CENSURA NA GLOBO QUE O PARIU!

A Globo acaba de ser censurada. A juíza Cristina Serra Feijó, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, acaba de proibir a emissora da família Marinho de exibir qualquer documento referente às investigações das “rachadinhas” que envolve o senador Flávio Bolsonaro e seu ex-assessor e “laranja”, o miliciano Fabrício Queiroz. O pedido para que a emissora seja impedida de exibir qualquer documento referente à investigação foi feito pela própria defesa de Flávio Bolsonaro, que sempre disse “não ter nada a esconder.”

Claro que é censura. Claro que é inconstitucional. Claro que é um atentado à liberdade de imprensa. E, claro, uma investigação que envolve um senador que também é filho do Presidente da República é, sem qualquer dúvida, matéria de interesse público. Mas, pelo menos por enquanto, a Globo não pode mostrar os documentos que, via de regra, obtém com “exclusividade”.

Ver uma emissora que apoiou o golpe de 1964, que apoiou o AI-5, que apoiou a censura nos governos militares e que foi parceira dos generais de plantão no governo durante o regime militar ser vítima da própria censura é algo que nunca imaginaríamos. Como, de um modo geral, jamais pensaríamos em medidas de censura em pleno século XXI e sob a vigência de uma Constituição que a proíbe. Os tempos são tão sombrios que veículos que participaram do golpe de 2016, a origem de tudo o que aí está, são vítimas do próprio veneno que produziram. Quando chegamos ao ponto da Globo e do Antagonista serem vítimas de censura, é porque eles, como muitos outros, ajudaram a “organizar a festa”, mas foram “barrados no baile”.

É lamentável, desalentador e preocupante ainda termos que pedir o fim da censura em pleno século XXI e com uma Constituição que garante a liberdade de expressão e o livre exercício do jornalismo. Mas, em grande parte, a Globo plantou os frutos que hoje colhe. Tempos bons aqueles em que a mídia dos Marinhos massacrava o PT sem dó nem piedade, sem ser incomodada e nem ter pedido de censura feito pelas suas “Genis” da ocasião. Jogaram tantas pedras na “Geni” em 2016 que acabaram quebrando a própria vidraça que dava proteção a todos. Mas, claro, não é isso que queremos. Queremos liberdade de imprensa e expressão, mesmo para aqueles que fizeram um jornalismo seletivo, panfletário e politicamente dirigido, como foi o caso da Globo. Quero dizer “Força, Globo! e “Quem pariu Messias que o embale!”

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