O GOVERNO PARALELO DO CARLUXO

Carlos Bolsonaro, vulgo “Carluxo” ou o “filho 02 do Bozo”, podem acreditar: ganhou uma sala para “despachar” no Palácio do Planalto. Ele é vereador no Rio de Janeiro e não possui qualquer cargo formal no governo (e nem pode possuir). Mas agora ele vai “despachar” diretamente do Palácio do Planalto.

A influência de Carluxo no governo é absurda e ele, de fato, governa. Ele já até demitiu ministros. Agora, todos se perguntam o que pode significar o Carluxo ter uma sala para “despachar” diretamente do Planalto. Seria um governo paralelo que, na verdade, sempre existiu e que agora se apresenta de forma mais explícita, especialmente diante da crise pandêmica? Tudo leva a crer que sim.

Carluxo comanda a organização criminosa que ficou conhecida como “gabinete do ódio”, especializada em ameaçar adversários políticos, detratar desafetos e lançar calúnias e fake news pela rede. O “gabinete do ódio” é um braço fundamental do bolsonarismo, foi importantíssimo na eleição e sempre atuou no governo. Tudo comandado pelo Carluxo. Agora, num momento em que praticamente Bolsonaro já não governa, estando isolado e sendo um mero figurante em seu próprio governo, uma sala para o Carluxo no Planalto pode significar a entrada do “gabinete do ódio” na luta para neutralizar o protagonismo daqueles que, dentro ou fora do governo, vêm ganhando campo em detrimento de Bolsonaro. Mandetta e Doria são apenas alguns exemplos. E os últimos fatos corroboram isso.

Primeiro, foi o pronunciamento do Bozo no dia 31. Soube-se que apenas o Carluxo e seu núcleo odioso tiveram acesso ao teor do discurso. Nenhum ministro ou outro assessor formal sabiam o que o Bozo ia falar. Mas o Carluxo sabia.

Outro exemplo foi a tal reunião para discutir a pandemia do coronavírus sem a participação do ministro da Saúde. Bolsonaro reuniu-se com um grupo de médicos para discutir a questão do coronavírus sem a presença do Mandetta. Como pode o ministro da Saúde não ser convocado para uma reunião com a Presidência sobre o coronavírus? Claro que sua ausência foi estratégica. Até porque o Ministério da Saúde, ao defender o isolamento, contraria a postura criminosa e genocida de Bolsonaro, Carluxo e Cia. Alguém duvida da influência de Carluxo na rasieira dada no Mandetta? A fritura de Mandetta ainda está em óleo brando. Mas com o Carluxo assumindo definitivamente o Planalto, é uma questão de tempo ele virar torresmo. Afinal, quem governa o Brasil?

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