DARWIN É O ALVO

goiaba na bandeira“Cinco galinhas d’Angola e fez a terra
Pombos brancos criou o ar
Um camaleão dourado
Transformou em fogo
E caracóis do mar…” (Trecho do samba-enredo da Beija-Flor, com o enredo “A Criação do Mundo na Tradição Nagô”,  1978).

Nunca imaginei que um dos debates do governo giraria em torno da questão criacionismo X evolucionismo. A Pastora-Ministra Damares (de novo ela!) apareceu em um vídeo afirmando que “a igreja evangélica perdeu espaço na História ao deixar a Teoria da Evolução entrar nas escolas.”  Em sua absurda, descabida e, apesar de lamentável, até certo ponto risível afirmação, a Pastora-Ministra entende que o ensino do evolucionismo deva ser substituído pelo criacionismo nas escolas. Eles já baniram Paulo Freire. Agora, querem banir Charles Darwin.

Mas Damares é uma pastora fundamentalista, “xiita”, intolerante. Em sua afirmação, ela fala pela sua igreja, a evangélica. Porém, se concordarmos com a Pastora-Ministra, então também poderemos afirmar que os nagôs, hindus, gregos, índios, que igualmente possuem suas teorias criacionistas, também perderam espaço na História. Talvez até o Demiurgo de Platão tenha sido jogado para escanteio. São diversas as teorias criacionistas existentes nas mais diferentes culturas, e não apenas aquela que é descrita na Bíblia. Então, qualquer sacerdote, de qualquer religião, poderia fazer a mesma declaração em defesa de sua crença. E, para a escola ser mesmo plural como determina a lei, então, todas elas deveriam ter espaço. Porém, nunca é demais lembrar que tanto o Estado Brasileiro como o ensino são laicos. Se os Ministérios, como falou o próprio Bolsonaro, não podem ser política e ideologicamente aparelhados, também não poderiam ser religiosamente aparelhados. “Deus acima de todos” foi um lema de campanha que torna-se incabível como lema de governo em um Estado laico.

A sequência de bobagens, sandices e debates inócuos protagonizados pela Pastora-Ministra dá a impressão de um desvio de foco. Desde as cores para meninos e meninas, a “nova era”, “catequizar índios” e a perda de espaço da “igreja evangélica” nas escolas, todas são afirmações provocativas. O próprio Marcos Pontes, Ministro da Ciência e Tecnologia, opondo-se à sua colega pastora, afirmou que “não se deve misturar ciência com religião.” Aí, vem o Silas Malafaia em defesa da pastora. E tudo leva a crer que o que o governo pretende, é que isso se transforme em um “grande debate nacional”, enquanto Paulo Guedes e Cia. desmontam e vendem o Estado, aprovam uma reforma da previdência que mantém os privilégios das castas intocáveis e beneficia os banqueiros. Enquanto o meio ambiente é entregue ao comando de ruralistas. Enquanto os direitos trabalhistas são suprimidos. Enquanto o Brasil torna-se subserviente aos Estados Unidos.

E, para inebriar a consciência da maior parte de seus eleitores, o governo precisa manter o debate em clima de campanha. A escola é o alvo. Professores de História, Filosofia, Sociologia, eram alvos prioritários. Agora, os professores de Biologia que se cuidem. Eles acabam de se tornar alvos. Porque Darwin é o alvo. Receio que, ao contrário da campanha e das repetidas afirmações, a bandeira do Brasil comece a ficar vermelha. Talvez para lembrar um Deus que, um dia,  Darwin ousou matar.

 

O “NEAL DEAL” DE BOLSONARO

woHá mais de um ano conheci um bolsonarista “puro sangue”, daqueles que chegava a tirar fotos junto com a bandeira da supremacia branca. Na ocasião, ele me falou que Bolsonaro tinha como uma de suas metas fazer um “Neal Deal” para o Brasil. Claro que achei estranho uma proposta de “novo acordo” vinda de um extremista de direita. E achei mais estrando ainda porque a expressão sintetiza as medidas de Franklin Roosevelt para salvar o capitalismo, que estava  em crise desde 1929. Especialmente porque o “New Deal” de Roosevelt caracterizou-se por um controle maior do Estado, com o fito de frear o excesso de liberalismo que levou o país e o mundo capitalista ao caos. Se pensarmos ainda que o guru do Bolsonaro, o tal “Ministro Posto Ipiranga”, quer privatizar até o oxigênio e liberar seu preço no mercado, fica muito difícil associarmos o governo Bolsonaro à expressão “New Deal”.

Porém, há algum tempo, especialmente desde a transição-consórcio com o Temer, que começamos a perceber o que poderia ser esse tal “Neal Deal” ou “novo acordo” do governo Bolsonaro. A palavra “acordo”, desde o nefasto diálogo de Romero Jucá com Sérgio Machado, passou a ter uma conotação bem específica: acobertar crimes, extinguir a Lava-Jato, temporizar ou fingir que não viu crimes de parceiros, comparsas, aliados ou familiares. O “acordo de Jucá com o Supremo e tudo” visava exatamente isso. Mas parece que Bolsonaro foi bem além. O “New Deal” do Bolsonaro começa com a auto-retirada de campo do Judiciário, quando o Presidente da Corte Máxima afirmou, com todas as letras, em 2 de dezembro: “É hora do Judiciário se recolher.”

Daí para frente, o “New Deal” só foi progredindo. Algo tipo um “efeito cascata” de “game over” por abandono. Primeiro, o Ministro Onyx Lorenzoni confessa o crime de “Caixa 2”. Mesmo assim, continua nomeado para o cargo e ainda recebe o “perdão” de Sérgio Moro. Antes disso, o “filho 02” do Presidente eleito havia dito que “bastava um cabo e um soldado parta fechar o Supremo”. Certamente, Tóffoli preferiu tirar o time de campo antes de levar o cartão vermelho. Nisso, surge o “laranja” do “filho 01” do papai e também da família presidencial. Ato contínuo, um tal promotor que fazia orações e jejuns espirituais some de cena. Parece não estar mais indignado. Aí, o “filhinho 01 do papai” não comparece à convocação do Ministério Público para depor. Então, as “conduções coercitivas hollywoodianas” também não existem mais. E não tem mais aquela de general fazer ameaças e se dizer “preocupado”.

Resumindo o “New Deal” do Bolsonaro: Judiciário se recolheu, Moro perdoa criminoso confesso, promotor não faz mais jejum e oração, PF não faz condução coercitiva a quem se recusa a depor, general que fazia ameaças colocou o pijama “à la Deodoro da Fonseca”. Resultado: todo mundo saiu de campo. Pelo menos numa coisa o “novo acordo” de Bolsonaro é mais simples do que o antigo pretendido pelo Jucá: é muito mais fácil ganhar por “W.O.”

MORO, COAF E A SINUCA

sinucaBolsonaro acabou com o Ministério do Trabalho em uma de suas primeiras medidas provisórias, a 870, que pulverizou as atribuições do extinto Ministério entre as pastas da Economia e Justiça e Segurança Pública. O fim do Ministério do Trabalho já é objeto de uma ação de inconstitucionalidade movida pelo PDT (Partido Democrático Trabalhista). Ao menos, com essa ação, o PDT, ou o que restou do partido, está honrando as tradições de Vargas e Jango.

Porém, o que mais chama nossa atenção na tal MP 870, que trata da “reforma administrativa”, é que o COAF (Conselho de Controle de Atividades Financeiras), será comandado pela pasta da Justiça e Segurança Pública, ou seja, por Sérgio Moro. Justamente no momento em que o COAF está desbaratando as irregularidades cometidas pela família de Bolsonaro, através de movimentações financeiras milionárias feitas pelo laranja-motorista Queiróz, o Conselho passa para o comando de Moro. Claro que isso é mais do que estranho. É suspeito mesmo. Com que independência Moro atuará caso o COAF encontre outras “movimentações atípicas” envolvendo, por exemplo, o filho do Presidente, agora senador eleito? Haverá seletividade na divulgação dos dados? Moro irá liberar outros dados “atípicos” da família Bolsonaro, caso surjam, para a Rede Globo, como fez ao vazar ilegalmente uma conversa da então Presidente Dilma com o ex-presidente Lula?

No mínimo, a independência do COAF está sob risco. A transferência do COAF para a pasta agora comandada por Moro ocorre justamente no momento em que o Conselho vem identificando movimentações financeiras suspeitas envolvendo o clã Bolsonaro e o “laranja” da família.

Só existem duas alternativas para esta situação: a primeira, seria Sérgio Moro travar o COAF. Alternativa bem provável e receamos que essa seja sua “missão” ao receber o comando do Conselho. Mas se “o Brasil vai mesmo mudar”, como se falou na vitoriosa campanha fascista, então Moro vai manter o COAF com total independência, doa a quem doer. Nesse caso, como ficaria Bolsonaro? Manteria ou demitiria Moro? Aí, lembro da máxima, sempre citada por um político antigo, cascudo, chamado César Maia, pai do novo aliado de Bolsonaro. Maia, o César, sempre falou que “nunca se pode nomear alguém que você jamais poderá demitir.” Ficamos na expectativa. Quem sabe Moro, como Ministro, não seja seletivo e parcial como foi enquanto era juiz?  Aí, poderia ser que depois do “rolo do Queiróz” tivéssemos a “sinuca do Bolsonaro”…

GENERAL, MALANDRAGEM E NEPOTISMO

não ao nepotismo“O Banco do Brasil informa que Antônio Hamilton Rossell Mourão foi nomeado ontem, 7, para o cargo de assessor especial da Presidência. O cargo é de livre provimento da Presidência do BB e a nomeação atende aos critérios previstos em normas internas e no estatuto do Banco.” (Comunicado oficial do Banco do Brasil divulgado hoje, 8 de janeiro de 2019, sobre a nomeação do filho do Vice-Presidente Mourão para o cargo de assessor especial da Presidência da instituição).

“Pero Vaz, escrevendo de mansinho
Asilou o seu sobrinho
Inventou o pistolão.” (Trecho do samba-enredo da Império Serrano de 1984, com o enredo “Foi malandro é.”)

“O brasileiro herdou a malandragem do africano.” (General Mourão, em 6 de agosto de 2018).

O novo assessor da Presidência do Banco do Brasil é… o filho do Vice-Presidente, general Mourão. A nomeação, feita no dia 7 de janeiro,  não tem outra definição que não seja um nepotismo descarado. Com o cargo, o salário do filho de Mourão será triplicado e irá ultrapassar 36 mil reais mensais. E agora José? O que os patos amarelos e os meninos do MBL vão dizer em casa?

Embora o cargo seja comissionado e, portanto, de confiança, é impossível que não exista nos quadros do Banco do Brasil funcionários capazes e que possam ser da confiança do Presidente da instituição para ocuparem o cargo. Mas a escolha recaiu, exatamente, sobre o filho do Vice-Presidente.

Em apenas uma semana de governo, o “mito redentor” já tem muito o que explicar: o motorista “laranja”, o “caixa 2” do Onyx,  a aliança com Rodrigo Maia e esse vergonhoso nepotismo que beneficia o filho do general que ocupa a Vice-Presidência da República. O general se limitou a dizer que “o filho é qualificado, o resto é fofoca.” Não estamos duvidando da qualificação ou competência do pimpolho do general. Mas que “resto” que é fofoca? Não há nada de fofoca. Houve sim um baita de um nepotismo, que contradiz todo discurso moralista que sempre permeou o discurso ultra-conservador dos que estão no poder. E isso não é “fofoca”. O filho de Mourão está há 18 anos no Banco do Brasil. E isso não é “fofoca”. Em todo esse tempo, apesar de sua competência e capacidade, ele não chegou a ocupar nenhum cargo de grande relevância no banco. E isso também não é “fofoca”.

Cargo de confiança não se discute. Mas quando nomeia-se o filho do Vice-Presidente da República, o nome é nepotismo. E isso nada tem a ver com o moralismo tão apregoado por essa gente. Aguardamos o pronunciamento da “patolândia”.

 

A CASA DO LARANJA

a casa do queiroz 2Queiroz, o “laranja enrolado” da família Bolsonaro, não comparecerá ao depoimento marcado para esta terça-feira, 8 de janeiro. O laranja continua internado. E, claro, não é em nenhum hospital do SUS. Ele está no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, um dos mais caros do Brasil, onde foi submetido a uma cirurgia e permanece internado.

Mas a permanência do “laranja” dos Bolsonaros no Hospital Albert Einstein parece ser totalmente incompatível com sua, pelo menos aparente, modesta vida. Queiroz, que movimentou 1 milhão e 200 mil reais, mora em uma modesta casa no bairro da Taquara,  no Rio de Janeiro. A casa é tão simples que nem possui pintura externa e está localizada em um beco de uma área dominada pela milícia. A casa, muito simples, fica em uma viela e pode-se visualizar um emaranhado de fios e canos. O local, de tão simples, mais parece um gueto.

Mas a conta do Hospital Albert Einstein nada tem de modesta. O “combo” da cirurgia e a internação custa algo em torno de 30 mil reais, fora os honorários médicos. Para quem é motorista, mora em uma casa tão simples e localizada em um beco, essa fatura está tão atípica como a conta milionária que movimentou fazendo papel de laranja da família Bolsonaro.

A foto que ilustra este artigo é da jornalista Juliana Castro e não deixa dúvidas sobre a incompatibilidade dos ganhos e residência de um motorista com suas nababescas movimentações financeiras e estadia em um dos hospitais mais caros do Brasil.

Ficamos aguardando a manifestação dos patos amarelos que, aliás, ainda não se manifestaram sobre o apoio de Bolsonaro a Rodrigo Maia, o “Botafogo” da lista de propinas da Odebrecht, para Presidente da Câmara dos Deputados.  Afinal, como eles mesmos dizem (e concordamos!), a “justiça é para todos” e “o combate à corrupção também”. Mas parece que, desde a confissão da “caixa 2” do Onyx, já devidamente desculpado por seu colega e correligionário Sérgio Moro, o quantificador da “patolândia” já mudou de “todos” para “alguns”

 

PSDB VIRA PÓ

psdb vira póPara quem se apresentava como “apolítico” ou “outsider”, João Dória já pode ser considerado alguém com uma carreira política que é um recorde. Em dois anos, elegeu-se Prefeito de São Paulo e, agora, Governador. Demonizando a esquerda, com um discurso ultra-conservador, elitista e que, a exemplo de Bolsonaro, parece sempre estar em campanha, agora Dória, definitivamente, tomou conta do PSDB. O “apolítico” e “outsider” jogou os cardeais tucanos para escanteio.

Na eleição presidencial, mesmo com o PSDB tendo candidato, Dória abertamente apoiou Bolsonaro, já no primeiro turno. No segundo turno, antes de qualquer pronunciamento do partido, declarou apoio ao capitão reformado.  Agora, já avisou que a bancada tucana irá, toda ela, votar em Rodrigo Maia, o candidato do Bolsonaro, para Presidente da Câmara dos Deputados. Rodrigo Maia, diga-se de passagem, é um dos pilares da “mudança”, do “fim do toma lá dá cá” e do “combate à corrupção” anunciado por Bolsonaro. Aliás, estamos aguardando o pronunciamento da “patolândia” sobre o apoio de Bolsonaro a Rodrigo Maia, vulgo “Botafogo” na lista de propinas da Odebrecht.

A degradação do partido tucano já vem de tempos. O partido, que poderia e deveria ser uma opção de social-democracia, tomou o caminho neoliberal. Apodreceu em definitivo quando apoiou Temer. E, mesmo sendo poupado pela Justiça e blindado pela maior parte da mídia, acabou sendo o maior derrotado nas eleições de 2018. Agora, com o controle de Dória, o partido toma o caminho da ultra-direita, como um dos sustentáculos do governo fascista.

Com o anúncio de Dória apoiando o governo Bolsonaro e seu candidato à Presidência da Câmara, está declarado o fim de  um partido, surgido em 1988 de uma dissidência do PMDB, justamente por não ter aceito, à época, o alinhamento do PMDB com um tal “Centrão”. Talvez Aécio personifique o que virou o PSDB: pó. E talvez só por isso o playboy ainda esteja no partido.

 

A FÁBRICA DE SANDICES

damares enemEm apenas quatro dias de governo, a “Era Bolsonaro” já nos deu uma certeza: seu governo será uma “usina” de proferimentos de besteiras e sandices. “Despetizar o Planalto”; “Banir o socialismo”“Libertar o povo do politicamente correto”“Tirar cadeiras vermelhas do Palácio”; “Menino veste azul e menina veste rosa”, dentre outras besteiras, em doses industriais, ditas pelo Presidente e assessores. Mas a “Ministra dos Costumes”, a pastora fundamentalista Damares, está se superando. Depois de criar a “ideologia de gênero cromática”, agora a Ministra-Pastora continua à frente do batalhão (desculpas ao capitão e ao general), como se ela fosse o “arauto da nova era”.

Nesta quinta-feira, a “Ministra dos Costumes”, em uma entrevista no Jornal das 10, da Globonews, afirmou que o Estado deveria interferir para que o aluno não se afastasse de sua família para cursar uma faculdade. Segundo a “Ministra dos Costumes”, o afastamento de um jovem de sua família para cursar faculdade em outro município ou Estado, longe da região em que vive, cortaria os laços familiares. A pastora fundamentalista, em sua entrevista, criticou o ENEM, por permitir que o aluno possa optar por faculdades fora da região em que vive com suas famílias.

Parece que a “Ministra dos Costumes” está mesmo em outro mundo. Ou em outra época. Suponho que a “Era Bolsonaro” necessite com urgência de um marcapasso. Vivemos em um tempo em que jovens deixam até o país para fazerem cursos e intercâmbios. Na época colonial, antes da chegada da Família Real, para um jovem (rico) cursar uma faculdade, tinha que ir para a Europa e por lá ficar anos para retornar “doutor”. Será que, quando os jovens de ontem e de hoje regressaram, os “laços familiares” foram danificados? Seria bom também a senhora Pastora definir o que ela chama de “família” e “laços familiares”.

Mas cabe, ainda, uma indagação à Excelentíssima “Ministra dos Costumes”: a preocupação da Ministra também se aplica às escolas militares? Ela poderia começar perguntando ao seu próprio Presidente, que deixou sua cidade e foi estudar na Academia Militar das Agulhas Negras. Será que a escola militar, por exemplo, foi a culpada por ele ter se casado três vezes? É possível que essa “quebra dos laços familiares” do próprio Presidente seja a causa da preocupação da Pastora. Será?

A grande maioria dos militares tiveram que deixar, ainda muito jovens, por um tempo, suas famílias e suas cidades para estudarem longe de suas casas. Assim como não há universidades em todo o país, também não existem escolas militares em todo território nacional. Então, perguntamos à “Ministra dos Costumes” se sua declaração também seria válida para jovens que ingressam em escolas militares localizadas longe de suas regiões.

Seria bom a senhora Ministra ir procurar jaca na Sibéria. Quem sabe ela não veja Stálin em uma jaqueira? Ela até poderia aproveitar para treinar a prática do exorcismo…