YANOMAMI: GENOCÍDIO ERA PROJETO DE BOLSONARO

“Pena que a cavalaria brasileira não tenha sido tão eficiente quanto a americana, que exterminou os índios.” (Jair Bolsonaro, em declaração ao Correio Brasiliense, em 12 de abril de 1998). 

A declaração criminosa dada pelo então deputado federal Jair Bolsonaro ao Correio Brasiliense em 1998 não deixa dúvidas de que o fascista sempre teve a pretensão de exterminar as etnias dos povos originários brasileiros. Sua fala nauseante e repugnante mostra qual era o seu projeto, se um dia tivesse o poder em suas mãos imundas. E, desgraçadamente, isso aconteceu.

A tragédia humanitária dos Yanomami, que, para vergonha de nosso país, ganhou repercussão internacional, agregada às informações que agora recebemos, mostra que chamar Bolsonaro de genocida não é exagero. No governo criminoso e fascista de Bolsonaro, foram ignorados mais de 20 pedidos de socorro que foram solicitados ao Governo Federal. Tanto o Ministério Público, como o Exército e a Funai foram informados da tragédia daquele povo e NENHUM, rigorosamente NENHUM pedido de ajuda foi atendido. Nos quatro anos de desgraça fascsita-bolsonarista pelo menos 570 crianças Yanomami morreram de desnutrição e/ou doenças facilmente evitáveis, desde que tivessem a mínima assistência. Enquanto isso, nesse mesmo período, garimpeiros e madeireiros criminosos faziam a farra, invadindo, desmatando e poluindo as terras indígenas, sem que nenhuma providência fosse tomada por Bolsonaro e pelos órgãos que, teoricamente, deveriam proteger os povos indígenas. A “boiada” do Ricardo Salles, tão criminoso quanto Bolsonaro, foi passada sem qualquer piedade. Os invasores que garimpavam e extraíam ilegalmente madeira da região tinham todo apoio de Bolsonaro e seu “ministro da devastação”, Ricardo Salles. Os fiscais, assim como os que queriam levar ajuda, eram ameaçados tanto pelo governo como pelos invasores, em um consórcio criminoso cujo objetivo era exterminar o povo Yanomami e entregar as terras aos bandidos-aves de rapina.

As condições em que o povo Yanomami foi encontrado na recente visita do presidente Lula e sua comitiva a Roraima lembram as imagens esqueléticas de judeus quando resgatados dos campos de concentração nazistas. Os mais elementares direitos dos Yanomami foram negados e um verdadeiro massacre foi imposto àquele povo pelo governo fascista. Com toda certeza, se o então deputado Bolsonaro tivesse sido preso quando, em 1998, defendeu o extermínio dos índios brasileiros, essa tragédia não teria acontecido.

Foi genocídio sim, e com certeza outros povos indígenas foram vítimas desse crime. Crime contra os povos originários. Crime contra o Brasil. Crime contra a humanidade, que Bolsonaro e seus comparsas devem responder com todos os rigores das leis.

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