O AVATAR DE BOLSONARO

Não sei se o Bozo já aderiu à moda que virou febre no Facebook – o avatar. O problema é que, no avatar, todos ficam irreconhecíveis. Ninguém está realmente parecido. Mas, se ele ainda não postou o seu, nós podemos ao menos dar uma ideia do avatar de Jair Bolsonaro. E nem será preciso desenhar. Claro que ele ficou “irreconhecível”. Senão, vejamos:

Antes de ser Presidente, Bolsonaro falou que jamais se aliaria ao “Centrão”, que, para ele, “é o que há de pior na política”. Já como Presidente, aliou-se ao “Centrão”, que recebeu cargos no Executivo e seus deputados passaram a ser líderes e vice-líderes de Bolsonaro no Congresso.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro disse que “Temer já roubou muita coisa”. Já como Presidente, convidou Temer para chefiar uma missão oficial no Líbano.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro disse, em um vídeo junto com seu filho Flávio, que “foro especial era coisa de vagabundo”. Como Presidente, ele defende o foro especial para seu filho Flávio (será que Bolsonaro acha que seu filho é vagabundo?)

Antes de ser Presidente, Bolsonaro era contra a reforma da previdência. Como Presidente, mandou a reforma da previdência para o Congresso, poupando os mesmos de sempre.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro disse que era contra a reeleição e que iria propor o fim da reeleição para Presidente. Agora Presidente, Bolsonaro já está em campanha para a reeleição em 2022.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro era totalmente contra o Bolsa-Família, e até defendia o fim do programa de transferência de renda. Ele chegou a dizer que aqueles que recebiam o benefício eram “ignorantes, pobres coitados e miseráveis”. Agora como Presidente, Bolsonaro não só é a favor como quer, de qualquer modo, um Bolsa-Família para chamar de “seu”.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro disse que reduziria o número de ministérios para 15. Já como Presidente, o seu governo tem hoje 23 ministérios.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro dizia que nenhuma decisão sua teria “viés ideológico”. Como Presidente, exige que a Educação, a Cultura, as Relações Exteriores sigam um viés ideológico extremista de direita.

Antes de ser Presidente, Bolsonaro disse que, com Sérgio Moro de ministro, a Lava Jato iria continuar combatendo a corrupção. Como Presidente, colocou Moro para correr do governo e agora acaba de decretar “o fim da Lava Jato“, porque no governo dele “não tem corrupção”.

Parece que não precisa nem desenhar. Ficamos na expectativa dos avatares dos eleitores bolsonaristas. Mesmo sabendo que alguns continuam exatamente iguais a 2018.

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