WITZEL: A QUEDA COMEÇOU NA PADARIA DO GRAJAÚ?

Imagem acima: a padaria Joia do Grajau. Ali Witzel prometeu que voltaria como Presidente da República.

Depois dos 69 X 0, Witzel terá que deixar o Palácio Laranjeiras e voltar para a sua residência no bairro do Grajaú. Os moradores do simpático bairro, apelidado de “Urca da Zona Norte”, por ser muito aprazível mesmo não tendo praia, estão muito decepcionados com seu conterrâneo. Os escândalos e roubalheiras na Saúde determinaram o afastamento de Witzel. Analistas são unânimes em dizer que ele cometeu diversos erros. Mas onde tudo, realmente, teria começado? Há uma testemunha, que concedeu uma entrevista que hoje está publicada em alguns jornais.

Sebastião Pedro é o dono da padaria Joia do Grajaú, que fica na rua Professor Valadares. Witzel, morador do bairro, já era freguês do estabelecimento desde os tempos em que era juiz. Segundo o depoimento do senhor Sebastião, Witzel frequentava a padaria três vezes por semana para tomar café. Certa vez, Sebastião pediu a Witzel para que levasse Jair Bolsonaro até a padaria, porque ele queria conhecer o Presidente da República pessoalmente. A resposta de Witzel ao pedido do dono da padaria foi rápida, direta e bem objetiva:

“O Presidente você vai ver daqui a quatro anos, e serei eu.”

A obsessão de Witzel pelo Planalto nunca arrefeceu. Ao contrário. Ele chegava a mandar figurinhas pelo WhatsApp onde aparecia com a faixa presidencial. Para todos os amigos, falava de sua pretensão. O primeiro sintoma de sua obsessão foi, com certeza, a invenção de uma faixa de governador que jamais existiu. A megalomania, o egocentrismo, a vaidade sempre falaram alto. E ele foi bater de frente, em sua obsessão, logo com outro obcecado: Jair Bolsonaro. Coincidência ou não, o inferno de Witzel começou quando ele expôs sua pretensão de ser Presidente mal tendo começado a ser governador, fazendo explodir a ira do Bozo.

Witzel acabou tragado pelo próprio bolsonarismo que o elegeu e “fagocitado” pela sua megalomania. Certamente ele trazia o ranço que alguns juízes, quando entram na política, trazem, ao pensarem que governar é o mesmo que tomar decisões monocráticas. O mesmo ranço que alguns militares que também entram na política trazem, quando pensam que governar é o mesmo que dar ordens em um quartel.

Neófito, totalmente inexperiente em fazer composições com o Legislativo, Witzel pode ter uma certeza: não foi a corrupção que o derrubou. Está provado que corrupção não derruba governo, quando se trata de profissionais com articulação política. Perguntem ao Temer ou ao Crivella que, mesmo com todas as evidências de corrupção, não tiveram o destino de Witzel.

Fica a lição: até para roubar, em certos casos, tem que ser profissional. Ele foi amador desde o dia em que fez a promessa ao “seu” Sebastião. Depois dessa, acho que o “seu” Sebastião não vende nem um cafezinho fiado para o ex-governador que queria ser Presidente.

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