THE INTERCEPT: GLOBO É A BOLA DA VEZ

rede globo golpista

“Se eu pudesse lhes adiantar tudo que eu sei…” (Eduardo Goldenberg, advogado, lançando suspense sobre o que virá sobre a Globo na Vaza Jato).

O conluio subterrâneo que foi a operação Lava Jato não teria logrado êxito sem a conivência/associação da mídia comprometida e golpista. Alguns veículos de comunicação já apareceram em diálogos revelados pelo The Intercept, como o SBT e o Estadão. O papel da mídia foi fundamental para vender uma imagem de que Moro, Dallagnol e os demais participantes do conluio eram os justiceiros dos quais o Brasil precisava para banir a corrupção do país. Mas o jornalismo desses veículos jamais foi independente, assim como a própria Lava Jato. Para além do carreirismo de Sérgio Moro e dos “negócios da China” de Dallagnol, haviam lautos interesses políticos. Tanto de Moro (o chefe, de fato, da operação) como de Dallagnol (seu procurador subserviente). Porém, em comum a todos, inclusive à mídia golpista, havia o interesse político-eleitoral. A operação alijaria a candidatura virtualmente vencedora, mas que não lhes interessava. Aí a Globo, mais uma vez, acrescentaria mais um capítulo em sua farta e maculada história de golpes.

Teria vindo do nada, por exemplo, o fato de a Rede Globo sempre saber com antecedência as operações da Polícia Federal? A troco de quê? Como explicar que a Globo sempre chegava nos locais das operações antes mesmo da Polícia? E a condução coercitiva do Lula? Como a Globo soube e lá estava na porta do ex-Presidente para marcar mais um “furo” do “jornalismo independente”? E o que explicaria, por exemplo, o fato de Sérgio Moro ter dado de bandeja para a Globo a gravação da conversa da ex-Presidente Dilma com o Lula? Sem dúvida, a poderosa organização da família Marinho fazia o papel de “Diário Oficial” da Lava-Jato. Tudo para mudar a opinião, os fatos, os votos e, por conseguinte, o resultado das eleições de 2018. Lula não podia ganhar. Claro que a Globo tinha o seu candidato. Como sempre teve. Dessa vez, seria o Alckmin. Meirelles também seria um “bom nome”, porém, inviável. Plantou-se, então, um “picolé de chuchu”. Mal sabiam eles o que colheriam, tanto a Globo como os seus sócios do Judiciário e do Ministério Público. Dá assim para entender o porquê de a Globo, que sempre gabou-se de fazer revelações bombásticas , recusar-se a ser parceira nas publicações desveladoras do site do jornalista Glenn Greenwald.

Hoje, pelo Twitter, o advogado Eduardo Goldenberg, que vem antecipando o que sai na Vaza Jato, afirmou que a Rede Globo será a próxima a aparecer no esgoto das relações comprometedoras com procuradores. Dá para imaginar o que vem por aí. Será? A “besta do Jardim Botânico” sempre se supera. Evidentemente a atuação de uma mídia tão poderosa como a Globo seria imprescindível para a Lava Jato. Tanto Moro, como os procuradores e a própria Globo, sempre pouparam os tucanos. Esses não poderiam ser atingidos. O próprio Moro recusou uma investigação “de araque” contra FHC apenas para dar sinais de imparcialidade, alegando não querer melindrar o cardeal tucano. Já a Globo, apostava na demonização de petistas e blindagem dos tucanos. Porrada do Merval Pereira. Porrada do Carlos Alberto Sardenberg. Porrada do Gerson Camarotti. Porrada da Cristiana Lobo. Porrada da Eliane Catanhêde. Porrada da Míriam Leitão. Porrada do William Bonner. Porrada da Renata Vasconcellos. Porrada até da Ana Maria Braga, com seu inesquecível colar de tomates. Haja porrada!

Agora, segundo Eduardo Goldenberg, a Globo será a próxima a ter suas relações espúrias com os justiceiros da Lava Jato reveladas pelo The Intercept. Claro que ficamos na ansiedade de mais esse capítulo da “folha corrida” da Globo na história do Brasil. Enquanto isso, que Sérgio Moro, na condição de ministro “pro forma” da Justiça e refém do Bolsonaro, continue sendo humilhado pelo fascista que sem ele não chegaria ao poder. Quanto à turma da Globo, que continuem embalando o monstro que vocês co-gestaram com Moro e sua turma. Hoje o resultado, para eles, é que Merval, Miriam e outros coleguinhas de redação, são frequentemente atacados pelo fascista que ajudaram a parir. E que não me venham dizer, depois, que as revelações que comprometem seus papéis e de seus patrões foram apenas vazamentos criminosos e sensacionalistas. Porque vocês foram protagonistas naquele funesto festival que agrediu a democracia brasileira.

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