“TRUMP”, O VERDADEIRO PREFEITO DO RIO

“Assim, todos viram que quem manda sou eu e ponto. A caneta é minha, não de A ou B, e sim só minha.” (Rafael Alves, em mensagem ao doleiro Sérgio Mizrahy).

“Não quero cargo nem status, quero o retorno do que está sendo investido, entendeu, é isso que vou deixar muito claro.” (Rafael Alves, em conversa em 2016).

“A subserviência do prefeito a Rafael Alves é assustadora.” (Desembargadora Rosa Helena Guita).

Quando, em 2016, o eleitorado carioca deixou de eleger o professor Marcelo Freixo e preferiu o pastor Crivella para prefeito da Cidade do Rio de Janeiro, mal sabiam que estavam elegendo um “Trump”. Tudo “em nome de Deus” e, como certeza, para “cuidar das pessoas”. Mas o “Trump” em questão tem nome. Trata-se do empresário Rafael Alves que, conforme foi mostrado em mensagens trocadas com o prefeito, era ele quem governava a cidade, dava ordens ao “prefeito” e, de vez em quando, ainda o “enquadrava”, com direito a “esporros” e ameaças. O poder de Rafael Alves na Prefeitura era tão grande que ficou conhecido, nos subterrâneos da corrupção da “Cidade Maravilhosa”, como “Trump”.

Não se trata de interpretação ou ilação. Basta ler as quase 2 mil mensagens e diálogos entre Crivella e Rafael Alves e comparar com os fatos. Tudo o que Rafael Alves ordenou, Crivella cumpriu. Desde a nomeação de seu irmão, Marcelo Alves, para a Presidência da Riotur, passando pela suspensão de uma construção ilegal na casa do Romário e chegando até a “virada de mesa” no carnaval carioca. Rafael Alves ordenou Crivella a fazer um pedido à LIESA para que a Império Serrano e a Grande Rio não fossem rebaixadas. Feito. Com direito a Crivella, como um boneco de Rafael Alves, fosse até humilhantemente fotografado assinando a petição à Liga das Escolas de Samba pedindo a virada de mesa. Mas, por detrás de tudo, estava o verdadeiro prefeito, muito apropriadamente chamado de “Trump”.

Rafael Alves era como um “Rasputin da Prefeitura”. Sem aparecer, ele dizia não querer cargos e nem status, apenas o retorno do que estava investindo. E o retorno veio. Ele tinha participação até no canaval da Intendente Magalhães, local dos desfiles das escolas de samba dos grupos de acesso. Na Sapucaí, cobrava propina para a ocupação dos camarotes e mandava mensagens dizendo que qualquer ocupação desses locais privilegiados tinham que ter o seu aval. “Manda segurar a onda. Tem que sentar com a gente. Não fechamos”, disse a um interlocutor sobre um camarote da Sapucaí que já estava anunciado sem antes ter sido “negociado” com ele.

A Riotur, onde Rafael Alves exigiu a Crivella que nomeasse seu irmão, Marcelo Alves, como presidente, transformou-se no “QG das Propinas”. Era Rafael Alves que escolhia as empresas com as quais a Riotur faria negócios e o Crivella tinha que aceitar. Os mais variados e diversificados esquemas de corrupção foram realizados exatamente na Riotur, empresa que que, pela sua própria natureza, “vende a imagem da cidade”. E que imagem!!

Rafael Alves não gostava de ser contrariado e, em alguns momentos, enquadrou Crivella e até fez sérias ameaças caso aquilo que ele quisesse não fosse publicado no Diário Oficial. Vejam o que declarou quando Crivella pensou em colocar a Riotur subordinada à Secretaria de Turismo:

“Colocar a Riotur subordinada à Secretaria de Turismo é covardia, desvalorizando Marcelo e não honrando o que foi combinado lá atrás. Bela atitude, fala uma coisa e faz outra. Eu não aceito isso, a Riotur tem que ficar subordinada ao gabinete do prefeito. Esse ato tem que ser publicado amanhã no Diário Oficial, senão a conversa vai mudar de tom“.

“Senão a conversa vai mudar de tom.” Merece destaque a última frase desta mensagem do “Trump” da Cidade do Rio de Janeiro. Não é ameaça velada, é explícita mesmo.

E uma outra mensagem mostra como Crivella, durante todo esse tempo, teve que comer na mão do “verdadeiro Prefeito”, sob pena de tudo ser jogado no ventilador. Disse Rafael Alves:

“Crivella deve achar que sou moleque ou ele deve ter amnésia de tudo que investi e sei.”

Ele sabe de coisas que ainda não sabemos e ameaça dizer. Fala logo, Rafael! Mas enquanto ele não fala, seria bom o eleitor carioca tomar vergonha na cara, deixar de lado seus ódios e preconceitos e parar de votar em falsos moralistas que não passam de picaretas usando a religião e “Deus” para acobertar seus crimes.

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