O RASPUTIN ATACA!

rasputin ataca“O Nhonho quer articular cu com piroca. A piroca dele e o cu nosso.” (Olavo de Carvalho, o Rasputin do Bolsonaro, referindo-se a Rodrigo Maia, em 26 de março de 2019, via twitter).

“O Santos Cruz, quando ouve conversa de soldados no quartel, fica todo arrepiadinho de horror.” (Olavo de Carvalho, o Rasputin do Bolsonaro, referindo-se ao general Santos Cruz, ministro chefe da Secretaria de Governo, em 26 de março de 2019, via twitter). 

Guru? Astrólogo? Nefelibata? Charlatão? Profeta? Não. Já não resta mais nenhuma dúvida de que o papel do auto-intitulado “filósofo” e “professor” Olavo de Carvalho está muito mais para “Rasputin” do que para qualquer outro no desastroso governo Bolsonaro. Olavo de Carvalho consegue minar os próprios aliados do Bozo. E, como ele sempre “ensinou” aos seus alunos: atacar pessoas e não ideias. Detratar as pessoas, aliás, é o caminho mais usado pelo “Rasputin de Richmond” para querer impor aquilo que pensa. Em uma de suas aulas pelo Facebook, no dia 5 de dezembro de 2018, Olavo de Carvalho “ensinou” seus alunos, por exemplo, a como combater o marxismo. Disse o Rasputin do Bolsonaro:

“É aí que está o erro do pessoal conservador: imaginar que existe uma luta de ideias e que temos que derrotar o marxismo. Temos que derrotar é os marxistas. Não puxem discussão de ideias. Investigue alguma sacanagem do sujeito e destrua-o. Nós não discutimos para provar que o adversário está errado. Discutimos para destruí-lo socialmente, psicologicamente, economicamente.”

Fica claro, portanto, que o método “olavista” consiste não em discutir ou tentar destruir ideias e sim pessoas. “Destrua o sujeito”, sentencia. E esse método chega até mesmo em quem está a serviço do governo Bolsonaro, como Rodrigo Maia, o general Santos Cruz, o vice Mourão e vários deputados do PSL, dentre outros aliados. O método destruição do adversário, e não das ideias, fomentou a formação de discípulos ativos. A começar pelo próprio Bolsonaro, que sempre foi tosco, inculto e que em 30 anos de vida parlamentar nunca soube manter uma discussão sem ofender ou ameaçar as pessoas. Bolsonaro apenas legitimou esse método ensinado por seu Rasputin. Em 21 de janeiro de 2019, em outra aula, Olavo exaltou seus alunos. Alguns ocupam postos no governo, como Filipe Martins, no Ministério das Relações Exteriores, que é um antro olavista. Mas quem Olavo mais elogiou foi Flávio Morgesnstein. Aliás, já havíamos falado desse sujeito. Flávio Morgenstein, o “melhor aluno de Olavo” segundo ele próprio, é o cidadão que sugeriu que “todos os livros de Paulo Freire fossem queimados em praça pública à noite, com tochas e cerimônia de malhar o seu boneco.” Na ocasião, chegamos a postar um artigo sobre esse sujeito. Só não sabíamos, na época, que ele era aluno do Rasputin. Seu nome verdadeiro é Flávio Azambuja Martins e vive a tuitar seus ódios. Parece ter aprendido bem a lição: destrua pessoas e livros, não ideias. O link do artigo sobre esse olavista fundamentalista segue abaixo:
https://pedropaulorasgaamidia.com/2018/08/20/fascistas-fogueiras-e-livros/

Agora, Olavo volta-se contra os próprios aliados de Bolsonaro. Militares, parlamentares, ministros, todos colaboradores de Bolsonaro estão sendo alvo da sanha raivosa e predatória do Rasputin. Mesmo com o caos instalado no MEC o colombiano, ministro olavista, não cai. Mesmo com a balbúrdia que virou o Ministério das Relações Exteriores e sua anti-diplomacia Ernesto, também ministro olavista, não cai. Mourão já foi chamado de “idiota” e “mourãozinho fardado”. Rodrigo Maia foi chamado de “articulador de cu com piroca”. Deputados do PSL de “bando de caipiras.” E dizer que um general, posto máximo do Exército, fica “arrepiadinho” com soldados, como o Rasputin referiu-se a Santos Cruz, não é nada aceitável. E até Moro, o juiz-fetiche dos coxinhas, e Janaína Paschoal já foram detratados por Olavo. Não sei se o Rasputin do Bolsonaro ensinou a seus alunos, também, o método de destruição de aliados. Mas ele está sendo aplicado pelo “mestre predador de adversários.” Cuidado. Pode ter o refluxo. O final de Rasputin e do governo do qual ele era o guru foi trágico. Seus próprios desafetos palacianos trataram de destruí-lo. Para quem gosta tanto de destruição, ironicamente o czar e o Rasputin morreram abraçados. O restante da história todos sabemos. Lembrando que ontem o “mourãozinho fardado” reuniu-se com a FIESP

 

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