O HISTÓRICO E A BALBÚRDIA DO MINISTRO

histórico do ministro

“Universidades que, em vez de procurar melhorar o desempenho acadêmico, estiverem fazendo balbúrdia, terão verbas reduzidas.” (Abraham Weintraub, Ministro bolsonarista da Educação que quer destruir as universidade públicas).

“Balbúrdia”, “agitação”, “baderna”, dentre outros, são termos bem conhecidos por nós e, normalmente, usados por quem sente-se incomodado com alguma coisa. Na maioria das vezes, com quem pensa e critica.

Ciências Sociais e Filosofia então nem pensar. Além de não trazerem retorno, aqueles que se dedicam a esses estudos não irão contribuir para o crescimento do país. Certas universidades, inclusive, só praticam balbúrdias e devem ter 30% de suas verbas cortadas e a UFF (Universidade Federal Fluminense) é uma delas. Pensando bem, todas as universidades federais terão 30% de corte nos seus orçamentos porque todas só fazem balbúrdia.

O que escrevemos acima resume o pensamento do ministro Abraham Weintraub, que tem a missão de acabar com as universidades federais em geral e, em especial com as chamadas Ciências Humanas, incluindo-se aí a Sociologia e a Filosofia. Weintraub é discípulo do astrólogo-impostor Olavo de Carvalho, o ícone ideológico do obscurantismo bolsonarista e foi o astrólogo que acusou os professores de Ciências sociais e Filosofia de destruírem o país. Com o que o ministro, igualmente obscurantista, concorda. Isso, sem falar nas “balbúrdias”.

E por falar em balbúrdias, o que fez o ministro quando era estudante universitário? Como foi o seu desempenho? O cientista político Carlos Alberto Almeida divulgou o histórico escolar do atual ministro olavista-bolsonarista da Educação e parece que ele comprova aquela regra que afirma que quem diz odiar muito determinada coisa é porque é mal resolvido com ela. O documento, tornado público através do twitter de Carlos Alberto Almeida, mostra que o ministro gostava mesmo é de fazer “balbúrdia” na universidade. E também de ser mal resolvido com as tais “Ciências Sociais” ou “Humanas” pelas quais ele e seu Presidente fascista demonstram tanto ódio. Basta vermos alguns dados do histórico escolar. Ele foi um péssimo aluno universitário e muito, muito mal resolvido mesmo com uma tal de “sociologia”. Senão, vejamos:

No primeiro semestre de 1989, o então aluno universitário Abraham Weintraub teve apenas 50% de frequência na disciplina Introdução às Ciências Sociais e sua média na disciplina foi 0,7 (sete décimos). Sua média no semestre foi 2,1. Nesse período, de 20 créditos possíveis nos quais se inscreveu, acumulou apenas 4. O que ele fazia na universidade? Seria balbúrdia?

O segundo semestre de 1989 então foi terrível. Ele teve reprovação em todas as disciplinas, por frequência e nota. Ou seja, ele não compareceu a nenhuma aula. O que ele fazia na universidade? Seria balbúrdia?

Em 1993, no segundo semestre, seu problema com a tal “sociologia” continuava mal resolvido. Ele tirou nota zero na disciplina Sociologia Aplicada à Economia. Tentou novamente cumprir essa disciplina no segundo semestre de 1994 e novamente teve como nota o zero. Seu problema com as Ciências Sociais continuavam. Talvez precisasse de uma ajuda na psicanálise. Será que ele fazia balbúrdia?

Dentre outras coisas, o histórico escolar traz a classificação do aluno Abraham Bragança de Vasconcellos Weintraub em sua turma de ingresso. Dos 93 alunos, ele foi classificado na posição 78. Será que ele ficou o tempo todo fazendo balbúrdia?

O histórico escolar do ministro é um excelente balizador para o diagnóstico desse governo doente. De alguma forma, o bolsonarismo pode ser classificado como uma doença de pessoas mal resolvidas, seja com mulheres, negros, homossexuais em geral, ciências sociais e universidades. Bolsonaro já mostrou que é mal resolvido com tudo isso. O histórico escolar de Weintraub mostra que ele foi mal resolvido com a universidade e com as ciências sociais. Então, que se destruam todas as universidades públicas e acabem-se com as Ciências Sociais, que não trazem nenhum retorno. Para Weintraub, parece que não trouxeram mesmo nenhum retorno. Mas Freud talvez explique: muito provavelmente ele adore uma balbúrdia e ame as Ciências Sociais. Quem sabe um dia ele revele aquilo que a frieza de um histórico escolar jamais revelaria?

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