“POSTO IPIRANGA” SEM COMBUSTÍVEL

“Deixa de ser otário, rapaz”. A resposta baixa e desaforada que Bolsonaro voltou a dar para um jornalista que perguntou-lhe sobre os 89 mil que o miliciano Queiroz depositou na conta da “Micheque”, bem que serviria para muitos de seus próprios eleitores.

Combate à corrupção? Contra o foro privilegiado? Nada da “velha política”? Nunca se aliar ao “Centrão”? Tudo lorota. Como também foram lorotas os supostos “super-ministros”. Refiro-me ao Moro e ao Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” de Bolsonaro. Moro foi usado para enganar aquela “classezinha média” com capa de moralista. Fabricou-se em Moro a imagem do ícone da anti-corrupção. Imagem falsa, é verdade, dados os delitos, crimes processuais e violações à Constituição que cometeu. Mas o nome de Moro encantava otários. Então, Moro foi usado, desmoralizado, ruminado e cuspido. Hoje é alvo das milícias digitais bolsonaristas. Quem procura, acha!

E, para enganar o “mercado”, ninguém melhor do que Paulo Guedes, um banqueiro que odeia servidor público. Que odeia pobres (lembram do ódio com o qual falou em “empregada doméstica ir para a Disney”?) E, com Guedes, o “mercado” ficaria aliviado: reforma da previdência (feito!), congelamento dos salários dos servidores de todo país (feito!), privatizações e reforma administrativa (a caminho!). Mas o tal “mercado”, de quem Guedes é o representante, apoiou Bolsonaro pensando também no tal “teto de gastos”, na “responsabilidade fiscal”. E aí Guedes viu que, se ele foi usado para uma campanha (a de 2018), ele já não tem mais combustível para a campanha que está plenamente em curso (a de 2022).

Guedes foi muito útil para atrair os votos do “mercado” em 2018. Como Moro foi muito útil para atrair os votos dos “moralistas lavajatistas” em 2018. Moro já foi defenestrado. Agora, Guedes encontra-sem em processo fritura. Porque ele não está sendo útil para a campanha de 2022 que Bolsonaro já realiza desde o primeiro dia de seu governo.

Em campanha, Bolsonaro quer porque quer gastar. Com total apoio do “Centrão”. “Renda Brasil”, casa colorida, obras e obras eleitoreiras. Guedes já disse que a irresponsabilidade pode levar ao impeachment. Mas o “Centrão” não vai deixar. E Bolsonaro deve estar dizendo: Sai prá lá, Posto Ipiranga! Seu combustível já acabou, já deu. Foi muito útil em 2018. Agora, se quer sair, que saia! E nós complementamos para aqueles que acreditaram: Deixa de ser otário rapaz!

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