GLOBO E BOZO SE MERECEM

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Aqueles que apoiam barbaridades judiciárias e pseudo-jornalísticas, com o fito de atingir seus adversários e desafetos, saibam que, no futuro, eles próprios poderão ser as vítimas das barbaridades que hoje defendem. Não faz muito tempo. Foi em 2016, pouco antes do golpe contra a então Presidente Dilma. O então juiz Sérgio Moro, agindo de forma criminosa, vazou uma conversa da então Presidente com o ex-Presidente Lula, entregando-a de bandeja para que a Rede Globo a divulgasse em primeiríssima mão no… Jornal Nacional! Na ocasião, os bolsonaristas esfuziantes davam vivas ao “herói” Moro. Não importa que o vazamento foi ilegal e criminoso (o que foi reconhecido pelo próprio Moro). Não importa que a Globo utilizasse aquele expediente ilegal. O que importa é que os atingidos eram a Dilma e o Lula. O resto é acidente de percurso. Tanto que Moro, o juiz que vazou ilegal e criminosamente a conversa de Dilma e Lula, tornou-se ministro da Justiça de… Bolsonaro!

Bolsonaro foi um dos grandes beneficiários do “jornalismo” da Globo. Ele cresceu em grande parte graças às porradas da “besta do Jardim Botânico” em cima do PT, do Lula e da Dilma. Jamais iremos contra o trabalho do jornalista, que é protegido pelo sigilo da fonte. O criminoso não é o jornalista e sim quem vazou indevidamente a informação. No caso da Dilma, o criminoso foi Sérgio Moro. O que a Globo fazia, e sempre condenaremos, era selecionar o que levava ao ar, visando poupar os tucanos e atacar o PT. Mal sabia a Globo que, com sua seletividade jornalística, estava abrindo caminho para o consórcio fundamentalista-religioso-militar que levaria Bolsonaro ao poder. Quando a família Marinho abriu os olhos, já era tarde. Do “picolé de chuchu” que eles haviam plantado, brotou o “Bozo”.

Agora, Bolsonaro reclama do vazamento (ilegal, é verdade), do depoimento do porteiro de seu condomínio, onde também morava o assassino de Marielle e Anderson. No dia 13 de março de 2019, quando o assassinato de Marielle e Anderson completava um ano, publicávamos no blog um artigo intitulado “Vivendas, Fotos e Fichas”, que termina assim:

Ficamos nos perguntando se os investigadores irão solicitar as gravações das câmeras de segurança do condomínio, bem como os registros dos visitantes nesse período, se é que já não o fizeram. Devem existir gravações detalhadas porque, em um bom período do ano passado, o condomínio foi muito frequentado em razão de ser o local de residência de um então candidato a Presidente da República. Tudo em nome da segurança pública e, quiçá, nacional. Até porque, como bem disse o jornalista José Luiz Datena, em seu programa “Brasil Urgente”, de ontem: “O cara morava no condomínio do Presidente. Já pensou se o cara dá um tiro no Presidente?…

O link para acessar o artigo na íntegra é:

https://pedropaulorasgaamidia.com/2019/03/13/vivendas-fotos-e-fichas/

Na matéria divulgada pelo Jornal Nacional, em 29 de outubro, Elcio Queiroz, um dos assassinos de Marielle, segundo o porteiro do condomínio, teria dito que iria na casa 58 (a de Bolsonaro), mas acaba indo para a casa de Ronnie Lessa, de número 65. Uma suposta ligação para a casa do Bolsonaro teria sido atendida por alguém que o porteiro afirmara ser o “seu Jair”, que autorizou a entrada. Segundo o depoimento do porteiro, o tal “seu Jair”, em outra ligação, quando alertado da ida do visitante para outra residência, afirmou ter ciência do fato. Mas Bolsonaro estava na Câmara dos Deputados, em Brasília. Quem teria atendido a ligação na casa de Bolsonaro? Por que alguém se passaria por Bolsonaro? Tudo deve ser investigado e as informações divulgadas pelo Jornal Nacional baseiam-se nos registros escritos, que já estão no inquérito.

Hoje, dia 30 de outubro, o filho de Bolsonaro, Carlos, divulga um vídeo mostrando que não houve nenhuma ligação para a casa 58 e que os registros mostram apenas ligação para a casa 65. Parece que o porteiro vai ser a “bola da vez” e, quem sabe, mais uma das muitas “hienas”. A Procuradoria afirmou que o porteiro mentiu em seu depoimento. Talvez, se enganado. Causa estranheza o fato de este outro registro divulgado por Carlos, constante no computador, não fazer parte do inquérito. Por quê?

Bolsonaro já acusou o governador Witzel pela responsabilidade do vazamento, tendo como base uma matéria da revista Veja, o que Witzel nega peremptoriamente. Bolsonaro hoje prova e sente na pele aquilo que apoiou e o beneficiou, quando foi cometido contra seus adversários. O episódio ainda promete muitos capítulos e na guerra Globo X Bozo, temos uma contenda daqueles que verdadeiramente se merecem.

 

 

 

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