O POSTO IPIRANGA FUGIU

Ministro da Economia, Paulo GuedesNão perguntem ao “Posto Ipiranga”. O slogan importado da propaganda do posto não cabe mais. Hoje, o “ministro do mercado e dos banqueiros”, Paulo Guedes, desistiu de ir à Comissão de Constituição e Justiça da Câmara para ser sabatinado. Enquanto isso, Bolsonaro foi ao cinema com a dona Michelle e com a “ministra dos costumes” Damares. Bolsonaro não quer debater com a sociedade desde a eleição. E agora o “ministro dos banqueiros” Paulo Guedes não compareceu à Comissão de Constituição e Justiça para debater.

O caos do bolsonarismo nos permite parafrasear o filósofo cético Górgias: “o Brasil não tem governo; se tivesse, a liderança não se comunicaria; se a liderança se comunicasse, seria inconvencível.” Bolsonaro não fala. A liderança não convence. E, quando não se tem mais expectativa, então “perguntem ao Posto Ipiranga.” Mas o Posto Ipiranga não apareceu. Parece que o governo vai perder por W.O. Mas Guedes, o fujão, poderá ser convocado. E aí, se ele não aparecer, poderá responder por crime de responsabilidade.

Hoje o “Posto Ipiranga” fugiu. O fato de a comissão ainda não ter relator não justifica. Se Paulo Guedes tivesse argumentos, ele iria correndo defender a reforma. Mas depois da reforma dos militares, que é mais um “plano de carreira” com compensações do que uma reforma, pegou muito mal. Uma pena. Hoje o “Posto Ipiranga” não pôde ser consultado. Muitas perguntas certamente seriam feitas a ele. Por exemplo:

Por que a reforma dos militares foi feita pelos próprios militares e não pelo Ministério da Economia, como foi a reforma geral?

Por que a reforma não prevê sacrifício para todos e mantém os mesmos privilégios?

Por que  o governo não cobra as dívidas milionárias de empresas com o INSS, incluindo-se aí empresas das quais muitos parlamentares favoráveis à reforma são donos?

Juízes corruptos afastados da magistratura continuarão ganhando como prêmio aposentadoria com vencimentos integrais?

Qual o projeto do governo para aumentar a oferta de empregos, grande caminho para o INSS arrecadar?

Se a reforma não for aprovada, o ministro afirmou que vai suspender os pagamentos dos servidores. Seria mesmo de todos? Juízes, militares, senadores, deputados, ministros, diplomatas, Presidente e Vice-Presidente da República, todos teriam seus salários suspensos?

Infelizmente ficamos sem resposta. Hoje, e não sabemos até quando, a placa estará fincada no “Posto Ipiranga”: “Passa amanhã!”

 

 

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