“DÁ PARA DAR UM GOLPE?”

golpe não

“Quero continuar presidente. Não dá para dar um golpe, não?” (Jair Bolsonaro, ao Presidente do Paraguai, Mario Abdo Benítez, sem saber que estava sendo gravado).

“Nas democracias não exitem atalhos.” (Lucia Topolansky, vice-presidente do Uruguai, respondendo a Bolsonaro).

Falar eles vão falando. Então, se colar colou. Primeiro, foi o próprio Bolsonaro, que falou em “endurecer o regime”, em caso de protestos como os do Chile. Daí para o AI-5, foi um “atalho”. Dudu Bolsonaro, o general Heleno e até o Paulo Guedes, o “Posto Ipiranga” da economia, também falaram em AI-5. Em todas as ocasiões, receberam o devido repúdio, até por parte da direita não fascista.

Para quem apoiou o golpe de 1964, para quem sempre defendeu a ditadura, as torturas e ainda cultua um torturador como ídolo, então, confessar que pretende continuar no poder, nem que seja por um golpe, não chega a ser nenhuma surpresa. Bolsonaro ainda nem completou o primeiro ano de mandato e já pensa na reeleição. Mas se essa não vier, vale um golpe mesmo.

Bolsonaro é tosco, mas sabe que 2022 não será igual a 2018. Se hoje já não dá mais para continuar batendo na tecla do PT, que foi a mais batida em sua eleição, então essa tática já está com o prazo vencido. O PT já está desde 2016 fora do poder. Além disso, a bolha bolsonarista vem perdendo adeptos e só os visionários, fundamentalistas, chauvinistas de todas as ordens e cegos de ódio ainda abraçam a causa bolsonarista. O partido que ele pretende criar não será grande como o consórcio que o elegeu em 2018. Então, ele já joga com a ideia do golpe. Se colar, aí a gente segue em frente.

A (novamente) infeliz fala de Bolsonaro, em que perguntou, aparentemente de forma irônica, ao Presidente do Paraguai, se não poderia continuar como Presidente por meio de um golpe, foi captada pela Rádio Guaíba e já recebeu as devidas repulsas. A vice-presidente uruguaia, Lucia Topolansky, já deu a simples e devida resposta ao capitão fascista, ao replicar-lhe afirmando que “nas democracias não existem atalhos.” Certamente, outras respostas à altura ainda virão. Atalhos como AI-5, golpes militares, autogolpes, já estão devidamente defenestrados na latrina da história para onde, aliás, Bolsonaro e seus seguidores já garantiram lugar. E, pouco a pouco, a resposta à pergunta de Bolsonaro vai sendo dada: Não, não pode dar golpe!

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