SAI CUECÃO, ENTRA CUEQUINHA

O senador bolsonarista Chico Rodrigues, protagonista do escândalo do dinheiro na cueca, pediu licença de 121 dias do Senado. Flagrado escondendo R$ 33.150,00 na cueca, desviados do que deveria ser gasto no combate ao coronavírus, Chico Rodrigues teve seu mandato suspenso pelo ministro Luís Roberto Barroso por 90 dias. A decisão de Barroso iria ao plenário do STF, mas agora, com o pedido de licença, o caso foi tirado da pauta do Supremo.

O número de dias de licença que foi pedido por Chico Rodrigues, amigo e homem de confiança de Bolsonaro, é estratégico: 121 dias. Por que não 120 dias? Porque, pelo Regimento Interno do Senado, o suplente de senador só pode assumir quando o tempo de afastamento do titular for superior a 120 dias. E como o suplente de Chico Rodrigues é seu próprio filho, Pedro Arthur Ferreira Rodrigues, então o seu suplente, ou seja, seu filho, pode assumir e receber os salários correspondentes a todo esse tempo. Foi de pai para filho. Está tudo em casa. Enquanto isso, senadores já planejam blindar o meliante bolsonarista. O DEM, partido do senador Chico Rodrigues, já coloca barreiras para o julgamento de seu aliado. E tudo continua como antes. Só que agora, no lugar do “cuecão”, teremos o “cuequinha”.

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