A “ESCOLA COM PARTIDO” DO BOZO

carta do mec

O pedido do ministro da Educação bolsonarista, o colombiano Ricardo Vélez, para que os diretores das escolas leiam uma carta do ministério no primeiro dia de aula seria absolutamente natural, caso o seu teor fosse o de “boas vindas” aos alunos, professores e funcionários das escolas. Nenhum problema se, na carta, constasse o slogan do governo. Que fique bem claro: slogan do governo. No entanto, a leitura de tal carta é flagrantemente ilegal sob dois aspectos: primeiro, porque ela reproduz o slogan da campanha de Bolsonaro “Brasil acima de tudo e Deus acima de todos!” Em segundo lugar, é necessário lembrar ao ministro colombiano da Educação brasileira que, no Brasil, o ensino, assim como o Estado, são laicos. Portanto, não cabe a exaltação de Deus ou Deuses nas escolas, qualquer que seja o credo ou religião. No mesmo documento, o ministro Ricardo Vélez pede que os alunos e professores sejam filmados cantando o hino nacional e os vídeos sejam enviados ao MEC. Evidentemente esses vídeos seriam usados futuramente em propagandas do governo para fazer exaltação política da “nova era”. Pelo visto, também vamos entrar na era do “nacionalismo à moda big brother”.

O colombiano que comanda a Educação brasileira conseguiu, em um pequeno texto, cometer várias ilegalidades. Mas a coisa não fica só aí. Certa vez falamos que os defensores do tal “Escola Sem Partido”, como o atual governo, na verdade não passam é de partidários e censores do pensamento crítico. Isso porque a tal carta que o colombiano pede para ser lida contém um nítido teor partidário, com a presença do slogan da campanha de Bolsonaro, que deverá ser repetido nas escolas. O deputado federal Marcelo Freixo já encaminhou denúncia contra o colombiano Ricardo Vélez, pois o ministro bolsonarista da Educação está cometendo crime de responsabilidade. Para uma campanha que falou de “aparelhamento” e “doutrinação de esquerda” nas escolas, essa é mais uma iniciativa que mostra como a escola deles sempre será “com partido”. Mais doutrinação do que a carta do ministro colombiano, impossível. A cada dia o governo Bolsonaro se desmoraliza tropeçando sobre suas próprias incompetências, covardias, contradições e festival de besteiras. O tal “Escola Sem Partido”, que muitos incautos defendem, é mais partidário do que se pode imaginar. Eles mesmos provaram isso.

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