BOLSONARO E A VIÚVA DO TORTURADOR

ustra torturadorJair Bolsonaro reservou um espaço em sua agenda para, no dia de hoje, 8 de agosto, receber a viúva do torturador e assassino, coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra. O centro de repressão comandado por Ustra durante a ditadura militar, o DOI-CODI de São Paulo, de acordo com a Comissão Nacional da Verdade, foi responsável por 45 mortes e desaparecimentos de presos políticos. Não é à toa que Bolsonaro quer acabar com a Comissão Nacional da Verdade. Ustra, o torturador a quem Bolsonaro chama de “herói nacional” ficou muito conhecido, dentre outras coisas, por seus métodos sádicos de torturar especialmente as mulheres. Um dos prazeres execráveis do torturador era enfiar ratos vivos nas vaginas das presas políticas. O torturador de estimação do Bolsonaro não poupava nem mesmo as mulheres grávidas.

Bolsonaro, o presidente “cristão”, para quem “Deus está acima de todos”, já declarou por diversas vezes que o livro “Verdade Sufocada”, escrito pelo torturador, é o seu livro de cabeceira. O torturador Ustra morreu em 2015, sem jamais ter pago pelos seus crimes. No ano seguinte à sua morte, o então deputado Jair Bolsonaro exaltou o torturador durante a votação do impeachment da ex-Presidente Dilma, ao dedicar seu voto “à memória do coronel Ustra, o terror de Dilma Rousseff”. A abjeta homenagem tinha um objetivo direto, visto que Dilma foi uma das vítimas do torturador Ustra.

Hoje, ao receber a viúva do torturador para um almoço, Bolsonaro reafirmou que o verdugo da ditadura é “um herói nacional”. Vivi os tempos da ditadura militar, quando os então generais-presidentes também exaltavam militares que teriam sido “heróis nacionais”, como o alferes Tiradentes, o almirante Tamandaré ou o marechal Deodoro da Fonseca. Até para a escolha de militares-heróis o país retrocedeu ao que pode haver de mais asqueroso. Se o almoço de Bolsonaro com a viúva do torturador teve a presença “espiritual” de Ustra, então algum rato deve ter aparecido em cena. Mas certamente a viúva, que não é boba e conhecia seu marido, deve ter ido paramentada de cinto de castidade.

Encerramos este artigo com uma homenagem a algumas das mulheres torturadas e mortas na ditadura, todas vítimas das homenagens e exaltações de Bolsonaro ao seu torturador de estimação:

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Da esquerda para a direita: Helenira Resende, Aurora Maria Nascimento Furtado, Soledad Barrett, Dinalva Oliveira Teixeira, Isis Dias de Oliveira, Ana Rosa Kicinski Silva. Elas vivem!

 

 

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