MORO E FAUSTÃO PERDIDOS NA NOITE

new york times

“Para onde você corre quando os cruzados anticorrupção são sujos?” (The New York Times, sobre Sérgio Moro).

Depois de sair da Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aos gritos de “ladrão” e “fujão”, o ministro bolsonarista Sérgio Moro agora está sendo chamado de “sujo” pelo The New York Times, jornal que que nada, absolutamente nada, tem de esquerdista. A revista Veja, que por tempos chamou o então juiz Sérgio Moro de “herói”, também já assume em sua última edição o erro que cometeu, ressaltando em sua matéria que os diálogos divulgados na parceria com o The Intercept “violam o devido processo legal.” Palavras da Veja, não nossas.

Na parte da Vaza Jato divulgada hoje, foram analisadas quase 650 mil mensagens do Telegram, e a variedade de escândalos, ilegalidades, promiscuidades e até de cinismo são assombrosas. Até o apresentador global Faustão virou assessor de imprensa do juiz-acusador Sérgio Moro. Faustão sugeriu que Moro, em suas entrevistas, usasse uma linguagem do “povão” por ocasião das entrevistas coletivas. Claro que a Globo e/ou algum dos seus prepostos não poderiam estar fora dessa. Será que o Faustão faria uma recomendação dessa por conta própria? Olha a Globo começando a aparecer! Alguma novidade? Grande parte desse subterrâneo fétido também foi fomentado e divulgado com sensacionalismo pela “Besta do Jardim Botânico”.  Viu, sr. Sérgio Moro? Sensacionalismo!

Moro, em uma das conversas com seu subordinado do MPF, Deltan Dallagnol, mostra que se borrava mesmo de medo do Eduardo Cunha. Disso nós nunca duvidamos, especialmente porque Moro absolveu a mulher do gângster do MDB que havia feito gastos nababescos no exterior. O medo de Moro vinha das revelações que Cunha poderia fazer. Assim, as mensagens mostram que Moro não queria, de modo algum, uma delação de Cunha. Estas poderiam certamente nocautear os aliados do ex-juiz. Quando Moro soube de um possível acordo com Eduardo Cunha, disparou: “Espero que não procedam.” E Dallagnol, o subordinado de Moro, tenta tranquilizar seu chefe: “Só rumores. Não procedem.” Ao que se sabe, Cunha queria falar sobre Temer. Mas Moro não quis ouvir. Cunha também queria falar sobre dezenas de deputados, senadores e ministros. Mas Moro também não quis ouvir. E, em uma mensagem, diz a Dallagnol:  “Agradeço se me mantiver informado. Sou contra, como sabe.” Esse trecho de um dos diálogos é a prova de que Moro jamais quis combater a corrupção e que sua atuação sempre foi direcionada e seletiva. Como que um juiz que era tido como o “herói” na luta contra a corrupção não iria querer ouvir a saraivada de revelações de Eduardo Cunha? Quem Moro quis poupar? Bem, no meio de tudo isso, a senhora Cláudia Cruz, mulher de Cunha, foi absolvida… Por Moro…

Já souberam de um juiz que orienta a acusação, dizendo que “faltou uma prova”? E parece que a poeira já está subindo para outras instâncias, pois em uma das mensagens, em conversa de um grupo de procuradores, Dallagnol diz, em estado de êxtase: “Aha uhu o Fachin é nosso.” Evidentemente que o homem dos jejuns espirituais também tem que se explicar sobre essa. Se bem que um procurador dizer que um juiz do STF “é nosso” não tem nada de subliminar.

Hoje o jornalista Ricardo Noblat declarou que existem, dentre outros arquivos, cerca de 2000 áudios. O material está sendo sequenciado pelos jornalistas. Parece que o túnel da Vaza Jato será longo para Moro. E tudo indica que ele já está “perdido na noite”. Em caso de dúvidas, perguntem ao Faustão.

 

 

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