MENOS ESCOLAS, MAIS DESIGULDADES

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“Menos escolas públicas e desobrigação do Estado em relação à educação e ao combate à desigualdades”. Assim pode ser resumida a PEC do ministro-banqueiro de Bolsonaro, Paulo Guedes, em relação ao compromisso do governo Bolsonaro com a educação. A PEC do chamado “pacto federativo” do governo abre caminho para a expansão do ensino privado e desobriga o Estado a investir na expansão do ensino quando houver carência de vagas nos cursos regulares da rede pública.

Enquanto Bolsonaro, seus filhos e ministros fundamentalistas vão bostejando um festival de besteiras, atuando como se fizessem o papel de serem o “ópio” do governo, Paulo Guedes vai, de forma igualmente criminosa e competente, levando adiante seu projeto ultraliberal de extinção do Estado brasileiro.

O tão falado “equilíbrio das contas públicas” passa pelo sacrifício daqueles que mais precisam do Estado. Agora, os ataques do governo, que já haviam golpeado o direito à aposentadoria e os direitos trabalhistas, também chegam à educação: na lógica cruel de Guedes e seus asseclas, desobrigar o Estado de construir escolas e entregar a educação à iniciativa privada é o caminho. A justificativa é a de que, onde estiver faltando vagas, os alunos seriam matriculados em escolas particulares, com bolsas de estudos pagas pelo governo. Segundo o ministro-banqueiro, isso gastaria menos recursos do que construir escolas, como se educação não fosse um investimento essencial. Mas para o governo Bolsonaro não é mesmo. Será a farra dos mascates do ensino e o fim progressivo da obrigação do Estado com a educação.

No mesmo pacote, o banqueiro Paulo Guedes propõe a retirada da Constituição do trecho que estabelece que o orçamento da União deva ser usado para a redução das desigualdades regionais. Reduzir desigualdades deve ser coisa de “comunista” e “esquerdopata” e o orçamento da União deve ter outras prioridades: bancar auxílio-moradia de juízes com imóvel próprio, pensões de filhas de militares que nunca trabalharam e a prodigalidade do cartão corporativo do Presidente da República, por exemplo. Mas na lógica do governo bolsonarista, a culpa do tal rombo nas contas públicas é daqueles que precisam de escola pública de qualidade e de políticas que diminuam as desigualdades existentes. Essa tal “Escola de Chicago” deve mesmo ser um túnel do tempo, sem escalas, para a selvageria paleolítica…

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