ALIANÇA PELA “FAMÍLIA”

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Hoje aconteceu a convenção de fundação do partido criado por Bolsonaro e sua família, denominado Aliança Pelo Brasil. O termo “aliança” já remete ao saudosismo autoritário de Bolsonaro, pois lembra a Aliança Renovadora Nacional, a ARENA, partido de sustentação da ditadura militar. E parece que o partido já começa fazendo jus a uma de suas proclamadas bandeiras: a família. Isso porque o partido poderia muito bem ser chamado de “Aliança Pela Família Bolsonaro”. O próprio Jair Bolsonaro será o presidente do partido. O vice-presidente será seu filho Flávio. Já um outro filho, Jair Renan, será um dos conselheiros da agremiação de extrema-direita. O partido, como se pode notar, pertencerá à família Bolsonaro.

O tripé do partido da família Bolsonaro lembra a antiga Ação Integralista Brasileira, a AIB, movimento fascista que teve como líder Plínio Salgado, surgido nos anos 1930: “Deus”, “Pátria” e “Família”.Recentemente bolsonaristas foram às ruas com a bandeira do Integralismo e vestidos à caráter com o traje de “galinhas verdes”e a letra grega sigma no braço. Eles queriam o fechamento do STF. Parece que agora esses fascistas já terão onde se alojar. O fundamentalismo religioso é outro elemento presente no partido bolsonarista. Não faltam ainda ao partido clichês recheados de chauvinismo e de moralismo barato. Certamente, eles farão uma nova “marcha com Deus pela família e liberdade”, em defesa dos “bons costumes” e contra a “praga do comunismo”, com a presença indispensável de alguma “Associação das Donas-de-Casa Bem-Comportadas Colecionadoras de Ursinhos de Pelúcia”.

Para quem sempre foi avesso a partidos políticos (Bolsonaro passou por dez) e quem sempre viu nas siglas uma mera formalidade para ser candidato, a empreitada da família Bolsonaro não deixa de ser um desafio. Bolsonaro ainda tem um capital político considerável, embora esse capital esteja em permanente erosão. O partido terá cerca de 4 meses para coletar 500 mil assinaturas para que possa disputar as eleições municipais de 2020. Eles queriam validar assinaturas digitais, feitas por aplicativo, mas a Justiça Eleitoral não aceita. Mas certamente o maior desafio para Bolsonaro será a obrigatoriedade de seu partido ter que lançar, ao menos, 30% de candidaturas femininas. Será que ele dirá que terá que dar uma “fraquejada legal”?

 

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