“FRAUDE” E “VOTO IMPRESSO”: AS SENHAS PARA O GOLPE EM 2022

Janeiro de 2021: nos Estados Unidos, os apoiadores do líder de extrema-direita Donald Trump, derrotado nas eleições, vão às ruas. Armados, eles alegam fraude no pleito e invadem o Capitólio. Muitos são militares reformados e formam uma milícia pessoal de Trump para fins golpistas. As instituições resistem, o resultado das urnas é confirmado e a tentativa de golpe é debelada. Biden assume e Trump e seus seguidores vão para o esgoto da história.

Junho de 2021: no Peru, os apoiadores de Keiko Fujimori, a líder de extrema-direita derrotada nas eleições, vão às ruas. Eles não aceitam a vitória de Pedro Castillo e alegam fraude. Segundo observadores internacionais, nenhum sinal de irregularidade foi encontrado no pleito. Muitos dos seguidores de Keiko são militares reformados e estão armados até mesmo de espadas e sabres. E a democracia ainda corre risco por lá.

Junho de 2021: em meio ao avanço da CPI do genocídio, da perda de popularidade de Bolsonaro e das grandes manifestações contrárias ao governo, Bolsonaro e seus seguidores já estão antevendo a derrota, já falam em fraude e querem a bizarrice do tal “voto impresso”. Como se não bastasse, todas as pesquisas dão vitória para Lula. Muitos dos seguidores de Bolsonaro também são militares reformados e Bolsonaro, liberando armas à rodo, já formou o que seria a sua milícia pessoal. Ele ameaça a democracia e as instituições, falando em “fraude” e o desdobramento para uma “convulsão social”. Estamos a pouco mais de um ano da eleição e a democracia corre sérios riscos. Em 2022, mais do que a escolha de um Presidente da República, mais do que um teste do governo nas urnas, certamente a democracia e as instituições é que estarão se submetendo ao que poderá ser o maior teste de suas histórias.

O TSE deu 15 dias de prazo para Bolsonaro provar as fraudes que ele afirma terem ocorrido nas eleições de 2014 e 2018. O prazo está correndo e ele não apresentou qualquer prova de fraude. E nem apresentará, porque não aconteceram fraudes. Mas ele alimentará esse discurso até o fim, pois será o seu trunfo golpista. Com isso, temos duas missões em 2022: a primeira é derrotar o fascista-genocida. A segunda é a resistência ao golpe.

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