ELES SÃO MESMO RACISTAS

No dia 16 de outubro de 2018, pouco antes do primeiro turno da eleição, um dos maiores líderes da Ku-Klux-Klan, David Duke, em entrevista a um programa de rádio retransmitido pela BBC Brasil, teceu vários elogios ao então candidato Jair Bolsonaro, não apenas demonstrando sua torcida por ele. David Duke, ao se referir a Bolsonaro, disse: “Ele soa como nós!” Uma declaração como essa, vinda de um dos maiores líderes da maior organização terrorista e racista dos Estados Unidos, não pode levar ninguém ao engano. A mensagem de Duke foi clara.

O próprio Bolsonaro, antes mesmo de tornar-se Presidente da República, foi protagonista de uma série de manifestações e declarações racistas contra índios e negros. Dentre as muitas declarações racistas de Bolsonaro, duas tiveram especial repercussão. A primeira foi quando elogiou a cavalaria norte-americana por ter dizimado os índios, o que levou os Estados Unidos a hoje “não terem esse problema”. A outra foi quando afirmou, com todas as letras, que os quilombolas são pesados em arrobas.

O próprio filho de Bolsonaro, Eduardo, vulgo “Dudu Bananinha”, já apareceu por diversas vezes com a camisa da supremacia branca e, orgulhosamente, tirava fotos com a vestimenta criminosa. A verdade é que Bolsonaro e os seus nunca enganaram a ninguém e quem votou e ainda apoia Bolsonaro, votou e apoia o racismo.

Em janeiro do ano passado, o então secretário de Cultura de Bolsonaro, Roberto Alvim, publicou um vídeo repetindo o discurso de Joseph Goebbels, o ministro de Hitler responsável pela propaganda nazista.

Agora foi a vez de Filipe Martins, o assessor olavista-bolsonarista para assuntos internacionais, fazer um sinal da supremacia branca em plena sessão do Senado Federal, enquanto o energúmeno ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, era sabatinado. O gesto foi claro e não deixa dúvidas: eles são mesmo racistas. Tanto Bolsonaro, como os seus e aqueles que os apoiam. O gesto, que simboliza diversas falas de Bolsonaro, que revive o discurso de Alvim e exalta os seus aliados fascistas dos Estados Unidos, teve a agravante de ser feito em pleno Congresso Nacional, instituição que representa o povo. O criminoso gesto não deve ser respondido apenas com a exoneração do fascista-bolsonarista. Ele deve responder criminalmente. Já passou da hora de Bolsonaro e seus asseclas receberem um freio em seus impulsos fascistas e racistas.

O gesto de Filipe Martins foi mais uma senha. Esses canalhas devem ser parados agora, enquanto ainda há tempo. Racismo é crime, mas enquanto um bandido desses não for preso e julgado ao rigor da lei, eles não vão parar. Porque sempre haverá um Roberto Alvim, um Filipe Martins ou similar para lembrar o que disse, em 2018, o líder da Ku-Klux-Klan sobre Bolsonaro: “Ele soa como nós!”

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