PALAVRA DO PROCURADOR

correio braziliense

“Me recordo dos diálogos com os procuradores apontados pelo site. O grupo não existe mais. No entanto, me lembro do debate em torno do resultado das eleições e da expectativa sobre a ida de Moro para o Ministério da Justiça.” (Procurador do Ministério Público Federal, em 29 de junho de 2019, ao Correio Braziliense, comprovando a existência dos diálogos entre procuradores divulgados pelo The Intercept).

A Globo finalmente entrou na “anti-parceria” e, aliada ao site ultra-direitista O Antagonista, vem tentando desqualificar os diálogos subterrâneos entre Moro e procuradores, divulgados pelo The Intercept, que, até aqui, comprovam os crimes processuais de Moro, a subserviência do procurador Dallagnol ao juiz-acusador e a indignação e preocupação de procuradores com a conduta ilegal, imoral, parcial e política de Sérgio Moro enquanto juiz. Em seus telejornais de ontem, a Globo tentou claramente blindar Moro (até quando?) e dar a entender que os diálogos pudessem até nem terem acontecido.

Entretanto, na mesma noite de ontem, o jornal Correio Braziliense publicou uma declaração de um dos procuradores que pertencia a um dos grupos, na qual o procurador confirma a autenticidade das conversas e diz lembrar-se delas. A condição do procurador para corroborar a autenticidade dos diálogos foi o anonimato.

O membro do Ministério Público Federal que confirmou a existência das mensagens divulgadas pelo The Intercept acrescentou que conseguiu até recuperar algumas mensagens em seu telefone. O procurador confirma, com segurança, que os diálogos divulgados na sexta-feita (a parte 8 da “Vaza Jato”) são autênticos. Outra afirmação importante do procurador ao Correio Braziliense é a de que os diálogos publicados são completos, o que mostra não ter havido qualquer edição ou descontextualização. Portanto, as alegações de Sérgio Moro e sua trupe são contestadas por um dos próprios procuradores que teria participado dos diálogos. Há que se destacar que o referido procurador, além de confirmar as mensagens, ainda acrescentou que, em seus arquivos recuperados, existem também conversas que ainda não foram divulgadas. Palavra do procurador. Parece que a tal “nuvem” está mais baixa do que poderíamos imaginar…

 

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