CORINGA DE BOTOX JÁ MAMOU NAS TETAS DO YOUSSEF

O senador lavajatista, “moralista” e morista Álvaro Dias, vulgo “Coringa de Botox”, é um dos grandes aliados do ex-juiz parcial, o sempre político Sérgio Moro. Álvaro Dias, do Podemos, foi um dos grandes articuladores da ida do ex-juiz parcial para o seu partido, para disputar a Presidência da República. Sempre querendo se mostrar um “arauto da moralidade”, Álvaro Dias, junto com seu ex-juiz parcial, tem como um de seus mantras exaltar a Lava Jato e apresentar-se como a antítese daqueles que foram condenados pelo então juiz parcial. Um desses condenados é o doleiro Alberto Youssef. Ocorre que, quando era para mamar nas tetas do Youssef, então o doleiro é uma “pessoa de bem” e tudo era “correto”. Isso porque, em 1998, quando de sua campanha para senador, ainda no PSDB, Álvaro Dias teve ajuda financeira do Youssef. Tempos depois, já na era lavajatista, Youssef declarou:

“Na época, eu fiz a campanha do senador Alvaro Dias, e parte dessas horas voadas foram pagas pelo [Luis] Paolicchi, que foi secretário de Fazenda da Prefeitura de Maringá, e parte foram doações mesmo que eu fiz das horas voadas”.

Na própria prestação de contas da campanha de 1998, entregue à Justiça Eleitoral, o senador morista declara as doações de Youssef. O doador, porém, seria preso na própria Lava Jato. A reportagem sobre o financiamento da campanha de Álvaro Dias por Youssef foi publicada na Folha de São Paulo. Ao se pronunciar sobre o assunto, Álvaro Dias disse que “meu jurídico da época dos fatos e a minha equipe de contabilidade me orientaram de forma correta. Fiz tudo de forma transparente, legal e adequada, sendo certo que absolutamente tudo foi declarado em conformidade com a legislação”.

Ou seja, para Álvaro Dias, quando ele mamou nas tetas do Youssef estava “tudo bem” e tudo foi de forma “transparente e legal”. Conta outra Coringa de Botox! Essa turma lavajatista é muito honesta e moralista até a página 2!

ALLAN E OS “MILITARES CÚMPLICES DA FACADA”

O final do ano está sendo marcado por “barracos” no nicho dos fascistas. Hoje está sendo divulgada a notícia de que as milícias digitais bolsonaristas estão atacando a deputada bolsonarista Janaína Paschoal e o empresário apaniguado de Bolsonaro Luciano Hang, vulgo “velho da Havan”. Tudo porque a deputada e o empresário elogiaram o ex-juiz parcial Sérgio Moro nas redes sociais. Para os cães de guarda de Bolsonaro, Moro é considerado “traidor”.

Porém, o episódio que mais chamou atenção nessa briga entre bolsonaristas foi a postagem feita pelo blogueiro bolsonarista foragido Allan dos Santos. Allan dos Santos, com todas as letras, acusou militares que rodeiam Bolsonaro de serem “cúmplices da facada”. Atenção: Não foi nenhum “comunista”, “petista”, ou “esquerdista”. Foi um dos maiores apoiadores de Bolsonaro que escreveu no Telegram que há militares “cúmplices da facada” no entorno de Bolsonaro. Na postagem, ele queixava-se dos bolsonaristas que chama de “omissos”. Escreveu Allan dos Santos:

“O presidente Bolsonaro possui um amor enorme ao país e já provou isso quando tentaram matá-lo. Parar quem além de tentar matá-lo manda prender quem o defende contra os comunistas é vital. Mas como está rodeado de militares CÚMPLICES da facada e de uma horda de puxa-sacos SEDENTOS por um carguinho no Estado, só ouvirá a verdade daqueles que não querem CARGUINHOS”.

“E o que o povo faz? Deixa de cobrá-lo e se diverte com passeios de jetski. Se você não cobra o político em quem votou, não reclame quando for preso por dizer a verdade nas redes sociais. Ano que vem mais e mais pessoas irão presas.” ( O grifo é nosso).

A afirmação pode soar como uma chantagem. O blogueiro fascista está desesperado e parece sentir-se abandonado pelo genocida que tanto defende. Pode ser uma ameaça e, certamente, quem deve estar querendo manter uma “boquinha” é ele próprio. Mas bem que ele poderia dizer quem são “os militares cúmplices da facada” que rodeiam Bolsonaro. Parece que Bolsonaro não virou refém apenas do Centrão. Allan dos Santos, ao que tudo indica, é um forte candidato a também colocar uma coleira no genocida. Fala aí Allan! Conta tudo! Afinal, quem são os militares cúmplices da facada?

E SE FOSSE O ADÉLIO?

Ontem seguranças de Bolsonaro agrediram jornalistas da Globo e do SBT. A truculência de Bolsonaro e seus seguidores contra jornalistas já virou rotina, e por isso não chega a ser novidade. As imagens das agressões foram mostradas para todo Brasil. Bolsonaro desfilava pela cidade de Itamaraju e jornalistas faziam a cobertura do evento. Só em se aproximarem de Bolsonaro, eles já foram agredidos e um deles tive o seu microfone danificado. O fascista que parecia ser o chefe da segurança, como um cão raivoso ainda ameaçava os jornalistas que estavam trabalhando.

A pergunta que logo fazemos é: e se fosse o Adélio? Até hoje ficamos especulando sobre como o Adélio conseguiu se infiltrar na turba de bolsonaristas, chegar bem próximo do Bozo, dar a “tal facada” e sair ileso do meio de milhares de fascistas. Na ocasião, vimos até bolsonaristas protegendo o Adélio de alguns que queriam linchá-lo.

Mas ontem, só de alguns jornalistas chegarem perto, já eram agredidos e ameaçados pelos cães de guarda do fascista. Bem que o Adélio poderia dizer o que ele fez para ter saído ileso depois de ter “dado uma facada” no Bolsonaro. Certamente o Adélio poderia ajudar os profissionais de imprensa e revelar a sua estratégia. Conta aí Adélio…

O CASAMENTO DO BOZO COM O CENTRÃO

Hoje será oficialmente celebrada a filiação de Bolsonaro ao PL, partido que integra o Centrão e que tem como dono Valdemar Costa Neto. Ou, como prefere dizer a “noivinha do Aristides”, será um “casamento”, logo depois do “noivado”. Não faz muito tempo que Bolsonaro afirmou que “o Centrão é o que há de pior na vida política”. E que o general Heleno cantarolou, arrancando risos e aplausos: “Se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão”. Ou seja, chamou o Centrão de “ladrão”. Agora Bolsonaro formaliza sua rendição ao Centrão, do qual será refém até o final de seu mandato. Isso, se não for abandonado antes.

A ida de Bolsonaro para o PL do mensaleiro e ex-presidiário Valdemar Costa Neto será mais uma das muitas siglas partidárias pela qual aquele que se apresentou como candidato “antissistema” já passou: Bolsonaro já foi do PDC, PPR, PPB, PTB, PFL, PP, PSC e PSL.

Roberto Jeffrerson, o “impoluto” aliado de Bolsonaro, deve estar se sentindo traído. Puxou uma cadeia após vomitar discursos fascistas contra o STF, só para lamber o saco do seu chefe energúmeno. E chegou até a mudar a logomarca e as cores do PTB, partido do qual é dono, só para atrair Bolsonaro para a sua sigla. Mas, entre os dois presidiários, Bolsonaro preferiu o Valdemar. É bom lembrar que, em 2018, em uma postagem no Twitter, Bolsonaro chamou Valdemar Costa Neto de “corrupto e condenado”. Porém, o amor acabou falando mais alto.

O início da semana foi mesmo muito agitado para o Bozo. No dia seguinte após ser revelada a história da “noivinha do Aristides”, ele se casa com o Centrão, magoando Roberto Jefferson. Haja coração!

ANTAGONISTA É PROTAGONISTA EM PIADA

O site ultradireitista, lavajatista e sergiomorista O Antagonista surtou. Isso porque Sérgio Moro, o candidato deles, encontra-se em terceiro lugar nas últimas pesquisas. Lula é o primeiro e Bolsonaro é o segundo. Então, O Antagonista noticiou, em tom extasiante:

“Sem Lula e Bolsonaro, Moro vence em todos os cenários”.

Não é mentira. E parece piada. Mas é o “jornalismo profissional” do Diogo Mainardi e seus asseclas. Imaginem: é o mesmo que dizer que “sem o primeiro e o segundo colocados, o terceiro vence”. Eles estão desesperados. O jornal eletrônico do Diogo Mainardi bem que poderia enviar a “grande notícia” para o O Sensacionalista, do Globo. Ou, quem sabe, para o Merval Pereira, outro cabo eleitoral do juiz parcial. Tudo a ver.

ENEM ENQUADRA BOLSONARO!

As questões do ENEM começam agora a ter a cara do governo”. (Jair Bolsonaro, direto de Dubai).

Cara do governo é uma ova! As provas do ENEM, que tiveram início ontem, já mostraram que Bolsonaro, apesar de todos os esforços, ameaças e intimidações, não conseguiu desfigurar o Exame Nacional do Ensino Médio. Não é de hoje que Bolsonaro ataca as provas. Sabe-se, por exemplo, que Bolsonaro pressionou para que nas provas do ENEM o golpe de 1964 fosse chamado de “revolução”.

Nem a crise com a demissão de 37 técnicos do ENEM levou Bolsonaro a atingir seu objetivo e o INEP mostrou-se como uma verdadeira instituição de Estado, e não de um governo transitório. Assuntos desprezados por Bolsonaro e o bolsonarismo estiveram presentes na prova. A começar pelo tema da redação, que trata da exclusão de milhões de brasileiros. Também questões sobre a ameaça aos povos indígenas, o racismo e as minorias, tão desprezados por Bolsonaro, estiveram presentes na prova de ontem. Certamente o ícone da resistência à tentativa de interferência de Bolsonaro nas provas foi a questão 85, que traz um trecho da canção “Admirável gado novo”, de Zé Ramalho. Passividade social é um tema que desperta a ira de Bolsonaro e dos bolsonaristas e a mensagem foi bem clara. E até Chico Buarque, odiado por Bolsonaro, estava na prova. Parabéns ao INEP que não se curvou às pressões de Bolsonaro. Venceu a ciência! Venceu a educação! Venceu o Brasil plural! Venceu o ENEM com a cara do Brasil! Vai interferir no cacete Bolsonaro!

SARA X HELENO

A cabeça de gado abandonada por Bolsonaro, e que atende pelo nome de Sara Winter, acusou o general Augusto Heleno, ministro da Segurança Institucional, de ter dado as ordens para o ataque dos fascistas ao Supremo Tribunal Federal. A revelação foi feita em entrevista da energúmena à revista Isto É. Evidentemente que a revelação foi replicada em várias outras mídias, o que levou o general Heleno a atacar a imprensa e também aqueles que comentaram a declaração. Declarou Sara Winter à Isto É:

“Ele [ministro General Heleno] pediu para deixar de bater na imprensa e no Maia e redirecionar todos os esforços contra o STF”.

O general se mostrou indignado com a revelação da bolsonarista abandonada e respondeu pelas redes sociais:

Calúnias e acusações falsas da Sra Sara Winter, sobre mim, foram divulgadas pela ISTO É, Fórum, Brasil 247 e vários sites “isentos”. Bancaram tb essas mentiras, sem me consultar: a Jorn Mônica Bergamo, os Dep I. Valente, P. Teixeira e outros “democratas de peso”. Triste papel.

Seria bom esclarecer ao general que não existe “site isento”. Em segundo lugar, divulgar declarações de alguém não significa que quem divulgou está acusando. Já sobre o teor das declarações da energúmena bolsonarista, temos que levar em conta o histórico do general. O general Heleno, durante o governo Geisel, era daquele grupo que não aceitava a “abertura”. Ele era pupilo do então general Sylvio Frota, que tentou dar um golpe contra Geisel, na tentativa de fechar ainda mais o regime. E olha que a “abertura” do Geisel não era lá essas coisas, mas ainda assim Heleno ficou do lado da chamada “linha dura”.

Se a declaração de Sara é verdadeira ou não, aí já é outra conversa. Mas o histórico de “democracia” do general pesa totalmente contra ele. Ernesto Geisel, que chamava Bolsonaro de “mau militar”, que o diga.

O GOLPE DO SEMIPRESIDENCIALISMO

O Brasil já teve em sua história o golpe do parlamentarismo. Foi em 1961, quando Jânio Quadros fracassou em sua tentativa de golpe travestida de “renúncia”. A renúncia de Jânio foi imediatamente aceita e, com ela, uma consequência legal: o vice tinha que assumir. Mas o vice era João Goulart, malquisto pera direita reacionária e pelos militares. Então, que se exploda a Constituição! Criou-se o parlamentarismo para tirar os poderes daquele que seria o legal e também legítimo Presidente da República. Legal porque era o sucessor constitucional. E legítimo porque, naquela época, o vice-presidente era eleito independentemente do Presidente e, portanto, João Goulart foi eleito vice-presidente com seus próprios votos e não na aba do cabeça de chapa.

Agora, com todas as pesquisas mostrando a vitória de Lula, já se começa a pensar em um novo golpe: o tal do semipresidencialismo. Não chega a ser estranho, visto que um dos defensores da “proposta” é o presidente da Câmara, o bolsonarista Arthur Lira. Evidentemente, discutir a mudança do sistema de governo faltando menos de um ano para as eleições e com Lula disparado à frente de todas as pesquisas é mais um golpe. Assim, com Lula sendo vencedor, ele se tornaria um Presidente da República esvaziado.

O presidencialismo brasileiro já é um tanto “parlamentarizado” ou de “coalizão”, como é conhecido. Hoje o Executivo depende de amplas negociações com o Legislativo para levar adiante suas pautas. Já é um sistema em que o Parlamento tem grande importância, como não poderia deixar de ser em qualquer regime democrático. Agora, com a tal ideia de “semipresidencialismo”, querem dividir as funções executivas, esvaziar o Presidente e dar poderes a um primeiro-ministro que não teria legitimidade. Estamos sob a ameaça de mais um golpe que, para ser consumado, não precisará de tanques, cabos, soldados, fechamento do STF ou disseminação de mentiras pelo WhatsApp. Basta uma PEC acompanhada da liberação de muitas “emendas do relator do orçamento”.

COM BOZO NO PODER, AUMENTAM OS CASOS DE APOLOGIA AO NAZISMO

Fonte: Polícia Federal.

Um dado assustador, mas que não chega a ser surpreendente, foi revelado oficialmente pela Polícia Federal. O número de casos (registrados) de apologia ao nazismo teve um crescimento exponencial de 2018 para cá. Entre 2011 e 2018, o número máximo de registros de apologia ao nazismo foi 26, em 2017. Mas a partir de 2018 o número só vem crescendo exponencialmente. Foram 69 registros em 2019 e 110 em 2020, números que representam um aumento de 900% na última década, como mostra o gráfico acima. Os números referentes a 2021 ainda não foram fechados.

Não resta dúvida de que a conjuntura que o país atravessa, especialmente a partir do Brasil que saiu das urnas em 2018, explica esse crescimento. Nazistas já não estão mais no armário, não cheiram mais a naftalina e se sentem empoderados. O racismo, a misoginia, a homofobia, a xenofobia, o antiglobalismo, o armamentismo, a militarização das escolas, as agressões à imprensa, à cultura e à ciência; o sequestro dos símbolos nacionais, as agressões aos poderes constitucionais e ao Estado Democrático de Direito, o fundamentalismo religioso, a propagação massiva de mentiras “à la Goebbels”, o ataque a comunidades indígenas e quilombolas, a histeria anticomunista (características do governo Bolsonaro), são combustíveis para os bandidos nazistas expressarem e até assumirem suas índoles criminosas. Isso, sem falar da exaltação constante de um “mito psicopata”. Há casos claros, dentro do governo e também dos que o apoiam. Em janeiro de 2020, o secretário de Cultura bolsonarista repetiu um discurso do ministro da Propaganda de Hitler. Recentemente, em uma invasão à Câmara Municipal de Porto Alegre, bolsonaristas ostentavam, sem nenhum constrangimento, cartazes que exibiam a suástica. Filhos de Bolsonaro tiram fotos com a bandeira da supremacia branca.

É mister que a Polícia Federal e a Justiça punam exemplarmente esses bandidos e que o eleitor vote sem ódio e com razão. Claro que não é coincidência o aumento assustador de casos de apologia ao nazismo verificado a partir de 2018. Tudo o que representa a violência desses bandidos foi vitorioso nas urnas em 2018 e estará novamente se apresentando em 2022. A Polícia e a Justiça têm o seu papel, mas a principal missão estará nas mãos do eleitor.