VITÓRIA DOS PROFESSORES

não ao escola sem partido“Fiz papel de bobo.” (Miguel Nagib, criador do movimento “Escola Sem Partido”, em entrevista ao O “Globo”, em 18 de julho de 2019, queixando-se de não ter o apoio de Bolsonaro e nem do Ministério da Educação).

O movimento “Escola Sem Partido”, um dos tentáculos fascistas da campanha de Jair Bolsonaro, está anunciando o seu fim. O movimento, como é sabido, pretende combater o que chama de “doutrinação” nas escolas. Para isso, propõe uma lei da mordaça aos professores, a censura aos debates, o fim do ensino crítico, um controle sobre conteúdos ministrados e sobre provas elaboradas e cria até um canal do tipo inquisitorial (anônimo) de denúncia contra os professores. Miguel Nagib, o criador do movimento, que disse ter feito “papel de bobo”, reclama da falta de apoio de Bolsonarto ao projeto, uma das bandeiras da campanha do atual Presidente da República. Reclama ainda por não ter sido recebido pelo ex-ministro da Educação, o colombiano Ricardo Vélez. Sobre o atual ministro, diz que Abraham Weintraub “gosta mais de falar do que de ouvir.” Parece que o movimento que queria calar a voz dos professores ficou órfão de quem eles esperavam ter como “paizão”. Papel de bobo para eles. Vitória para os professores.

Miguel Nagib, o líder do movimento que quer amordaçar os professores, reclama ainda de ser um lobo solitário em sua missão “redentora” e “patriótica”. Diz que quem faz tudo é ele, em relação ao que afirma que deveria ser um trabalho coletivo. Acrescenta ainda que “quem banca tudo é ele próprio”. Reclama ainda de não ter tido apoio da classe empresarial. A decepção de Nagib com Bolsonaro já vem, segundo ele, desde a transição dos governos, quando diz nunca mais ter ouvido Bolsonaro falar no “Escola Sem Partido”.

No ano passado, o projeto original foi arquivado em razão da falta de quorum e do calendário. Na atual legislatura, a tropa bolsonarista insistiu em ressuscitar o projeto, que foi reapresentado pela deputada Bia Kicis, do PSL, sob o número 246/2019. Portanto, o projeto está em tramitação na Câmara dos Deputados. Mas com o fim do movimento “Escola Sem Partido”, o maior lobby dos censores dos professores não irá mais atuar. No ano passado, a mobilização dos professores foi grande e o projeto foi arquivado. Vitória dos professores. Agora, o movimento “Escola Sem Partido” sairá de cena. Nova vitória dos professores. Mas ainda resta sepultar, de vez, o projeto de censura aos professores no Congresso. Que venha a vitória definitiva dos professores.

 

 

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