BOLSONARO REPUDIADO ATÉ PELA DIREITA

imprensa chilena reage

“Seu país só não é uma Cuba graças aos que tiveram a coragem de dar um basta à esquerda em 1973, entre esses comunistas o seu pai brigadeiro à época”. (Jair Bolsonaro, em resposta a Michelle Bachelet, que afirmou ter observado no Brasil uma redução do espaço democrático).

Bolsonaro voltou a atacar. Dessa vez, a vítima da hidrofobia fascista de Bolsonaro foi a ex-Presidente do Chile, Michelle Bachelet. E, como sempre, da forma mais asquerosa, covarde e rasteira que se pode esperar e que, lamentavelmente, vindo de quem vem, já não causa mais surpresas no Brasil e no mundo. Só indignação e repulsa. Bachelet, que atualmente é alta comissária da ONU para os Direitos Humanos,  afirmou que  “o espaço democrático no Brasil está encolhendo”. Afirmação que, aliás, muitos nomes da própria direita brasileira já fazem. Perguntem para o Dória. Perguntem para os meninos do MBL. Perguntem para a doutora Janaína Paschoal. Isso, só para citarmos alguns exemplos de apoiadores de Bolsonaro que hoje pensam da mesma forma que a ex-Presidente chilena.

Ao replicar a ex-Presidente do Chile Bolsonaro, que sequer tem postura de ser humano, quanto mais de Presidente da República, mais uma vez partiu para o ataque a pessoas queridas de seus desafetos e que foram vítimas de ditaduras sanguinárias. Do mesmo modo que atacou o Presidente da OAB, cujo pai foi assassinado sob a ditadura militar, agora ele atacou o pai de Michelle Bachelet, assassinado sob a ditadura de Augusto Pinochet, que ele aproveitou para também fazer a apologia de sempre. O pai de Michelle Bachelet, Alberto Bachelet, era um militar legalista que recusou-se a chancelar o regime ditatorial e sanguinário de imposto por Pinochet em 1973, no golpe patrocinado pelos Estados Unidos que derrubou o Presidente legitimamente eleito Salvador Allende. Alberto Bachelet, acusado de “traição” por não apoiar o regime golpista e ditatorial, foi morto sob torturas em 1974 no regime assassino de Pinochet.  No Chile, tanto a imprensa como políticos de várias tendências, repudiaram as declarações de Bolsonaro.

Bolsonaro, mais uma vez,  desfere outro ataque. Mais um ataque brutal. Mais um ataque covarde e fora de qualquer propósito, pois se ele acha que no Brasil o espaço democrático não encolheu sob seu governo, então não será defendendo ditadura, tortura e ofendendo a memória de vítimas de ditadores que ele irá demonstrar o contrário. Até porque Michelle Bachelet falou aquilo que o os principais líderes mundiais, de vários matizes político-ideológicos, já falaram. No Chile, até a direita repudiou mais uma afirmação odiosa e animalesca de Bolsonaro, incluindo-se até mesmo o atual Presidente chileno, o direitista Sebastian Piñera, que cobrou de Bolsonaro respeito pelas pessoas. Disse o presidente chileno, que é aliado de Bolsonaro e adversário político da ex-Presidente Michelle Bachelet:

“Não compartilho em absoluto a alusão feita pelo presidente Bolsonaro a uma ex-presidente do Chile, especialmente em um tema tão doloroso como a morte de seu pai.”

Além do Presidente do Chile, o deputado Issa Kort, da União Democrática Independente, partido de direita que apóia o atual governo chileno, foi irretocável em seu repúdio a mais esse ataque monstruoso de Bolsonaro:

“Uma liderança política séria e responsável deve ter argumento e não fazer ataques.”

Nem mencionaremos os repúdios vindos da esquerda, tanto do Brasil como do Chile, porque tais menções tornam-se absolutamente desnecessárias. No Brasil, João Dória, direitista que apoiou Bolsonaro e que foi por ele chamado de “ejaculação precoce”, também voltou-se contra a declaração estúpida e repugnante do Presidente fascista, recomendando que Bolsonaro “cuide mais de seu povo.” Só que, antes de cuidar de seu povo, Bolsonaro deveria cuidar de sua mente doentia. Se é que a sua doença mental tem cura…

 

 

 

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