GOLPISTA E ANGORÁ: BUCHAS DA LAVA JATO

temer presoA prisão do golpista Michel Temer e de seu fiel escudeiro Moreira Franco, vulgo “gato angorá”, decretada ontem, não chega a ser surpresa. No mesmo pacote, o coronel Lima, o “laranja” do golpista Temer, foi encaçapado. O acerto de contas do Temer e do angorá, embora tardios, não deixam de causar uma satisfação. Na verdade, o acerto de contas de Temer e sua quadrilha com a lei só não ocorreu antes porque o golpista comprou a maior parte dos deputados para livrá-lo por duas vezes das denúncias da PGR. Todos aqueles que se venderam ao Temer e protelaram sua prisão são igualmente cúmplices de seus crimes. A conversa no porão do Jaburu com o Joesley e a mala de 500 mil ainda estão vivas em nossa memória. São provas audíveis e visíveis e não meras delações de arrivistas. Temer chegou a dar o foro privilegiado ao Moreira Franco, ao transformar a Secretaria que seu comparsa ocupava em Ministério. Mas ontem o golpista, seu “laranja” e o angorá não escaparam da prisão decretada por Marcelo Bretas.

Apesar de as prisões terem sido recebidas efusivamente pela maior parte do país, tanto por bolsonaristas como por esquerdistas não podemos, no entanto, ficar iludidos. Se fizermos uma avaliação, ainda que superficial, poderemos concluir que Temer e Moreira Franco estão cumprindo mais um papel ridículo em suas imundas biografias: o de serem “buchas” da Lava Jato, que nas últimas semanas havia caído em descrédito, especialmente em razão do fundo bilionário que Dallagnol e sua equipe queriam administrar, na famigerada e natimorta “fundação” que, sem dúvida, teria veladamente finalidades políticas. Até apoiadores acríticos da Lava Jato viram com desconfiança a utilização de dinheiro da Petrobras para um fundo nababesco que seria administrado pelos procuradores. O próprio Dallagnol virou alvo de investigação. A operação e seus procuradores perderam terreno e alguma desconfiança começou a pairar até por parte de “lavajateiros” de alta fidelidade. A tal fundação bilionária “melou”. Se a Lava Jato fosse uma empresa societária, suas ações estariam em franco declínio nos últimos dias. Para piorar, começou uma treta com o STF, após a Suprema Corte ter transferido para a Justiça Eleitoral crimes de corrupção no âmbito eleitoral. Era preciso, por parte da Lava Jato, uma resposta e uma reação. Então, dois “buchas” que nada representam nem moral e nem politicamente poderiam ser enjaulados. E, ao que nos consta, os “buchas” cumpriram seus papéis e, assim, a Lava Jato ganha uma sobrevida.

Porém, não nos iludamos. Aécio está solto. Jucá está solto. Queiroz parece ser “imexível”. O “laranjal” do PSL foi para o arquivo morto e não se fala mais nos depósitos do Flavinho e nem nas milícias aliadas do governo. Bolsonaro também agradece porque os vexames da entrega do Brasil aos EUA e o “beija-mão” de Trump saíram de foco.  Enquanto isso, a Lava Jato parece ter renascido das cinzas de uma fundação ex-bilionária que virou pó. Nada como dois buchas que não valem as fezes que excretam!

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