ASSASSINOS DO CARREFOUR TÊM PRISÃO DECRETADA

“Existe pele alva e pele alvo.” (Leandro Roque de Oliveira, o Emicida, cantor e compositor).

A prisão preventiva dos assassinos que mataram João Alberto Silveira Freitas acaba de ser decretada pelo juiz Cristiano Vihalba Flores, do foro de Porto Alegre. Os assassinos, “seguranças” do supermercado Carrefour em Porto Alegre, são Magno Braz Borges e Giovane Gaspar da Silva. Eles espancaram até a morte a vítima, um homem negro desarmado, em uma das barbáries racistas mais covardes já vistas em nosso país. E o assassinato aconteceu exatamente na véspera do Dia da Consciência Negra. Em sua decisão, o juiz enfatizou a brutalidade cometida no assassinato de João Alberto.

A vítima, segundo testemunhas, teria se desentendido com uma funcionária do supermercado. Os seguranças, ou melhor, assassinos, acabaram seguindo e espancando João Alberto até a morte. Foi uma execução, um homicídio covarde, bárbaro e doloso. E, lamentavelmente, com a marca do racismo.

Agora, os assassinos acabam de ter a prisão preventiva decretada. Que a justiça seja feita e que esses criminosos, assassinos e racistas, sejam punidos na forma da lei.

VÍDEO: CRIVELLA FAZ ACUSAÇÃO CRIMINOSA!

Imagem acima: Crivella e seu comparsa, o deputado federal Otoni de Paula, acusaram o PSOL de praticar pedofilia nas escolas.

“O PSOL está com o Eduardo Paes. O PSOL vai tomar conta da Secretaria de Educação. Você imagina pedofilia nas escolas…” (Crivella, acusando criminosamente o PSOL, em 19 de novembro de 2020).

A podridão de Crivella chegou ao nível mais imundo e subterrâneo que se possa imaginar. Desesperado com a derrota implacável que sofrerá no próximo dia 29 Crivella, no melhor estilo bolsonarista, fez uma acusação absurda e criminosa. Em um vídeo, na companhia de seu comparsa, o deputado federal Otoni de Paula, do PSC, Crivella afirmou que “O PSOL está com o Eduardo Paes. O PSOL vai tomar conta da Secretaria de Educação. Você imagina pedofilia nas escolas…” . No vídeo o comparsa de Crivella, Otoni de Paula, confirma a absurda e criminosa acusação.

O PSOL já informou que irá processar os dois criminosos caluniadores. Crivella provou que é um ser abjeto, imundo, repugnante, fascista e criminoso. Assistam ao vídeo com a absurda acusação de Crivella junto com seu comparsa:

VÍDEO: CRIVELLA CHAMA DORIA DE “VIADO” E “VAGABUNDO”

“Sabe de quem é essa OS de São Paulo? É do Doria. Viado! Vagabundo!”. (Crivella, prefeito do Rio, em reunião com apoiadores, em 18 de novembro de 2020).

O que era para ser uma simples e reservada reunião com apoiadores, mais parecia um culto da Universal, daqueles em que o pastor, ensandecido, realiza sessões de exorcismo ou curandeirismo.

Bem diferente daquela fala mansa e pausada com que aparece em suas propagandas Crivella, aos berros, diz impropérios e ainda aproveita para chamar o governador de São Paulo, João Doria, de “viado” e “vagabundo”. Um ocaso digno de quem deixou uma cidade em ruínas e será defenestrado impiedosamente nas urnas dia 29. A tal “reunião” foi nesta quarta-feira, 18 de novembro, e o vídeo vazou. Assistam:

VAMOS VETAR O CRIVELLA!

Acabou o primeiro turno das eleições municipais e, dessa vez, o Rio de Janeiro tem dois candidatos de direita no segundo turno. Eleição em dois turnos é isso, e já deveríamos estar acostumados com a possibilidade dessa situação, após mais de 30 anos da Constituição Cidadã de 1988.

Há uma máxima que diz que eleição em dois turnos é, no primeiro turno “voto” e, no segundo turno, “veto”. O veto acontece quando o candidato de nossa preferência não está no segundo turno. Muitas vezes o “veto” já acontece no primeiro turno, quando praticamos o “voto útil”. Então, nossa manifestação na urna seria a de vetar aquele que consideramos o pior. Para quem não está no segundo turno, na maioria das vezes é muito difícil. Principalmente para quem vota na esquerda ter que escolher entre dois candidatos de direita. E esse é o caso do Rio de Janeiro. Conheço pessoas que sempre votaram na direita e não gostam do Crivella, embora não tenham votado em Eduardo Paes. Para esses, votar no Paes não será problema. Não haverá drama de consciência. Não haverá mácula em sua “biografia eleitoral” por votar em um candidato do DEM. “Tudo na mais perfeita ordem, tudo na mais santa paz”.

Mas, e os eleitores da esquerda? Dizer que Paes e Crivella “é tudo a mesma coisa”, “é o mesmo do mesmo”, seria como dizer que perder de 10 a 0 é o mesmo que perder de 5 a 0. Não é. O saldo de gols negativo trará estragos irreparáveis ao fim do “campeonato”.

Não é preciso buscar eufemismos. Desde ontem o PSOL trava uma discussão que consideramos uma filigrana semântica. Enquanto alguns falam em “apoio crítico a Paes” outros defendem “nenhum voto em Crivella”. E, no final, os dois lados estarão digitando o 25. E entendemos que é o que deve ser feito.

Ninguém fez tão mal à Cidade do Rio de Janeiro como o bispo Crivella. Um governo fascista, reacionário, fundamentalista, que destruiu a saúde, a educação, os transportes, que não respeitou os valores essenciais de nossa cidade, que agrediu a cultura, que censurou a Bienal do Livro, que atacou os servidores públicos, que declarou com todas as letras que governaria para sua igreja (e assim o fez), que trocou técnicos por pastores, que instalou uma “teocracia municipal” e que até ressuscitou, em sua propaganda eleitoral, o famigerado “kit gay”. E, para dar uma identidade à sua campanha, ainda traz a marca “Bolsonaro”.

O PSOL apoiará Eduardo Paes, seja qual for o slogan. O PT também deverá apoiar, como está sendo noticiado hoje. É o que nos resta dessa festa. Somados, os votos de Martha Rocha e Benedita já teriam vetado o Crivella já no primeiro turno. Mas isso não aconteceu.

Concordo com a recém-eleita vereadora pelo PSOL, Mônica Benício, que afirmou: “Não tenho nenhuma vontade ou desejo de ver Paes prefeito de novo. Agora, o Crivella se superou numa gestão negligente e incapaz de fazer qualquer coisa positiva para a cidade. Eu não quero o Rio na mão do menos ruim.”

Nós também não queríamos o Rio nas mãos do menos ruim, mas é o que nos restou. Até o dia 29, muitos irão procurar eufemismos, justificativas, recursos semânticos ou seja lá o que for para simplesmente dizer que apertarão o 25 na urna. Não é necessário. Sei que apertar o 25 terá um custo alto, mas avaliando os riscos e transpondo para a política o utilitarismo, votar no bispo fundamentalista teria um custo muito maior. Entendo e respeito quem não vá “vetar” Paes ou Crivella. Mas entendo que vetar o Crivella é o primeiro passo para tirar nossa cidade do túnel obscurantista. O segundo, é fazer oposição ao Paes.

DELÍRIO PÓS-ELEITORAL DO BOZO

“A esquerda sofreu derrota histórica e onda conservadora chegou para ficar.” (Jair Bolsonaro, avaliando os resultados das eleições municipais de 2020).

Mais uma vez desafiando a realidade, negando os fatos e conspirando ao melhor “estilo Trump”, Bolsonaro foi às redes sociais para decretar a derrota da esquerda nas eleições municipais. Com sua popularidade em queda e a avaliação de seu “governo” ladeira abaixo, Bolsonaro preferiu delirar após as eleições. Vejamos então a “derrota histórica da esquerda” anunciada por Bolsonaro:

Em São Paulo Guilherme Boulos, do PSOL, derrotou o candidato Russomano, apoiado por Bolsonaro, e foi ao segundo turno. Na maior cidade do país o vereador mais votado é do PT: Eduardo Suplicy, com 167.552 votos.

No Rio de Janeiro o PSOL elegeu a maior bancada na Câmara Municipal, com 7 vereadores. De quebra, o vereador mais votado foi Tarcísio Motta, também do PSOL, com 86.426 votos.

O PSOL também disputará o segundo turno em Belém, sendo o candidato do partido, Edmilson Rodrigues, o mais votado no primeiro turno.

O PT está no segundo turno em Vitória e em Recife. O PT disputará o segundo turno em 15 das maiores cidades do país.

Em Porto Alegre o PCdoB, com Manuela D’Ávila, está no segundo turno.

Se somarmos todos os partidos aos quais podemos rotular de “esquerda” ou “centro-esquerda” (PSOL, PT, PCdoB, PSB, PDT e Rede), das 57 cidades onde haverá segundo turno, esses partidos estarão disputando a prefeitura em 37 delas. Só para comparar, em 2016, esses partidos estiveram no segundo turno em apenas 5 das 55 cidades em que a eleição não foi definida no primeiro turno.

Poderíamos dar outros exemplos. São 5700 municípios. A esquerda teve vitórias em vários outros. Assim, o delírio de afirmar que a esquerda sofreu “derrota histórica” chaga a ser risível. Hoje os comentários em diversas mídias destacam a surpresa que o PSOL representou nessas eleições municipais, com o avanço do partido já sendo considerado como o avanço da “esquerda jovem” no Brasil.

Certamente o delírio pós-eleitoral de Bolsonaro em 2020 já é o início de seu delírio pré-eleitoral de 2022.

BOLSONARISMO DERROTADO NAS URNAS

Nas eleições de ontem não estavam em jogo apenas os cargos de prefeitos e de vereadores. As eleições municipais sempre acontecem dois anos após as eleições presidenciais. E evidentemente as eleições municipais servem como um “prestigiômetro” do Presidente da República. E, em se tratando de Bolsonaro, ele sai dessas eleições municipais como o maior derrotado. Vejamos:

Em São Paulo, seu candidato declarado a prefeito, Celso Russomanno, foi impiedosamente surrado nas urnas, não apenas ficando fora do segundo turno, mas ainda amargando um quarto lugar, com pouco mais de 10% dos votos. e ainda viu Guilherme Boulos ir para o segundo turno.

No Rio de Janeiro, seu candidato declarado a prefeito, Marcelo Crivella, o atual prefeito, ficou em segundo lugar, bem atrás do primeiro colocado, Eduardo Paes. A diferença foi de quase 17 pontos percentuais e parece que o apoio do Bozo só vai conseguir, no máximo, adiar a derrota de seu pupilo fundamentalista. Além disso seu filho, Carlos Bolsonaro, apesar de eleito (o que já era esperado), teve 71 mil votos (em 2016 ele foi o mais votado, com 106.657 votos). Carluxo foi suplantado pelo professor Tarcísio Motta, do PSOL, o mais votado esse ano, com 86.426 votos. E não foi só: sua ex-mulher Rogéria Bolsonaro, que teve todo o seu apoio, além de não ter sido eleita, teve pouco mais de 2 mil votos.

Mas o fracasso bolsonarista não foi registrado apenas nas duas maiores cidades do país. Abaixo, listamos outros candidatos apoiados por Bolsonaro que foram derrotados nas urnas:

Em Recife, a delegada Patrícia ficou em quarto lugar.

Em Manaus, o coronel Menezes ficou em quarto lugar.

Em Belo Horizonte Bruno Engler ficou em segundo lugar, mas já perdeu a eleição porque Alexandre Kalil venceu no primeiro turno.

E não poderíamos deixar de mencionar Wal Bolsonaro, a “Wal do Açaí”, aquela funcionária fantasma dos Bolsonaros. Candidata a vereadora por Angra dos Reis, Bolsonaro não apenas deu o apoio como emprestou seu nome à sua ex-funcionária fantasma. E parece que ela virou uma candidata fantasma. Até ontem à noite Wal Bolsonaro estava em 100º lugar, com 37 votos. Parece que a onda fascista-bolsonarista de 2018 virou mesmo marola. Aguardemos por 2022!

NÃO AOS CANDIDATOS DO BOLSONARO!

Hoje é dia de defenestrar os candidatos bolsonaristas. Bolsonaro, que teve a sua rejeição aumentada no Rio e em São Paulo, divulgou nas redes sociais os seus candidatos a prefeito nas eleições de hoje. Não votar nos candidatos de Bolsonaro significa dizer um NÃO AO FASCISMO, um NÃO AO FUNDAMENTALISMO, um NÃO ÀS MILICIAS. Não votar nos candidatos bolsonaristas é reafirmar o compromisso com a democracia.

Os candidatos assumidos por Bolsonaro, e que devem ser rejeitados por todo eleitor que preze a democracia, são:

Manaus, coronel Afredo Menezes (Patriota); Santos (SP), Ivan Sartori (PSD); Recife, delegada Patrícia (Podemos); Belo Horizonte, Bruno Engler (PRTB); Fortaleza, capitão Wagner (Pros); São Paulo, Celso Russomanno (Republicanos); Rio, Marcelo Crivella (Republicanos).

Vamos dizer não ao fascismo, não votando nos candidatos apoiados pelo capitão fascista. Viva a democracia e fora Bolsonaro e seus cúmplices fascistas!

MOURÃO RECONHECE VITÓRIA DE BIDEN

“A vitória do Joe Biden está cada vez mais sendo irreversível”. (Hamilton Mourão, vice-presidente da República, em 13 de novembro de 2020)

Já que o “Presidente” se recusa a reconhecer a vitória de Joe Biden, então o vice-presidente teve que fazer aquilo que era obrigação do “Presidente”: obrigação política, diplomática e moral. Até agora, completamente isolado no mundo, e executando o papel que Ernesto Araújo reservou para a diplomacia brasileira de transformar o Brasil em pária, Bolsonaro não reconheceu a vitória de Joe Biden. O Brasil já é motivo de chacota internacional, principalmente depois do episódio da pólvora, quando Bolsonaro ameaçou uma intervenção militar contra os EUA, caso faltasse saliva. Agora, isolando o Brasil, ele não reconhece a derrota de seu patrão e ídolo fascista.

As palavras de Mourão, ao reconhecer a vitória de Biden, de certa forma representa o seu papel. Já que aquele que deveria se manifestar reconhecendo a vitória não se manifestou, então o seu substituto eventual se manifesta.

Interessante que Bolsonaro fala muito quando não deve falar: ataca a vacina, a democracia, ameaça invadir os EUA, chama os brasileiros de “maricas”, enfim, diz besteiras em doses industriais. Mas quando tem que fazer um pronunciamento curto, simples e protocolar, recusa-se a fazê-lo. Mas Mourão já o fez. Quase sempre Bolsonaro perde uma boa oportunidade de ficar calado. Agora, perdeu a oportunidade de dizer poucas palavras. Será que acabou a saliva? Joe Biden e os EUA já devem estar “tremendo de medo”…

AUMENTA REJEIÇÃO AO BOZO

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 12 de novembro, mostra que a rejeição a Jair Bolsonaro aumentou nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro. Em São Paulo a rejeição ao sujeito, que era de 48%, subiu para 50%, ao mesmo tempo em que a aprovação caiu de 25% para 23%.

Igual situação foi mostrada pela pesquisa no Rio de Janeiro, estado onde sua rejeição subiu de 41% para 42%, tendo sua aprovação caído de 34% para 28%.

A rejeição a Bolsonaro nas capitais dos dois estados já é refletida no fraquíssimo desempenho dos candidatos a prefeito por ele apoiado. Tanto Russomano, em São Paulo, como Crivella, no Rio de Janeiro, são os candidatos mais rejeitados e com grandes chances de não chegarem nem ao segundo turno. Bolsonaro, sabedor da situação, tenta inflamar seus energúmenos seguidores, e já apelou para declarações como festejar a morte de um voluntário da Coronavac, chamar os brasileiros de “maricas” e até declarar guerra aos Estados Unidos de Joe Biden, no melhor estilo “o rato que ruge”.

Mas parece que as bravatas do boçal não estão trazendo os efeitos que ele esperava. No próximo domingo é dia de Bolsonaro declarar que houve fraude nas eleições municipais, depois que seus candidatos pastores e picaretas tiverem sido surrados nas urnas.

ANVISA NA BERLINDA

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) acaba de ser enquadrada pelo STF. O ministro Ricardo Lewandowski deu um prazo de 48 horas para que a agência esclareça os critérios adotados no acompanhamento dos estudos da vacina Coronavac. A Anvisa determinou a suspensão dos estudos da Coronavac após a morte de um voluntário. O laudo do IML, no entanto, concluiu que a morte foi resultado de suicídio não tendo, portanto, qualquer relação com a vacina.

Porém, mesmo depois da constatação de que o óbito do voluntário foi resultado de um suicídio, a Anvisa ainda não autorizou a retomada dos estudos clínicos. Por quê?

Mas não foi apenas o STF que emparedou a Anvisa. Os partidos PSOL e Rede acabam de protocolar um requerimento convocando o presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, para explicar no Congresso Nacional a suspensão dos testes da Coronavac.

Enquanto isso, o comitê internacional independente que estuda a Coronavac já emitiu parecer favorável à retomada dos testes e já até notificou a Anvisa sobre essa recomendação. Então, o que está faltando para que os testes sejam retomados?

Cada vez mais aumentam as suspeitas de a Anvisa estar sendo usada como ferramenta política do negacionismo de Bolsonaro e sua briga político-eleitoral com Dória. Caso a Anvisa não autorize imediatamente a retomada dos testes, essa suspeita estará praticamente confirmada.