TRUMP BARRA BOZO NO BAILE

ocde 2

Não adiantou Bolsonaro rastejar aos pés de Trump. Não adiantou a mão do Bolsonaro aparecer na radiografia pélvica do Trump. Não adiantou Bolsonaro elogiar Trump e os Estados Unidos em seu lastimável discurso na ONU. Não adiantou Bolsonaro esperar mais de uma hora para dizer “I love you” para Trump.  Não adiantou Bolsonaro prestar continência à bandeira dos Estados Unidos. Enfim, não adiantou Bolsonaro ser um capacho ancilar de Trump. Porque, depois de Trump ter prometido a Bolsonaro que endossaria a entrada do Brasil na OCDE (Organização de Cooperação e Desenvolvimento), hoje chegou a notícia de que os Estados Unidos não apoiam mais a entrada do Brasil na Organização. E que não me venham com eufemismos. A verdade é que o ídolo abandonou o seu admirador e bajulador. No lugar do Brasil, os Estados Unidos acabaram preferindo a entrada da Argentina e da Romênia.

Fazer parte de uma organização como a OCDE não deixa de ser um status para qualquer de seus países-membros. A organização, formada por 36 países, é conhecida como sendo uma espécie de “clube de países mais ricos”. A entrada do Brasil na ODCE sempre foi vista como uma forma de atrair investimentos. Fazer parte de um bloco como a ODCE é estar em uma seleta organização com países de alto desenvolvimento econômico e humano. Os Estados Unidos haviam prometido a Bolsonaro o ingresso do Brasil no bloco e Bolsonaro antecipou as contrapartidas: liberou a entrada de cidadãos norte-americanos em nosso país sem visto (tratamento que não é dado aos brasileiros nos EUA), além de permitir aos EUA a utilização da Base Espacial de Alcântara e ainda isentar o trigo dos EUA de tarifas alfandegárias. Até a Argentina, que passa por uma das maiores crises de sua história com o governo neoliberal de Macri, teve o aval de Trump. Mas o mesmo Trump, do qual Bolsonaro não se cansa de ser um reles ancilar, “fez e andou” para o Bozo e para o nosso país. Vergonha! Vergonha! Vergonha!

Resta um consolo: quem sabe em 2022? O que era dado como certo, apesar de todas as promessas, agora fica em uma outra promessa. Enquanto isso, os ancilares do Tio Sam permanecem resignados. E a afirmação do “ministro caixa 2” perdoado por Sérgio Moro, Onyx Lorenzoni, chega a ser risível. Disse o “ministro caixa 2”: “No futuro, a OCDE é que fará questão que o Brasil entre na organização.” Enquanto isso, empresas dos Estados Unidos acabam de fazer a farra e ganhar bons quinhões no leilão entreguista de nosso pré-sal. A lambição de botas não tem fim! Como bem disse Bolsonaro no dia 7 de setembro, ao lembrar que os Estados Unidos foi o primeiro país a reconhecer a nossa independência. O Presidente dos Estados Unidos em 7 de setembro de 1822 era James Monroe, aquele que disse: “A América para os americanos.” O que Monroe não disse? “Para os americanos do norte…”, talquei?

 

 

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