agosto de 2020, ameaçando um jornalista que o perguntou sobre os 89 mil que o miliciano Queiroz depositou na conta da Michelle).

“Índio que queima a Amazônia, floresta é úmida e não pega fogo.” (Em 22 de setembro de 2020, no discurso de abertura a Assembleia Geral da ONU).

“Quando acabar a saliva, tem que ter pólvora”. (Em 10 de novembro de 2020, no melhor estilo “o Rato que Ruge”, ameaçando Biden, presidente eleito dos EUA de uma guerra).

“O Brasil tem que deixar de ser um país de maricas”. (Em 10 de novembro de 2020, minimizando a pandemia do coronavírus).

“Se você tomar a vacina e virar jacaré, não tenho nada a ver com isso.” (Em 17 de dezembro de 2020, na sua campanha contra a vacina).

“Traz o raio-X prá gente ver o calo ósseo”. (Em 29 de dezembro de 2020, zombando das torturas sofridas pela ex-Presidente Dilma durante a ditadura).

VÍDEO: BOLSONARO RI E DEBOCHA DA TORTURA SOFRIDA POR DILMA

“Pense em um homem que no meio de uma onda de feminicídos debocha de uma mulher presa e torturada. Esse sujeito existe e, pior, preside o Brasil”. (Felipe Santa Cruz, presidente da OAB, sobre o deboche de Bolsonaro em relação às torturas sofridas pela ex-Presidente Dilma na época da ditadura militar).

Em 2016, quando o então deputado Jair Bolsonaro exaltou o torturador e assassino Carlos Alberto Brilhante Ustra, no plenário do Congresso Nacional, no momento em que votava o impeachment da então Presidente Dilma, ele deveria ter saído de lá preso. Ao exaltar o torturador, Bolsonaro sabia que ele havia sido um dos algozes de Dilma, tanto que acrescentou sobre o torturador que exaltava: “o terror de Dilma Rousseff”.

Agora o “cristão” Bolsonaro mais uma vez mostra quem é e, em tom de deboche, duvida das torturas sofridas por Dilma. Ele ri. Ele se diverte. Ele pede para Dilma apresentar o “raio X”. Ele sente um prazer doentio em defender tortura e torturadores e achincalhar suas vítimas. Bolsonaro é um lixo sub-humano, um ser abjeto, repugnante, desprezível, sem alma, canalha, podre, e que deveria ser banido do convívio social.

No vídeo, percebemos que os interlocutores de Bolsonaram gargalham com sua debochada e deprimente fala. O Brasil está doente. Bolsonaro é o câncer, e seus seguidores, a metástase. Assistam ao vídeo e depois tentem desembrulhar o estômago:

CATANHÊDE, MORO E O PINO DA GRANADA

Eliane Catanhêde, jornalista tucana, global, morista e lavajatista está desesperada com a decisão do ministro do STF, Ricardo Lewandowiski, que deu um prazo de 10 dias para que a Justiça compartilhe com os advogados de Lula os conteúdos hackeados da Lava Jato. Hoje, em artigo publicado no Estadão e intitulado “O Pino da Granada”, Eliane Catanhêde exibiu seu desespero. Nas palavras da jornalista tucana, “o STF abriu o pino da granada e Moro poderá ser suspeito e Lula candidato”. Parece até que a jornalista pró-Moro descobriu a pólvora ao dizer que Moro “poderá ser suspeito”. Ou seria a granada?

Evidentemente o compartilhamento dos conteúdos hackeados irá exibir o subterrâneo imundo que Moro comandou como juiz da Lava Jato e provará inequivocamente a parcialidade do ex-juiz contra Lula. Claro que, com isso, a defesa de Lula teria todos os elementos para, mais uma vez, provar junto ao STF a parcialidade de Moro. Assim, com o STF declarando Moro suspeito e parcial, a sentença contra Lula seria anulada e ele se tornaria elegível. “Se o STF declara a suspeição de Moro, tudo volta à primeira instância, à estaca zero. E Lula se torna elegível em 2022”, escreveu a jornalista, mais uma vez “descobrindo a pólvora”. Ou seria a granada?

É evidente que a parcialidade de Moro, que já está mais do que comprovada mas ainda falta ser julgada pelo STF, mudará o quadro eleitoral de 2022. Com Lula sendo candidato, teriam que dar outro golpe. Eliane Catanhêde, aliás, já apoiou o golpe de 2016. Agora, ela está preocupada com o pino da granada que poderá explodir Moro definitivamente. Como juiz ele já foi explodido, com as evidências de sua parcialidade. Como ministro bolsonarista ele foi cuspido pelo próprio governo fascista que ajudou decisivamente a levar ao poder. Agora, está em vias de ser detonado como candidato, com o julgamento de sua suspeição. E Catanhêde sabe disso. Pois então, que se abra o pino da granada!

NA “JUSTIÇA” DE FUX, SOBROU PARA O SUBALTERNO

A tentativa frustrada do STF “furar a fila” da vacinação que ainda nem começou repercutiu muito mal. Na entrevista dada à TV Justiça o presidente da Corte, Luiz Fux, defendeu claramente a tentativa de privilegiar magistrados e funcionários do STF. Disse Fux na ocasião:

“O que nós fizemos foi entrar, de forma delicada, ética, com um pedido dentro das possibilidades, quando todas as prioridades forem cumpridas, que os tribunais superiores tenham meios para trabalhar e, para isso, precisa vacinar”.

Portanto, como presidente da Corte, Luiz Fux não apenas tinha conhecimento da imoral tentativa de “furar a fila” da vacina, como ainda afirmou que o pedido era “delicado” e “ético”. No entanto, depois da negativa da Fiocruz e da péssima repercussão do pleito, Fux resolver fazer “a sua justiça”: ele exonerou o médio Marco Polo Dias Freitas, alegando que o pedido de “furar a fila” havia sido feito sem o seu conhecimento. Restava então encontrar um culpado e sobrou para o subalterno, que perdeu o cargo de secretário de serviços integrados do STF. Mas na entrevista que concedeu à TV Justiça, Fux em nenhum momento condenou a atitude e ainda a defendeu. O médico exonerado desbafou e disse:

“Nesses 11 anos no STF, nunca realizei nenhum ato administrativo sem a ciência e a anuência dos meus superiores hierárquicos. Continuarei, como médico, de corpo e alma, na luta diária pela saúde e bem-estar das pessoas”.

E hoje chegou até nós outra notícia: a de que o STF fez o mesmo pedido ao Instituto Butantan. Será que o Fux também não sabia do pedido feito ao Butantan? Quem será o próximo exonerado?

Depois desse lamentável episódio, se Fux representar a visão de Justiça da Suprema Corte, sempre irá sobrar para os subalternos. Mas, enquanto isso, que suas excelências e seus assessores entrem na fila da vacina…

BOLSONARO AGRIDE A VERDADE E A LÍNGUA PORTUGUESA

Mais uma vez Jair Bolsonaro foi às redes sociais para propagar uma mentira deslavada. E, como de costume, os chineses são o alvo predileto. Dessa vez Bolsonaro afirmou no Twitter que os chineses querem dominar a pesca no litoral brasileiro. Mas a mensagem está um pouco confusa porque Bolsonaro, tal como seu ex-ministro destruidor da Educação, Abraham Weintraub, não conhece as regras gramaticais e tem dificuldade de escrever na língua pátria. Na pequena e mentirosa frase postada, Bolsonaro teve a “capacidade” de cometer três erros gramaticais grosseiros. Escreveu o sujeito:

“Chineses fazem proposta de pólo pesqueira para tomar conta de todo a pesca no litoral brasileiro”.

A informação, por si só, é mais uma mentira deslavada. Porém, além da mentira, seria bom esclarecer aos seguidores de Bolsonaro: “polo” é grafado sem acento; no lugar de “pesqueira”, o indivíduo deveria escrever “pesqueiro”, concordando com “polo”; e ao invés de “todo a pesca”, Bolsonaro deveria escrever “toda a pesca”.

Não sei se Weintraub já leu a postagem de Bolsonaro. Mas com certeza o ex-ministro destruidor da Educação faria o seguinte comentário: “é imprecionante!”.

BRASIL SEM VACINA E BOZO “NÃO DÁ BOLA”

“Ninguém me pressiona pra nada, eu não dou bola pra isso. É razão, razoabilidade, responsabilidade com o povo, você não pode aplicar qualquer coisa no povo”. (Jair Bolsonaro, sobre o atraso do Brasil na vacinação, em 26 de dezembro de 2020).

Mais uma vez Jair Bolsonaro exalou o seu ar de desprezo pela vacina e pelas quase 200 mil vidas já ceifadas pela pandemia no Brasil. Enquanto em outros países a vacinação já teve início, o Brasil ainda está muito atrás. E hoje, ao ser questionado sobre o atraso do Brasil na vacinação, Bolsonaro disse que “não dá bola para isso”. O que não chega a ser novidade, em se tratando de alguém que já falou em “gripezinha”, “resfriadozinho”, que “não é coveiro” e que, finalmente, admite “não dar bola”.

Além de Inglaterra e Estados Unidos, países da América Latina como México, Costa Rica e Chile também largaram na frente do Brasil e já iniciaram a vacinação. Na vizinha Argentina, o início da vacinação está previsto para a próxima semana. Enquanto isso, no Brasil fala-se que “talvez em fevereiro”. Hoje Bolsonaro disse que “ninguém me pressiona para nada” (nem o Centrão?), referindo-se ao atraso criminoso da vacinação no país. Isso, no momento em que o Brasil está próximo de chegar a 200 mil mortos. Mas Bolsonaro “não dá bola”. Ele minimiza a tragédia. Ele sabota a vacina. Ele despreza vidas. Não foi por acaso que, certa vez, ele declarou em uma entrevista que “sua especialidade é matar”. Bem coerente.

NA VÉSPERA DO NATAL, BOZO E JEFFERSON UNIDOS PELA VIOLÊNCIA

Na véspera do Natal, a data em que é comemorado o nascimento de Jesus Cristo, os “cristãos” Jair Bolsonaro e seu aliado Roberto Jefferson sugeriram ao povo pegar em armas contra seus desafetos. Bolsonaro, em mais um acesso de fúria, em sua live de “Natal” não apenas atacou João Doria, como ainda sugeriu, em seu inconfundível estilo miliciano, que o “cidadão de bem, o povo armado, acabe com a brincadeirinha de ficar todo mundo em casa que eu vou passear em Miami”, numa alusão direta a Doria, que embarcou para Miami, onde passaria o Natal, mas acabou retornando.

Já o aliado de Bolsonaro, Roberto Jefferson, sugeriu que os ministros do Supremo Tribunal Federal sejam colocados para fora da Corte “na bala, no chute na bunda”. Em entrevista ao blogueiro bolsonarista Rodrigo Constantino, o bolsonarista Roberto Jefferson mandou sua “mensagem de Natal” para o STF:

“Temos que entrar lá e colocar para fora na bala, no pescoção, no chute na bunda, aqueles 11 malandros que se fantasiaram de ministros do Supremo Tribunal Federal”.

Bolsonaro e seu aliado Roberto Jefferson são exemplos de “bons cristãos”. Na véspera do Natal suas mensagens são verdadeiros convites à violência: povo armado, bala, chute na bunda e pescoção. Tudo em “defesa de Deus”. Então é Natal…

ESTELIONATO ELEITORAL TUCANO EM SÃO PAULO

Passadas as eleições municipais onde, em São Paulo, o candidato tucano Bruno Covas, apoiado pelo governador tucano João Doria foi reeleito, agora ambos mostram suas faces anti-povo. Na Câmara Municipal paulistana, foi aprovado um aumento médio de 46% para o salário do próprio prefeito e dos secretários municipais. Isso, em plena pandemia, quando milhares de trabalhadores tiveram seus rendimentos reduzidos e outros milhares ficaram desempregados.

Mas depois das eleições, Doria e Covas também se uniram para cortar a gratuidade nos transportes públicos para idosos com mais de 60 e menos de 65 anos. Na prefeitura, Covas revogou uma lei de 2013 que garantia a gratuidade para pessoas dessa faixa etária nas linhas urbanas de ônibus. Já no âmbito estadual, João Doria suspendeu a gratuidade no metrô, trens e ônibus intermunicipais para esse grupo. A suspensão dessas gratuidades em plena pandemia atinge exatamente uma parcela extremamente vulnerável da população e mostra que Doria e Covas, como “bons tucanos”, não estão nem aí para aqueles mais necessitados.

Foi um verdadeiro estelionato eleitoral, que garantiu um lauto aumento para o prefeito e seus secretários e prejudicou a camada mais vulnerável da população. Medidas radicalmente contra o povo. E o “radical” era o Boulos…

VÍDEO: FUX QUER QUE STF “FURE FILA” DA VACINA

A exemplo do que aconteceu no início do mês, quando os procuradores de São Paulo pretendiam “furar a fila” da vacinação contra a Covid-19, ao solicitarem a prioridade para eles, agora foi a vez do STF solicitar à Fiocruz uma reserva de vacinas para ministros e servidores da Suprema Corte. Ao todo, o pedido do STF encaminhado à Fiocruz atingiria um total de 7 mil pessoas, entre juízes e servidores. A Fiocruz, no entanto, rejeitou o pedido de prioridade reivindicado pelo STF, pedido que significaria, na prática, “furar a fila” da vacina.

Em sua resposta ao STF, a Fiocruz informou que “a produção dessas vacinas será, portanto, integralmente destinada ao Ministério da Saúde, não cabendo à Fundação atender a qualquer demanda específica por vacinas”.

A pergunta que fica é: por que os juízes e servidores do STF, assim como os procuradores de São Paulo, se julgam no direito de ter prioridade na imunização? Seria por que eles estão em contato com o público? Mas, e os entregadores de aplicativos? E os trabalhadores em transportes públicos?

Parece que, antes mesmo de a vacinação ser iniciada, já há um clima de “salve-se quem puder” ou de “para farinha pouca, meu pirão primeiro” por parte daqueles que deveriam dar o exemplo.

Luiz Fux, o presidente do STF, disse em entrevista à TV Justiça, que “o que nós fizemos foi entrar, de forma delicada, ética, com um pedido dentro das possibilidades, quando todas as prioridades forem cumpridas, que os tribunais superiores tenham meios para trabalhar e, para isso, precisa vacinar”. Furar fila de forma “delicada e ética”? Conta outra Fux! Assistam ao vídeo: