O “NEGACIONISMO” TEM NOME: CORRUPÇÃO!

“Se tem rabo de jacaré, boca de jacaré, olho de jacaré, cabeça de jacaré, como é que não é jacaré”? (Leonel Brizola).

Depois da estrondosa revelação feita pelos irmãos Miranda na CPI do genocídio, agora estamos entendendo melhor o tal “negacionismo” criminoso de Bolsonaro e sua gangue miliciana. O tal negacionismo tem nome e se chama mesmo é corrupção. Primeiro, Bolsonaro nega a vacina como um todo, dizendo que quem a tomasse viraria jacaré. Depois, afirma que iria nascer barba nas mulheres que tomassem o imunizante. Tudo isso falando para o seu gado asinino, facilmente manipulável e profundamente ignorante. Mas por detrás de todo esse discurso estúpido dirigido à sua boiada, havia um “negócio da Índia”.

Lembram-se quando Bolsonaro disse que não compraria a Coronavac, que era ele que mandava e o general submisso obedecia? Não foi só. Além de não comprar a Coronavac, já ficou provado que Bolsonaro ignorou mais de 50 e-mails da Pfizer, não querendo negociar o imunizante, mesmo que aprovado pela Anvisa.

Mas Luis Miranda (o deputado) e Luis Ricardo Mirranda (o servidor público) contaram tudo. Na negociação subterrânea e cheia de suspeitas da Covaxin não houve qualquer óbice. Os irmãos Miranda falaram até de uma “pressão atípica” para a compra da Covaxin e ela já estava sendo negociada em tempo recorde, mesmo sem ainda ter sido aprovada pela Anvisa. E por um preço super-super faturado, sem contar que teve como intermediária uma empresa conhecida pelas suas falcatruas. O que mudou? Será que de uma hora para outra o governo Bolsonaro passou a acreditar na vacina? Mas os irmãos Miranda disseram também que foram falar para Bolsonaro da negociata que acabaria em grande mamata, no que Bolsonaro retrucou dizendo que “era rolo do Ricardo Barros”. Ricardo Barros, o impoluto do Centrão, nada mais é do que o líder do governo na Câmara dos Deputados.

Se a negociação (ou seria negociata?) da Covaxin tem cara de corrupção, tem boca de corrupção, tem cabeça de corrupção, tem rabo de corrupção e tem olho de corrupção então, lembrando a metáfora do jacaré que era falada por Brizola, só pode ser corrupção. Bolsonaro soube de tudo e não denunciou aos órgãos competentes. Só o fez três meses depois, quando os irmãos Miranda (diga-se de passagem, bolsonaristas), espalharam a merda no ventilador.

E novamente Bolsonaro se contradiz e aquele “machão” vira um camundongo. Disse o Bozo: “não sei de tudo o que acontece nos ministérios”. Verdade? Mas onde está aquele tal “serviço particular de informações”, que o genocida dizia possuir e falou, com todas as letras, na reunião dos fascistas aloprados de 22 abril de 2020, para todo o Brasil ouvir? Cadê o “SNI particular” do Bozo que não disse a ele as podridões do Ministério da Saúde nos tempos do general-ministro? Ele também não sabia da propina de 1 dólar por dose? Cadê o serviço de informações particular do qual ele tanto se gabava e dizia que funcionava?

Já passou a fase de falarmos apenas em “negacionismo”. Na verdade, o que está parecendo é que o negacionismo, além de ser um discurso para anestesiar a sua boiada de apoiadores ignorantes, era mesmo uma ponte para a corrupção. Porque, se tem cara, olho, boca, cabeça e rabo de corrupção, então só pode mesmo é ser corrupção!

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