BOLSONARO, HITLER E A “DUCHA DOURADA”

hitler, bolsonaro e ducha douradaA turma da “moral e dos bons costumes” e defensora dos “valores familiares” ainda não se pronunciou sobre o vídeo pornográfico, abjeto e deplorável postado por ninguém menos do que o Presidente da República “defensor da família e dos bons costumes”. Para aqueles que inventaram histórias como “kit gay” e “mamadeiras de piroca” que jamais existiram e aterrorizaram incautos defensores da “família” e dos “bons costumes”, o que dizer de um vídeo de “ducha dourada” com dois homens? O MBL ainda não se pronunciou. O Malafaia e os evangélicos do Whatsapp ainda não se pronunciaram. A ministra dos costumes e da goiabeira ainda não se pronunciou. E até o especialista no assunto, Alexandre Frota, não se pronunciou. Os transtornos mentais de Jair Bolsonaro chegaram a um ponto que ultrapassaram todos os limites e a escatologia publicada reflete bem o desastre, sob todos os aspectos, de um governo que, cada vez mais, deplora a imagem do Brasil. O vídeo repercutiu internacionalmente e os veículos de comunicação de vários países sabem que Bolsonaro foi alvo de críticas e sátiras durante o carnaval e, para expressar a sua fúria, Bolsonaro acabou tentando aterrorizar os incautos e definir o carnaval como pornografia escandalosa, em uma generalização absurdamente fora de propósito.

Repercussões internacionais à parte, chama nossa atenção a obsessão de Bolsonaro em relação ao homossexualismo. Quando jornais internacionais disseram que Bolsonaro havia postado um vídeo com “golden shower”, o capitão perguntou o significado da expressão. Ele também não deve saber o que é parafilia. Então, vamos no pacote: parafilia é o nome dado a qualquer prática sexual pouco comum e uma delas é a “ducha dourada”, ou seja, quando um dos parceiros urina no outro. Durante o carnaval, vemos sim excessos pelas ruas, mas a cena escolhida por Bolsonaro é emblemática. Ele ainda disse que foi “didático”. Qual seria a opinião dele e de seus apoiadores fundamentalistas se o vídeo tivesse sido usado por um professor com fins “didáticos”? Quantos milhões de menores assistiram àquela cena? Será que Bolsonaro “garimpou” a cena para impactar seus incautos seguidores e dar vazão à sua pulsão de ódio? Quem enviou o vídeo? Alguém esteve a serviço dele nas ruas para, como “freelancer”, ter a missão de filmar a cena mais chocante? Só estamos tentando compreender o que leva um dito chefe de Estado a fazer o que fez o desequilibrado Bolsonaro.

Mas a história mostra que Bolsonaro não está só em suas obsessões. No livro “A vida sexual dos ditadores”, de Nigel Cawthorne, temos um desfile de preferências escatológicas. No capítulo sobre Hitler o autor, com farta munição documental, fala do que chama de “estranhos prazeres” do ditador nazista. Hitler demonstrava, mesmo fora do sexo, uma vertente escatológica. Na página 117, diz o autor sobre Hitler:

“Não demonstrava interesse por mulheres como os demais soldados  e não reclamava, como faziam até os mais corajosos, da sujeira, dos piolhos, da lama e do fedor da linha de frente…”

Talvez isso já fosse um sinal. Mas o que é narrado em seguida, não deixa dúvidas. Hitler teve um caso com a própria sobrinha, chamada Geli Raubal, filha de sua meia-irmã Ângela. Ciumento, vivia a passar sermões na garota, em nome da “moral e bons costumes”. Era tão obsessivo que chegou a levar a menina em um ginecologista para atestar sua virgindade.  E, na página 123 do livro, a depravação entre Hitler e sua sobrinha tinha como ápice exatamente aquilo que Bolsonaro disse “não saber o significado”, mas escolheu a dedo para postar em seu twitter para o Brasil e para o mundo:

“Hitler a fazia tirar a roupa e deitava-se no chão. Então ela se agachava sobre a cabeça dele, para que Hitler pudesse examinar suas partes íntimas, o que o deixava muito excitado: era da maior importância que Geli se agachasse sobre sua cabeça de modo que lhe permitisse ver tudo. Quando a excitação alcançava o ponto máximo, exigia que a garota urinasse sobre ele, e era assim que obtinha prazer sexual. Geli disse que isso tudo era extremamente nojento e não lhe proporcionava qualquer prazer.”

Ultra-direitistas, invocadores de Deus, defensores da família e dos bons costumes, militaristas, homofóbicos, misóginos, racistas. Talvez esse carnaval, que nada teve de alienante, tenha mostrado mais uma semelhança entre Hitler e Bolsonaro: as tendências escatológicas e a fascinação pela “ducha dourada”. Claro que não são apenas meras coincidências.  Só que Bolsonaro, ao contrário de seu congênere, escancarou…

 

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