OS CHEQUES DA “VAL 02”

cheques da val 02A primeira Wal era com “W”: a  tal funcionária fantasma do gabinete do então deputado Jair Bolsonaro que era vendedora de açaí em Angra dos Reis. A “Wal do açaí”, como era conhecida, recebia salário com verba pública, do gabinete de Bolsonaro, mas não comparecia ao serviço. A Wal, com “W”, vendia o seu açaí  nas proximidades de uma casa de Jair Bolsonaro em Mambucaba, distrito de Angra dos Reis, e o marido dela fazia serviço de caseiro para o então deputado federal. Tudo muito certo se ela não fosse funcionária fantasma.

Agora outra Val, esta com “V”, foi encontrada na família de Bolsonaro. E, mais uma vez, quem está no rolo é Flávio Bolsonaro, o deputado estadual que condecorou milicianos na Assembleia Legislativa. E tudo leva a crer que o caso é muito sério. Dessa vez a Val, que poderíamos chamar de “02”, como o próprio Bolsonaro faz com os seus filhos, é a senhora Valdenice de Oliveira Meliga. A senhora Valdenice, ou “Val 02” é irmã da dupla de milicianos, os irmãos Alan e Alex Rodrigues de Oliveira, que estão presos. Agora, uma reportagem da Isto É  mostra que a “Val 02”, a irmã dos milicianos, era uma pessoa de total confiança de Flávio Bolsonaro, a ponto de atuar como responsável pelas contas de sua campanha à eleição do Senado no ano passado. As relações íntimas da família Bolsonaro com os milicianos já é um fato conhecidíssimo e esta não se deu apenas com a condecoração de chefes de quadrilhas de milícias. Já foi mostrado, também, que Flávio Bolsonaro empregava familiares de milicianos em seu gabinete. Agora, a coisa parece ter ido muito mais além. Val, a irmã dos dois milicianos presos, atuava como administradora de recursos de sua campanha, inclusive assinando cheques em nome de Flávio Bolsonaro. A reportagem publicada na Isto É exibe os cheques nos valores de 3.500 e 5 mil reais que foram assinados pela “Val 02”. Documento enviado à Justiça Eleitoral mostra que a “Val 02” tinha procuração passada pelo filho de Bolsonaro para  realizar a tarefa. Só para termos uma ideia de mais esse rolo de Flávio Bolsonaro: o cheque de 5 mil, assinado pela “Val 02” foi pago a Alessandra Cristina Ferreira de Oliveira, para prestação de serviços de contabilidade. Ocorre que Alessandra também trabalhava no gabinete de Flávio e ainda era tesoureira do PSL. Então, como tesoureira do partido, ela era responsável por administrar recursos da legenda e acabou levando para sua empresa os serviços de contabilidade de 42 candidatos do partido. Ou seja, atuando como tesoureira, ela agiu para levar os recursos do partido para a sua própria empresa. E, se ficarmos atentos, dentre essas candidaturas, encontraremos “laranjas”.

No caso do serviço prestado à campanha de Flávio Bolsonaro ao Senado, o cheque recebido pela empresa de Alessandra foi assinado por ninguém menos do que a irmã dos milicianos presos ou, como queiram, a “Val 02”.

Depois do escândalo do Queiroz, da condecoração dos milicianos, do emprego do familiares de milicianos em seu gabinete, agora surge a notícia dos cheques de campanha assinados pela irmã dos milicianos, que era “administradora” dos recursos de campanha de Flávio. Ficamos na expectativa das manifestações dos patos amarelos, agora alaranjados. Afinal, quem tem “bandido de estimação”?

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