TOFFOLI TRAVA IMPEACHMENT DE WITZEL

Nunca tivemos como objetivo cassar o mandato de alguém, mas, sim, de levar a verdade para a população. Se precisamos mudar algo para essa verdade vir à tona, que seja feito.” (Deputado Chico Machado, do PSD, presidente da comissão de impeachment da ALERJ, que será desfeita).

Não somos pitonisa. E nem pretendemos ser. Mas já começo a ver esse processo de impeachment contra o governador Wilson Witzel como um grande teatro – assim como foi um teatro o processo de impeachment do Crivella. Agora o presidente do STF, Dias Toffoli, acaba de acolher o pedido da defesa de Witzel, para que a comissão que analisa o processo seja dissolvida e outra comissão seja formada. Motivo: não foi cumprida a proporcionalidade dos partidos políticos na formação da comissão. Não vamos aqui ficar dando uma de “justiceiros lavajatistas”, como os seguidores do marreco. Se a lei exige o princípio da proporcionalidade na formação da comissão, que tem 25 membros, e esse princípio não foi seguido, então, a comissão é mesmo ilegal. Foi uma “barbeiragem” tão grande, que dá a impressão até de ter sido proposital. Com a decisão de Toffoli, tudo vai começar do zero e Witzel ganha tempo para negociar (cargos, venham que eu vos quero!). Mas também, certamente os deputados ganham mais tempo para barganhar. Muitos parecem estar como crianças em uma vitrine de padaria, sem ainda terem se decidido o que vão escolher. Deixar esse “furo” elementar, principalmente tendo Witzel um excelente advogado (Manoel Peixinho), parece mesmo ser parte de um teatro – quiçá pantomímico.

Se “o objetivo não é cassar o mandato de alguém, mas sim levar a verdade para a população”, como disse o deputado Chico Machado, presidente da comissão que acaba de ser desfeita, então por que abrir o processo de impeachment? Bastaria, então, uma CPI. Se 69 dos 70 deputados foram “favoráveis” ao impeachement, incluindo aqueles do próprio partido de Witzel, certamente eles seriam também a favor de uma CPI para levar a verdade à população.

O não cumprimento do princípio da proporcionalidade é um erro tão elementar, que chega a gerar dúvidas sobre sua intencionalidade. Agora, outra comissão será formada e um prazo de dez sessões terá que ser observado para Witzel apresentar sua defesa. O prazo se esgotaria nesta quinta-feira, dia 30. E assim, tudo faz parecer que todos, e não apenas Witzel, ganham tempo em toda essa história, que já começa a ganhar ares de “mal contada”.

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