MENDES 70 ANOS – PARTE V – OS ÚLTIMOS TEMPOS (2008-2019)

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Foto acima: alunos anunciam a ocupação do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes em março de 2016. Foto: O Globo.

A saída do professor Rivaldo Rodrigues Gomes e a chegada do professor Marcos Antônio Reis Madeira à direção do Mendes de Moraes trazia um grande desafio ao novo diretor. Após 15 anos, Rivaldo nunca chegou a ser uma unanimidade no colégio. Mas sua capacidade como gestor sempre foi reconhecida até por quem lhe fazia restrições. Marcos Madeira tinha outro estilo. Enquanto Rivaldo era o homem do “lápis na orelha”, das “taliscas” e do “bacalhau”, Marcos Madeira sempre foi tecnologizado. Era o homem dos “e-mails”, do “wi-fi” e do “data show”. Marcos Madeira ainda trazia o lastro de ter sido, durante cinco anos, um adjunto de Rivaldo o que, em termos administrativos, poderia trazer uma sensação de segurança à comunidade escolar. Mas ele teria que mostrar o seu estilo de como conduzir a escola. A gestão de Marcos Madeira (e também de seus sucessores) coincidiu com a derrocada administrativa e financeira do Estado do Rio de Janeiro, em virtude dos escândalos de corrupção envolvendo as mais altas autoridades públicas do Estado. Funcionários terceirizados foram retirados do colégio, em virtude de as empresas contratadas não serem pagas pelo governo estadual. Por algum período, aulas chegaram a ser dadas em meio tempo, em razão da falta de funcionários de limpeza. Até as funcionárias responsáveis pelo preparo da alimentação dos alunos não puderam, por algum tempo, trabalhar, por não receberem salários, e a escola ficaria até sem merenda, prejudicando o já caótico quadro.

Em agosto de 2012 a comunidade do Colégio Mendes de Moraes foi pega de surpresa com a notícia do falecimento do jovem professor de Física José Carlos Peixoto de Oliveira. Em um clima de comoção, foi celebrada uma missa de sétimo dia de falecimento do professor José Carlos no auditório do colégio e, naquela ocasião, o professor Marcos Madeira surpreenderia a quase todos por seu protagonismo na liturgia: ele era ministro da eucaristia e, assim, mostrava um lado que quase ninguém conhecia. Muito diferente de outro momento em que, irado pelo fato de não ter encontrado a chave de uma porta, arrombou-a com um único pontapé. Ali, já era o lado de quem convivia por muito tempo com uma família de judocas.

Foi no ano de 2012, durante a gestão de Marcos Madeira, que teve início o “Projeto Vôlei” no Colégio Mendes de Moraes, uma iniciativa do professor Marcos Stecklow. O projeto, além de fomentar a prática do esporte, inseriu o Colégio Mendes de Moraes em competições importantes, como o Intercolegial O Globo, sendo a primeira participação do colégio já em 2013. Em 2016, o Mendes de Moraes sagrou-se campeão na categoria não federados masculino, além de ótimas classificações das equipes masculina e feminina obtidas ao longo dos anos.

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Foto acima: equipe masculina de voleibol do colégio Mendes de Moraes, resultado do “Projeto Vôlei”. Foto: enviada por Marcus Stecklow.

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Foto acima: a equipe feminina de voleibol do Colégio Mendes de Moraes. O “Projeto Vôlei” inseriu o nome do colégio nas grandes competições até os dias de hoje. Foto: enviada por Marcus Stecklow.

Foi durante a gestão do professor Marcos Madeira que as obras de expansão e melhoria das instalações do colégio foram concluídas, após vários anos de obras que ficaram, por muito tempo, interrompidas, especialmente por falta de pagamento dos governos estaduais. Porém, no início do ano letivo de 2014, com a conclusão das obras, os alunos receberiam o colégio com um ginásio coberto, um novo e amplo refeitório e 12 novas salas de aula construídas em um prédio anexo de dois andares. Além disso, a acessibilidade foi facilitada com a construção de rampas. Com as obras, o colégio passaria a ter 23 salas de aula e capacidade para atender até 2600 alunos.

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Foto acima: em 2014, a Semana de Arte do colégio, com exposição de trabalhos dos alunos: Foto: acervo de Marcos Madeira.

Na primeira semana de dezembro de 2015 uma outra triste notícia dilacerou a comunidade do Mendes de Moraes: o falecimento repentino da professora de Língua Portuguesa e Literatura, Márcia Bandeira. Muito querida entre alunos e professores, Márcia Bandeira eternizou-se como a “síndica” dos armários da sala dos professores. Na ocasião, escrevíamos um poema em homenagem à grande amiga e professora Márcia Bandeira:

À MESTRA COM CARINHO

De toda busca eterna de alegria

Surgiu no mundo alguém que me alegrou

Na vida, no trabalho, na energia

O fascínio que jamais ninguém calou.

 

Seu jeito, ó grande amiga, é uma ternura

Que enseja um sentimento de carinho

Que me faz sentir doce a amargura

Na certeza de nunca estar sozinho.

 

Se a saudade que dói se faz presente

Tu estarás no mundo eternamente

Como sempre, bonita e altaneira.

 

A percorrer caminhos com bravura

A iluminar a chaga e a casa escura

A tremular no céu Márcia Bandeira!

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Foto acima: o armário da professora Márcia Bandeira, a “síndica” dos armários da sala dos professores. Foto: arquivo de Pedro Paulo Vital.

No início do ano letivo de 2016, no mês de fevereiro, em meio ao calor inclemente do verão carioca os alunos, após o recreio, realizaram um protesto no qual recusaram-se a voltar às salas de aula. Com os aparelhos de ar refrigerado sem funcionar, os alunos sentaram-se nos corredores e filmaram a cena, que iria viralizar pelas redes sociais. Estava dado o recado. Dali para frente, parece que nada mais seria como antes.

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Foto acima: Fevereiro de 2016. Os alunos, em protesto pela falta de climatização, em pleno verão, recusam-se a entrar nas salas de aula, que passavam a ser chamadas pelos alunos e docentes de “saunas de aula”. Foto: Portal Ilha Carioca.

Nesse momento, o descontentamento dos alunos aliado à grande mobilização e liderança do grêmio estudantil do colégio, fariam com que o Mendes de Moraes assumisse uma posição de vanguarda no movimento estudantil do Rio de Janeiro e entrasse para a história. E o mês de março seria a demonstração disso.

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Foto acima: Na primeira semana de março de 2016, alunos do Colégio Mendes de Moraes fizeram uma manifestação nas ruas e fecharam a Estrada do Galeão, em protesto contra as condições do colégio. Era mais uma amostra de como seria aquele ano de 2016. Foto: Ilha Notícias.

21 de março de 2016. Em meio a um movimento grevista dos professores, o movimento “Ocupa Mendes”, organizado pelo grêmio estudantil e pelos alunos, faria com que o Colégio Mendes de Moraes entrasse para a história como sendo o primeiro colégio da rede estadual do Rio de Janeiro a ser ocupado por alunos, a exemplo do movimento que já vinha ocorrendo em São Paulo. Por melhores condições de ensino, mais verbas para a educação, apoio à greve dos professores e em uma clara oposição ao diretor, identificado pelos alunos como apenas um representante do governador, começava mais um capítulo que dividiria professores e alunos do Mendes de Moraes. Aliás, a volta da eleição direta para diretor estava na agenda, tanto de professores como do movimento “Ocupa Mendes”. O Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes entraria para a história com um movimento de alunos jamais visto e que traria fraturas políticas para a comunidade escolar, algumas com cicatrizes até hoje. O movimento “Ocupa Mendes” teve no grêmio estudantil do colégio o seu epicentro, além do apoio de diversos movimentos sociais.

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Na foto: a ocupação do Colégio Mendes de Moraes em 21 de março de 2016, que duraria quase dois meses, foi o auge da mobilização estudantil naquele ano e colocou o colégio na história como sendo o primeiro da rede estadual do Rio de Janeiro a ser ocupado. Foto: Portal Ilha Carioca.

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Foto acima: durante a greve dos profissionais de Educação em 2016, professores do Colégio Mendes de Moraes participam de manifestação no Centro da Cidade. A greve teve o apoio dos alunos que ocuparam o colégio a partir de 21 de março daquele ano. Foto: Facebook.

A ocupação do Colégio Mendes de Moraes, no entanto, não foi um caso isolado. A ocupação parecia ser uma palavra de ordem entre os estudantes da rede e denunciava o descaso das autoridades com a educação. “Ocupa Tudo” foi a conclamação para que os estudantes de toda a rede tomassem as escolas e divulgassem suas pautas de reivindicações. Até o dia 15 de abril de 2016, 45 escolas de toda a rede estadual do Rio de Janeiro estavam ocupadas. Mas no Rio de Janeiro, tudo começou no Colégio Mendes de Moraes. A crise da educação no Rio de Janeiro era exposta sem eufemismos. O Colégio Mendes de Moraes ganhava uma exposição midiática nunca vista.

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Foto acima: durante a ocupação, em 2016, os alunos “calaram” até o próprio Mendes de Moraes. Por que será? Foto: Extra on line.

Mas também houve oposição e  logo surgiu um outro grupo, denominado “Desocupa Mendes”, formado por alunos que exigiam a reabertura do colégio e o retorno às aulas. A crise dividiu o corpo discente e é impossível quantificar os apoiadores do “Ocupa” e do “Desocupa”. Sabe-se, porém, que os dois grupos chegaram a um enfrentamento, em episódios que, méritos à parte, mostravam a divisão e a polarização que afloravam dentro do colégio. O grupo “Desocupa Mendes” argumentava, dentre outras coisas,  que a ocupação ia contra o Estatuto da Criança e do Adolescente, comprometia o ano letivo e teria sido deliberada em uma assembleia ilegítima.

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Foto acima: alunos do “Desocupa Mendes”, que posicionaram-se contra a ocupação do colégio em março de 2016. Foto: “Desocupa Mendes”, Facebook.

O professor Marcos Madeira já estava desde o mês de dezembro de 2008 na direção do colégio e, durante esse tempo, fomentou projetos inéditos, como um convênio com a Fundação Internacional do Catar,  que chegou a levar alunos ao país que sediará a Copa de 2022. Foi introduzido um curso de língua árabe para os alunos do colégio. As gincanas ecológicas continuavam acontecendo e sempre associadas a um projeto de responsabilidade social. Mas haviam ressentimentos, especialmente por parte de um grupo de professores, em razão de medidas tomadas pela direção durante o movimento grevista. Porém, em meio à crise que o colégio viveu em 2016, o professor Marcos Madeira parecia ser aquela “primeira pedra do dominó”, ou seja, a primeira a cair, em uma sequência de várias. A estratégia da SEEDUC, depois de cerca de dois meses de ocupação do colégio pelos alunos e greve dos profissionais de educação, foi exonerar o professor Marcos Madeira e editar uma portaria que previa a “eleição” (na verdade, uma consulta) de um novo diretor pela comunidade escolar. Antônio Neto, o Secretário de Educação, que também não conseguiu solucionar a crise que teve o seu auge na ocupação, foi a outra “pedra do dominó” e acabaria exonerado junto com o professor Marcos Madeira.

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Foto acima: uma aula de árabe sendo ministrada pela professora Salam Nasser Zidan para alunos do Colégio Mendes de Moraes. A oferta do curso de árabe no colégio foi um dos benefícios oferecidos durante o convênio com a Fundação Internacional do Catar, na gestão do diretor Marcos Madeira, convênio que prosseguiria na gestão da diretora Kátia Dias. Foto: Jornal Golfinho.

Até hoje discute-se o que a ocupação do colégio trouxe de lições. Evidentemente, não se pode desprezar a importância do movimento, que mostrou a posição de vanguarda do colégio e o alto nível de politização do grêmio estudantil e dos alunos de um modo geral. Porém, as divisões surgidas durante a crise e a ocupação caminhariam por todo o segundo semestre de 2016, quando duas chapas se organizaram para a eleição de diretor do colégio que aconteceria em dezembro. Enquanto isso, o professor Rodrigo Bernardes Tiosso herdaria o “espólio” da crise, sendo nomeado diretor no lugar de Marcos Madeira e recebendo, para administrar, uma escola dividida, marcada por ressentimentos e sem poder sequer fazer as movimentações financeiras para manter o colégio. Isso porque a Assembleia Geral da AAE (Associação de Apoio à Escola) não havia se reunido, após a sua nomeação, para produzir uma ata em que seu nome constasse como diretor, o que era uma exigência do banco. Rodrigo Tiosso permaneceu como diretor por 10 meses, entre maio de 2016 e março de 2017 e, durante esse curto período, ele seria uma “ilha” cercada de problemas, crises e divisões internas por todos os lados. 2016 inequivocamente entraria para a história do Colégio Mendes de Moraes como “o ano que não terminou”.

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Foto acima: o professor Rodrigo Bernardes Tiosso, nomeado diretor do Colégio Mendes de Moraes após a saída do professor Marcos Madeira, herdaria o “espólio” da crise de 2016, que teve o seu auge na ocupação do colégio pelos alunos. Foto: twitter.com

Em 14 de dezembro de 2016, em um pleito muito disputado, o que evidenciava a fratura política do colégio, a chapa encabeçada pela professora Kátia Regina Dias sairia vitoriosa. A professora Kátia Dias tinha como um de seus grandes lastros o prestígio entre alunos e professores e o reconhecimento inequívoco de grande profissional, além de ser, embora não a única, mas a grande articuladora do vitorioso projeto da Gincana Ecológica, que tornou-se uma marca no colégio. A professora Kátia Dias, que assumiu a direção em março de 2017, teria a missão não de por fim às divergências, mas de procurar unir o colégio em torno de objetivos que pudessem trazer resultados de interesses comuns, especialmente aos alunos. Permaneceu exatamente um ano na direção sem conseguir, entretanto, o tão procurado entendimento. A chapa eleita fragmentou-se e as colisões aconteciam na própria direção. O desgaste da professora Kátia era nítido e, em março de 2018, exonerou-se do cargo, tendo sido nomeado para sucedê-la o professor Wander dos Santos Carneiro, seu ex-companheiro de chapa.

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Foto acima: a professora Kátia Regina Dias permaneceu na direção do CEPMM entre março de 2017 e março de 2018. Na foto, a professora Kátia Dias com alunos durante a edição de 2016 da Gincana Ecológica, evento tradicional do colégio que sempre teve na professora Kátia Dias a sua grande articuladora. Foto: Facebbok.

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Foto acima: em 2018, durante a gestão do professor Wander dos Santos Carneiro, o Secretário Estadual de Educação, Wagner Victer, visitou o Colégio Mendes de Moraes. Na foto, o Secretário de Educação, o diretor Wander Carneiro e a Secretária do colégio Márcia Cristina Machado. Foto: acervo da Secretaria do CEPMM. 

O professor Wander dos Santos Carneiro possuía uma considerável trajetória de cargo em direção que já durava 8 anos. Isso porque ele havia sido diretor-adjunto desde 2008, tendo assim participado das gestões de Marcos Madeira, Rodrigo Tiosso e Kátia Regina Dias. Ele pode ser considerado um “sobrevivente” de 2008, visto que, com a grande rotatividade de ocupantes do cargo nesse período, tanto de diretores-gerais como de adjuntos, foi o único a permanecer fazendo parte da direção durante 8 anos, antes de ser efetivado como diretor-geral. Como adjunto de Kátia Dias, ele havia sido eleito e, assim, com a saída da professora Kátia, não resta dúvidas de que sua nomeação foi pautada na legitimidade.

Um dos projetos levados adiante durante a gestão do professor Wander Carneiro foi a parceria com o Instituto Arcádia que, em 2018,  levou ao Colégio Mendes de Moraes o programa “Jovem Aprendiz do Teatro”. Para um colégio que teve como alunos, dentre outros, Suzana Vieira e Miguel Falabella, além de toda uma estrutura de teatro em seu auditório, o surgimento de novos talentos é uma certeza. O projeto oferece cursos de teatro para estudantes da rede e, no Mendes de Moraes, os novos talentos do palco já são realidade.

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Foto acima: alunas do Mendes de Moraes em cena durante uma aula de Teatro em 2018. O programa “Jovem Aprendiz do Teatro” leva alunos do colégio a trilhar o mesmo caminho de ex-alunos que se tornaram famosos atores, como Suzana Vieira e Miguel Falabella. Foto: Carlaile Rodrigues, O Globo.

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Foto acima: O atual diretor Wander dos Santos Carneiro e suas adjuntas Michelle Barros e Maria Alice e ainda a ex-adjunta Vânia Moraes, em foto de 2018. Foto: arquivo pessoal de Wander Carneiro.

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Foto acima: A solenidade de formatura do ano de 2018, realizada no auditório do colégio, a primeira sob a gestão do diretor Wander dos Santos Carneiro. Foto: Facebook.

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Foto acima: alunos participam do evento “Progressão”, em maio de 2019, promovido pela Supervisão Escolar. Foto: SOP/CEPMM.

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Foto acima: professores do Colégio Mendes de Moraes, em maio de 2019, durante o intervalo das aulas. Foto: Pedro Paulo Vital.

O professor Wander dos Santos Carneiro, no momento em que o Colégio Mendes de Moraes completa 70 anos, também não deixou de herdar problemas e, com a ampliação do colégio, que tornou-se um dos maiores da rede, a ponto de já poder ter três diretores-adjuntos, enfrenta o desafio de ter que administrar um colégio que cresceu em instalações e número de alunos, porém, encolheu em recursos humanos. Faltam inspetores de alunos e funcionários de apoio de um modo geral. O colégio já não conta mais com funcionários de portaria. Tradutores de libras, fundamentais para um ensino inclusivo, foram retirados do colégio durante o governo Pezão. A limpeza e o preparo das refeições da merenda escolar estão a cargo de funcionários terceirizados e vive-se sempre na incerteza de se o governo do Estado irá ou não honrar os pagamentos com as empresas contratadas.

Hoje, quando o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes completa 70 anos, sua comunidade pode orgulhar-se de tudo o que o colégio produziu e ainda produz em termos transmissão e produção de saber, ensino crítico, cultura, arte, esportes e de ter um lugar especial na história, em que o Colégio Mendes de Moraes sempre foi protagonista. Sua história, ao longo desses 70 anos, em alguns momentos foi marcada por adversidades. Mas, principalmente, por superações e conquistas, em prol da educação e da formação de cidadãos críticos e conscientes. Em sua história marcada pela mobilização e combatividade, o Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes sempre foi um baluarte da resistência. E, se preciso for, resistirá ainda mais. Nem que tenha que ser por mais 70 anos.

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AGRADECIMENTOS: Ao final deste histórico do Colégio Estadual Prefeito Mendes de Moraes, queremos agradecer a todos aqueles que colaboraram para este trabalho:

Jaime Moraes, ex-aluno do Colégio Mendes de Moraes, professor e amigo, pela disponibilidade de imagens e informações relevantes sobre os tempos mais remotos do colégio em seu grupo do Facebook “Ilha do Governador – O Passado no Presente” e por ter estado, em todos os momentos, disponível para ajuda;

Wander dos Santos Carneiro e Maria Alice Peixoto de Lima, respectivamente diretor-geral e diretora-adjunta do Colégio Mendes de Moraes, pela disponibilização dos arquivos documentais e fotográficos do colégio;

Marcos Antônio Reis Madeira, ex-diretor do Colégio Mendes de Moraes, pelo envio de fotos.

Márcia Cristina Machado, chefe da Secretaria do Colégio Mendes de Moraes, pela disponibilização do acervo fotográfico e autêntica “secretária” deste projeto;

Departamento de Pessoal do CEPMM, especialmente à servidora Yasmin Silveira, pela facilidade e colaboração no acesso aos arquivos;

Myrthes Lebrego, ex-aluna do curso de Formação de Professores do Colégio Mendes de Moraes, pelo envio de fotos;

Juberto de Oliveira Santos, ex-aluno do Colégio Mendes de Moraes e atual colega de profissão no magistério, pelo envio de fotos;

Fabiana Soares, professora do Colégio Mendes de Moraes, pelo envio de fotos;

Marilene Mattos, professora do Colégio Mendes de Moraes, pelo envio de fotos;

Marcus Stecklow, professor do Colégio Mendes de Moraes, pelo envio de fotos;

SOP do Colégio Mendes de Moraes, pelo envio de fotos.

Pedro Paulo Vital

 

 

 

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