ZÉ GOTINHA NÃO É MILICIANO!

Imagem acima: a versão miliciana do Zé Gotinha feita por Eduardo Bolsonaro, onde a vacina aparece como um fuzil.

“O Zé Gotinha é um personagem do bem, criado com fins educativos. Colocá-lo com uma arma na mão é um péssimo exemplo que se pode dar a uma criança. Apologia de arma é coisa séria”. (Darlan Rosa, artista e criador, em 1986, do personagem “Zé Gotinha”).

O grande assunto da semana foi a anulação das condenações de Lula. julgado pelo parcialíssimo juiz e militante político Sérgio Moro. O ministro do STF, Edson Fachin, anulou as condenações em razão de a Vara Federal de Curitiba não ter competência para julgar o ex-Presidente. Com isso, Lula voltou a ser elegível e já assombra o clã miliciano comandado por Jair Bolsonaro.

Na segunda-feira, em um longo discurso, Lula enquadrou Bolsonaro e reduziu tanto o capitão fascista como seu governo a pó de titica. Criticando a política econômica, ridicularizando a tese bolsonarista de que “a Terra é plana” e considerando a sua condenação como “a maior mentira jurídica dos últimos 500 anos de história”, Lula não demonstrou ressentimentos e acenou para uma agregação com campos políticos liberal e de centro, o que mostra que ele não é um extremista, como muitos que, embora o saibam, insistem em dizer. Seu discurso foi muito elogiado. Ele foi equilibrado e falou como estadista, coisa que Bolsonaro nunca foi e jamais será. Um dos pontos altos do discurso de Lula foi sua defesa às vacinas e ao uso de máscaras no combate à pandemia.

As repercussões positivas do discurso de Lula, tanto dentro como fora do Brasil, levaram Bolsonaro e seu clã ao desespero e Bolsonaro, enquadrado, passou a mudar o tom. Logo depois do discurso, Bolsonaro apareceu usando máscara e defendendo a vacina (coisa que sempre negou, chegando a dizer que não se vacinaria porque não queria virar jacaré). Lula é mesmo o fantasma de Bolsonaro, que sabe que só ganhou a eleição porque tiraram seu grande adversário da disputa. Não teve cientista, médico ou sanitarista que convencesse Bolsonaro a usar máscara, mas foi logo Lula falar que ele passou a usar. Foi sintomático também, como consequência do discurso de Lula, ver Bolsonaro em uma live com um globo terrestre sobre a mesa.

E até o filhote 03 do fascista, Eduardo Bolsonaro, de uma hora para outra, passou a defender a vacina. Eduardo Bolsonaro, criminosamente, publicou uma versão miliciana do Zé Gotinha, famoso personagem das campanhas de vacinação criado em 1986 pelo artista Darlan Rosa. Zé Gotinha sempre foi, em todos os governos, uma atração para as crianças nos postos de saúde em dia de vacinação e até profissionais da saúde se vestiam de Zé Gotinha para alegrar as crianças. Mas Eduardo Bolsonaro que, a exemplo de seu pai, sempre foi um negacionista, opondo-se à vacina e mandando as pessoas “enfiarem a máscara no rabo”, também sentiu o tranco do discurso de Lula e logo tratou de dizer que “nossa arma agora é a vacina”. Por que só “agora”? Só que Dudu Bananinha apropriou-se de um personagem que já é um patrimônio cultural do Brasil para dar-lhe feições milicianas, representando-o com um fuzil. Darlan Rosa, o artista que criou o personagem, lamentou a versão miliciana de sua criação feita pelo Dudu Bananinha.

Agora é tarde Dudu Bananinha! Bolsonaro não ocupou o espaço que deveria ocupar de líder e estadista na maior crise sanitária do país e Lula em um dia já fez mais do que todos vocês. Lula já fez um bem para o país, forçando Bolsonaro a “defender” a vacina e usar máscara. E até o nosso planeta Bolsonaro já diz que é esférico. Mas o Zé Gotinha nunca foi e jamais será miliciano!

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