O POVO SUBIU A RAMPA E PASSOU A FAIXA

Imagem acima: Lula sobe a rampa com representantes da sociedade brasileira: pluralismo e resistência.

Imagem acima: a catadora Aline Souza coloca a faixa presidencial em Lula.

A ausência covarde do jumento fascista à solenidade de posse do Lula acabou sendo um tiro no próprio pé. Bolsonaro acabou fazendo com que o ponto alto, de maior simbolismo da posse, fosse um ato que não seria mais do que corriqueiro e protocolar – mas, ainda assim, um rito democrático, coisa que Bolsonaro sempre depreciou. Ao fugir de seu próprio país e se recusar a passar a faixa, o fascista acabou dando a oportunidade de a posse ser ainda mais abrilhantada e, sem qualquer dúvida, a subida da rampa e a colocação da faixa por uma mulher negra foi o auge da festa. Lula já era oficialmente presidente, pois já havia assinado o termo de posse. Mas, ainda assim a pergunta que mais se mais se fazia e sobre a qual mais se especulava era: quem vai passar a faixa ao Lula?

Com a recusa covarde de Bolsonaro, o povo entregou a faixa a Lula. Foram oito representantes da sociedade brasileira e, não por coincidência, daqueles que, ao longo de quatro anos de destruição bolsonarista, foram os mais atacados e perseguidos pelo capitão fujão: índios, negros, mulheres, catadores, sindicalistas, portadores de necessidades especiais, crianças da periferia, professores. Eles representavam o pluralismo e a inclusão. A faixa correu como a tocha olímpica, de mão em mão, até chegar à mulher, negra e catadora, Aline Souza, que colocou a faixa em Lula. Não podia ser mais representativo. Não podia ser mais simbólico. Resistência, a cadela-mascote que esteve na vigília por Lula, quando preso por decisão ilegal de um juiz declarado parcial, também se fez presente. Não podia ter sido melhor. Não podia ter sido mais emocionante. Foi a antítese do bolsonarismo fascista, que tanto perseguiu os representados durante quatro anos de destruição.

Assim, a ausência de Bolsonaro só abrilhantou a posse. Primeiro, porque sua presença peçonhenta só contaminaria o ambiente democrático da ocasião. Segundo, porque a pluralidade e a resistência do povo brasileiro subiram a rampa. E, como culminância, uma mulher negra entregou a faixa. Ontem o Brasil democrático sorriu, mesmo com o ranger dos dentes dos golpistas imundos do fascismo.

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